Meu Gêmeo Favorito

38 Quarteto Focástico


Notas iniciais
Oi gente, tudo certo? Maaaais um capítulo aqui pra vocês e se preparem heheheheheh Boa leitura!

Pov. Duncan

Peter. Não era possível. Como? Como eles pegaram meu amigo? Ele era inocente. Não merecia, não podia estar no meio de toda essa confusão. Eu simplesmente não conseguia me mover, estava paralisado, de medo, de choque, de tudo.

— A gente precisa sair daqui agora Duncan – sussurrou Percy.

A voz dele parecia longe, muito longe. Não conseguia mexer meus músculos, estava perturbado, e muito. A pior parte foi ele ter dito que não me conhece. O que fizeram com ele? O meu melhor amigo.

— Duncan! – gritou Annabeth

Eu não mexia um músculo.

Senti toda a água congelada em baixo de mim se agitar cada vez mais e de repente, eu juntamente com Percy, Annabeth e Rachel fomos ejetados por um mini iceberg, uma plataforma de gelo, para cima, logo começamos a cair.

— Duncan – gritou Percy – Se você não tirar a gente daqui vamos MORRER! A gente está caindo.

Repentinamente acordei do meu transe e agarrei as pessoas a minha volta. Segundos antes do pedaço de gelo se espatifar no chão viajamos nas sombras. Surgimos no alto de uma montanha, de lá dava pra ver minimamente as ruínas de onde saímos.

— O que aconteceu? – indagou Percy me pegando pelos ombros

— Peter... – sussurrei com olhar longe

— Deixa ele se recuperar, Percy – disse Annabeth – Me ajuda a montar a barraca.

[...]

Eu estava sentado na beira da montanha, olhando para o nada, pensando apenas naquela coisinha que desde os quatro anos eu amava tanto. Peter. Se eu já tinha raiva de Gaia antes, imagine agora. Porra. Peter era completamente inocente, zero porcento de chance de ele ser um semideus. Não tinha como, simplesmente não tinha.

Enquanto isso, Percy, Annabeth e Rachel estavam dentro da barraca. Montamos uma fogueira para aquecer-nos, mas a grande nevasca a apagou. Se eu estava morrendo de frio? Sim, estava. Mas não ligava muito pra isso no momento. Não queria entrar na barraca para não ter que falar sobre. Mas uma hora isso teria que acontecer. Se não eu iria virar um picolé humano ali mesmo.

— Entra aqui, Duncan –falou Rachel lendo meus pensamentos – Se não você vai congelar. Essa nevasca está muito forte.

— Tudo bem – murmurei olhando para meus pés.

Levantei com a ajuda da ruiva e entramos na barraca. Percy estava abraçado com Annabeth em um dos cantos do nosso pequeno abrigo. A barraca não era pequena, mas era suficiente para caber nós quatro.

— Aleluia que você entrou, – disse Percy – achei que ia morrer congelado.

Apenas me sentei no canto oposto do casal, me enrolando em uma manta. Rachel sentou-se ao meu lado e me abraçou, numa tentativa de me esquentar. Apreciei o gesto dela.

— Agora vai dizer pra gente o que aconteceu? – indagou Annabeth com a sobrancelha levantada – Você conhece aquele garoto? Octavian disse a verdade?

— Sim – respondi suspirando pesadamente – Peter... Somos amigos desde que eu me entendo por gente. Somos praticamente irmãos. Ele inclusive, devia estar pirando pela minha falta de notícias... Eu só queria saber o porquê de Gaia ter pego ele. Ele é apenas um mortal...

— Eu também sou apenas uma mortal – disse Rachel sorrindo.

— Você não conta Pesadelo Ruivo – respondi rindo minimamente.

— Eu acho – começou Annie – que Gaia fez isso pra te desestabilizar. Ela sabia que você não ia aceitar a péssima proposta dela. Então, pegou seu amigo pra fazer com que você ficasse chocado e poder talvez, te chantagear com isso.

— Isso faz sentido – concordou Percy – Precisamos contar isso para Quíron. Assim podemos formular um resgate e impedir Octavian...

— Eu vou matar esse filho da puta da próxima vez que o vir – rosnei.

— Calma irmãozinho – disse Percy – Antes disso, precisamos sair daqui e voltar pro Acampamento.

— Eu não consigo – falei.

— Não consegue o que? – perguntou Rachel e Annabeth juntas.

— Viajar nas sombras – respondi – Eu não consigo... Simplesmente não dá. Peter... Parece que minhas forças foram embora. Querem ver?

Tentei viajar para o outro lado da barraca, mas falhei miseravelmente. Não importava o quanto eu me concentrasse e tentasse.

Soquei o chão fofo da barraca e deitei no colo de Rachel.

— Calma Duncan – disse Annabeth – Vamos dar uns dias, assim você se recupera e voltamos pra casa.

[...]

Pov. Percy

Tinham se passado sete dias. Pelo menos era o que eu achava. Era meio difícil contar o tempo passar quando se está quase em um dos polos do planeta.

Duncan ainda não conseguia viajar nas sombras. Era visível que ele estava profundamente abalado e perturbado. Não conseguia se concentrar o suficiente para podermos sair daqui.

Cada hora que se passava era um problema a mais para nós. O frio cada vez mais aumentava, o que nos obrigava a ficar dentro da barraca, colados uns aos outros para poder nos aquecer rapidamente. A comida estava acabando também, o que era trágico. Morrer de fome ou de frio primeiro?

Estava ponderando qual morte era a melhor opção quando ouço uma voz ao longe me chamando.

Percy, desça a montanha.

— Vocês ouviram isso também? – indaguei.

— Não – responderam as duas meninas juntas.

— Eu tô ouvindo – disse Duncan.

Annabeth imediatamente saiu correndo para fora da barraca nos deixando confusos, mas a seguindo logo após.

— O que foi Annie? – perguntei.

— Lá em baixo – falou ela tirando o binóculos do rosto – Só você e Duncan ouviram o som. Isso significa, criaturas de Poseidon. Olhe – E em seguida me passou o binóculos.

— Focas! – exclamei – Vão nos levar para o Acampamento!

Rapidamente juntamos nossas coisas e descemos a montanha.

Quatro grandes focas estavam prontamente nos esperando para nos tirar daquele inferno congelante.

Olá, vocês vão nos levar até o Acampamento? – perguntei mentalmente

Levaremos vocês até o porto de Nova York, perto da Estátua da Liberdade, é o melhor que conseguimos, vamos dar a volta pela costa do Canadá – respondeu a foca número um.

[...]

Foram dias de foca-móvel. Praticamente duas semanas. A distância era grande e, coitada das foquinhas. Nosso quarteto focástico (melhor trocadilho da face da terra), precisava descansar. E nós comer. Quando a comida acabou de vez, tive que mergulhar e juntar peixes e sim, depois assar e comê-los. Desculpa pai.

Duncan ainda continuava... Deprimido? Não sei se essa é a melhor palavra para descrever. Ele ainda estava abatido. Digerindo as informações. Era muita coisa pra cabeça dele. Tudo acontecendo tão rápido. Fora a preocupação dele com Reyna e com bem... Peter.

Como eu disse, quase duas semanas depois, acabados, só não mais que as queridas focas que eu agradecia eternamente por nos ajudar, chegamos ao píer de New York. Relativamente perto da Moça da Liberdade com um belo bigode. Não acredito que ainda não pintaram ela.

— Gente! – Exclamou Rachel quando descemos das focas – A Estátua da Liberdade! Tem um bigode nela?

— Pergunte ao Duncan – respondi sorrindo.

— Foi você? – indagou a ruiva rindo – Eu não acredito.

— Pesquise na internet depois – respondeu Duncan piscando para ela.

[...]

Como seres humanos normais, ou quase, pegamos um táxi e voltamos ao Acampamento. O motorista nos olhou torto após indagar inúmeras vezes se tínhamos certeza do endereço. Ele claro, não via nada a não ser colinas vazias.

Rapidamente subimos a Colina Meio-Sangue onde Peleu estava de guarda atento. O Velocino ainda estava em posse de Octavian. Corremos para dentro da Casa Grande e demos um susto em Quíron. Annabeth abraçou o centauro que estava em sua forma compacta de cadeirante.

— Meninos, estava preocupado com vocês – declarou Quíron – Não recebi notícias, faz mais de duas semanas que vocês partiram. Rachel, fico feliz de estar bem.

— Desculpe Quíron, – falei – mas não conseguimos nos comunicar e Duncan... É... Bem, não conseguia viajar nas sombras. Sorte nossa que focas apareceram e nos trouxeram de volta.

— Duncan, o que aconteceu com você? – indagou

— Eu não sei, senhor – meu irmão respondeu – É como se eu não tivesse forças, eu confesso que estou muito abalado. Gaia raptou Peter, meu melhor amigo desde os quatro anos de idade e agora junto com Octavian, é general dela.

— Octavian? – perguntou assustado.

— Sim, Octavian. – disse Annabeth – E ele é...

Então, explicamos tudo o que tínhamos vivenciado desde que partimos para o Alaska. Quíron ficou assustado quando soube de tudo. Não era de menos, estávamos todos desorientados sobre os recentes acontecimentos.

— Tudo bem – disse Quíron depois de um tempo – Eu planejava mandar vocês em missão novamente, mas devido as circunstâncias, preciso de vocês aqui. Descansem e depois, se reúnam com Jason, Piper, Leo, Calipso Nico, Will, Frank e Hazel. Digam tudo o que sabem sobre a Terra do Nada, o Acre. Os oito vão lá pra destruir o ninho de monstros. Os contem absolutamente tudo.

Notas finais
E aí, gente, deixem seus comentários aí, o que acharam e tudo mais. Por hoje é só, volto na terça! Abraços!