“Aquele era o nosso canto, nosso momento de encontros às escondidas! Ali, naquele pedaço de espaço escuro, cheirando a mofo, nós dois podíamos ser apenas… Nós. Não havia carreira, trabalhos ou nacionalidade, apenas um amor que surgiu com uma pequena trombada em uma sorveteria.

Foi naquele pequeno espaço que eu senti minhas mãos deslizarem sobre aquelas curvas pela primeira vez; que eu a ouvi gemer e me fazer delirar; que toquei sem medo do que aconteceria em seguida; e, principalmente, que deixei amar e ser amado. Mas nem tudo que é bom dura para sempre e a dor é apenas mais um resquício de uma época de felicidade e lembranças.

Eu sabia que não adiantava chorar, que eu não deveria me permitir descer tão baixo a esse ponto. Não foi nossa culpa, não foi culpa de ninguém, simplesmente, aconteceu; aconteceu de tudo dar errado. Mas eu posso afirmar que voltaria no tempo e passaria todos aqueles momentos junto a ti novamente.

Obrigado por ter participado da minha vida!

Eternamente seu,

MinHo. ”

Olhares de incredulidade e desprezo marcavam a expressão de todos enquanto MinHo se debulhava em lágrimas no sofá.

-O que é isso cara? Uma carta de despedida? Vai se suicidar?!

Não, mas minha vida já não tem mais sentido! – Ele assuou o nariz sonoramente e voltou a chorar. Tudo parecia realmente muito estranho.

-Você não pode estar falando sério, hyung.- Nem ao menos TaeMin acreditava no que ouvia. E quando ouve um breve aceno com a cabeça pela parte de MinHo, ele, e todos os outros, souberam que era sério.

-Ok, levanta daí – JongHyun manifestou-se impaciente. – Vamos lá, eu te compro outra moto!

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