Notas iniciais
OLÁ PESSOAS! Se você aí já leu a minha fanfic "O garoto da calça rasgada", deve estar ansioso para saber o que acontece aqui, né? Já que aquela fanfic era "leve". Se você caiu aqui de paraquedas e não leu a fanfic, não se preocupe. Pode ir lá ler que essa aqui não fugirá. Ou se não quiser ler, tudo bem. Acho que não perderá muita coisa... Mas te aconselho a ir ler primeiro xD Vocês viram a diferença na capa? Eu sei, eu fiz uma coisa bem "porcamente" mas sei lá, até que ficou engraçado! Mas reparem na carinha do Nath u.u Espero que gostem e boa leitura!

Me alegrava o quão bem Nathaniel estava.

Já faziam alguns meses que o apartamento estava completo, e ele estava bem feliz com a vida que estava levando.

Ele reclamava às vezes sobre as tarefas domésticas, mas eram coisas que fazia parte.

— Tenho que lavar a louça do café... de novo — reclamou.

— Depois você lava, vamos fazer isso logo.

Nathaniel estava enrolando para não fazer a lição de literatura.

— Tá... — Suspirou, pegando sua mochila do chão e pegando um caderno e seu estojo.

Algumas semanas atrás, uma mesa de centro havia chego. Nath tinha gostado de nosso método para fazer lições na minha casa, e decidiu que queria fazer igual aqui.

Eu já estava à postos: com meu caderno e a lapiseira em mãos, apoiado na mesa, sentado no chão.

Nathaniel sentou do meu lado.

— Vamos jogar depois?

— Só depois que acabarmos isso — Ele revirou os olhos. — É um incentivo para você fazer logo a lição.

— Preciso de um incentivo melhor, essa opção já está batida — disse, abrindo o caderno.

O olhei, sentindo meu coração acelerar um pouco. As coisas que passaram pela minha cabeça me fizeram corar de leve.

Olhei para meu caderno, tentando me concentrar nas questões.

— O que foi? — Nathaniel perguntou, colocando a mão em meu joelho direto, que estava dobrado.

De canto de olho, olhei onde sua mão estava. Então percebi que nossos joelhos estavam encostados.

Ele estava usando a calça rasgada no joelho esquerdo.

Me lembrei da primeira vez que o vi...

— Castiel? — Nath passou a mão na frente de meu rosto.

Pisquei, sentindo meu corpo esquentar. — Vai, vamos começar.

Senti que ele ainda me olhava. Mas não disse mais nada.

Começamos a falar sobre as questões e discuti-las, usando as últimas aulas como referência.

— Não acho, ele teve a intenção sim — Nathaniel falou.

— Por que acha isso?

— É óbvio. Se ele não tivesse, não teria feito aquilo com ela. Ele queria provocá-la.

— Queria, mas não acho que nesse sentido que você disse.

— Castiel, lembra do que ele fez... — Ele levantou a mão e a colocou na lateral do meu rosto e desceu, passando por meu pescoço. — É claro o que ele queria com isso.

Senti minhas bochechas esquentarem. Ele queria demonstrar o que o personagem fazia no livro, com a outra personagem. Mas claro que aquilo me afetaria.

Nathaniel sorriu ao ver minha reação e aproximou seu rosto do meu.

— Está vendo? Você reagiu igual a ela — falou com a boca próxima da minha.

Senti um leve magnetismo entre nós. Era um pequeno calor que me puxava para ele.

— Ainda acho que ele queria deixá-la com raiva... — falei baixo.

— Nada diz que essa também não era a intenção — sussurrou e depositou um beijo em minha bochecha, ao lado da boca. Se afastou. — Concorda?

— Hm... Mais ou menos — falei, me sentindo um pouco atordoado.

— Vamos colocar essas respostas — Começou a escrever.

Ele ainda estava com a mão em meu pescoço, e enquanto eu escrevia, ele acariciava minha nuca com a ponta dos dedos.

Aquilo me desconcentrava completamente.

Eu só queria terminar logo aquela droga de lição. Eu sabia que iriamos começar a jogar videogame depois, e também sabia o que poderia acontecer quando um de nós perdesse.

As coisas nos últimos dias começaram a esquentar. Da última vez que estive aqui, a uns dias atrás, Nathaniel deixou um roxo no meu pescoço. Foi difícil esconder aquilo.

Eu não entendia muito bem o porquê não íamos direto para a parte boa. Sempre jogávamos antes... Talvez fosse uma espécie de preparação mental...

— Acabei — Nathaniel anunciou. — E você?

— Estou na penúltima.

Enquanto escrevia, senti a mão dele brincar em minhas costas, traçando riscos com a ponta dos dedos. Quando ele chegava em um ponto na base das costas, fazia o caminho inverso. Voltou para a minha nuca e começou a massagear a raiz do meu cabelo.

Aquilo me fez ficar totalmente arrepiado.

— Por que está demorando tanto? — Ele perguntou, parecendo esconder um tom de diversão.

Suspirei. — A questão é complexa... — falei sem pensar.

— Sei — Deu risada.

Meus batimentos estavam acelerados, e eu tentei escrever o mais rápido que pude. Minha letra saiu um garrancho, mas eu não estava preocupado com aquilo. Depois eu poderia refazer a resposta.

Terminei quando Nathaniel estava passando os dedos de leve em minha orelha.

Larguei a lapiseira na mesa.

— Acabou? — Ele perguntou.

Afirmei, balançando a cabeça.

Ele se ajoelhou e ligou a TV e o videogame. Pegou os dois controles e me deu um.

A última coisa que eu queria fazer era jogar. Mas...

Colocou o jogo que sempre jogávamos. Escolhemos nossos personagens e começamos a lutar.

Ganhei duas das três lutas.

— Como assim? Isso não valeu — Nathaniel exclamou, parecendo ofendido.

— O que não valeu?

— Você roubando.

— Eu não roubei nada. Você que não sabe jogar direito — O provoquei.

— Não vou aceitar isso — disse colocando de volta na tela de personagens.

Tentei controlar meu corpo, respirando fundo. Já deixei meu personagem pronto.

Enquanto Nathaniel escolhia o personagem dele, olhei para baixo e vi seu joelho à mostra.

Coloquei a mão ali, sentindo a textura da pele. Um tempo depois percebi que Nathaniel estava me olhando.

— O que foi? — perguntei.

Ele olhou para minha mão. Eu não aguentava mais.

Deixei o meu controle no chão e me movi, me sentando em seu colo e o beijando.

Automaticamente ele me beijou de volta, me puxando contra ele com uma mão e com a outra segurou minha nuca.

Mal ouvi a música que vinha do jogo, de fundo. Quanto mais o beijava, mais o queria mais perto de mim.

Nathaniel me beijava com vontade e até com certa raiva. Puxou minha cabeça para o lado e distribuiu beijos por meu pescoço. Uma onda de calor passou por meu corpo quando ele mordeu a base do pescoço. Apertei meus dedos ao redor de seus cabelos, os puxando pela raiz.

Voltamos a nos beijar e um pouco depois, senti as mãos dele nas laterais de meu tronco, fazendo a camiseta subir.

Recolhi os braços e o ajudei a tirá-la, e em seguida tirei a blusa dele.

Nossos peitos se encostaram e pareceu que o calor só aumentou. Pouco depois, enquanto nos beijávamos, senti as mãos do Nath no cós da minha calça. Sentia ele encostar lá enquanto desabotoava e puxava o zíper para baixo.

Resolvi fazer o mesmo com a calça dele. Quando eu ia puxar o elástico de sua cueca, ele puxou minha mão para cima e começou a levantar.

Levantei e, me beijando, me fez andar para trás. Até que encostei em uma parede.

Nossas respirações estavam pesadas e misturadas, enquanto puxávamos o resto de roupa que tínhamos para baixo.

As tiramos pelos pés, as deixando de lado. Nos seguramos ao mesmo tempo, ainda nos beijando.

Nossas mãos se moviam ao mesmo tempo: para cima e para baixo. Trocávamos beijos desesperados, respirações ofegantes e mais beijos.

Apertei o ombro de Nathaniel, indicando que eu estava quase lá. Ele acelerou o movimento, e eu fiz igual.

Senti uma onda de prazer enquanto respirava alto pela boca, mas não parei até sentir Nathaniel me apertando também. Até sentir minha mão molhada.

Ele encostou sua testa na minha, enquanto respirávamos alto, esperando nossos corações voltarem ao normal.

Senti a mão dele descendo por minhas costas e chegando lá, onde começou a acariciar.

Um súbito calor me tomou enquanto sentia um prazer diferente. Mesmo quando Nathaniel colocou um dedo em mim, meu corpo pedia por mais.

Em pouco tempo senti algo um pouco maior dentro de mim, e eu só queria que aquilo nunca parasse.

Minha respiração já estava alta novamente, e meus gemidos baixos foram abafados pela boca dele.

Em um movimento rápido, Nathaniel tirou os dedos de mim e me levantou, me segurando no colo contra a parede.

Senti algo muito mais quente sendo empurrado em mim, e como já estava molhado não teve dificuldade para entrar.

Nathaniel suportou meu peso e começou a se mover devagar, vendo minhas reações, e como não fiz nenhuma careta de dor, aumentou o ritmo aos poucos.

Nossas respirações estavam altas e continuaram assim durante um tempo.

Até que Nathaniel me segurou, saindo de mim e me colocando no chão. Me puxou para o chão enquanto se ajoelhava, e eu me deitei.

Ele se posicionou em cima de mim e voltou a se mexer, mais rápido do que estava antes.

Agarrei seu pescoço contra mim enquanto sentia mais uma onda de prazer, mais forte do que da primeira vez.

Um pouco depois, Nathaniel parou e deitou em cima de mim. Eu sentia o coração dele batendo rapidamente contra o meu.

Ele se moveu, saindo de mim e deitando no chão ao meu lado, segurando minha mão.

— O que você estava pensando quando colocou a mão no meu joelho? — perguntou baixo.

— Só lembrando da primeira vez que te vi... e notei sua calça rasgada... Você era “o garoto da calça rasgada” para mim.

— E agora? O que eu sou? — Sorriu, brincalhão.

— Agora você é o meu garoto da calça rasgada.

Ele sorriu e sentou, levantando em seguida. — Vem, vamos tomar banho — Esticou a mão em minha direção.

A peguei e ele me ajudou a levantar. Fomos para o banheiro e entramos no box.

Liguei o chuveiro e nos molhamos, rindo de sabe-se lá o quê.

Notas finais
*aponta* AAAAH ELE DISSE O NOME DA HISTÓRIA! shaushuahs É isso! Espero que tenham gostado! Comentem o que acharam, quero muito saber! Beijos ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!