Notas iniciais
Como havia dito não pude postar na sexta, mas aqui está um capítulo novo espero que gostem ^^

[Laura]

Pela primeira vez, desde que estou aqui, falei de minha vida para Tom.

Ele estava sendo tão legal tão carinhoso comigo que eu tinha medo. Medo de aquilo acabar, medo de ser só uma fase, medo de novamente me machucar.

Os dias foram passando, as coisas tinham melhorado e muito, agora eu tinha ânimo em sair com Tom, tudo era mais divertido.

E Nicholas? Ele já saiu do hospital, está bem, continua em observação, pois ainda é cedo para diagnosticar qualquer coisa.

Era quinta-feira, fazia um dia tedioso, não tinha muito trabalho no estúdio. Enquanto os garotos ficavam lá de papo furado resolvi sair, sei lá tomar um sorvete talvez.

Na rua em frente ao estúdio havia uma pracinha, fiquei vagando por lá. Sentei-me em um banco e fiquei olhando algumas crianças que brincava por ali.

- Non importa quanto tempo passa rimane sempre lo stesso. (Não importa o quanto o tempo passe, sempre continua a mesma.). Vi uma sombra parada atrás de mim. Num pulo levantei e me virei surpreendendo-me com quem eu vejo.

- Edoardo?! — Praticamente pulei em seu pescoço, para abraçá-lo. — Inoltre, non ha cambiato nulla. (Você também não mudou nada.) Digo olhando-o da cabeça aos pés.

- Immagino Che si potrebbe trovare ovunque ma non qui. (Eu podia imaginar em te encontrar em qualquer lugar, menos aqui.) Ele riu.

- Inoltre mai pensato di trovarti qui, a proposito cosa ci fai qui? (Também nunca imaginei te encontrar aqui, aliás, o que você está fazendo aqui?). Perguntei curiosa.

- Alcune cose è venuto a capo della mia azienda, ma Che dire di te? Cosa ci fai qui? Non dovrebbe essere in Itália?( Vim resolver algumas coisas da empresa para meu chefe, mas e você? O que faz aqui? Não devia estar na Itália?).

- Durante questi due anni Che è in San Francisco sono successe molte cose. In ogni caso è una lunga storia. ( Durante esses dois anos que está em San Francisco muita coisa aconteceu. Enfim é uma longa história.).

- Andiamo alla cena angolo per mangiare qualcosa, poi ti piace e mi dica. (Vamos até a lanchonete da esquina comer alguma coisa, aí você aproveita e me conta.). Ele sorriu lindamente como sempre.

- Dai, ho fame, anche. ( vamos, estou com fome mesmo). Ri.

Fomos até lá e então contei a ele tudo o que aconteceu ultimamente.

Edoardo é irmão de Isabella, há dois anos ele mora em San Francisco. Trabalha em uma grande empresa, desde que veio embora nunca mais nos falamos, aliás acho que são raras as vezes que ele fala com a família devido fuso-horário e ele é muito ocupado com o trabalho e a namorada Júlia. Que, aliás, é um amor de pessoa, faz seis anos que os dois namoram não sei como ainda não casaram.

Edoardo é como um irmão pra mim. Assim como Isabella ele é meu único amigo verdadeiro com o qual eu posso contar para tudo.

E agora encontrá-lo novamente é maravilhoso, poder matar a saudade.

Ficamos horas conversando, não nos damos conta do tempo, quando vi já era noite. Edoardo tinha que ir, mas antes me levou até a mansão, pois seria inútil voltar para o estúdio.

- Dì Julia Che mi manca, e quando si può venire a trovarmi ok? E Il suo portare con sé. (Diga a Julia que estou com saudades, e quando puder venha me ver ok? E traga ela junto). Disse abraçando-o.

- Io dico sì, lei davvero manca parlare con te, sarai Felice di sapere Che ora vive vicino a San Francisco e Che può venire qui quando vuoi. (Direi sim, ela sente muita falta de conversar com você, vai ficar feliz em saber que agora mora pertinho de San Francisco e que poderá vim aqui quando quiser). Ele riu.

Despedimos-nos então entrei na mansão. Estava tudo silencioso, não havia ninguém na sala.

Subi até meu quarto, tomei um banho troquei de roupa e desci, fui até a cozinha e Maria preparava o jantar.

Conversei um pouco com ela e depois fui para a sala onde finalmente alguém deu sinal de vida.

- Olá. Disse me sentando no sofá em frente.

- Você sumiu. Ele nem se quer me olhou e continuou a trocar os canais da TV.

- Estava com um amigo. — Disse estranhando sua reação. – Aconteceu algo? Perguntei.

- Não. Ele continuou sem me olhar.

Não iria insistir em conversar com ele, me senti mal por ele ter me tratado daquela maneira, será que a fase “carinhosa” havia acabado?

Perguntava-me o que aconteceu, o que eu fiz? Por que ele estaria reagindo dessa forma?

Sai dali um tanto decepcionada, fui até meu quarto liguei para Isabella, contei sobre Edoardo, ela quase enfartou e depois matei um pouco a saudade de Nicholas.

Desci para o jantar e Tom continuava indiferente comigo, não puxei muita conversa com ele. O jantar foi silencioso a não ser por Bill que de vez em quando falava algo.

Eu realmente não sabia o motivo por Tom reagir dessa maneira, pouco antes de eu sair do estúdio ele estava completamente diferente.

Não liguei talvez algo tivesse acontecido e ele estaria chateado.

Fiquei assistindo alguma coisa qualquer deitada no sofá da sala.

- Aconteceu alguma coisa? Bill me perguntou vendo o irmão desaparecer no topo da escada.

- Não sei. Iria perguntar o mesmo.

- Ele está estranho desde que saiu do estúdio para procurar você. Ele disse me olhando.

- Ele foi atrás de mim? Disse surpresa.

- Sim, logo depois que saiu, vocês brigaram?

- Não. Depois que saí do estúdio eu não falei mais com ele. Falei.

- Não sei o que aconteceu então, vou tentar falar com ele, talvez descubra algo. Ele levantou-se e subiu as enormes escadas.

Não havia nada de interessante passando na TV, então, fui para meu quarto fiquei ouvindo música até adormecer.

Muitas vezes eu fecho meus olhos

E eu posso ver teu sorriso

Você chegando até minha mão

E eu estou desperta do meu sonho

Embora o seu coração seja meu

No interior é vazio

Eu nunca tive o seu amor

E nunca terei.

E todas as noites

Eu minto ao despertar

Pensando talvez que você me ama

Como eu sempre te amei

Mas como você pode me amar

Como eu te amei quando

Você não pode sequer olhar diretamente nos meus olhos


Eu nunca me senti assim

Estar tão apaixonada

Ter alguém aí

Ainda me sinto tão sozinha

Você supostamente não é

o que irá limpar minhas lágrimas

O que dizer sobre aquele que você nunca deixa


As águas calmas e ainda

o meu reflexo está lá

Eu vejo você me segurando

Mas então você desaparece

Tudo que você deixa

É uma memória

Que existe apenas em meus sonhos


Eu não sei o que te magoa

Mas eu posso sentir isso também

E isso dói muito

Saber que eu não posso fazer algo

E no fundo do meu coração

De alguma maneira eu sei

E não importa o que

Eu sempre te amarei


Muitas vezes eu fecho meus olhos

E eu posso ver teu sorriso

Você chegando até minha mão

E eu estou disperta do meu sonho

Embora o seu coração seja meu

No interior é vazio

Eu nunca tive o seu amor

E nunca terei.


Então por que ainda estou aqui na chuva?

Kiss The Rain — Yiruma


Notas finais
Ahh fiquei tão feliz por ter ganhado novos leitores,sejam todos bem vindos, mas apenas uma deixou review o que me deixou triste.. então por favor gente linda deixem reviews eu não mordo, ok?
É importante pra mim saber o que estão achando..
É isso aí me façam feliz deixem reviews.. até mais beijos *_*