Meu Estúpido Anjo
12 Missão: M.E.A (Parte II)
Notas iniciais
Deidara
O loiro saiu do carro com um sorriso enorme e sádico no rosto. Estava mais que feliz por ter a chance de fazer aquilo. Caminhou até o porta-malas e tirou uma roupa especial ― do tipo que é usado pelo esquadrão anti-bombas ― e fragmentos de alguma coisa do mesmo.
Depois de vestir o macacão que o protegeria do impacto, Deidara pegou um pouco da argila explosiva que havia levado. Aquilo era propriedade do governo, então, se alguém sonhasse que ele havia pego, estaria no olho da rua. Isso, claro, se tivesse sorte.
Caminhou devagar até ficar relativamente distante do portão principal da mansão Hyuuga, pretarou a argila e então a lançou. Ele não a jogou no portão, mas sim na rua, colocando os fragmentos no local logo em seguida. A intensidade da explosão não só atraiu a atenção dos seguranças, mas também danificou aquele imenso portão de aço ― afinal, aquela argila era quatro vezes mais potente que C4.
Contou cerca de seis homens de terno vindo em sua direção e se preparou para atuar.
Hora do show.
pares uem é você? ― Questionou um dos homens de terno se aproximando.
― Sou do esquadrão anti-bombas.
― Está dizendo que aquele barulho que ouvimos foi uma bomba? ― O homem encarou Deidara ainda cético sobre o que lhe era dito.
― Sim, estou lhe dizendo exatamente isso! ― O loiro ficou nervoso e agora já não sabia se conseguiria enrolar o segurança ― Se me der licença... ― Apontou com a cabeça para os "destroços".
― O que pretende fazer com isso? ― A desconfiança do homem ainda era evidente.
― Levar para ser examinado, assim saberemos quem plantou essa bomba aqui e, com sorte, por que. ― Ele já estava suando frio por baixo daquela roupa.
Imaginava que a roupa e os resquícios da suposta bomba seriam suficientes pra convencer qualquer um mas, aparentemente, estava errado.
― Certo... Ainda assim, vamos acionar a polícia.
― Faça como quiser. Com licença. ― Ele foi até a área da explosão e começou a recolher os objetos.
Deidara não era bobo, sabia perfeitamente que, se dissesse para não chamarem a polícia, a suspeita daquele cara iria aumentar. Aí sim o plano iria por água abaixo. Por sorte, as casas eram muito afastadas umas das outras, então não teve de se preocupar com curiosos à espreita.
Quando os homens se retiraram e a movimentação pareceu voltar ao normal, ele foi direto para o carro. Entrou no mesmo e removeu o capacete. Assim que o fez, viu Gai no banco traseiro.
― Esquadrão Anti-bombas, sério? ― Era óbvio que Maito se segurava para não rir.
― Um "obrigado por salvar a minha vida patética" seria bom, não acha? ― Ironizou.
― Estava tudo sob controle. ― Ouviu o companheiro murmurar um "uhum, sei", então resolveu que devia sim agradecê-lo ― Deidara, obrigado por me ajudar.
O loiro nada respondeu, apenas ligou o carro e saiu de perto daquela mansão, pronto pra nunca mais voltar.
Sakura
― Com licença, senhora. ― O homem sorriu de um jeito enigmático.
Fomos descobertas!
Sakura encarou aquele homem à sua frente. Ele era alto, forte, assustador. Trajava um terno preto. Seria um segurança de Hiashi, talvez? Ele a viu colocar o rastreador no relógio? Maldição!
― Sim. Posso ajudar em algo? ― Fez a sua melhor cara de desentendida, como se não houvesse feito nada de errado e, por isso, não temesse nada. Mas ela estava morrendo de medo.
― Bem, quando a senhora devolveu o relógio do senhor Hiashi... ― Sakura sentiu o coração disparar, tinha mesmo sido pega ― A senhora deixou isso cair.
Quando a Uchiha desviou o olhar para as mãos do homem, viu que ele segurava sua carteira. Ela soltou o ar que estava prendendo durante todo aquele tempo, ele só queria lhe devolver a carteira, mais nada.
― Muito obrigada, eu realmente não dei falta dela. ― Ela pegou o objeto com um sorriso agradecido.
― Eu precisei abrir para saber de quem era, vi sua identidade. Seu sobrenome é Uchiha? ― A rosada fez que sim com a cabeça ― Esposa de Uchiha Sasuke?
― Sim, sou.
― Então, por favor, mande meus cumprimentos a ele. Nós nos conhecemos faz muito tempo, na faculdade. Mas depois que nos formamos perdemos contato. ― O homem tinha um brilho nostálgico nos olhos ― Diga a ele que seu amigo Juugo mandou lembranças, sim?
― Eu direi. ― Sakura sorriu mais abertamente ― Mais uma vez, obrigada por me devolver a carteira.
― Não há de quê. ― Juugo retribuiu o sorriso ― Foi um prazer conhecê-la.
― Igualmente.
Depois disso o homem se afastou, deixando a Uchiha com a sensação de estar esquecendo algo.
Meu Kami, a Karin!
Quando se lembrou, saiu praticamente correndo em direção ao estacionamento do prédio.
Karin
― Posso ajudar em algo, senhorita?
Karin não teve dúvidas, aquele era o motorista do Hyuuga.
Merda!
Num movimento rápido, ela digitou a palavra-chave entre ela e Sakura, na esperança de que a rosada viesss ao seu auxílio.
Sharingan.
—K
Karin se pôs a observar o homem diante dela. Alto, magro, cabelos num tom azul e dentes estranhamente pontudos. Um homem estranho, definitivamente.
Eles ficaram se olhando por longos minutos. Nenhum sinal da parceira. Karin estava começando a achar que ela também estava com problemas.
Ou então aquela desgraçada me deixou aqui. Não me surpreenderia se ela tivesse feito isso.
A falta de resposta dela já estava deixando aquele rapaz levemente irritado. Também, ela estava debaixo do carro de seu patrão fazendo sabe-se lá o quê e agora não dizia uma única palavra.
― Perguntei se eu posso ajudá-la em algo. ― Ele ficou a encarando, como se também a estudasse.
― Não, não! Eu só estava- ― Antes que pudesse inventar alguma desculpa ouviu a voz de Sakura.
― Sasuke! Hey, Sasuke, vem aqui menino. ― Karin a olhou sem entender nada ― Conseguiu achar ele, Karin?
― Sasuke...? Quem é Sasuke? ― O motorista olhou da ruiva para a rosada, visivelmente confuso.
― É o meu cachorrinho de estimação. Ele fugiu do carro e correu nessa direção, então a Kaka se ofereceu pra vir pegá-lo. ― A Uchiha abraçou a Uzumaki e forçou um sorriso, assim como ela ― Ela estava demorando, então vim ajudá-la.
― Se vocês quiserem, eu posso ajudar a procurar. Qual a raça do cachorro?
― É, "Saky", qual a raça do Sasuke? Você sabe que eu não entendo dessas coisas. ― A ruiva se soltou do abraço e pôs as mãos na cintura.
― Ele é um... Um... ― Droga, não conheço muitas raças de cachorro, devia ter dito que era um gato ― Um filhote de Husky Siberiano. Conhece?
― Sim. É aquela raça que parece um lobo, certo?
― Essa mesmo!
Depois da confirmação de Sakura, os três se puseram a procurar o tal cachorro.
Procuraram por minutos a fio, até que o celular da Uchiha toca e ela atende imediatamente.
― Alô! ― Faz uma pausa, como se ouvisse o que a outra pessoa estava falando ― Oi, mãe... Eu sei que estamos atrasadas, mas a senhora não imagina o que aconteceu. O Sasuke pulou do carro. Agora a Karin e eu estamos aqui no estacionamento das Impresas Hyuuga procurando por ele... Isso... Exatamente... Sim... Mesmo?... Certo mãe, nesse caso nós já estamos voltando pra casa. Beijo... Também te amo.
A Uzumaki encarou a "amiga" de forma confusa. O que raios a mãe de Sakura queria?
― O que a sua mãe queria? ― Acabou por perguntar.
― Você nem imagina, Kaka. ― Ela recebeu um olhar mortal da ruiva e riu daquilo ― Minha mãe disse que o Sasuke está lá em casa.
― Como o seu cachorro está em casa se você disse que ele pulou do carro? ― O motorista a olhou desconfiado.
― Bem... É que... ― Ela olhou rapidamente para Karin, buscando algum auxílio ― O meu irmão, Lee. Ele chegou lá com o Sasuke.
― Seu irmão?
― Ah, entendi! ― O rosto de Karin se iluminou como se ela tivesse encontrado a desculpa perfeita ― O Sasuke viu o Lee, por isso ele saltou do carro.
― Ah, só pode ter sido isso! ― Ela abriu um sorriso maior que a face ― Bem, nós temos que ir agora. Obrigada pela ajuda...
― Suigetsu. ― Ele se apresentou.
― Certo. Obrigada pela ajuda, Suigetsu.
― Imagina. ― Ele sorriu, exibindo seus dentes pontiagudos ― Hey, Karin! Da próxima vez que precisar de ajuda pra procurar o cachorro, não hesite em me chamar.
Dito isso, ele entregou um papel à Uzumaki ― contendo seu número ― e saiu do local.
As duas rumaram de volta para o carro, enquanto Sakura tirava sarro da cara de Karin por ter "fisgado o tubarão", como a própria rosada disse.
Depois de a Uzumaki mandá-la pro inferno umas sete vezes, ela finalmente chegaram ao automóvel.
― Por que você demorou tanto pra ir me ajudar?
― Tive um contratempo aqui também. ― Foi tudo o que respondeu.
― E sua mãe, o que queria?
Sakura riu alto com a pergunta.
― E quem disse que era mesmo minha mãe?
Karin pisou fundo no acelerador, enquanto sua parceira lhe contava sobre a ligação.
Lee & TenTen
― Deidara-sama acabou de enviar uma mensagem, Lee. Ele e Gai-sama estão bem. ― TenTen lhe disse enquanto digitava algo no celular.
― Que bom que eles estão seguros. ― Ele que até então estava voltado para ela, virou-se para os monitores ― O rastreador do carro começou a transmitir faz quase 30min... Por que as meninas ainda não entraram em contato conosco?
― Eu não sei. Já era para elas terem ligado ou mandado alguma mensagem...― Ela se aproximou e observou o ponto vermelho na tela ― Será que aconteceu alguma coisa?
― Acha que elas podem ter sido pegas?
― Espero que não... ― Pegou o celular mais uma vez ― Vou ligar pra Sakura.
Depois de achar o número da amiga na lista de contatos, a Mitsashi ligou e foi atendida no segundo toque.
― Alô.
― Sakura! Está tudo bem? Você e Karin não deram sinal de vida.
― Oi mãe.
― Mãe? ― TenTen encarou o celular por alguns segundos e depois voltou a colocá-lo na orelha ― Que papo é esse?
― Eu sei que estamos atrasadas, mas a senhora não imagina o que aconteceu. O Sasuke pulou do carro. Agora a Karin e eu estamos aqui no estacionamento das Impresas Hyuuga procurando por ele.
― Como é que é?! ― A morena não estava entendendo bulhufas, mas então ela percebeu o que estava acontecendo ― Tem outra pessoa aí com vocês?
― Isso.
― É alguém que pode comprometer o nosso plano?
― Exatamente.
TenTen sentiu o coração disparar. Isso significava que qualquer vacilo poderia estragar tudo.
― Então isso de "Sasuke pulou do carro" é pra despistar essa pessoa?
― Sim.
― Vocês duas tem que sair daí agora!
― Mesmo?
Talvez Karin e a outra pessoa que estavam com ela não tenham percebido, mas TenTen conhecia Sakura o suficiente para saver quando ela estava sendo irônica, e aquele "Mesmo?" veio recheado de ironia.
― Escuta aqui, sua vaca rosa. Eu acho bom você e a Uzumaki virem pra cá agora mesmo, senão eu mesma arranco esses seus olhos de peixe morto, entendeu? ― O nervosismo dela era palpável.
― Certo mãe, nesse caso nós já estamos voltando pra casa. Beijo.
― Vá se ferrar, Uchiha!
― Também te amo.
― Vadia!
A Mitsashi desligou o celular e se deparou com dois pares de olhos a encarando.
― O que vocês dois querem?! ― Esbravejou, deixando um Neji divertido e um Lee confuso.
― "Vocês dois"? Do que você 'tá falando? ― Rock Lee olhou em volta e não viu ninguém além dele.
― Você sempre esquece que é a única que pode me ver. ― O sorriso de canto do Hyuuga a deixou ainda mais nervosa.
― Estou falando de você e de Sakura, Lee. De quem mais seria?
― Certo, então... ― depois da "explicação" dela, ele voltou a observar os munitores.
Ela fez sinal para que Neji chegasse mais perto, e assim ele fez.
― Quando você sair do coma, o primeiro contato que terá comigo será um soco. Te dou a minha palavra, Rapunzel. ― Ela sussurrou pra ele, arrancando um riso baixo do mesmo.
― Quando quiser, Pucca!
Ino
― O que faz aqui?
Ao ouvir a voz atrás dela, Ino pulou devido ao susto e encarou a pessoa em questão.
Maldição!
― Hi-hinata... Eu... ― Não poderia se mostrar nervosa, ela iria desconfiar ― Eu estou trabalhando, oras.
― Ah... Certo... ― A Hyuuga foi até o primo e se sentou ao lado dele ― Ino-san... Vi-você tem falado com a TenTen-chan?
― N-não muito. ― Mentiu ― E você?
― Não... ― Hinata deu um longo suspiro ― Não falo com ela desde quando meu pai a expulsou daqui.
― O que aconteceu, exatamente? ― A Yamanaka caminhou devagar até ela.
― Eu fui uma covarde... Não a apoiei quando ela precisou. ― A azulada estava segurando as lágrimas ― Eu deixei que o medo de enfrentar meu pai fosse maior que a vontade de salvar meu primo.
― Hina-chan... ― A loira pôs as mãos nos ombros da moça ― Eu tenho certeza de que você vai nos ajudar no momento certo. Você vai ver.
― Como assim "nos ajudar"? O que quer dizer com isso, Ino-san?
O olhar da Hyuuga sobre si preocupou a médica. Falou mais do que devia. Não poderia incluir Hinata no plano, não sem a aprovação da Mitsashi. Mas também parecia errado deixá-la no escuro, vendo toda a angústia da garota.
― Na hora certa você vai saber. E vai salvar a vida do seu primo.
Após dizer isso, Ino se virou e saiu do quarto, deixando Hinata sem nenhuma explicação satisfatória.
Mas algo dentro da azulada se ascendeu ao ouvir aquelas palavras. Não entendeu o que a loira quis dizer, mas uma coisa ela sabia: ajudaria seu primo.
― Eu vou te salvar, Neji. ― Ela depositou um beijo na testa do mais velho e então sussurrou ― Nem que isso custe a minha vida.
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