Meu Gêmeo Favorito (Versão 1.0)
3 Eu Vou Matar Você
Notas iniciais
Capítulo 3 – Eu Vou Matar Você!
Descobri que o garoto loiro se chamava Jason e a menina Reyna.
Ela me explicou sobre esse lance de deuses gregos e romanos, sobre o Acampamento Meio-Sangue e Júpiter. Havia uma rixa entre gregos e romanos, mas uma deusa, Hera, que por acaso tinha como animal sagrado vacas, coisa que eu achava extremamente engraçado, apagou a memória do líder dos dois acampamentos e os enviou ao acampamento rival. E depois de muita treta, gregos e romanos se deram bem.
– Você provavelmente deve ser grego – disse Reyna com uma pontinha de tristeza na voz.
– Como pode ter certeza?
– Simples, não sei como é possível, mas acho que você é gêmeo de Percy e, ele é grego, filho de Poseidon. – após um suspiro continuou – Você não tem um pai, certo?
– É claro que eu tenho pai. E mãe também. – ela me olhou como se eu fosse louco – Okay. Sou adotado. Algum problema? Meu pai e minha mãe me adotaram com cerca de três meses.
– O QUÊ? VOCÊ TEM PAI? E VOCÊ FOI ADOTADO? – bufou – não estou entendendo mais nada.
– Vou dizer bem devagar. Eu. Tenho. Pai. – inspirei o máximo de ar que pude e continuei – Meus pais são Leon Moretto e Nilce Martins Moretto. Entendeu?
– Bem, estou um pouco confusa ainda, mas antes de te levar para o Acampamento Meio-Sangue, vou te dar treinamento apropriado. Três dias de treinamento será o bastante.
– Espera, eu vou ter que ficar aqui? Minha mãe vai me matar se eu não chegar casa cedo.
– Infelizmente vai ter que esperar para Quíron contatar sua família.
Se eu tivesse um celular... Lembrei. Achei que tivesse deixado dentro do carro. Ai, o carro. Legal, agora minha mãe e meu pai iriam me matar.
Tirei meu celular do bolso, torcendo para que pegasse sinal naquele fim de mundo.
E não é que pegava! Disquei o número da minha mãe. Alguns segundos depois ela atendeu:
– Oi filho! Onde você está? Tudo bem? Quando vai voltar pra casa? – Ela fez mais umas 100 perguntas típicas de mãe, que não irei listar para o bem de vocês.
Assim que Reyna me viu ao telefone, deu um grito e perguntou:
– O quê está fazendo?
– Que grito foi esse? Está tudo bem? – Minha mãe perguntou ao telefone.
– Espera um pouco mãe, já falo com você. – Tirei o celular do ouvido – Estava ligando pra minha mãe? Para avisá-la que estou bem e vou passar um tempo na casa de um amigo? – fiz aspas em amigo.
– Não ouviu quando eu falei da relação entre semideuses e tecnologias?
– Na realidade não. Estava pensando que série eu deveria gravar para por amanhã no meu canal.
– Canal? – perguntou Reyna semicerrando os olhos.
– Já ouviu falar em YouTube? – ela balançou negativamente a cabeça.
Expliquei detalhadamente o que era YouTube e o meu canal: Nerd Planet, onde fazia vlogs e gameplays de vários jogos. Falei sobre o canal do meu pai:Nerd Things. E sobre o canal de vlogs que minha mãe cuidava: Cadê o Chinelo. Por fim, expliquei o que era nerd gamer.
– Entendeu agora? – perguntei depois da milésima vez que expliquei.
– Eu acho que sim. Mas durante todos esses anos usando toda essa tecnologia, você nunca sofreu ataques de monstros?
– Não, hoje foi a primei...
– DUNCAN ME RESPONDA AGORA! – Minha mãe gritava furiosa no telefone.
– Oi mãe... Então, eu vou ter que passar uns dias na casa de um amigo.
– Mas não precisa de roupas? E que amigo? Eu acho que não vai dar querido, seu pai está dizendo que você prometeu gravar Survival Games com ele.
– Na casa do Peter mãe, ele pode me emprestar roupas, e diz pro pai que eu posso gravar na casa do Pet. – minha mãe gostava muito do Peter, ele é meu amigo desde os quatro anos. Achei que seria uma desculpa eficaz, mas me enganei.
– Duncan, não tem como o Pet te emprestar roupas. Pense comigo. Você tem 1,85 de altura e músculos grandes, enquanto Peter tem 1,60 e vamos combinar né, super seco. E outra coisa, o senhor esqueceu que ele e os pais viajaram para a Holanda e só vão voltar na SEMANA QUE VEM?
Droga, o que eu faço agora? Fudeu!
– Mãe... É que... – Antes de eu pensar em uma resposta minha mãe me cortou:
– Não ouse mentir pra mim mocinho! Agora me conte o que está acontecendo. De verdade!
Resolvi contar a verdade pra minha mãe, ela iria saber uma hora ou outra.
– Mãe, eu sei que pode parecer totalmente louco, mas eu sou um... – contei a minha mãe as mesmas coisas que Reyna me explicou, enquanto a mesma estava ao meu lado de queixo caído, mas logo trocou para um olhar de “eu vou matar você”.
Minha mãe por incrível que pareça aceitou numa boa e disse que mais tarde me ligaria.
– EU VOU MATAR VOCÊ! – acertei o que o olhar significava – É MELHOR CORRER!
Aceitei o conselho e saí correndo o mais rápido que pude.
Me escondi atrás de uma pilastra, assim que ela passou corri atrás dela. Cheguei de fininho pelas costas e prendi os braços dela.
– Calma, minha mãe aceitou numa boa, o que é estranho, mas assim ela não fica preocupada comigo.
– Já estou calma, agora me solta. — Devagar afrouxei meu braço, mas assim que soltei ela se virou começou a me xingar e dar socos no meu peito, se a intenção era machucar não estava funcionando.
Fui andando para trás para tentar escapar dos socos, até que uma maldita pedra me faz tropeçar e cair de costas no chão, puxando Reyna junto. Ela cai em cima de mim, nossos rostos a centímetros um do outro.
– Descul... – comecei a esboçar um pedido de desculpas, mas fui interrompido pelos lábios de Reyna sob os meus.
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