Meu Eterno Desejo
1 Capítulo Unico
Notas iniciais
Nota 2: Essa obra contém insinuação sexual e shounem-ai, caso sinta-se ofendido, aperte o (x) no alto da página para sair.
MEU ETERNO DESEJO
Yamamoto parou com a mão na maçaneta da porta, de dentro do cômodo vinha uma composição tocada ao piano. Não era uma música alegre, nem triste, era apenas uma melodia copiada da partitura. Respirou fundo e abriu a porta delicadamente.
Viu os dedos longos percorrem as teclas do piano e a música preencher o ambiente. Aproximou-se devagar, tentando não chamara a atenção do pianista. A música o hipnotizava, e os olhos acompanhavam os delicados movimentos.
Inclinou-se e retirou uma das mãos do conjunto de teclas e a beijou delicadamente. Recebeu um sorriso doce que foi selado com um beijo. Yamamoto colou seus lábios aqueles que ele tanto gostava e envolveu seus ombros com um forte abraço.
As mãos abandonaram o piano e abraçaram o pescoço do jovem guardião, bagunçando lhe os cabelos. Yamamoto desceu as mãos sobre o corpo jovem, estudando as linhas e formas que ele sonhava todas as noites, aspirando aquele perfume que deixa suas pernas bambas. Separou os lábios e fitou longamente o rosto diante do seu, os traços delicados que ele tanto gostava, os olhos claros que tanto o assombravam, e os cabelos longos, ligeiramente caído sobre o rosto.
Yamamoto voltou ao beijo e desajeitadamente retirou a camiseta, passando agora as mãos pelo corpo desnudo. Sentiu as mãos abandonarem seus cabelos e retirar lhe a camisa xadrez, percorrendo os dedos pelos músculos definidos do jogador de baseball. O rapaz empurrou o corpo menor inclinando o sobre o piano, os cabelos caídos sobre as teclas. Sentou-se sobre os quadris largos e mordiscou o lóbulo de forma delicada. Um gemido delicado preencheu a sala. Yamamoto esfregou seu corpo contra o que possuía nos braços e deixou que seus lábios proferissem o suspiro que ele tanto refreava.
– Gokudera[1]. – encarou o rosto diante do seu, e recebeu um delicado sorriso. — Eu te amo, Hayato.
O silencio dominou o ambiente por um segundo e então sentiu as mãos que o envolviam empurrar seu corpo de lado.
– Algum problema? – perguntou confuso, ao ver seu objeto de desejo se vestir.
– Yamamoto, deveria dizer o que sente ao Hayato. – respondeu Bianchi, passando as mãos pelos cabelos.
– Você está chateada?
– Não. – ela sorriu. – Mas meu irmão faria um uso melhor dessas palavras do que eu. – ela deu de ombros e deu um selinho discreto no guardião da chuva e saiu da sala.
Yamamoto ficou sentado na banqueta do piano, sem camisa, encarando a porta que Bianchi acabara de fechar atrás de si. Arrependera-se do que havia dito, talvez a mulher se afastasse e ele nunca mais poderia dispor de sua companhia.
Ele amava aqueles traços, a paixão pelo piano e aqueles olhos que o hipnotizavam. Mas a quem ele estava enganando, estar com Bianchi não era o mesmo que ter Gokudera. Quando tudo começou, Yamamoto não entendia porque a poison cooking dividia seu leito com ele. Ela amava Reborn e todos sabiam disso. E quando Yamamoto questionara a mulher dos cabelos violáceos a respeito, ela respondera apenas que uma mulher madura também necessitava saciar seus desejos.
Yamamoto ainda sentia o perfume de Bianchi no seu corpo, era o mesmo perfume de Gokudera, com a diferença que o odor dela se misturava a um caro perfume, e o dele a fumaça de cigarro. Queria tanto que fosse o odor de nicotina que lhe cobrisse os poros.
Soltou um muxoxo desapontado, sabia que por mais que estar com Bianchi fosse ilusório, seria o mais próximo que ele chegaria do guardião da tempestade.
Notas finais
A ideia é absurda, eu sei, mas ela apareceu do nada e ficou martelando na minha cabeça, e só iria sossegar quando eu escrevesse. Por favor, não me matem.
Espero que gostem e até a próxima!
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