Meu Gêmeo Favorito (Versão 1.0)
37 Meu Irmão é o Superman
Notas iniciais
Capítulo 37 — Meu Irmão é o Superman
Pov. Percy
Andávamos pelo Mundo Inferior, eu ia com Nico com na frente. Precisava conversar sobre algo com ele.
– E aí Nico. – falei – Sabe, será que não podia me levar ao Estige, que nem daquela vez? A Maldição de Aquiles está parando de funcionar e eu não sei o porquê. E pra vencer essa guerra preciso estar preparado.
– Claro. – respondeu – Acho que Gaia conseguiu interferir até na sua proteção. Porém acho que Annabeth não vai gostar muito da ideia de você mergulhar de novo no Estige.
– Ela não precisa saber... – murmurei
– Você não presta Jackson.
Pov. Duncan
Senti que Percy estava tramando algo, porém vou ignorar no momento, pois...
– Chegamos ao Elísio. – anunciou Nico – Preparado Duncan?
Assenti positivamente e adentramos a região. Entrelacei minha mão na de Malena e apertei forte. Eu nunca admitiria isso, não em voz alta pelo menos, mas eu estou apavorado. Não sei o que posso encontrar pela frente. Meus pais podem estar ali como eu lembrava, mas eles também podiam não se lembrar de mim. Será que os mortos perdem a memória?
Fui puxado para trás no meio do caminho, pois Malena paralisou mo lugar.
– O que foi? – perguntei – Não precisa se preocupar, está segura comigo.
– Meus pais. – sussurrou e apontou.
Virei-me e olhei na direção em que ela apontava. Havia ma rodinha de mortos em volta de uma fogueira. E eles estavam cantando e... Assando e comendo marshmallows? Espera. Mortos comem?
Não pude pensar muito no assunto porque aí eu vi ele.
– Pai! – gritei – Pai! Sou eu!
Corri e parei em sua frente e primeiramente achei que ele não me conhecia, mas mudei de ideia assim que ele me abraçou. O abracei da maneira mais forte que conseguia. E pensar que eu sempre achei que fantasmas não eram pegáveis.
Eu estava chorando e sorrindo ao mesmo tempo.
– Eu estou com tanta saudades, filho. – disse ele
– Eu também. – falei – Você não sabe o quanto.
– Fiquei contente que você não abandonou tudo.
– Como você sabe?
– Por mais incrível que pareça, aqui em baixo a internet é boa. Pois é... Até mesmo Hades gosta jogar online. – e então rimos e nos abraçamos mais. – Espera aqui tem alguém que quer ver você.
Em poucos minutos, meu pai voltou trazendo pela mão minha mãe. Era bom ver que mesmo depois de mortos, o amor continuava o mesmo.
– Mãe – falei e em seguida a abracei forte.
– Se você se matasse eu ia te jogar no Tártaro, moleque. – disse ela
– Delicada como sempre. – murmurei
– O que disse?
– Nada.
Então meu pai se juntou ao abraço e, aquele foi o melhor abraço de todos os tempos. Mesmo eles estando mortos e eu vivo. E me senti menos triste também. O buraco que havia em meu peito se fechou completamente, graças a Percy, Annabeth, Malena, Sally, Nico... E agora aos meus pais. Que eu sei que posso visitá-los quando eu quiser.
Em seguida apresentei Percy, Annabeth e Nico à eles e fui em direção a Malena que estava conversando/abraçando/chorando com seus pais. Está na hora de conhecer os sogros.
Aproximei-me e quando a loira me viu, puxou-me imediatamente.
– Pai, mãe... – disse ela – Este aqui é o...
– Duncan. – completou o pai dela – Muito prazer rapaz. Finalmente estamos conhecendo você. Malena não parava de falar de você o dia todo.
– Tinha hora que dava vontade de colar fita crepe na boca dessa menina! – falou a mãe dela e em seguida riram – Finalmente conhecemos o genrinho. Ops, desculpe...
– Não precisa se desculpar mãe. A gente está namorando mesmo!
– POR ZEUS! – Gritaram os dois juntos.
E então nós quatro nos abraçamos. Logo em seguida meus pais chegaram e começaram a bater papo conosco. Pelo jeito já tinham feito amizades por aqui.
Enquanto conversava vi Percy e Nico saírem sorrateiramente do Elísio.
– Já volto – falei e saí atrás deles.
– Tem que ser rápido Percy, eles não podem descobrir que sumimos. — disse Nico
– Mas o que eles pensam que estão fazendo? – sussurrei para mim mesmo.
Os segui até que chegamos à margem de uma espécie de rio. Eles chegaram bem perto e Nico perguntou:
– Pronto Percy?
– Pronto.
– Espera! – Gritei – O que pensam que estão fazendo?
– Duncan? – perguntou Percy
– Não. O Bozo! – respondi – Me respondam, o que estão fazendo aqui?
E então eles me explicaram dessa tal Maldição de Aquiles, e que para isso Percy precisava mergulhar no Rio Estige, para não sofrer nenhum dano físico. A não ser por uma parte do corpo escolhida para ser vulnerável. Se essa parte for atingida já era, basicamente.
– Beleza – falei – Eu vou junto.
– O QUE? – Gritou Nico.
– Somos irmãos, não é? – perguntei
– Com certeza. – respondeu Percy e fizemos nosso toque secreto de brothers.
– Tudo bem. – suspirou Nico – Já sabem o que fazer.
Então eu e Percy colocamos os pés no rio. Imediatamente Percy gritou e afundou no rio.
– PERCY! – Gritei e mergulhei atrás dele.
Espera. Era suposto eu conseguir enxergar e respirar no Estige?
“Vocês tem que conseguir voltar sozinhos, sem ajuda nenhuma”
Lembrei de Nico falando isso segundos antes de entrarmos.
Achei Percy e pude vê-lo se contorcendo até que depois de um tempo ele conseguiu nadar para a superfície.
Minha vez.
Concentrei-me no mesmo ponto que Percy usou. Bem no final das costas. Senti um arrepio por todo o meu corpo e emergi.
– Duncan, você está bem? – perguntou Percy preocupado
– Estou.
– Você demorou pra voltar – disse Nico
– Eu não sei como isso é possível, mas eu consegui respirar lá dentro e não senti nenhuma dor.
– Eu já esperava por isso.
– Como? – indagou Percy
– Simples. – falou Nico – Duncan é filho de Poseidon, sendo assim pode respirar debaixo d’água. Mas ele também é filho de Hades, sendo assim tem poderes do submundo assim como eu. Combinando esses dois poderes, ele foi capaz de nadar e respirar no Estige.
– Uou! – exclamou Percy – Meu irmão é quase o Superman!
– Ei! – resmunguei – Eu sou melhor que o Superman!
– ACHEI ELES! – Gritou uma voz que reconheci como a de Annabeth – O que pensam que estavam fazendo sumindo do nada?
– Mergulhando no Estige – respondemos eu e Percy ao mesmo tempo.
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