Meu Gêmeo Favorito (Versão 1.0)
34 A Briga
Notas iniciais
Capítulo 34 — A Briga
Pov. Percy
Logo pela manhã, quando os primeiros raios de sol começaram a nascer, eu e Percy corremos até a colina Meio-Sangue, onde Annabeth e Malena já estavam paradas esperando.
– Estão atrasados. – resmungou Annabeth assim que as alcançamos.
– Ah, qual é Annie! – disse Duncan – Dois minutinhos.
Cheguei mais perto de Annabeth e a beijei. Quase no mesmo instante o beijo evoluiu para algo mais... Quente. Descontamos toda a saudade que sentimos um do outro, todo o tempo que fiquei desacordado. Poderíamos tirar as roupas ali mesmo se não houvesse um certo casal nos atrapalhando logo ali.
– Ôôôôôôôôô! Vamos parar com a pegação explícita ae galera! – falou meu irmão interrompendo o momento.
Em seguida deu um oi para Annabeth e beijou Malena.
– Vamos parar com a pegação explícita aí galera! – falei numa péssima imitação de Duncan.
– Haha, bem engraçadinho você Jackson. – respondeu ele – Vamos logo, se não Annabeth vai pirar daqui a pouco e vocês sabem... Ninguém aqui quer que ela pire por aqui. Pelo menos não essa hora da manhã.
– Também te amo Duncan! – gritou Annie para ele que descia a Colina até o carro.
– Eu sei que você me ama! – gritou de volta.
– Cretino – sussurrou Annabeth.
Em seguida entramos no carro e partimos em direção a Nova York.
~//~
– Merda! – gritou Malena assim que paramos em frente ao meu apartamento.
– O que foi? – perguntei
– Perto daquela casa, olha – disse apontando – não sei o que é aquilo mais tenho certeza que não é amigável.
– Empousa... – murmurou Annabeth – Quíron disse que havia um campo de proteção mágico envolta do apartamento...
– E por isso era suposto não ter monstros por aqui. – completei
– Vai ver ela já estava aqui antes disso. – supôs Duncan – Ou elas... Eles... Fudeu!
– Por q... Zeus do céu! – exclamei assim que vi a quantidade gigantesca de monstros que estava saindo de todos os cantos. – O que vamos fazer?
– Quando eu disser três, você vai sair correndo Malena, – começou Duncan – Annabeth vai te cobrir, eu e Percy enfrentamos todos e assim que entrar no prédio tranque a porta, e nisso Annabeth volte correndo pra ajudar.
– M-mas... – disse Malena.
– TRÊS! – Gritou Duncan.
Abri a porta destampando Contracorrente ao mesmo tempo e corri em direção aos monstros. Vi Annabeth e Malena fazer o oposto do que Duncan tinha mandado, as duas correram na direção oposta a minha, em direção aos outros monstros, na mão de Malena, pude ver uma espada.
– O que vocês estão fazendo? – meu irmão gritou – Vão pra dentro do apartamento!
– DUNCAN CUIDADO! – Gritei quando vi que uma dracaenae iria apunhalá-lo.
Felizmente a dracaenae atacou somente uma sombra. Duncan reapareceu poucos segundos depois atrás da mesma e a matou. Quando uma empousa iria o atacar ele sumiu.
– Mas o que? – disse a empuosa.
– Bem atrás de você. – falou Duncan a matando.
E desapareceu novamente, reaparecendo logo depois e matando mais dois monstros.
Logo em seguida, mais monstros começaram a aparecer, cada vez que matávamos um parecia que outro aparecia no lugar.
Tinha acabado de furar o olho de um ciclope quando Duncan gritou:
– Percy, o encanamento, vamos estourar.
Apunhalei a coxa do ciclope e o empurrei para longe. Em seguida me concentrei e senti o habitual repuxo na barriga, logo eu e Duncan havíamos inundado a rua inteira, água estava sendo jorrada para todo o lado.
– DUNCAN – Gritei – Vou juntar todos numa bolha, aí você acaba com todos eles!
Rapidamente levantei os dois braços e juntei o máximo de monstros que eu consegui. O chão começou a tremer e vi que Duncan abriu um buraco na rua.
– Joga eles aí! – gritou ele – Direto pro Tártato!
De repente o ar estava cheio de bolhas de monstros, eu e Duncan pegando todos eles e jogando-os direto no Tártaro.
– Acabamos. – falei respirando com dificuldade enquanto Duncan sugava toda a água de volta pros canos.
– Ainda não. – Em seguida sacou sua pistola, mirou e atirou, fazendo um colateral em duas dracaenaes que lutavam contra Annabeth e Malena.
– Já acabaram todos? – perguntou Annabeth
– Pelo que parece sim. – falei
– Posso saber que porra foi aquela? – gritou Duncan andando em direção a Annabeth – Dá pra me escutar da próxima vez? De onde é essa espada?
– Calma... – pediu Annie – Eu dei a espada pra ela, achei que ela poderia ajudar aqui.
– Calma? E você ACHA? Pois não acha porcaria nenhuma! Você ACHA que em menos de um dia ela vai aprender a lutar? Ela pode ser poderosa, mas se não sabe lutar não adianta PORCARIA NENHUMA!
– Deu certo ta bom? – berrou Annabeth – Se não fosse a nossa ajuda, vocês teriam muito mais trabalho.
– ELA PODIA TER MORRIDO! DÁ PRÓXIMA VEZ TENTA SEGUIR O PLANO E NÃO DAR UMA DE FILHA DE ATENA SABICHONA!
– ENTÃO QUER DIZER QUE SENHOR PODE SAIR FALANDO O QUE FAZER E COMO FAZER MAS EU NÃO POSSO?
– EXATAMENTE! ERA MELHOR TER MAIS TRABALHO DO QUE UM DEFUNTO!
– MAS NÃO ACONTECEU, OK? NINGUÉM MORREU, TODO MUNDO TA BEM!
– NÃO, NINGUÉM TA BEM. ACABAMOS DE SER ATACADOS POR UM EXÉRCITO DE MONSTROS, ENTÃO NÃO ESTAMOS BEM! SE NÃO FOSSE POR MIM E PELO PERCY, PODERÍAMOS ESTAR MORTOS? VOCÊ NÃO ENTENDE ISSO?
– NÃO, NÃO ENTENDO! EU SÓ FIZ O QUE ERA CERTO.
– E O CERTO ERA TENTAR MATAR PESSOAS?
– CHEGA DUNCAN, VOCÊ ESTÁ SENDO CRINÇA!
– CRIANÇA? OLHA QUEM FALA! COLOCANDO A VIDA ALHEIA EM PERIGO E AINDA ACHA QUE ESTÁ CERTA, NÃO É SÓ PORQUE VOCÊ É FILHA DE ATENA QUE ESTÁ SEMPRE CERTA CARALHO!
Annabeth fez um “o” com a boca e a fechou em seguida, começou a ficar vermelha de raiva e deu um tapa que deve ter sido ouvido em Plutão, no rosto de Duncan.
– É assim? – urrou Duncan – Vai ser assim então!
E em seguida explodiu um cano abaixo de Annabeth, a molhando inteira. Logo depois, Duncan saiu correndo entrou no carro, o ligou e saiu cantando pneu. Furou umas três preferenciais e sumiu após virar uma esquina.
Annabeth gritou de raiva e só faltava começar a espumar, Malena desatou a chorar e eu não sabia a quem ir atrás primeiro.
– Percy? – disse uma voz atrás de mim – Mas, mas... Que?
– Mãe! – exclamei – Preciso de ajuda por aqui...
~//~
– Trouxe um chá pra você, Annabeth. – disse minha mãe depoisitando a xícara em cima da mesinha.
Annie que estava deitada em meu colo levantou-se e tomou um gole.
– Obrigada, Sally. – agradeceu ela.
– De nada querida.
– O que vamos fazer? – perguntei
– Eu não sei. – disse Annabeth suspirando
– Eu vou atrás dele. – pronunciou-se Malena
– Não! É muito perigoso. – falei
– Foda-se, eu vou do mesmo jeito. – e em seguida deixou o apartamento.
– É tudo culpa minha. – murmurou Annabeth
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