Meu Gêmeo Favorito (Versão 1.0)
41 O Olimpo
Notas iniciais
Capítulo 41 – O Olimpo
Pov. Duncan
Aquela foi definitivamente a melhor noite da minha vida. De manhã eu assistiria o noticiário com gosto. “Mas o que vocês fizeram é errado, é vandalismo!”, você diria para mim. Qual é! Somos adolescentes e uma guerra está prestes a acontecer, por isso vamos viver, vadiar, se divertir e zoar. É como uma grande mente, um grande pensador contemporâneo disse: “The zueira never ends”.
Com toda a certeza todos ficariam com uma pulga atrás da orelha perguntando quem era o cara, mas valia apena esse esforço pra judar meu parça, Peter.
O que escrevemos na Times Square? “FDP é o melhor canal do mundo, inscrevam-se já! Assinado: Peixe Infernal”
Eram quase cinco da manhã, não voltaríamos pra casa ainda, Percy e Annabeth ainda devem estar “brincando” e Sally e Paul não devem ter chegado ainda. Então, eu e Malena resolvemos parar em um Mc Donalds vinte e quatro horas. Nos sentamos e pedimos nossos respectivos lanches. E aí eu pensei:
– Sabe de uma coisa Mah? A gente quase não se conhece. Tipo, sabemos bastantes coisas sobre o outro mas não tudo.
– Saquei seu jogo. – disse ela sapeca – Então isso é um enconto?
– Digamos que sim... Então, banda preferida? — perguntei
– The Strokes, e a sua? – indagou
– Metallica – respondi – O quê?
– Tinha que ser – e riu em seguida – Jogo preferido?
E continuamos a fazer uma série de perguntas um para o outro e respondíamos em seguida. Assim, descobri várias coisas que não sabia ao respeito da loirinha sentada à minha frente, como a cor preferida dela: Preto intenso, como meus olhos. Em uma coisa a gente concordava pelo menos. “Como você pode jogar isso, é horrível?” Eu dizia quando ela falou que preferia Battlefield ao invés de Call of Duty. “Eu que pergunto, é tão sem graça...” Foi isso o que ela me respondeu e assim a conversa se estabeleceu boa e divertida por horas.
Estava no meu quinto milk shake quando me assustei olhando para o relógio.
– Zeus do céu! – exclamei – Já são quase onze horas.
– É melhor voltarmos pra casa antes que achem que fomos sequestrados. – disse Malena
Paguei a conta dos nossos lanches, mesmo com Malena insistindo em pagar a parte dela, e fomos embora. Estava pensando em como íamos embora agora. Táxi? Demoraria muito e vai sair uma fortuna. Ônibus? Não tô afim, obrigado. Metrô? Talvez, mas a estação está muito longe.
– Me abraça. – pedi parando repentinamente de andar – Vamos pra casa.
– Viagem na sombra? – indagou – Tem certeza?
– Eu não vou errar o caminho. Espero. – falei sussurrando a última parte.
Assim que Malena se ajeitou em mim, me concentrei no apartamento e de repente senti as partículas de meu corpo vibrarem e tudo ficou escuro e um segundo depois estava na sala dos Jackson.
Sally que estava no sofá juntamente com Paul deu um pulo do sofá assim que aparecemos repentinamente na sua frente.
– Querem me matar de susto? – repreendeu ela – Onde estavam? Essa é hora de chegar em casa Duncan?
– Desculpa Sally. – falei – Não consigo calcular em que cômodo da casa vou aparecer, tenho que melhorar. A gente tava passeando pela cidade como pessoas normais e a propósito, sim, essa é hora de chegar em casa.
– Eu só não te dou uns tapas moleque, porque você é maior que eu! – exclamou ela – Como pessoas normais é?
– Sim, tipo turistas. – confirmou Malena – Nós só andamos pela cidade...
– Só andaram pela cidade... – disse Sally desconfiada – Então isso no jornal, – e apontou para a televisão – é andar como pessoas normais, turistas?
– Na realidade... – comecei a falar porém fui interrompido por uma Sally furiosa.
– Você tem o que na cabeça, Duncan? Peixe morto? Por que está rindo Paul?
– F-foi engraçado. – respondeu ele engolindo em seco.
Então quando achei que ia levar a bronca do ano, Sally começou a rir e me abraçou.
– Só não façam de novo, okay? – perguntou – E avisem quando forem chegar tarde, me preocupei com vocês.
– Sim senhora – respondi batendo continência, o que fez Sally e Malena revirarem os olhos e Paul dar uma risadinha.
– Bom dia. – disse uma voz em uníssono atrás de mim
– Olha, o casal finalmente acordou! – exclamei – A noite foi boa?
– Bom dia pra você também querido irmão. – respondeu Percy
– Eu acho que a noite de vocês foi mais empolgante e cheia de aventuras, não é mesmo? – disse Annabeth erguendo uma sobrancelha e apontando um dedo para o jornal que exibia as nossas artimanhas.
– Talvez... –falou Malena
Então, em seguida tomamos o café da manhã, ou melhor... Comemos o almoço e bem quando eu coloquei meu traseiro lindo na minha maravilhosa cama para tirar um cochilo de dois anos, eis que Percy surge como um rompante pela porta e começa a me cutucar.
– Levanta Duncan! – gritou ele – LEVANTA CARALHO! É importante... Não vai colaborar? Tudo bem, vou ser obrigado a isso então.
Não consegui ter nenhuma reação quando Percy me derrubou da cama e pegou uma de minhas mão me arrastando consigo em direção a sala.
– Sérião Percy? – gritei – Você não podia ser mais delicado, não?
– E você não podia colaborar mais não? – devolveu ele – Você é pesado, vai fazer uma dieta, seu gordo.
– Tudo músculo querido. – provoquei – Pode me largar agora que chegamos ao nosso destino. Muito obrigado pela carona Peixinho – falei assim que sentei no sofá. – Qual é o assunto urgentíssimo que precisam da minha brilhante presença aqui? Ah, oi Quíron – cumprimentei assim que vi a cara do centauro na nuvenzinha da MI.
– Meus jovens, – começou o centauro – como vocês já bem sabem, há algo muito estranho com os deuses, por isso preciso que vocês vão imediatamente ao Olimpo para tentar investigar um pouco e ver se consegue alguma ajuda contra Gaia, precisamos de alguma ajuda divina, a deusa da terra é muito forte. Assim quando voltarem me mandem uma Mensagem de Íris imediatamente. Boa sorte. – e assim Quíron agitou a mão, desfazendo a mensagem.
– Vamos lá então! – exclamou Percy
Optamos por ir de carro mesmo, assim qualquer monstro que nos avistar não conseguiria nos pegar, pelo menos não comigo no volante. Alguns minutos depois chegamos até o grande prédio, o Empire State, lindo como sempre. Achei um lugar para estacionarmos e adentramos a grande construção. O porteiro já conhecia Annabeth, por conta das reformas que a mesma fez no Olimpo depois da guerra contra Cronos e nos deu a chave do elevador de bos.
Logo estávamos no 600º andar. Eu olhava tudo maravilhado e curioso, assim como Malena, que nunca tínhamos visitado o grande Olimpo. Andamos rapidamente até a sala dos tronos e encontramos todos os deus lá, mas eles realmente não estavam normais, estavam com uma aparência estranha, pareciam doentes.
– Mas o q... – comecei a falar mas fui interrompido pelo rei do Olimpo
– Semideuses! O que estão fazendo aqui?
– Quíron nos mandou, senhor Zeus. – Annabeth respondeu
– Ah sim, sim... Ele deve querer saber o motivo de não estarmos mais aparecendo e não dando sinal de vida... – murmurou ele
– O que aconteceu com vocês? – perguntou Malena
– Gaia está sugando toda a nossa energia vital. – respondeu Ártemis
– E ainda não sabemos como. – respondeu Atena com raiva
Filho de peixe, peixinho é. Esse ditado é realmente verdadeiro. Atena e seus filhos odiavam não saber de algo. Mas antes que qualquer outro falar algo, três senhoras entraram na sala, reconheci como as Parcas. Elas pararam no centro da sala e olharam fixamente para nós quatro.
– Uma profecia... – falei juntamente com Percy
LEIAM AS NOTAS FINAIS! MUITO IMPORTANTE!
Fale com o autor