Meu Doce Vampiro

2 Olhos açucarados


Notas iniciais
Foto de Nate: http://www.patrolmag.com/images/1374.jpg
Foto de Niki> http://a.abcnews.com/images/Entertainment/ht_jenny_080418_mn.jpg
Olhos açucarados

Eu estava sentada na cadeira lendo um livro de aventura chamado “Desventuras em série”. Estava a espera de Nate,que prometeu chegar mais cedo do “trabalho” para o hotel.Estávamos aqui já faz 7 dias.7 dias desde que eu descobri que sou uma seleta de Nate,e que o mesmo é um vampiro da elite Italiana.

6 dias desde que ele chega tarde.

Não que eu esteja com ciúmes, não. Nesses 6 dias,descobri que ele é um idiota egocêntrico e ciumento.Eram 20:40.Estava bebendo meu típico refrigerante de uva e comendo uns restos de doritos que encontrei na minha mala.O turno de Nate no bar acabava as 18:30.

Ouvi um barulho da porta,era sinal de que uma chave foi aceita.Se não fosse a camareira(que raramente vinha),concerteza era Nate.

—Querida,cheguei!—ele disse em tom brincalhão e depois deu uma risada.Logo o deliciosoar da sala foi invadido por um cheiro repugnante de cigarro sabor café.

—Demorou pra chegar hoje.Quem foi dessa vez?Uma tal de Luiza ou uma Ana Paula?—perguntei.

—Bianca.E ela é minha chefe,é casada e têm dois filhos,e pediu pra eu ficar mais uma hora hoje.—ele guardou as luvas de couro preta em cima do criadinho mudo perto da tv.

—Sei...mas isso ia dar só 19:30...são 20:45!—levantei da cadeira e guardei o livro em cima do mesmo criadinho mudo,e fiquei perto de Nate.Me senti inibida por estar somente com uma calcinha-short preta,sutiã rosa e um casaquinho branco transparente.

—Meu cigarro acabou,tive que rondar por todo lugar para encontrar esses cigarros sabor café.Sabia que eles só são vendidos em um lugar aqui em LA?Os restos de boates e bares só vendem aqueles tipo “light”.Argh!—Eu me sentei no sofá e ele se sentou do meu lado.—Já comeu?—perguntou.

—Não.Você levou o dinheiro e aqui só tinha um restos de doritos e refrigerante de uva.—eu coloquei minhas pernas pra perto do meu rosto e as abracei.

—Vamos sair?fiquei sabendo que hoje têm comida italiana no Percy’s .Estou com saudades da comida de casa.—eu olhei pra ele e pude ver ele me olhando com aqueles olhos lindíssimos.Enrubesci.

—Ah,não sei não...—desviei nossos olhares enquanto dizia isso,olhando para o teto.

—Niki,por favor...?—ele colocava a cabeça no meu joelho e me olhava.Eu sorri e ele deu um sorriso torto.Não pude negar.Cedi a ele.

Ele retirou o rosto do meu joelho e eu levantei.

—Você não vai usar isso não é?Porque se você usar,vai matar alguns homens de sangramento nasal...—ele disse enquanto ficou olhando minhas pernas.

—Claro que não idiota!Vou por alguma coisa.—fui indo par ao banheiro.—Ah! E caso não se esqueceu,eu sou uma garota,por isso,deixe a tampa do vaso fechada.—bati na porta.

—ótimo...Até ontem era “Ai Nate,eu te amo”,”Beijinho ali,beijinho aqui”...—eu ouvi ele falar isso.

—Eu ouvi isso.—Tudo bem.Nossa amizade não era colorida,mas sim questionável.

Ontem ele me convenceu a beber uma mistura de rum,coca-cola,limão e licor de pêssego.Eu fiquei tão bêbada que até beijo eu dei nele.

Eu deveria ta muito chapada.Nunca iria beijar Nate.

Coloquei uma camisa preta escrita “Taque amor,não bombas” decotada na frente.Ela realçava meus seios tamanho médio.Um short jeans claro lavado que ia três dedos abaixo do início da coxa,uma calça leggin roxa escura,e uma sandália de tiras preta pesada com um salto tamanho 7.Prendi meus cabelos num rabo de cavalo alto e deixei minha franja solta.

Ouvi umas batidas na porta.

—Olha,se arruma ai,estou te esperando no saguão.—era Nate.Provavelmente iria paquerar uma mulher com seios enormes e com roupas hiper-curtas.Eu tirei várias fotos do banheiro.Na verdade,era pra eu depois poder por na minha novela,que estava escrevendo.Decidi fazer algo de bom para a vida,além de ficar me agarrando com um vampiro que é viciado no meu sangue,e em cigarros sabor café.

Era pra ele me proteger,certo?Afinal,sou a seleta dele.Digo,dele não,mas dos vampiros.Mas,ele É meu protetor,é dever dele me proteger.Mas a única coisa que eu o vejo fazer,é se aproveitar da minha pobre pessoa e ficar dando em cima das mulheres que passam.E eu nem sei oque ele faz naquele bar.Nem mesmo quero imaginar.Uma vez,ele me falou que as mulheres de lá saem “mais contentes”.Que nojo.

Peguei minha max bag vermelha vibrante e coloquei dentro dela alguns itens essenciais:minha sombra,meu blush,meu rímel,minha base,corretivo,batom,o livro “Desventuras em Série:O internato infernal”,um cachecol,e camisinhas.Bom,nunca se sabe né?

Entrei no elevador e pude ouvir alguém dizendo “pare-o”.Era um rapaz da mesma idade de Nate,porém de cabelos dourados ondulados e olhos alaranjados.Não pude deixar de reparar no rolex oyster prateado dele.

—Meu pai que me deu.—ele disse.

—Oque?—eu perguntei

—O rolex.

—Ah,sim.—fiquei meia que vermelha.A voz dele era mais bonita que a de Nate ou de Axl Rose.

—Da minha formatura.Eu já tinha um carro importado,agora,só faltava um rolex.—ele sorriu,exibindo uma covinha no queixo.

—Ah...—eu disse.ótimo,mais um fútil.

—Não sou fútil.Digo,eu não sou do jeito que você deve estar pensando.Eu não sou fútil,é que pra sobreviver em LA,eu tenho que viver de acordo com LA,não acha?

Abri um sorriso grande e olhei para o rosto do belo rapaz.

Ele era muito bonito,e não parecia ser um mal garoto

—Eu concordo com você.

Ele estendeu a mão para mim.

—Sou Tales.

—Niki.—apertei as mãos do rapaz.

—Eu,ahm,você vai fazer algo hoje?Eu tenho uns ingressos para uma festa em Hollywood,e não estou com a mínima vontade de ir sozinho.

O elevador estava chegando ao térreo

—Olha,é que eu,já tenho planos pra hoje a noite.Sinto muito—eu o olhei e ele sorriu.

—Ah,tudo bem.Sabe é que...ahm,esqueça.Te vejo por aí Niki.

O elevador e parou e Tales logo saiu.Eu fui encontrar-me com Nate que estava dando uns amassos em uma morena.

Ótimo.

—EI!TALES!—eu gritei e corri atrás do loiro.

—Oque foi Niki?—ele perguntou.Cheguei pra perto dele e sorri

—Digo,não é nada que eu tenha que não possa cancelar,certo?Digo,eu só iria jantar com um cara idiotinha,fútil e mulherengo.Acho que posso cancelar isto.

Ele abriu um sorriso grande e pegou no meu braço.

—Bom,então creio que terá que me seguir para a garagem senhorita.—corremos iguais crianças no jardim de infância para a garagem.

Por onde passávamos,as pessoas olhavam.Deveriam pensar que éramos uns daqueles casaizinhos jovens e coloridos que queriam se divertir e se amarem cada vez mais.

Ele então parou em um carro conversível esporte azul escuro.

—Isso não é justo.Eu tenho que correr com esses saltos e você está com um sapatenis.

Ele riu e abriu a porta para eu entrar.

—E se não for muita ousadia minha,fica muito bonita com esses saltos.—eu ri e entrei,me sentando ao seu lado.Ele fungou o nariz.

—Perdão,mas,você fuma?Sinto um cheiro de um raro cigarro sabor café por aqui.—e eu então sorri.

—Não.Lembra daquele homem idiota e mulherengo que eu te contei antes?ele é viciado nesses cigarros.—ele deu partido e saia da garagem.

—Um namorado ou algo assim?—ele perguntou

—Não.Está mais para um cara que sou forçada a aturar.—ele parou e mostrou para o porteiro o bilhete MASTER do hotel,que abriu os portões da garagem.

—Touché!—ele disse.—Bom,eu só sei que você se chama Niki,está hospedada no mesmo hotel que eu e é forçada a aturar um cara idiotinha,fútil e mulherengo.Mas não sei sua idade,oque faz da vida,sua tensões,tentações...

—Bom,meu nome na verdade é Nicole,mas todos me chamam de Niki.Tenho 16 anos de idade e atualmente estou escrevendo um romance.

—Um romance?Legal.E é sobre oque?—ele disse enquanto dirigia com cuidado.

—É sobre um rapaz,que se alistou no exército depois de saber que sua mãe está com câncer.Porém,no tempo em que está de licença ,se envolve com a médica da sua mãe.E quando ele volta para a guerra,ele relata tudo oque viu,pensou e sentiu em um caderno que vai enviar para sua mãe.Oque ele não sabe,é que sua mãe faleceu e a médica passa a responder as cartas do rapaz se passando pela sua mãe.

—Wow...é uma coisa bem matura,não é?—ele sorriu e eu assenti com a cabeça.

—Pensei que fosse escrever algo sobre vampiros ou coisa assim...—ele disse.

—Como disse?—perguntei.

—Nada não.Bom,aqui estamos,Hollywood.—o carro parou perto do letreiro de Hollywood.

—Bom,isto não é Hollywood.Isto é só o letreiro!Cade a festa?

—Está com agente bonequinha.—Uns homens vieram do céu.Isso mesmo,do céu!Alguns com asas e caldas,outros só com asas.

—Então,está é a seleta?Ah,é bem bonitinha.

—Oque são vocês!Olha,eu vou ligar pra polícia!—eu ameacei.

—Cale a boca,sua piranhazinha.Irmão,posso matar ela agora?Por favor Tales,por favor.

—Não Damien.Como eu já disse,se ela for seleta de quem eu estou pensando,ele vai sofrer muito mais vendo que não conseguiu protege-la de meros vampiros franceses.Você têm um cheiro bom—ele se aproximava de mim—é embriagante,alcoólico, tentador...sabe,no elevador,eu tive que me controlar pra não retirar sangue de você.—ele disse colocando as mãos no meu queixo.—Irei morder somente uma vez o pescoço.Agora,será bem pior pra você se eu gostar.—Os olhos alaranjados e doces ficaram brancos...brancos feito o açúcar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.