Meu Falso Namorado
4 Eu quero você!
Notas iniciais
Cheguei em casa e contei a novidade para a família Anhelo, eles concordaram em ficar um tempo com Nicholas pra mim, até eu me organizar em Los Angeles.
Aquela semana passou voando, logo tive que partir, não queria me separar de Nicholas sentiria tanto sua falta, mas era por ele que eu estava fazendo isso.
Com o coração partindo tendo que deixar meu pequeno Nike na Alemanha, embarquei naquele avião.
Dentre algumas horas cheguei à Los Angeles.
David foi me buscar no aeroporto e me levou para um pequeno apartamento onde eu ficaria.
Dois dias depois comecei meu trabalho oficialmente, conheci Georg e Gustav, no início tive bastante trabalho, além de ser secretária particular dos Kaulitz tinha que ajudar na casa também, aquilo era uma zona alguém tinha que colocar ordens passei a ser uma espécie de “governanta”.
Os garotos eram tão divertidos, Tom era o mais pervertido e sempre que podia dava em cima de mim, eu me perguntava como é que pode existir alguém tão galinha quanto ele.
Morria de saudade de Isa, tio Anthony e tia Luca, mas principalmente de Nicholas. Desde que vim não tive tempo de ligar pra falar com ele, minha vida andava tão corrida. Um mês já havia passado desde que cheguei em L.A.
Depois de um longo dia de trabalho fui para meu apartamento e tomei um banho e dormi.
Acordei cedo, me arrumei, tomei café e fui para a mansão Kaulitz.
Fiz todo meu trabalho, e fui almoçar à tarde fiquei no estúdio com os garotos, as coisas estavam bem tensas por lá, Bill e Tom haviam brigado e ficavam se provocando a toda hora parecendo crianças mimadas. Até que Tom saiu sem dizer aonde ia, ele andava meio estranho nesses últimos dias.
No final do dia Bill me pediu para ficar até mais tarde e ajudar em algumas coisas do estúdio, depois jantamos e fomos pra mansão continuamos nosso trabalho, acabamos nem nos dando conta da hora o relógio marcava 11h da noite, Bill insistiu para eu dormir lá, pois já estava tarde e amanha eu teria que estar cedo aqui, então acabei aceitando.
Bill havia ido dormir, e antes que eu também fosse ouvi um barulho, estava na cozinha bebendo água então fui até a sala e vi Tom chegando, bêbado.
Quando me viu veio em minha direção me abraçando.
– Tom está tudo bem? Perguntei
– Eu quero você. Ele disse. Tentando me beijar.
– Tom! Para! Me solta. Disse tentando arrancar seus braços de mim.
– Não se faça de difícil. Ele começou a me agarrar novamente.
– PARA TOM! Falei alto.
– Eu já disse, eu quero você.
– Você ta bêbado, me solta. Insistia pra ele me soltar, mas era em vão.
– Qual é Lucia, não banque a garota certinha.
– É LAURA! Me solta garoto ta me machucando. Ele apertava meu braço.
Derrepente ele me prenso contra a parede e começou a beijar meu pescoço, me debatia tentando me soltar, mas ele era mais forte, ele tentava arrancar meu vestido, naquela hora juntei todas minhas forças conseguindo me livrar dele.
– Qual é Lucia, já disse pra parar de bancar a difícil eu sei que você é uma vadia como as outras.
Nesse instante ao ouvir ele me chamar de vadia dei-lhe um tapa na cara que chegou doer minha mão.
– È LAURA EU JÁ DISSE. E EU NÃO SOU UMA DESSAS GAROTAS QUE VOCÊ SAI E SE DIVERTE, FAZENDO O QUE QUISER COM ELAS TOM! PORTANTO NUNCA MAIS REPITA ISSO.
Sai daquele lugar o mais rápido possível, subi as escadas praticamente voando fui até o quarto de hóspede e tranquei a porta, sentei-me na cama e comecei a chorar. Eu não era nem uma vadia pra ele chegar e fazer isso comigo, como é que seria meu trabalho daqui em diante, estava tudo tão perfeito e eu não posso largar esse emprego.
Acabei adormecendo de tanto chorar. Não me doía o que ele fez, mas sim me comparar a uma garota qualquer, a uma vadia, se ele soubesse tudo o que eu já passei, posso ser qualquer cosa menos isso.
Acordei eram 06h30min, fui até a cozinha e Maria, a empregada, estava começando a preparar um bolo.
– Bom dia Maria. Disse a ela.
– Bom dia Lara, acordou cedo. Ela riu.
– Pois é. Sorri.
Sentei-me na mesa observando ela preparar o bolo, e eu não resisti tive que ajudar ela, sim eu não era fã em cozinhar, mas eu sabia fazer bolos, meu pai e, minha mãe e eu costumávamos fazer bolos os três era a maior bagunça, mas nos divertíamos tanto.
Fora assim que eu aprendi a cozinhar. E acredite aquele bolo estava com uma cara muito boa. Já eram quase 7h então resolvi ir até em casa trocar de roupa e tomar um banho.
– Maria se os meninos acordarem, diga que eu fui até em casa trocar de roupa, mas já volto.
– Tudo bem Lara.
– Creio que volto antes, eles não vão acordar às 7 da manha.
Maria apenas riu.
Em cerca de 15 minutos cheguei em casa, tomei um banho e, me vesti rapidamente. Arrumar-me era uma tarefa muito fácil, eu não tinha um estilo definido, o que vinha na cabeça ou a primeira peça que eu encontrava eu a vestia, se estava na moda, combinava ou não, nem ligava me sentindo confortável era o que importava.
Assim que entrei na mansão Kaulitz ouvi Bill pedir a meu respeito.
– Ela foi até em casa, mas disse que não demorava. Maria o respondeu.
– Me avise quando ela chegar. Ele pediu educadamente como sempre fazia.
– Não precisa, já cheguei. Entrei na sala e, assim que me viu Tom me fuzilou com os olhos.
– Preciso que venha com a gente ao escritório, vai trabalhar lá hoje. Bill falou.
– Tudo bem. Disse. Não olhei para Tom, fingi que ele nem estava ali.
– Você pode ir com Tom, que eu preciso resolver uma coisa antes de ir para o estúdio.
– EUU? Tom finalmente se manifestou.
– Algum problema? Bill perguntou estranhando a reação de Tom.
– Problema algum. Disse olhando para Tom.
Ele bufou, mas nada falou. Saiu e eu o segui, fomos até a garagem entrei em seu carro e fiquei em silêncio, ignorando-o como se nem ali estivesse.
– Olha... Desculpe-me por ontem. Depois de alguns minutos ele falou.
– Desculpas não resolvem o que você fez. Continuei sem olhá-lo.
– Eu estava bêbado, não tinha consciência do que estava fazendo.
– Não importa você me chamou de vadia Tom!
– PELO MENOS DA PRA OLHAR PRA MIM ENQUANTO FALA? Ele alterou seu tom de voz. – Me desculpe, não queria ter dito aquilo, nem tentado te agarrar a força. Ele voltou ao seu tom normal.
– Eu estava adorando meu trabalho, vocês estavam sendo tão legais comigo, mas depois de ontem eu... Finalmente o olhei.
– Você não vai pedir demissão? Vai? Ele estava com um olhar preocupado.
– Eu devia, mas preciso muito desse emprego.
– Bill ficaria louco se você pedisse demissão, ele gosta muito de seu trabalho e, me mataria quando soubesse o motivo...
– Não se preocupe, eu não direi nada. Só peço que não faça mais aquilo. Ele estacionou o carro e antes mesmo que pudesse dizer alguma coisa eu sai. O dia todo não falei mais com ele, o evitava sempre que podia.
Será difícil trabalhar assim daqui por diante, e logo Bill perceberá esse “clima” tenso entre nós, aí será mais difícil esconder o motivo.
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