Meu Doce Clichê
2 Capítulo 2
Notas iniciais
— Ela só precisa descansar um pouco. – Senti minha cabeça latejar.
— Mas ela desmaiou! – Por que estavam gritando?
— Quieto Miguel. Ela tá acordando. – Era a voz de Kelly. Abri os olhos com dificuldade, a luz incomodava demais.
— Como está se sentindo? – Apertei meus olhos e pisquei para conseguir focar na pessoa que estava me perguntado, e depois de algumas piscadas consegui ver a enfermeira da escola me olhando com curiosidade.
— Parece que me atropelaram. – Ao falar senti um pouco de dor e inconscientemente levei minha mão até minha cabeça. – Dói.
— Entendo. – A enfermeira apenas balançou a cabeça positivamente e sorriu levemente. – Descanse um pouco mais.
— Fique tranquila Sarinha! Eu e Miguel viremos após o horário do almoço.
— Sim, então descanse.
Meus olhos estavam pesados. Não demorou muito e adormeci.
— Sara? – Senti alguém cutucar minha bochecha, mas eu ainda estava com sono. – Ei bela adormecida! – A pessoa continuou me cutucando e acabei me forçando a abrir os olhos. – Ah você acordou. – Claro você ficou me cutucando!
— Heitor? – Eu queria estar enganada, mas não estava.
— O próprio. – Ele me ajudou a me sentar e eu tinha certeza que o estava encarando com o queixo lá no chão, afinal por que diabos ele estaria ali? – Já que você não pode comprar meu almoço eu mesmo tive que ir comprar. – Que? Sério que ele veio reclamar disso?! Meu Deus. – Mas como estou de dieta resolvi trazer pra você. – Ele colocou uma bandeja em meu colo e logo depois começou a colocar os pratinhos de marmita. Tinha arroz branco, estrogonofe de frango, salada, batata palha, suco de acerola, e ele ainda trouxe uma barrinha de chocolate, do meu preferido, kit kat. – Acertei?
— Acertou o que? – Questionei desconfiada.
— Não são seus preferidos? – Esse é realmente o Heitor?
— São. – Concordei observando a comida, e sentindo meu estomago protestar em fome.
— Ótimo! Pode comer. – Ele ficou me observando e me senti levemente incomodada. – Você pode me agradecer depois.
— Eu não te pedi pra trazer isso! – Exclamei sentindo-me irritada. – Nem quando eu passo mal você me deixa em paz? – Ele piscou algumas vezes. – Será que eu preciso morrer pra vê se você me erra?
— Ei, não exagera! Nem fiz nada demais, só te trouxe comida. – Do jeito que ele falava me fazia parecer a culpada. – Vou te deixar sozinha antes que você surte, doidinha. – Ele negou com a cabeça e me deu as costas saindo do quarto da enfermaria aonde eu estava.
— Mas que porra foi essa? – Minha barriga roncou alto. – Esquece. – Resolvi deixar pra lá e apenas aproveitar a comida que ele tinha trazido. – Mas... – Antes de dar a primeira colherada algo me veio em mente. E se ele tiver colocado algo na comida... Tipo um laxante? – Putz. – Respirei fundo. – Bom, o que não mata engorda, então foda-se. – Dei de ombros e resolvi comer.
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