Notas iniciais
Olá meus amores! Agora que estou de férias, vai ter mais capítulos durante a semana, eu vou me esforçar pelo menos! Só não garanto essas semanas agora por causa da cirurgia que fiz. Já estou em casa e deu tudo certo! Preciso me adaptar agora, já que eu mexi no pé e no joelho. E muito obrigado a todo mundo que desejou boa sorte e melhoras, vocês são os melhores!

Capítulo 20 – Mestre Quíron

Não me lembro de muita coisa. Somente alguns flashes. Lembro de ter acordado e falado com Annabeth. Depois fui até o Acampamento Júpiter e vi uma cena terrível: Octavian beijando Reyna. Cheguei a minha antiga casa. Abri o armário de bebidas. E o resto é um completo e grande borrão.

Em certos momentos ouvi algumas vozes dizendo para pegarem néctar e ambrósia, mas não consegui reconhecer nenhuma das vozes e tampouco conseguia ficar consciente.

Acordei subitamente. Havia magicamente me transportado para minha cama. Não me lembro de ter entrado em um cômodo que não fosse a sala. Levantei-me e uma dor de cabeça absurdamente forte me atingiu. Despenquei na cama novamente.

Olhei para o lado e o relógio no criado-mudo marcava oito e meia da noite. Por quanto tempo eu dormi? Cheguei em casa era de manhã ainda.

Sentei-me devagar dessa vez e encostei-me na cabeceira da cama. Fechei meus olhos. Pendi a cabeça para trás e massageei minhas têmporas. Abri meus olhos e uma figura feminina se materializava em minha frente. E era justamente a pessoa que eu definitivamente não precisava nem queria ver hoje.

– Você finalmente acordou! – disse Reyna sorrindo.

Ela ainda era capaz de sorrir depois do que ela fez?

– O que você está fazendo aqui? – disse rouco, mal reconhecendo minha própria voz – Essa é minha casa.

– Eu, Percy e Annabeth viemos atrás de você. – respondeu se aproximando.

– Não chega perto de mim – falei friamente.

Reyna pareceu vacilar e parou sua caminhada. Pude ver lágrimas se formando em seus olhos. Fiquei quase com pena. Quase. Se não fosse o pequeno acontecimento de antes.

– Chama o Percy e a Annabeth. – ordenei – E se manda daqui.

– Sério mesmo Duncan? – perguntou com lágrimas escorrendo em sua bochecha esquerda – Você acha mesmo que eu queria beijar aquela coisa?

– Se não queria, podia ter se separado um pouquinho antes, que tal? – falei – Ou oferecido mais resistência, talvez?

– Você não está entendendo... – cortei-a antes que ela terminasse a frase.

– Você que não entende. Se você ao menos gostasse de mim, iria oferecer uma resistência maior.

– Ele é muito mais forte que eu, – começou ela – como eu iria conseguir?

– Ele é um frango, Reyna! – exclamei – E outra, você é forte pra cacete. Com toda a certeza você é bem mais forte que ele.

– M-mas... – tentou mais uma vez.

– Mas nada. – vociferei – Chama o Percy e a Annabeth agora e suma da minha frente – falei gritando a última parte.

Mas Reyna não precisou mover um músculo sequer, pois provavelmente Percy e Annabeth ouviram minha gritaria e subiram correndo.

– O que está acontecendo aqui? – perguntou Percy

– Só estou expulsando a traíra. – respondi frio.

– Duncan não fala assim. – disse Annabeth – Não foi culpa dela.

– É cara, não fica assim – falou Percy – É tudo culpa daquele filho da puta do Octavian.

– Eu sabia que ele estava aprontando alguma... – murmurou Reyna secando as lágrimas.

– Mas, mudando um pouco o assunto... – comecei – O que aconteceu comigo? Eu não me lembro de nada.

– Você quase entrou em coma alcoólico. – respondeu Annabeth – Um ser humano normal, teria perdido o fígado inteiro.

– Mas você não é normal, não é mesmo? – Disse Percy – Sorte que a gente tinha néctar e ambrósia, porque se não...

– O seu fígado estaria parcialmente prejudicado. – completou Annie – Depois trouxemos você aqui pra cima.

– Limpamos a sala... – continuou Percy – Limpamos você... – Espera aí. Annabeth havia me visto pelado? Corei com o pensamento. Percy percebeu e consertou – Quer dizer... Eu limpei você.

– Daí Reyna ficou cuidando de você. – disse Annabeth

Um silêncio desconfortável se instalou entre nós e eu fiquei somente olhando para meus pés cobertos pelo lençol.

– Não tem nada a dizer pra Reyna, Duncan? – disse Annabeth mais numa espécie de ordem do que uma pergunta. – Duncan?

– Obrigado... – falei em um murmúrio quase inaudível.

– Eu não escutei. – disse Annabeth erguendo uma das sobrancelhas.

– Obrigado... – disse um pouquinho mais alto.

Annabeth me olhou com uma cara que iria ela mesma me matar se eu não falasse um “obrigado” direito.

– Obrigado por cuidar de mim, Reyna. – agradeci verdadeiramente, o que me surpreendeu, olhando nos olhos da morena.

Eu não devia estar bravo por ela não ter resistido à Octavian? Devia. Mas não estava. Estava somente chateado. Será talvez pelo sonho esquisito com aquela menina que eu tive hoje? Talvez.

– De nada, querido. – respondeu Reyna com um sorrisinho de canto.

– Quanto tempo eu dormi? – perguntei

– Encontramos você aqui ontem à noite. – respondeu Percy – Então um pouco mais de 24 horas.

– Caralho! – gritei – Precisamos voltar. Quíron deve estar pirando.

– Está mesmo. – confirmou Annabeth – Falamos com ele hoje de manhã, por Mensagem de Íris.

– E ele precisa de nós o mais rápido possível. – avisou Percy.

– Então o que estamos esperando? – falei me levantando – Vamos agora mesmo!

– Têm certeza? – perguntou Reyna – Está se sentindo bem mesmo?

– Está duvidando de mim, pretora? – perguntei em tom de desafio, chegando perigosamente perto. – Achei que você já tivesse aprendido a não duvidar de mim.

– Eu já aprendi. – murmurou ela – Não se preocupe.

– Vou arrumar as coisas lá em baixo então. – disse Annabeth – Para partirmos agora.

– Eu vou descer junto. – E com isso, o casal desapareceu de minhas vistas.

– Estamos de boa? – perguntou Reyna regredindo um passo.

– É. – respondi – Estamos de boa.

– Amigos? – indagou Reyna mordendo o lábio inferior.

– Tudo o que eu quero é uma amizade com você Reyna. – declarei.

Dei dois passos e a abracei.

– Me desculpa por ser tão idiota agora a pouco? – perguntei

– Com certeza. – respondeu ela agarrando-se em mim.

– Só mais uma coisa. – falei me afastando – Por enquanto só quero a sua amizade, acho que ainda não estou pronto, sabe... – suspirei – É muita coisa pra mim, a morte dos meus pais...

– O que? Seus pais morreram? – perguntou assustada.

– Você não sabia? – ela negou – Pois é. Minotauro. Eles eram semideuses... Enfim... Não quero falar disso agora, tudo bem?

Reyna não disse nada, somente assentiu com a cabeça e me abraçou mais uma vez.

~//~

A primeira coisa que eu, Percy e Annabeth fizemos ao chegar ao Acampamento Meio-Sangue foi entrar correndo na Casa Grande.

– Onde estavam? – perguntou logo de cara Quíron.

– Acampamento Júpiter. – respondi

– Fazendo...? – retornou a perguntar o centauro.

– Eeer... Ficaram umas coisas minhas lá. – falei

– E fomos ajudá-lo a buscar. – respondeu Percy.

Quíron parecia não ter se contentado com a resposta, mas deixou quieto.

– Chamei vocês aqui porque senti uma perturbação com os deuses. – explicou Quíron.

– Você é tipo o Mestre Yoda? – perguntei rindo – Sente perturbações na Força?

Recebi como resposta apenas três caras feias.

– Continue. – falei

– Vocês vão sair em uma missão. – disse o centauro – Duncan, sei que você mal chegou aqui, mas preciso de vocês três. Nesse exato local aqui, – disse Quíron apontando em um mapa – É onde vocês precisam ir e descobrir o máximo de informações que conseguirem.

– Espera... – Falei – Eu conheço esse lugar. Brasil. Pra ser mais específico, São Paulo.

– Isso mesmo meu jovem. – concordou Quíron – Vocês vão para o Brasil. Daqui a três dias. Vão se preparando.

Notas finais
E aí? O que acharam? Comentem aí pra mim saber. E sim, irá ter TRETA, MUITA TRETA no BRASIL. Muahahahahaha. Altas coisas virão. Por hoje é só! Até o próximo! Beijos na bunda de vocês!