Meu Eu Dual

4 Como Confiar?


Notas iniciais
Daí eu to pulando de alegria, porque já no segundo capítulo eu tenho 30 comentários e uma recomendação e me chega o capítulo três e eu pulo para 50 COMENTÁRIOS, S-E-I-S RECOMENDAÇÕES E 14 FAVORITOS! WHAAAAAAAAT???? Guys, vocês estão mesmo empenhados em me matar de tanta felicidade né? Haha geez, eu to que não me aguento *-* Certo, um de cada vez: — SrtKatic, muuuuuuuito obrigada mesmo pelas lindas palavras que você me disse nessa recomendação. UOU eu to aos prantos aqui, sério. E eu cativos os “fãs”? OMG haha eu tenho fãs, awwnnnn; — Baaabe, obrigada pela recomendação. E, sim, vai rolar muita treta haha love ya ❤ — Sandraaaaa :3 muito obrigada pelas suas lindas palavras e também pelo apoio e incentivo nessa trama bem diferente! Fico muito feliz em saber que agradou tanto; — Cáaaa *-* que recomendação mais LINDA, omg! Muuuuito obrigada pelas suas palavras, fiquei realmente tocada. Cê é uma linda, vem cá :3 Bem, chega de blablabla. Enjoy this one ;) Se joguem, amores.

A manhã estava excepcionalmente linda, o sol brilhava no céu e o dia em Nova Iorque tinha um clima bastante agradável, exceto para uma pessoa, Richard Castle.

Após a saída de Kate, ele ainda permaneceu naquele quarto de hotel por mais algumas horas, não teve vontade de tomar o café da manhã que havia pedido para levarem até o quarto. Só queria ficar sozinho. Sequer entendia o motivo de sentir aquela decepção em seu peito, ele nem conhecia aquela moça. Haviam se visto apenas uma vez e ele sentia como se tivesse sido traído. Era absurdo, e ele sabia, mas era esse o sentimento que lhe dominava.

Vendo que ficar ali naquele local se martirizando não resolveria nada, Rick resolveu voltar para casa. Passou na recepção para acertar a conta, entrou em seu carro e optou pelo caminho mais longo até o loft. Não queria ver ninguém, queria apenas ficar com seus pensamentos e, quem sabe, conseguir entender o que tinha se passado com ele e Kate.

"Que assuntos você tinha que ter resolvido comigo, Kate? E quem diabos é V.S.?", ele pensava consigo mesmo, buscando em sua memória algo que pudesse lhe fazer compreender tudo aquilo, mas não obteve sucesso.

— Não me lembro de nenhuma pessoa que tenha "V.S." nas iniciais do nome. – comentou em um murmúrio arrastado – A não ser que V.S. não seja uma pessoa…

Com esse pensamento, ele pegou seu celular e discou para as únicas pessoas que poderiam lhe ajudar naquele momento: seus amigos e detetives do 12th DP, Kevin Ryan e Javier Esposito. Ele estacionou o carro em um lugar seguro e colocou o aparelho em seu ouvido, aguardando.

— Yo, anda sumido, escritor.— Espo saudou ao atender à chamada e fez sinal chamando Ryan – Coloquei no viva-voz.

— Sabe como é… Gina está no meu pé para eu começar o novo livro logo.

— E a festa de ontem, como foi? Cara, eu tentei mesmo ir…— Ryan disse, puxando o aparelho mais para perto de si.

— Normal, como sempre. Exceto pelo final e foi por isso que liguei. – era melhor ir direto ao assunto – Eu conheci uma mulher… – porém a risada provocante dos amigos o interrompeu.

— Está querendo conselhos dos adultos, menino escritor? — Esposito questionou zombando e chamando-o pelo apelido que Lanie, sua esposa e legista do 12th, o havia dado.

— Acho que o Castle esqueceu como agir diante de uma mulher. — Ryan seguiu na onda de seu parceiro, já dando leves gargalhadas.

— É, faz muito tempo que ele não se envolve com nenhuma, estava começando a desconfiar de você… — porém Rick os interrompeu, ainda que também estivesse achando graça.

Aqueles dois conseguiram tirar o desânimo que ele sentia rapidamente.

— Ok, rapazes, muito engraçado. Mas todos sabem que vocês não chegam nem aos meus pés com as mulheres. – ele comentou se gabando, como sempre, e os outros dois riram ainda mais – O caso é: me envolvi com uma mulher misteriosa que me deu apenas seu primeiro nome. – retornou ao assunto que queria tratar.

"E hoje pela manhã um tal de V.S. enviou uma mensagem para Kate, esse é o nome da moça, perguntando sobre algum assunto que ela tinha que resolver comigo. Porém eu nunca a vi antes, não sei quem ou o quê é V.S. e que assunto Kate poderia ter para tratar comigo".

— Bro, isso está muito estranho.— Espo comentou após ouvir atentamente o que o escritor narrara, e Ryan concordou com um aceno de cabeça.

— E não para por aí. Quando eu a confrontei para saber quem era o remetente, ela ficou furiosa e até me ameaçou. – ele ouviu interjeições de espanto do outro lado da linha – E, desde então, não sei mais dela. Desapareceu. Ninguém a viu saindo do hotel onde estávamos.

— Nós podemos investigar isso para você, Bro.

— É... passe aqui mais tarde para nos dar os detalhes exatos da situação e veremos o que conseguimos encontrar. — Ryan sugeriu, concordando com o parceiro.

Castle concordou e avisou que passaria no 12th pela tarde. Precisava ir para casa e descansar um pouco a cabeça. Quem sabe conversar com a mãe sobre o que havia acontecido, Martha Rodgers sempre tinha a coisa certa a lhe dizer, apesar de ele nunca admitir isso para ela.

E, como havia imaginado, assim que abriu a porta do loft, deu de cara com a mãe descendo as escadas.

— Olá, kiddo, vejo que passou bem a noite. – ela comentou com seu jeito espirituoso e ele riu de forma desolada.

— Eu bem que gostaria de afirmar isso, mãe.

— O que aconteceu? A moça parecia bem interessada em você…

— E estava, mas não com as intenções que eu imaginei.

Notando o tom desanimado do filho, Martha foi até ele e o conduziu para a cozinha, um café bem caprichado e uma boa conversa iriam ajudá-lo.

— Venha, conte-me direito o que aconteceu entre você e aquela moça…?

— Kate.

— Kate. Pois bem, o quê a Kate pretendia com você?

— Esse é o problema, mãe. Eu não sei. – ele suspirou pesadamente e começou a narrar com detalhes o que aconteceu depois que acordaram pela manhã.

— E ela saiu sem te explicar nada?

— Exatamente.

— É uma situação realmente complicada. – ela disse de forma pensativa, também não conseguira compreender o comportamento da mulher – Talvez haja uma forma de encontrá-la, então vocês poderão conversar com mais calma e de cabeça fria.

— Eu pensei nisso e já falei com Ryan e Espo.

— Espero que tenha sorte na busca da moça, kiddo. – Martha disse levantando-se e se afastando – Estou indo para a escola de teatro. Alexis deixou um beijo para você e já foi para o colégio, pelo que entendi, vai passar o dia todo por lá.

Assim que se viu sozinho, os pensamentos conflitantes voltaram à sua mente. Ele havia mesmo gostado dela, da conversa dela, do sorriso, dos olhos verdes e misteriosos, da forma que ela jogava o cabelo... tão sensual. "Esqueça, Rick. Ela não se interessou por você, estava apenas cumprindo ordens", ele se repreendeu mentalmente e se levantou indo para seu escritório.

"Vamos ver se encontro algo sobre você, Kate", ele disse baixo, abrindo seu notebook. "Eu só tenho o seu primeiro nome... como posso procurar por algo tão vago assim?", pensou frustrado e bufou, batendo os dedos no teclado.

#

*Rússia, 2017 | Sede da Red Room, KGB*

— Não é possível que em onze anos ninguém tenha achado uma pista sequer dela! – Jim esbravejou, dando um soco em sua mesa de vidro e quase a quebrando.

— Talvez ela esteja morta, chefe.

— Morta, Demming?! Você acha mesmo que Katherine está morta?

O olhar mortal que o chefe lhe passou o fez arrepender-se imediatamente de ter dado tal hipótese.

Desde o dia de sua fuga, Jim colocou seus melhores homens para encontrarem Kate, mas ela era esperta demais e nenhum deles chegava aos seus pés. E Jim sabia bem disso, já que ele mesmo fizera questão de que ela recebesse o tratamento mais rigoroso para ser a melhor dali. Tinha planos para a filha, mas aquela "ingrata" não soube valorizar seu trabalho.

Ele havia dedicado anos de sua vida no treinamento dela, tentando eliminar todo e qualquer sentimento que pudesse existir dentro de Katherine para fazer dela sua melhor sucessora. Mas ela se apaixonou e destruiu seus planos. Ao menos o causador de tudo aquilo já estava morto, e pelas mãos da própria Kate.

E tudo teria ficado perfeito, se não fosse pela "ideia imatura e rebelde", como Jim sempre praguejava, que Kate teve de fugir logo após ter assassinado seu namorado.

— Maldita seja! – o homem gritou novamente, assustando seu subalterno.

— Nós não iremos desistir de encontrá-la, chefe. Uma hora Katherine irá se cansar dessa brincadeira e virá até aqui "acertar as contas" e, nessa hora, nós iremos pegá-la.

— Se um dia isso acontecer, eu só espero que vocês todos não sejam mais uma decepção. – falou ameaçadoramente – No dia que ela aparecer, um sangue será derramado. E se não for o dela, será o de cada um de vocês... pelas minhas próprias mãos.

O tom ameaçador fez o homem quase tremer. Demming acenou com a cabeça pedindo licença para se retirar e deixou Jim sozinho com seus pensamentos.

Irei encontrá-la, Katherine, e a obrigarei a voltar para a KGB. Nem que tenha que te torturar por anos até que aceite a ideia, mas você irá voltar.

#

*Nova Iorque | apartamento de KB*

Kate andava de um lado para o outro procurando em suas gavetas e em seu cofre de segurança qualquer documento, pista, ou o que quer que fosse que lhe indicasse em qual parte do passado de seu chefe Castle poderia estar envolvido, porém não obteve sucesso.

Tentou buscar em sua memória alguma de suas vítimas que pudesse ter parentesco com o escritor, mas, no decorrer dos anos, já havia feito tantos trabalhos e já teve tanto sangue derramado por suas mãos que tinha certeza que sua memória não iria guardar algo assim.

— Droga, droga, droga, droga! – ela reclamava enquanto jogava pilhas e mais pilhas de papel em cima da mesa e pelo chão de seu apartamento – Não tem nada aqui.

Tornou a olhar para seu computador, que estava com a página do site de Castle aberta, mas ali também não havia nada que pudesse lhe ajudar em sua busca.

Kate bufou frustrada e se jogou no sofá, passando as mãos nas têmporas para tentar relaxar um pouco. Não sabia mais o que fazer. "Eu te detesto por me fazer passar por isso, Richard Castle", ela pensou enquanto olhava para a foto dele sorridente no monitor.

— Que passado obscuro ao lado de Vulcan Simmons esse seu sorriso esconde? – Kate falou admirando-o – Ótimo, agora dei para falar com uma foto.

Debochou de si mesma e levantou-se do sofá. Só havia uma forma de descobrir que relação Castle, ou alguém próximo a ele, poderia ter com seu chefe.

Correu para seu quarto em busca da bolsa que havia usado na noite anterior para ir até o evento de autógrafos. Tinha certeza que vira o endereço de Castle anotado no papel que seu chefe havia lhe dado. Revirou a bolsa em cima da cama e encontrou o papel dobrado, sorrindo para si mesma.

— Está na hora de conhecer sua casa, escritor.

#

Castle havia passado um bom par de horas em frente ao notebook tentando encontrar algo sobre Kate, mas era uma busca quase impossível, já que não tinha qualquer informação a respeito dela. Apenas sabia seu primeiro nome, se é que era esse mesmo o nome dela, e que tinha origem russa.

Já havia desistido de encontrar algo por si só e se arrumado para ir à delegacia quando o toque da campainha interrompeu seus planos.

Foi sorridente atender imaginando ser Alexis, já que a garota havia esquecido as chaves em casa, mas, para sua surpresa, ao abrir a porta, deu de cara com Kate. O sorriso se desfez na mesma hora e ele a encarou com um misto de expressões em sua face. Afinal, como ela sabia onde ele morava?

— Oi. – ela disse após alguns segundos em silêncio.

— O que faz aqui? Como encontrou minha casa?

— Olha, eu sei que devo ter deixado sua cabeça uma bagunça e que eu tenho muito que te explicar...

— Oh, sim. Você tem mesmo. – ele a cortou rispidamente, não se movendo um milímetro da porta de entrada.

Não confiava nela a ponto de deixá-la entrar em sua casa. Não antes de ela lhe explicar o que havia acontecido naquela manhã.

Kate o encarou tentando encontrar no rosto dele algo que pudesse lhe dizer o que se passava em sua mente, mas a única coisa que ela fora capaz de captar era a fúria do escritor. Respirou fundo e tentou fazer sua melhor cara de moça indefesa.

— Posso entrar?

— Não.

— Então quer conversar aqui fora e deixar que todos os seus vizinhos escutem o que iremos falar?

— Tudo bem. – ele disse após alguns segundos ponderando e deu passagem para ela.

Não seria nada agradável que todos soubessem o que havia acontecido entre eles.

— Então – Castle disse ao fechar a porta e indicar com o braço para que ela fosse até a sala –, resolveu me contar quem ou o quê é V.S. e que assunto tem para tratar comigo?

— O quê é V.S.? – ela questionou se sentindo um pouco mais aliviada.

Castle realmente não sabia de nada de sua vida, já que não tinha certeza nem que "V.S." era uma pessoa. Poderia se aproveitar da ignorância dele sobre o assunto e inventar qualquer coisa que pudesse livrá-la do interrogatório e permitir uma aproximação entre os dois.

— Não exatamente. – Kate se limitou a dizer, e isso enfureceu o escritor.

— Você me procura, recebe mensagens a meu respeito, me ameaça pela manhã e depois some. Então, vem até minha casa, que até agora eu não entendo como achou, e me diz que seu propósito aqui não é me explicar nada?! O que veio fazer aqui, então?

— Eu preciso que você confie em mim, Rick.

— Confiar em você? Eu nem sei quem é você. Não sei nem se seu nome é Katherine mesmo.

— Sim, esse é o meu nome.

— Bom, pelo menos uma verdade você me disse. – ele falou em tom de deboche.

— Rick, eu queria mesmo poder te explicar tudo, mas não posso. – vendo que ele iria voltar a gritar, ela disse – Estou fazendo isso para proteger você.

Ao ouvi-la dizer aquilo, a única reação que Castle teve foi rir. Como ela podia dizer que o estava protegendo?! Ela! Logo ela, que o ameaçou mais cedo e recebeu mensagens perguntando se já tinha resolvido sabe-se lá o que com ele.

Não. Ele não iria cair nessa. Não podia se deixar enganar por aquela mulher, por mais adorável e encantadora que ela fosse.

— Eu estou dizendo a verdade, Rick.

— Tudo bem. Digamos que eu acredite em você... do quê, exatamente, você está me protegendo? De V.S.?

— Sim, e... – ela relutou em dizer, mas precisava dar a ele ao menos meia verdade se queria convencê-lo de algo – De mim mesma.

— E por que eu tenho que ser protegido de você? Por acaso vai me ferir, me sequestrar ou, quem sabe, até me matar?

— Não. Por Deus! Rick, eu... – ela suspirou pesadamente, aquilo estava mais difícil do que ela previra – Eu não vou machucar você, já falei, quero proteger você. Por que é tão difícil acreditar nisso?

Ela questionou frustrada e se jogou no sofá, colocando ambas as mãos na cabeça. Porém ele não recuou, não cederia até ter a resposta que queria.

— Não sei... talvez seja por que eu nem conheço você, como você mesma disse mais cedo naquele quarto de hotel.

— Tudo bem. Você venceu. – ela disse exasperada – Quer saber quem eu sou? Eu vou dizer a você. É isso que quer, não é?

— Sim, Kate. É isso que eu quero.

Ela o encarou nervosa, precisava dizer algo ou ele não a escutaria. Mas também não podia revelar sua identidade, porque, aí sim, ele a enxotaria dali e ela seria obrigada a seguir as ordens de Vulcan.

Kate mordeu os lábios e passou os dedos entre os fios dos cabelos, tentando encontrar uma saída para a enrascada que acabara de se meter. O que eu digo a você, Rick?

— Então? Estou esperando. – Castle falou impaciente e se sentou no sofá também, de frente para ela, mas mantendo uma distância considerada segura.

Por mais indignado que estivesse com aquela mulher e com toda essa situação que ela mesma criou, ele não conseguia ser indiferente à presença dela. Observava cada detalhe do corpo de Kate. Ela estava ainda mais linda que na noite passada.

Usava uma calça justa e escura, e uma blusa social com as mangas dobradas até os cotovelos. Tinha os cabelos soltos e seus cachos brilhosos caíam pelos ombros emoldurando seu belo rosto. Ela era a personificação do paraíso.

— Eu trabalho para uma agência secreta.

— Secreta... como assim? – Castle perguntou duvidoso – Você quer dizer a CIA?

— Não exatamente, mas tão secreta quanto. – meias verdades, era melhor isso do que nada.

— Você trabalha para o Governo?

— Rick, eu não posso entrar em detalhes. Por favor, não me pressione. Isso que te falei já não basta?

A forma quase chorosa com a qual ela o pediu acabou por amolecê-lo e ele resolveu aceitar aquilo como resposta. Era melhor que nada.

— Tudo bem. E eu estou sendo investigado por essa... agência... que você trabalha?

— Sim. – ela afirmou tanto na resposta quanto com um agito de cabeça – Em termos, sim.

— Sério que eu vou ter que me contentar com suas respostas vagas?

O tom que ele usava já estava bem mais brando e aquilo a deixou relaxada. Sabia que conseguiria convencê-lo a deixar esse assunto de lado.

— Vagas são melhores que nenhuma, não acha? – ela questionou com um sorriso tão lindo que o desarmou completamente.

— Tudo bem, Kate. Por agora, sim, são melhores.

Ela sorriu ainda mais e relaxou por completo. Sabia que ele não iria deixar aquela história totalmente de lado, mas, por agora— como ele havia dito – as explicações que ela lhe dera bastaram, e era só questão de tempo para ela conseguir tirar aquela história de vez da cabeça do escritor.

Castle sorriu de volta e aproximou seu corpo do dela. Estava louco para tocá-la, sentir a pele macia dela em suas mãos, tomá-la nos braços e beijá-la como fez na noite passada. Mas precisava se controlar, ou Kate poderia recuar e não lhe responder mais nada.

— Vai me dizer por que saiu daquela forma do hotel?

— Eu fiquei nervosa com a situação, foi só isso. – ela respondeu não vendo problema em ser totalmente sincera ao menos nesse ponto – Você me encheu de perguntas e eu tinha que correr para encontrar meu chefe.

— Então V.S. é seu chefe?

— Sim.

A firmeza da voz dela ao respondê-lo lhe deu a certeza de que ela não mentira sobre isso. Talvez devesse mesmo se contentar com as meias respostas das perguntas anteriores, afinal, tinha coisas mais interessantes que gostaria de fazer com Kate do que perguntas sobre uma vida secreta.

Ele esticou a mão tocando a face dela e sorriu de uma forma quase apaixonada.

— Obrigado por ter vindo até aqui e me respondido essas coisas. – Kate sorriu de volta e sentiu seu rosto esquentar, ficando ruborizada – Ainda que eu não entenda como achou minha casa.

— Ora, Rick. Você é um famoso escrito de Best Sellers. Não é tão difícil assim achar seu endereço na internet.

Ela disse sorrindo divertida e torcendo para que ele acreditasse naquela pequena mentira.

— Tem razão. Então, Katherine, você me considera um famoso escritor?

— Os fatos não podem ser negados, não é?

O sorriso dele aumentou ainda mais, se é que aquilo era mesmo possível, e ele terminou de aproximar seus corpos, puxando-a para si e tomando seus lábios, como queria ter feito desde o momento que abriu a porta de casa e deu de cara com Kate ali.

Ela sentiu o corpo todo estremecer com aquele contato e tratou de correspondê-lo com a mesma intensidade. Não iria negar que ele a afetava como ninguém jamais conseguira e também não iria deixar de se entregar a ele como desejava. Ainda tinha medo de amar, claro, mas não podia deixar a chance de voltar a ser quem era lhe escapar assim.

Protegeria Rick com tudo o que podia. E arrumaria uma forma de tirá-lo das vistas de seu chefe sem que ele fosse machucado no processo, isso ela não iria admitir. Apenas torcia para que conseguisse, pois nunca se perdoaria se Castle também fosse ferido por sua causa.

— Vamos para o quarto? – ele perguntou sem fôlego após interromper o beijo e obteve dela um sorriso travesso como resposta.

Ele se levantou e ofereceu sua mão para ela que, prontamente, entrelaçou seus dedos e se deixou guiar.

"Eu só posso estar ficando louca mesmo", ela pensou enquanto entrava no quarto de Castle. Ele a puxou para si novamente e fechou a porta ao prensá-la contra a mesma e praticamente devorar seu pescoço, Kate gemeu em resposta e o apertou ainda mais contra si. "Que se dane, nunca me senti tão bem quanto me sinto nos braços do Rick", esse fora seu último pensamento antes de desligar sua mente e se deixar guiar apenas pelas emoções.

Notas finais
Então? Espero que tenha agradado. Comentemmmm, por favor :3