Meu Grande Amor -LiTor.
16 Capítulo 16-Preparada Pra Morrer???
Notas iniciais
Mil desculpas por não ter postado ontem, mas é que não deu, realmente... O capitulo ia conter bastantes informações, e eu tive que mudar varias coisas, então... Não deu, mas desculpem, de verdade.
Gostaria de agradecer a todos que comentaram, e dizer que estou muito preocupada pois eles estão diminuindo demais.
Mas o capitulo de hoje vai para a luaannacastro, por ter gentilmente favoritado a FIC. Obrigada Flor!
LEIAM AS NOTAS FINAIS, AVISO IMPORTANTE!
Boa Leitura!
“Eu sei que mudanças podem ser assustadoras.
Mas faz parte do crescimento.
É assim que descobrimos como somos, e o que vamos ser.”
-COMO É QUE É? -gritei temendo a resposta.
Não podia ser o que eu estava ouvindo. A Fatinha seria incapaz de fazer uma coisa dessas. Não gostar do Vitor, tudo bem, mas armar para me separar dele? Não. Ela não faria isso comigo, ainda mais se julgando minha melhor amiga.
-Paty, você não tem censo dos limites não? -perguntou Morgana. -Primeiro você viaja na maionese legal aqui, achando que pode sair pegando o namorado dos outros, e agora inventa que a Fatinha tava afim do Vitor?
-Olha Morganinha, minha querida amiga, presta bem atenção que eu vou dizer novamente, e não repito! -disse a Paty, sínica, enquanto eu só ficava paralisada, com medo do que ela poderia dizer, e no que eu iria acreditar. -A FATINHA, SE JUNTOU A MIM, PARA SEPARAR A LIA DO VITOR, POR QUÊ ESTAVA AFIM DELE. -gritou.
-Eu acreditaria se não soubesse da sua falsidade Paty. -falei. -Você acha mesmo que a minha melhor amiga seria capaz de fazer isso comigo? Se as suas fazem, me poupe.
-Não tenho amigas Lia. Não tenho amigas agora, mas eu tinha. Eu tinha uma melhor amiga, e eu gostava tanto dela, que deixei ela realmente me iludir. Na primeira oportunidade que ela tinha, tirou meu namorado de mim, mesmo sabendo da alegria que eu sentia. Mesmo sabendo que eu o amava. -disse Paty com lágrimas nos olhos.
-Falsidade pra você não é vergonha né? -disse Morgana. -Não tá vendo que as coisas só estão piorando pra você? -perguntou. -Será que você é tão insensível, a ponto de jogar com as pessoas desse jeito?
-Morgana, Morgana... Se eu fosse você não mexia com o perigo. Até por quê agora, você já anda com ele. Não se arrependa... -retrucou Paty.
-E você Fatinha, a mais barraqueira daqui, não vai defender a melhor amiga agora? -perguntou Kika sorrindo. -Vai ficar ai com cara de paisagem enquanto a santa Morgana rouba o seu lugar?
-Olha aqui garota, eu faço o que eu quero, na hora que eu quero. E eu sei muito bem que não compensa ficar brigando com gente que não tem nada pra fazer. E outra, se você quer entrar pra defesa, eu te convido, por quê pra mim, isso é inveja. Inveja até das brigas que temos. -manifestou Fatinha.
-Isso é verdade Lia. A Morgana sempre tão certinha... Conseguiu envenena-la? Ou está apenas a usando para conseguir completar o seu joguinho? -disse Paty ironicamente.
-Olha aqui Paty, você já está com o rosto todo descascado. Vai querer mesmo que eu acabe com o que eu comecei? -perguntei sorrindo vitoriosa. -Olha que não é difícil.
-Lia, pensa bem garota! Se eu estivesse mentindo, a Fatinha já teria se defendido, mas ao invés disso, está parada olhando a confusão. Por quê não para de ser boba? -disse sorrindo.
-E vou te matar Paty! Te matar! -disse indo pra cima dela, mas o Gil me segurou, impedindo que isso acontecesse.
-Lia, não faz isso. -pediu Gil, me segurando, enquanto eu tentava me soltar, vendo a cara de idiota que a Ju fazia.
-Me solta! Eu vou deixar ela viver! -disse me soltando. -E da próxima vez que for inventar alguma coisa, vê se inventa algo que seja mais concreto.
-Se não acredita, olha bem na cara da Fatinha, e pergunta pra ela. Se ela conseguir mentir, está livre das minhas acusações, mas se não... Ai não da né... -insinuou Paty.
-Tá bom! -disse me virando para Fatinha. -Fatinha, é verdade essa história ridícula que a Paty acabou de insinuar aqui? -perguntei sorrindo, já sabendo que ela diria que não.
Porém, ela fez o contrário. Ao invés de me responder, saiu correndo, me deixando sem saber o que fazer. Enquanto o Vitor me olhava com cara de ''eu disse que ela estava fazendo isso''. Como ele me irritava quando fazia isso.
-Pelo jeito ela se entregou. -disse Kika sorrindo. -A amizade intacta acabou né Lia? Pela sua cara ela não tem muitos rumos...
-Kika, vai ver se eu estou na esquina, ou melhor, em outro mundo, quem sabe não demora mais pra voltar.
-Hey garota, você me parece uma boa aliada. Falo com você depois. Quem sabe não temos o mesmo objetivo. Mas saiba que quem dá as ordens sou eu, e tentou passar por cima de mim, morreu. -ameaçou Paty, olhando para Kika.
-Vou adorar te ajudar, e mostrar pra loirinha que ela não tem poder nenhum nesse colégio. Quem sabe agora, eu não concorde com certas afirmações sobre você. -disse Kika sínica. -Agora vou indo. Beijos. E Lia, cuidado com os chifres. -disse ela saindo.
-Vitor, é melhor irmos logo, antes que a Lia arme mais confusões. E eu não preciso disso. -disse Paty subindo na moto de Vitor.
-Vitor, se você sair com ela, não quero nem que me procure. Você é meu namorado, e eu quero responsabilidade da sua parte. -exigi.
-Desculpa Lia, mas a única irresponsável aqui é você. Viu o que fez com a Ju sem ter motivos? Por favor, me da licença, e eu acho que não vou te procurar enquanto não pensar melhor. -disse ele colocando o capacete, para depois sair com Paty.
-VAI LÁ VITOR. SÓ QUE DEPOIS NÃO RECLAMA, E NEM ME PERGUNTA, POR QUÊ HOJE EU JÁ FUI CHAMADA ATÉ DE IDIOTA POR VOCÊ, E NÃO VOU ATURAR PROVOCAÇÕES. -gritei quando ele se distanciou.
Que se dane também. O que eu vou fazer agora, é cobrar explicações de uma certa amiga minha. Ou ex, por quê pelo que eu sei, a conversa vai ter que ser bem séria.
-Morgana, eu vou ter que ir indo. Falo com você mais tarde. -disse saindo.
-Tá bom. -disse ela também saindo.
Sai correndo o mais rápido possível para a minha casa. Não queria correr o risco de deixar a Fatinha escapar, sem antes falar comigo.
Assim que abri a porta, dei de cara com a mesma, que provavelmente iria sair se eu não chegasse.
A Fatinha... Agora eu quero saber de tudo.
-Lia, eu tenho que ir, por favor, me da licença? -pediu. -Eu tenho um compromisso importante.
-Não Fatinha. -disse segurando seu braço. -Agora você vai me explicar que confusão você se meteu, e bem explicado. Quero a verdade, e apenas a verdade.
Pov: Vitor On.
Eu sabia que a Lia ficaria com raiva de mim, e acho que era isso que eu queria. Não sei por quê, mas acho que um tempo longe dos nossos problemas, faria bem pra mim.
-Vitor, tenho certeza que não vai se arrepender de vir almoçar aqui. Com certeza você vai gostar. Relembrar os velhos tempos nunca vai ser tão bom. -disse Ju quando chegamos em seu apartamento.
-Ju... Eu ainda sou namorado da Lia... -falou.
-E você acha que a Lia é desse tipo de garota cara? -perguntou Bruno se aproximando de onde estávamos. -Ela não vai querer falar com você, vai te evitar, vai querer confusões, e se você continuar com coisas que ela não gosta que você faça, ela vai terminar. -alertou.
-Bruno... Você já me colocou em confusões demais... Por favor... Quero dizer que não preciso que me digam o que eu faço, por quê quem decide isso sou eu, e mais ninguém. -retruquei.
-Bruno, não vai estragar o clima que temos aqui não é mesmo? -disse Marta, mãe da Ju. -Depois que a Lia, amiguinha da Ju, roubou você dela, você nunca mais apareceu, mas faz muita falta! -disse sorrindo.
Depois de almoçarmos, a Ju me convidou para dar uma volta, e eu aceitei. Ela inventou que queria ir pra praia. Só que a galera estava toda no Misturama, e disse que seriamos melhor ir pra lá.
-Poxa Vitor... Eu não queria ir pro Misturama... Vou lá sempre. Queria algum lugar que eu nunca tivesse ido. -falou ela emburrada.
-E que tipo de lugar você quer ir? -perguntei.
-Sei lá... Alguma coisa tipo aventura, que tal? -perguntou. -Vamos... Sei lá... Já sei! -disse ela.
-O que? -perguntei.
-Vamos andar por ai, e acampar! -disse ela animada.
-Acampar? -perguntei. -Mas eu tenho namorada, e a Lia não iria gostar nada que eu fosse acampar com você. -falei.
-Então vamos andar até o ''quase'' escurecer e voltamos. -propos.
-Ju...
-Por favor Vitor! -insistiu. -Eu não vou tentar nada com você. Prometo.
-Tá bom Ju. Mas antes do anoitecer nós vamos voltar.
E assim foi feito. Fomos até um lugar, que poderíamos dizer que era uma reserva florestal. Era muito bonito. A Ju disse que já conhecia por quê o Dinho havia levado ela lá algumas vezes. Mas depois deu em cima de mim, é claro, dizendo que desta vez foi bem melhor e tal...
-Vitor, eu estou realmente muito cansada. -falou se sentando em baixo de uma árvore. -Não consigo andar nem mais um pouquinho.
-Também estou cansado, mas temos que voltar. -disse me sentando. -Podemos descansar, mais só um pouco, ok?
-Sim. -disse ela colocando a cabeça em meus ombros.
-A Lia vai adorar saber desse passeio... -disse ironicamente.
-Eu sei que posso me arrepender por isso, amargamente... -disse ela ignorando o que eu tinha falado, e se aproximando de mim. -Mas eu preciso muito fazer isso, por quê temos que correr o risco de ficar sem nada, ou ter tudo, arriscando.
-Do que você está falando? -perguntei.
-Disso. -disse Ju, antes de me beijar.
Pov: Fatinha On.
Agora era a hora. Ou eu contava de uma vez por todas pra Lia que eu me tornei amiga da Paty para separa-la do Vitor, e acabava com esse tormento, ou continuava escondendo, coisa que eu não conseguiria fazer por muito tempo.
-Vai Fatinha. Estou esperando ansiosamente suas explicações. -disse Lia me olhando furiosa.
-Lia... Eu não tenho o que te explicar. Eu não queria você com o Vitor, e por isso decidi que tinha que te separar dele. Queria que você saísse pouco machucada dessa história toda intendeu? -perguntei.
-E PRA ISSO PRECISAVA SE JUNTAR COM A MINHA ARQUE INIMIGA PRA ME SEPARAR DO CARA QUE EU AMO, SÓ POR QUÊ QUERIA MEU BEM? E VÊ SE AGORA EU ESTOU BEM. BRIGUEI COM O VITOR E ESTOU BEM? NÃO. E A CULPA É SUA E DELA. -gritou Lia.
-LIA, EU QUERIA QUE VOCÊ INTENDESSE QUE EU QUERIA QUE VOCÊ SE AFASTASSE DELE POR QUÊ EU OUVI CERTAS COISAS VINDO DELE, NOS DIAS EM QUE VOCÊS ESTAVAM SEPARADOS, E TINHA QUE PENSAR. NÃO PODERIA PENSAR EM OUTRA COISA A NÃO SER SEPARAR VOCÊ DELE. -rebati gritando.
-E QUEM DECIDI A MINHA VIDA É VOCÊ? POR QUÊ VOCÊ NÃO ME DIZ QUE COISAS SÃO ESSAS? POR QUÊ ISSO SEMPRE FICA EMPATANDO AS COISAS QUE FAZEMOS? NÓS DUAS VAMOS BRIGAR PELO RESTO DA VIDA, PELO SIMPLES FATO DE VOCÊ QUERER ME COMANDAR, COISA QUE VOCÊ NÃO FAZ.
-LIA, EU NÃO SEI SE POSSO TE DIZER. EU NÃO TENHO CERTEZA DE NADA. EU PRECISO TER CERTEZA ANTES. PRECISO CONFRONTA-LO ANTES.
-ISSO É MENTIRA FATINHA. VOCÊ NÃO TEM O QUE DIZER. A VERDADE É QUE VOCÊ GOSTA DO VITOR. VOCÊ ESTÁ AFIM DO VITOR, E POR ISSO QUER ME VER LONGE DELE.
-EU NUNCA ESTIVE AFIM DELE LIA. VOCÊ VAI ACREDITAR NAS COISAS QUE AQUELA RECALCADA FALA? ELA GOSTA DELE E O QUER. MAS EU NÃO. EU QUERIA QUE VOCÊ FOSSE FELIZ, MAS NÃO COM ELE. -gritei chorando desesperadamente.
-FATINHA, EU CONFIEI EM VOCÊ ATÉ HOJE. TE DEI UMA CHANCE DEPOIS DE VOCÊ TER ME DEIXADO PLANTADA, E VIRADO AMIGUINHA DA PATY. -disse ela também chorando.
-E VOCÊ IRIA ME OUVIR SE EU TIVESSE TE CONTADO ANTES? NÃO. CLARO QUE NÃO, SABE POR QUÊ? PORQUE VOCÊ SEMPRE ESTÁ CERTA. VOCÊ TEM O PODER QUE NINGUÉM MAIS TEM LIA. VOCÊ QUER QUE TODO MUNDO CAIA AOS SEUS PÉS, MAS COMIGO NÃO VAI SER ASSIM. SE QUISER A MINHA AMIZADE, VAI PARAR COM AS SUAS CENINHAS RIDICULAS, E EU NÃO CORRO, MAS NÃO CORRO MESMO, ATRÁS DE VOCÊ, POR QUÊ ESTAMOS PARECENDO CÃO E GATO. -ela ia falar, mas foi interrompida por mim. -E VÊ SE ME DÁ UM POUCO DE PAZ, POR QUÊ EU PRECISO PENSAR. -disse saindo e batendo a porta com o máximo de força que podia.
Agora é oficial... Nossa amizade nunca mais será a mesma.
Pov: Lia On.
Por quê isso acontece apenas comigo? Por quê ninguém mais tem os mesmos problemas que eu? O meu mundo é um problema. Meu namorado, é um deles. Minha melhor amiga, está se tornando um. Por quê eu não tenho uma vida normal, como as outras? Por quê eu tenho que ser desejada ao mesmo tempo que sou humilhada? Por quê os momentos ruins sempre deixam lembranças ''boas'' para trás. Por quê o Vitor fez isso comigo? Por quê ela fez isso comigo?
Quem dera eu tivesse ficado na minha cidade... Vivendo com as minhas amigas, em um lugar onde as minhas manias predominavam? Em um lugar em que tudo era igual, e nada era diferente.
-Lia? O que aconteceu? -perguntou Marcela ao chegar e me ver sentada no chão, chorando desesperada. -Está tudo bem querida? -perguntou vindo até mim. -A Fatinha passou por mim quase me derrubando, e você está aqui, desse jeito.
-Marcela... -disse chorando. -Eu me odeio. Eu faço tudo errado. Ninguém faz nada certo comigo. A começar pela armação com a Paty hoje. Depois o Vitor vem me julgar dizendo que eu não deveria ter feito isso. Depois eu descubro que a Fatinha se juntou com ela para me separar do Vitor... Se eu não posso confiar na minha melhor amiga, em quem eu posso confiar? -perguntei chorando.
-Eu não acredito que a Fatinha fez isso... Lia, querida, você se precipitou demais... Olha... Você tem a mim, o Gil, a Morg... Todo mundo te adora minha querida. Com o tempo tudo vai voltar ao normal, eu prometo. -disse ela me abraçando.
-Por quê eu não fiquei em Londres? Meu pai bem que me avisou que eu não deveria ficar aqui. Deveria ter esquecido todo mundo, e pensado só em mim... Agora eu sinto falta.
-Lia querida... Isso é coisa que só o coração explica... O seu amor pelo Vitor, e o dele por você... É isso que fez você ficar. Mas se o problema é seu pai, e sua família, fique tranquila. Eu vou ligar pra lá, e ver o que posso fazer pra te ajudar, tá? -perguntei.
-Por favor. -disse assentindo.
Pov: Vitor On.
Me afastei da Ju assim que percebi o que estava fazendo. No começo, correspondi, mas depois veio o pensamento ''Lia'' na minha cabeça, e eu me afastei imediatamente. Ela tinha poder sobre mim, mesmo não estando comigo, e só de pensar que estava traindo-a, me vinha uma sensação estranha.
-Ju, você prometeu que não viria com segundas intenções. -disse me afastando de Ju.
-Vai me dizer que não gostou? Que não sentiu falta? -perguntou. -Eu sei que sentiu falta, e que gostou. Sei que até faria de novo.
-Juliana para. Entre nós não rola mais. Rola só amizade. É a Lia que eu amo e é com ela que eu quero ficar. Por favor, para de iludir a si mesma, por quê isso não faz bem, se é que me intende.
-Intendo sim... -disse ela cabisbaixa.
(...)
Duas Horas Depois...
(..)
Passei um bom tempo conversando com a Ju. Ela me contava sobre os planos que tinha para o futuro, completamente diferente de quando namorávamos. Nestes planos, não havia namoro, nem casamento, muito menos filhos.
Eu estava distraído, morrendo de rir das coisas engraçadas que ela me contava. Coisas que ela pensava antes, e depois do fim do namoro.
E foi só ai que eu percebi a hora que já era. Em volta de nós, havia apenas escuridão. Não dava pra andar por ai, até por quê era praticamente uma floresta, e não tinha como sair se não estivesse claro.
-Ju, o que vamos fazer agora? -perguntei.
-Como assim Vitor? -perguntou sem intender.
-Perdemos a hora, e não vai dar mesmo pra sair daqui. Não tem como andar. Estamos presos aqui dentro até amanhecer.
-Vitor, por favor, faz brincadeira com outra coisa. -falou nervosa. -Eu morro de medo de animais de florestas, como aranhas e cobras. SOCORRO! -gritou.
-Não adianta Ju. Não tem ninguém aqui. O que podemos fazer é... Esperar amanhecer...
-Vamos perder aula amanhã? -perguntou sorrindo.
-Pelo visto sim, nem que seja apenas uma.
-As coisas começaram a ficar interessantes. Mas mesmo assim, quero sair daqui. -pediu.
-Dá pra tentar achar a saída, mas não prometo nada, por quê acho que não tem como.
-Vamos acabar ficando mais perdidos do que já estamos. Melhor ficarmos aqui mesmo. Amanhã quando amanhecer, vamos direto pro colégio, assim que sairmos daqui, é claro.
É... Não posso nem pensar no que vão pensar de mim...
Pov: Lia On.
Na Manhã Seguinte...
Amanheci bem melhor que ontem a noite. Não tinha animo para ir a escola, mas tinha mesmo que falar seriamente com o Vitor. E era por isso que estava indo.
-Bom dia Maninha... -disse Gil assim que me viu sentada na mesa, tomando café. -Madrugou hoje em...
-Acordei cedo mesmo... Preciso falar com o Vitor... Tenho que resolver algumas coisas com ele... A Fatinha não dormiu em casa? -perguntei notando sua falta.
-Não. Ela está com o Bruno. Participou de uma ação do C.R.A.U ontem a tarde, e eles iam acampar, pelo que sei. Acabou por dormir lá com eles.
-Ação do C.R.A.U? Hum... Dessa eu não sabia. Não sabia nem que ela tinha interesse por ações.
-Mas agora parece que ela tem. -falou.
Além de trair a minha confiança, a Fatinha ainda tinha coragem de mentir descaradamente, dizendo pro meu irmão que tinha ido em uma ação do C.R.A.U? Essa era uma Fatinha que eu realmente não conhecia...
-Filho, a Marta mãe da Ju, está desesperada no telefone, perguntando se você sabe da Ju. -disse Marcela chegando com o telefone na mão.
-A Ju? Como assim? -perguntou.
-Parece que ela saiu ontem e até agora não voltou, nem deu sinal de vida. O telefone está fora de área, e nenhum dos amigos sabe sobre ela... -respondeu.
-A Fatinha foi numa ação do C.R.A.U ontem. Será que ela não foi pra lá? -perguntou.
-Não sei filho, fala aqui com ela. -disse entregando o telefone.
-O Gil virou segurança da Paty? -perguntei.
-Não fala assim dela Lia... Ela é uma boa garota. Está apenas magoada. Simples assim... Mas eles estão bem próximos. -disse Marcela, assim que Gil saiu.
-Hum... -falei.
-E você? Melhorou? -perguntou.
-Estou bem melhor Marcela. Obrigada. -agradeci.
-Liguei pro seu pai, ele disse que vai vir pra cá. Tudo bem pra você não é mesmo? -perguntou.
-Sim. Sinto muita falta do meu pai. Vai ser bom vê-lo.
-Parece que a sua mãe também vem.
-Droga. Ai tudo ficou ruim. -reclamei.
-EU NÃO ACREDITO NISSO. -gritou Gil entrando na sala.
-O que foi meu filho? -perguntou Marcela.
-A Marta falou, que pelo que ela sabe, ontem não teve nenhuma ação do C.R.A.U. O Bruno também não dormiu em casa, isso quer dizer que tem algo muito estranho acontecendo. -disse ele irritado.
-E o que você vai fazer? -disse Marcela preocupada.
-Vou ver o que eu posso fazer. -disse ele saindo.
-Lia, Lia... Você parece estar ignorando, como se já soubesse de alguma coisa. Você sabe o que está acontecendo? -perguntou desconfiada.
-Sei não... Agora deixa eu ir pro colégio, que eu vou ficar atrasada. Até mais tarde. -disse saindo.
Com o meu pai vindo pra cá, eu iria me sentir melhor. É claro que o fato de a Raquel estar vindo junto, deixava tudo ainda pior, porém, seria bom.
Desde que eles não tomassem decisões no meu lugar, por quê e não admitiria isso, de maneira nenhuma.
Pov: Fatinha On.
-Obrigada Bruno... Não sei o que faria se você não tivesse me ajudado. Acho que teria pulado da ponte se você não tivesse aparecido. Você é tipo... Meu anjo da guarda. -disse ainda abraçada a ele.
-Que bom que está melhor Fatinha. Tinha que te ajudar. Você estava realmente muito nervosa ontem. E pode deixar que eu vou te ajudar com o que for preciso. -disse ele se levantando.
-Agora vai pra casa, que a sua mãe deve estar super preocupada. Só por favor, não conta nada pra ninguém. Todo mundo, menos a Lia, acha que eu estou em uma ação do C.R.A.U. -disse também me levantando.
-Pode deixar que todo mundo vai continuar pensando a mesma coisa... E você tem certeza que eu posso ir? Vai ficar bem mesmo? -perguntou Bruno preocupado.
-Tenho. Eu vou pro colégio, e vou estar super bem lá. Depois das aulas eu vou pra casa arrumar algumas coisas minhas. - respondi.
-E que tal se fossemos a praia? -ofereceu. -Depois, a noite, podemos sair com a galera, se quiser. O Gil também vai estar convidado, não precisa se preocupar. Todo mundo vai.
-Melhor não. -neguei. -Bruno, eu quero que saiba que eu gosto muito de você, e que você é muito importante pra mim, mas como um amigo. É o Gil que eu amo, e eu estou com ele, por isso, não quero te encher de esperanças falsas, nem te iludir, por quê eu não sou essa Fatinha que você pensa que eu sou.
-Você vai ser a mesma Fatinha de qualquer jeito, e saiba que eu vou estar te esperando sempre que quiser, além de te proteger. Você é um sonho. Minha melhor amiga. Não poderia ser mais legal. Fatinha... Você me mudou. Tirou toda a tristeza que eu tinha. Toda aquela história machista de que mulher é pra jogar no escanteio. -disse ele me olhando nos olhos.
-Bruno, você também é meu melhor amigo. Te amo demais. -disse dando um beijo em sua bochecha. -Acho que foi uma das melhores coisas que ouvi nos últimos tempos.
-Bom... Melhor te levar pro colégio agora, e se mudar de ideia, pode me ligar, que o convite está de pé até a hora que você quiser, ou melhor, até o fim do dia de hoje. -disse ele sorrindo.
-Ok. Mas eu não vou mudar de ideia não tá? -falei. -Não espera muito e divirta-se, por favor. -pedi. -E pode deixar que eu vou andando por quê alguém pode desconfiar.
-Ué... -disse ele olhando o celular, que havia acabado de apitar. -Minha mãe me ligou várias vezes, e acabou de me mandar mensagem dizendo que a Ju não deu noticias desde ontem a tarde...
-Bruno, vai lá, a Paty é a sua irmã, é chata, mas é sua irmã. Eu vou andando mesmo. É até melhor pra poder pensar.
-Tá bom. Mas vê se não comete coisas impulsivas de novo. -pediu rindo. -Ontem achei que podia te perder, se é que me intende.
-Eu sei. Mas agora eu vou indo. -disse mandando beijos e saindo logo em seguida, deixando Bruno me olhando fixamente.
Não, eu não passei a noite com ele do jeito que vocês estão pensando tá... Ontem a noite, quando sai da casa da Lia, desesperada, queria me esconder em qualquer lugar, para não ter que olhar na cara dela, nem explicar para ninguém.
Assim que sai, fui atravessar a rua, e nem olhei antes de fazer isso. Foi quando senti um braço me puxando, e assim que cai neles, dei de cara com o Bruno.
Ai ele quis que eu explicasse, e eu acabei ficando mais desolada ainda. Acabou por ele passar a noite comigo, depois de mim me manter forte para avisar o Gil que estava em uma ação do C.R.A.U.
Não estava nem um pouco animada em ir á escola, mas teria que fazer isso, por quê o Bruno me fez prometer que seria menos impulsiva... E agora a Paty desaparece, e eu acho que isso tem alguma coisa haver com o Vitor...
Pov: Vitor On.
Acordei na manhã seguinte com raios de sol fortes em meu rosto. Vi que a Ju não estava mais ao meu lado, e assim que olho pro lado, a vejo com algumas frutas, todas em uma cesta.
-Bom dia dorminhoco! -disse Ju rindo. -Está servido? -disse ela apontando para as frutas.
-Aonde achou isso? -perguntei ignorando o que ela havia falado.
-Vim preparada para um piquenique, e acabei me esquecendo por ontem. Eu já vi, e estamos perto da saída, é só tomar café, e ir para o colégio. Podemos chegar lá, na segunda aula ainda...
-Sendo assim, acho que vou comer alguma coisa. -disse me levantando.
Depois de comer todas as frutas que a Ju quis que eu comesse, decidimos ir embora. Como havíamos ido caminhamos, tivemos que voltar assim também, até por quê era uma área isolada da cidade, e eu a julgava como perigosa.
Graças a todos os santos, correu tudo bem, e em menos de meia hora estávamos no colégio. Foi aquela enrolação, por quê o Robson não queria que entrássemos, mais saímos correndo, e conseguimos entrar.
Entraríamos na segunda aula, então ficamos lá fora mesmo... Durante este período, vi a Lia saindo da sala, e ela não parecia nem um pouco feliz... Com certeza notou nossa falta.
Pov: Lia On.
Não aguento mais falsidade. Primeiro o Vitor diz que me ama, e depois, só por quê não aprovou uma atitude minha, saiu pegando a Paty, e com certeza dormiu com ela, por quê até agora eles não haviam chegado.
Segunda, a Fatinha, que além e trair o meu irmão, fazendo sei lá o que com o Bruno, ainda inventa outra desculpa e o idiota acredita. Acredita não, por quê eles estão se desentendendo, e o Gil parece bem irritado.
-Lia... Tá tudo bem? -perguntou Morgana enquanto Isabela explicava matéria na lousa.
-Tudo Morg. Só que não estou vendo o Vitor, nem a Paty, e isso significa que eles podem estar juntos, sendo que o senhor Machado ainda é meu namorado. -respondi.
-Morgana, e Lia, vocês duas estão intendendo tanto, que acho que podem vir dar uma de professora aqui na frente. -disse Isabela se virando, brava.
-Desculpa professora. -disse Morgana.
-Será que eu posso ir ao banheiro professora? -perguntei.
-Pode, mas não demora. -respondeu Isabela.
Assim que sai, dei de cara com Paty e Vitor. Os dois estavam sentados em um banco, rindo, e Vitor ria como nunca tinha rido. Ele me viu, claro que me viu, mas fingiu que não era isso que estava fazendo.
Quer saber? Eu não estou nem ai. Que se danem. Mas o Vitor vai ter que me explicar o que está acontecendo, ou eu não me chamo Lia Martins.
Pov: Ju On.
Vi que a Lia estava olhando pra nós dois, e logo depois saiu, fingindo não se importar, só que eu tinha que continuar aproveitando minha reaproximação do Vitor, então, assim que ela saiu, comecei a colocar meu planinho em ação, e esse rende tanto quanto vingança, como qualquer outra coisa...
-Vitor, vou no banheiro. -disse me levantando.
-Vai lá Ju, só não demora por quê o sinal bate daqui a pouco, e eu nem vou te chamar. -disse ele sorrindo.
-Tá bom. -disse sorrindo, ao sair.
Como estava sem bolsa, e sem materiais também, decidi que teria que improvisar, e improvisei... É Lia... Vai dando adeus a sua vidinha mediucrê.
-Kika querida, será que pode me emprestar seu estojo, para mim terminar de completar uma das tarefas? -perguntei ao me aproximar de Kika, que mexia em seu armário.
-Pode pegar Ju, só que me devolve depois. -respondeu me entregando o estojo. -Espero que faça bom proveito dele. -disse ela sorrindo.
Isso vai render...
Pov: Lia On.
Assim que me distanciei, decidi cumprir com o meu destino e ir até o banheiro. (Socando paredes, é claro!)
O pior de tudo era que eu sabia que o Vitor me amava, e eu também o amava. Era um sentimento de amor e ódio, misturados, todos juntos.
Entrei na cabine do banheiro, e antes de ouvir ouvi um barulho. Como não ouvi mais nada, sai, e assim que vou até o espelho, posso ver a Paty, com um estilete de ponta afiada, apontando diretamente pra mim.
-Diga adeus a sua vidinha medíocre Lia... Eu não vou sentir a sua falta. E está pagando pelo que me fez pagar. Por tudo que tirou de mim, inclusive o seu namorado. Ele te ama, e você é uma idiota que vive evitando. Se prepara pra morrer a sangue frio, por quê eu não tenho nem dó, nem pena. Adeus...
Notas finais
Agora a coisa ficou séria! Paty querendo matar a Lia, no que será que vai dar isso? O que será que vai acontecer com a Lia?
Opiniões?
Bom... Talvez amanhã eu poste, já que não postei ontem MAIS EU SÓ vou postar, se tiver bastantes comentários no capitulo de hoje, então se não postar, já sabem o por quê.
Os comentários estão diminuindo e eu estou preocupada com isso.
E eu garanto que o dedinho de ninguém vai cair com um comentário.
Quem gostou comenta, favorita e recomenda!
Estou esperando ansiosamente as reviews, portanto, não me abandonem!
Pra postar amanhã, só depende de vocês!
Até amanhã, talvez!
Amo vocês!
BeiJUs!
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