Meu Fim
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Acordei com a claridade no meu rosto, com barulho e com uma puta duma dor de cabeça.
-Cahh... Camila acorda ai!
-HÃM?! Morreu? Quem caralho?!
-Do que você ta falando? Olhei confusa pra ela
-Eu?... Não sei. Ela riu
-Você não ta com dor de cabeça não?
-Bebo dês dos 14 anos, não sinto mais dor de cabeça.
-Haa... Disse passando a mão sobre a testa e fazendo uma careta de dor
Caah se abaixou, pegando sua mochila embaixo do banco em que estávamos, e tirou uma caixa de remédio, tarja preta, só pra constar.
-Toma um desse. Em 10 minutos você vai ta bem. Eu tomava ele quando comecei a beber. Talvez você fique um pouquinho tonta, mas passa.
-Ta bom.
Tomei o comprimido. Como Caah havia tido, durante alguns segundos senti tudo rodando e rodando, depois passou, junto com a dor de cabeça.
-Acho que eu vou pra casa, tomar um banho e apagar na minha cama. Caah disse se levanto e se espreguiçando
-Também vou...
-Até amanhã na aula.
-Até.
Fui andando a pé até em casa. Cheguei e não tinha ninguém, então fui tomar banho.
Para minha infelicidade, esqueci de trancar a merda da porta do quarto e do banheiro.
-Onde você dormiu? Era Lucas se sentando sobre a tampa do vaso e me vendo nua pelo box.
Tentei “tampar” as minhas “vergonhas” com as mãos. Como ele entra no banheiro assim?!
-Lucas, sai daqui, por favor, eu to tomando banho, não vê?
-Me responda. Ele falou sério de mais pro meu gosto
-Eu estava na casa de uma amiga. Agora me deixa tomar banho em paz?
-E você sentiu muita dor durante o dia? Ele disse ignorando meu pedido e sorrindo com um ar de psicopata pra mim
Não vou dar o gostinho pra ele de me ver com medo.
-Não. Disse seca, e ainda tentando tapar meus seios e “a parte de baixo”
Ele sorriu, e pela primeira vez senti algo “diferente” por Lucas.
Seu sorriso agora parecia “terno”, calmo, inocente, até...
A Meu Deus! O que eu estou dizendo?! Esse monstro me estrupou!
Ele se aproximava lentamente do vidro do box, abriu-o e entrou, ficando a minha frente e com o corpo a centímetro do meu, nu.
Eu sentia sua respiração quente em meu rosto, ele era poucos centímetros, apenas, mais alto que eu.
Suas mãos passaram por minha cintura, descendo por minhas nádegas e vindo para minhas coxas.
Eu fiquei paralisada, sem ação. Ele, apesar de ser mais ou menos da minha altura, uns 1,80, tinha o corpo musculoso, esculpido, que me impedia de sair do pequeno box e correr da li.
-Sabe, -Ele disse com os lábios em minha orelha, me fazendo arrepiar- não teve graça alguma aquele dia. Você estava desmaiada, eu apenas me saciei como faço com as prostitutas. Elas me dão prazer, mas aposto que você nem se lembra de nada...
-O-oque você está fazendo? Eu gaguejei, já arfando e sentindo, certo, prazer nisso tudo.
-Quero transar com você, mas acordada. Ele riu em minha orelha
Oh céus! Isso estava me deixando tremendamente excitada!
Agora suas mãos acariciavam, levemente, o interior de minhas coxas, minhas mãos estavam em volta de seu pescoço, e eu arfava e gemia bem perto de seu ouvido.
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