Meu Falso Namorado

18 Crise existencial


Notas iniciais
Voltei gente õ/
Já disse que tenho as melhores leitoras ? Pois é eu tenho! Cara vocês são incríveis.. amo muito vocês..
Bom o capítulo está muito dramático, eu achei, bom mas tem uma explicação meus dias estão muito deprimentes e parece que tudo isso eu passei pra fic hihi ' mas enfim boa leitura gente...

– Não quero ir pra mansão. Posso me arrumar na tua casa? Disse após longos minutos de silêncio.

– Claro. – Ela sorriu. – Mas e a tua roupa?

– Peço para Maria levar, ela mora na mesma rua que você. Sorri.

Kika sorriu novamente e voltou a prestar atenção no trânsito.

Liguei para Maria e lhe informei qual roupa era pra ela me trazer. Também disse para que caso os garotos chegassem antes dela sair era pra falar que não sabia nada a meu respeito, se por via das dúvidas perguntassem algo sobre mim.

Não demorou muito para chegarmos ao apartamento de Kika. Tomei um rápido banho e enquanto me arrumava foi à vez de Kika.

(Laura; Kika)

– Anda Kika. Gritei da sala.

– Calma vou ligar pro Bill pra dizer que ele não precisa passar aqui.

Fiquei sentada esperando-a que só depois de quase meia hora pendurada no telefone com Bill, finalmente, apareceu.


Descemos até a garagem entramos em seu carro e fomos rumo a maldita festa.

Em poucos minutos chegamos ao local, a cara de preocupação de Tom era hilária, com certeza estava achando que eu não viria.

Assim que me viu ele sorriu de alívio.

Sem trocar palavra alguma entramos. Tudo estava bem, tirando o fato de ter ficado quase cega pelos flashes.

A festa estava um saco, como previsto e minha animação era tanta que ficava mais tedioso ainda estar ali.

Não demorou muito para Tom ir dançar com as piriguetes que não paravam de dar em cima dele.

Fiquei no bar com Bill e Kika, eles bebiam alguma coisa decidi acompanhá-los afinal um drink ou dois não me fariam mal depois eu espero.

– Você não deve beber. Kika me alertou.

– Na situação que eu me encontro eu quero é que tudo se dane. Virei tudo de uma só vez.

– Agora chega! Ela tirou o copo seco de minhas mãos.

Bufei de raiva, mas ela estava certa eu não podia beber.

Ficar ali olhando Tom se esfregar com aquelas vadiazinhas estava me dando nojo mais um pouco e eu vomito.

Num piscar Bill e Kika sumiram ótimo agora eu estava completamente entediada e sozinha.

Minha garganta estava seca, me virei para pedir um refrigerante ou uma água ao garçom e quando viro de volta aquela cena embrulhou meu estômago.

A raiva tomava conta de mim uma vontade súbita de ir lá e acabar com aquela palhaçada. Tom não podia ter feito isso, não em público ainda mais aqui que estava cheio de paparazzo. Mesmo sendo um falso namoro eu não pagaria de traída na mídia, não mesmo.

Discretamente fui até o “cantinho” em que os dois se agarravam e arranquei Tom daquela vadia levando-o para o primeiro lugar vazio que encontrasse. Por sorte havia uma “sala” vazia perto do banheiro feminino.

– Ei o que você pensa que está fazendo? Ele soltou-se de mim brutamente.

– Olha aqui Tom eu não sei o que aconteceu pra você mudar tanto comigo e, agora também não importa. Você pode fazer o que quiser, mas sair se agarrando com uma vadia qualquer não ainda mais na minha frente eu não vou pagar uma de namorada traída pra mídia não vou mesmo. Disse com raiva.

– Quem é você pra me dizer isso? Eu pensei que fossemos amigos, no mínimo devia ter consideração por mim e ter me contado que tinha um namorado.

– Ah eu tenho um namorado? – Perguntei indignada, da onde ele teria tirado isso. – Então você me apresenta ele por que eu não conheço. Falei irônica.

– Não adianta se fazer de desentendida Laura e outra eu faço o que eu quiser onde eu bem entender. E não será você a mudar isso. Suas palavras me doíam tanto.

– Você pode fazer o que quiser é livre para isso, mas faça atrás das câmeras por que o contrato diz claramente que eu devo pagar para a mídia como sua namorada não como uma garota traída. Tentava ao máximo não deixar as lágrimas caírem, mas estava difícil.

– Você tem razão. – Ele disse seco. – Vou tentar me controlar. Minha vontade era de lhe dar um tiro no meio da testa mas eu não faria jamais por mais que estivesse me fazendo sofrer muito.

Não consegui conter e as lágrimas caíam desesperadamente, tive um surto e comecei a chorar feito criança. Sentei-me em uma poltrona que havia ali com os braços apoiados nos joelhos e as mãos na cabeça chorei tanto que me faltaram lágrimas. Tom não se movia nem dizia nada apenas me olhava.

Aos poucos fui me recuperando, limpei as lágrimas cuidando para não borrar ainda mais a maquiagem e me levantei.

– Tudo bem, eu vou embora. Falei olhando em seus olhos que agora podia ver um sentimento de culpa.

– Eu te levo. Ele disse apoiando sua mão direita sob minha cintura.

– Não. – Tirei sua mão de mim. – De você eu quero distância.

Ele não disse nada apenas ficou me olhando indo embora.

O barulho ensurdecia qualquer um, mas apesar disso eu gostava da música que estava tocando.


As palavras que eu estou dizendo agora

Eu não sei se irão te machucar

Elas provavelmente farão você me odiar para sempre

Você, dizendo que eu não sou a mesma como eu costumava ser

Não é completamente falso

Isso me mudou, é completamente estranho para mim

Você é tão gentil, esse é o jeito que você é, mas, oh

Eu não sei, eu não sei

Porque eu sou assim

Nós estávamos tão apaixonados e você está aqui agora, mas, Oh

Eu não sei

Eu quero me encontrar agora...


No meio de tanta gente consegui ver Kika, fui até lá.

– Posso ir para tua casa?

– Pode. O que houve porque estava chorando? Ela disse preocupada.

– Depois eu conto, só preciso ir para longe dele. Ela me entregou a chave.

– Pode ir com o carro peço pro Bill me levar depois.

– Não é preciso vou de táxi. Disse saindo e ela apenas assentiu com um sorriso.


Baby, eu sinto muito, mesmo quando estou com você, eu estou sozinha

Eu devo estar em deficiência no amor

Por favor, perdoe essa pessoa horrível que eu sou

Sinto muito, esta é a minha e sua história

Eu não devo ser digna dessa coisa chamada amor

Mesmo quando estou ao seu lado

Baby eu estou tão sozinha, sozinha, sozinha, sozinha, sozinha (...)



Por sorte não havia mais paparazzo no local e, também nenhum táxi.

Fui andando, afinal a casa de Kika era perto e não estava tão tarde.


Porque eu sou apenas outra garota

Esta noite é solitária, eu...

Não aguento mais isso, adeus

Porque eu sou apenas outra garota

Eu estou sozinha

Mesmo que eu esteja ao seu lado agora, baby eu estou tão sozinha...


Aos poucos a música se tornava distante até nada mais ser audível.

As teimosas lágrimas voltaram a cair.

A noite era longa, fria e triste.

Senti alguém puxando meu braço me fazendo encostar na parede gelada.

– Me perdoa Laura. Seu corpo estava colado ao meu.

– Me deixa Tom, por favor. Não lutei para sair se seus braços, nem nada, estava sem força alguma.

– Não posso deixar você ir, lembra do que aconteceu da última vez?

O ar estava cada vez mais escasso e eu me sentia tão mal, droga não podia estar tendo uma crise de asma agora, maldita bebida.

Agarrei-me em seu pescoço, não conseguia respirar e sentia tudo girar, meu corpo estava completamente mole.

– Laura? Você ta bem? Laura?? Ele me chacoalhava.

Não conseguia falar e, nem tinha a maldita bombinha já que eu não carregava junto era tão raro ter uma crise dessas.

Em apenas um movimento ele pegou no colo depois disso não vi mais nada.


Notas finais
Reviews ?
Muito dramático né ?
Eu não sei se ficou muito legal a última cena, sinceramente não sei descrever uma pessoa tendo crise de asma então me entendam hihi'
Alguém aí conhece 2ne1? Eu particularmente adoro essa música Lonely, e pra variar coloquei na fic achei que a letra combinou, sei lá...
Se alguém não conhece e quiser ouvir ta aqui o link ~> http://www.youtube.com/watch?v=5n4V3lGEyG4&feature=player_embedded
Até mais ;*