Meu Castigo Catastrófico
20 Mortes
Notas iniciais

Ares' POV
Eu havia acabado de chegar do Acampamento Meio-Sangue, tinha recebido uma mensagem de Íris de Quíron, me mandando eu ir logo para lá, pois aconteceu algo horrível, quando cheguei perguntando o que era, Clarisse me abraçou aos prantos, eu já sabia o que era, meus filhos, corri até o Chalé 5, não havia nenhum rock pesado hoje, vi o javali lá, um símbolo da guerra, meu, olhei para as camas, pelo menos havia 7 de meus filhos todos...
Mortos.
Por mais idiota e orgulhoso que sou saiu uma lágrima solitária do meu olho e escorreu até o chão, depois por cada um que passava eu lagrimejava, era horrível essa sensação, essa sensação de perda, de amor perdido, de sacríficios inúteis, de um buraco enorme no peito,
De luto
Aconteceu a cerimônia, falaram coisas que eu não entendi, ou não prestei atenção, eu insisti que o jogassem nas chamas, Hestia sabe o que fazer, assim que o queimaram, não houve cinzas, Clarisse olhou para mim, eu não era nem perto do melhor pai, era visível sua dor, ela não chorava frequentemente, mas era seus irmãos, gesticulei para ela vir, ela veio e nos abraçamos, meu queixo batia na sua testa, que vincava toda hora, ela mais do que todos ali precisava soltar tudo o que aguentou e estava aguentando, me aproximei de seu ouvido
– Ponha para fora- Sussurrei para ela e assim ela fez
Passei a tarde ali, fiquei para jantar e só sai mesmo ás 11 horas, quando Clarisse e os outros dormiram, antes de dormir rezaram para mim e Hades, pedindo que afastassem aquela dor e cuidassem de cada um deles, para que sejam felizes no Elísio...
– O que você quer?- Perguntei rude, como sempre, assim que um vento perfumado soprou perto de mim
– Nada, apenas queria dar meus pêsames Ares, não mereciam isso, desculpe o incômodo- Um ser veio e me abraçou, solidária de repente.
– Obrigado!- Me surpreendi, não era o que eu dizia todo dia
– Tudo bem, de nada- Hoje ela estava baixinha, aliás, em comparação a mim sempre foi, meu queixo batia no seu cabelo ondulado castanho-claro, ela prendia os dedos na minha blusa, um gesto fofo, a cabeça pousando levemente em meu peito, as suas unhas machucavam um pouco, ela estava com um vestido (por incrível que pareça) solto e na altura dos joelhos, vermelho-vinho, hoje ela estava normal...
– Ah!!Afrodite, morreram, sete, Afrodite, sete.
– Tudo bem, está tudo bem, você vai superar, tem a eternidade para isso
– Meus filhos sempre foram minha única fraqueza-Conclui, detendo as lágrimas, que tentavam de todas as formas sair
– Foram, mas agora você sabe que não são, agora Ela é sua fraqueza também, se não a tiver seu coraçãozinho se estralhaçará em mil pedacinhos, bem pequenininhos, se a ter não servirei de mais nada, mas se não tiver só servirei de droga, para que você esqueça, depois de usar jogar fora, Ares!Eu fui quem juntei seu pedaços quando quebrados, eu sentia a cada vez que se estraçalhava que você iria chegar ao um limite e eu nunca mais o terei! Eu nunca mais o terei como antes, mas quero que saiba, que todos os meus melhores momentos foram com você, que apesar de todas as brigas, todas as loucuras, foi real Ares!Foi real!- Minha blusa agora manchada por suas lágrimas, era muito para uma noite, primeiro meus filhos, depois isso, e um sentimento de culpa me consumia, por tudo isso e pelo que faria agora.
– Eu sei, foi e sempre será real, você é a única coisa que me resta, as outras eu já perdi- Ela levantou o rosto talvez para ter certeza que eu estava falando isso, ela tinha razão, por todos esses anos ela era uma droga para mim, ela pegava os pedacinhos quando estraçalhados e os juntava, fazendo uma atadura improvisada.
– Oh!! Ares!!- Então a culpa me consumiu, por olhar aquela carinha tão linda chorando como se estivesse se perdido de casa e não ter nenhuma esperança de ser achada, meu corpo se inclinou, o dela também, meu coração pulsava, não com a paixão, mas com a culpa, ela sorria timidamente, nascendo ali uma esperança assim que ouviu minha pulsação acelerada, não acredito que faço isso, até quando vou ser tão idiota!
Então foi aí que aconteceu, nossos lábios se encontraram, fui tomado por uma onda de tontura, meus sentidos não estavam em mim, por um momento eu queria parar, pois sentia que estava preso num aperto de uma anaconda, mas me lembrei do que ela disse e me recusei a pensar assim dela, então, quando dei por mim, estava em um bar-clube, sentado com Afrodite do meu lado, virando tantas vodkas, parecendo que estávamos em competição, depois eu não me responsabilizo pelo o que acontecerá depois.
– Ares!!- Ela me chamou quando levei uma queda
– Vem aqui Afrodite, vem dançar!!!- Peguei-a puxando pelo braço, ela não pode recusar, quando chegamos, ela dançava, de um jeito bem indecente, eu nem ligava tanto para ela, o alcóol me fazia querer voltar para casa e ao mesmo tempo ficar.
Então eu vi, um cabelo extremamente loiro, mais alto do que qualquer um ali exceto eu, acompanhado por uma baixinha, de cabelo marrom como terra úmida, usando vermelho e dançando mais(muito mais) decente do que Afrodite, mas mesmo assim...
Ele sorria, com um sorriso extremamente branco e cada vez que ele sorria ela sorria também, fascinada, e cada vez que ela sorria eu sorria, fascinado com o seu sorriso, com sua beleza e com a dança desajeitada, ás vezes ela tropeçava, então nós rimos, ele percebeu minha risada estrondosa, virou o rosto em nossa direção, seu sorriso acabou, ela parecia nem ter ouvido, tentava se concentrar em não cair, eu encarava-o, ele encarava-me, Afrodite, bem não preciso dizer, dançava até o chão chamando a atenção dos homens ao redor, até que ela se cansou de tentar chamar minha atenção, pegou uns 8 homens e andou com eles em sua cola, para dançar, se você acha que estou descrevendo só alguns minutos, está certíssima, pois ela percebeu e virou para olhar, pela sua preocupação estava perguntando qual é o problema
Eu me abaixei tão rápido que Apolo me perdeu de vista, fui correndo atrás de Afrodite, que estava beijando cada um daqueles homens
Argh!! Nunca mais a beijo
– Vamos, sua bêbada!- Dei um peteleco em sua testa e a puxei, vendo os caras quase chorarem de tristeza
– Vamos!!!!!- Animou-se- Para aonde?- Perguntou sem entender
– Tonta, nós vamos sair daqui...- Falei a puxando e procurando um cabelo amarelo
– E...- Encorajou-me a contar- Qual é o motivo disso tudo?- Perguntou quando viu que eu não iria responder
– Ela e Ele está aqui- Sussurrei
– Ahhhh!!!Eu já sabia- Parei, o que?Essa retardada tem noção do que fala?
– Como assim já sabia?- Tentei manter a calma
– Eu sinto o amor, helloooooo!- Falou passando a mão na frente do meu rosto
– Eu vou te matar- Uma voz assassina falava isso na minha cabeça
"- Eu vou te matar, eu quero te matar Afrodite"
– Você sabe que não vai, olha o estresse!!- ela fez uma lixa aparecer e começou a lixar as unhas, de repente esse ato me estressou muito, fútil
– Eu vou te matar
– Bater em mulher Ares???- Perguntou alarmada
– EU VOU TE MATAR!!!
– Calma Ares!
– CORRE!- Gritei para ela, ela obedeceu, eu fui atrás.
– Ares, ela não o amava tanto- Tentou amenizar minha raiva- Ela só tem uma pequena-grande paixão por Apolo, eu amo os dois juntos, desculpe!!!
"- Eu quero muito te matar Afrodite, eu vou te matar!"
Nós agora estávamos do lado de fora, onde vimos Apolo e Clara corriam do lado de fora, para um restaurantezinho de 5º categoria, Branca de neve não pode gostar disso, afinal princesinhas só gostam de patricinhos e coisas românticas... não importa se seja... de 5º categoria, mas eu ainda tenho um fiozinho de esperança que ela pode apenas por uma parte não gostar, mas apesar disso ela sorriu, ele ofereceu uma cadeira e rindo ela sentou, percebi que Afrodite me deixara desfrutando da própria dor, também percebi que estava parado, no meio da rua, um carro tirou um fio de mim e saiu buzinando alto, por um momento me vi em óleo negro, eu não conseguia sair.
E ela me olhou, assim que escutou as buzinas, seu rosto demonstava horror e pena, talvez ela tenha se lembrado dos meus filhos, ou eu estava com uma cara tão dolorosa, por causa disso que acho que ela sentiu pena, eu não precisava de pena, não dela, de ninguém.
Sai da rua com passos pesados, dando o dedo para todo mundo que buzinava
O Deus da Guerra voltou!
Eu passei por um casal, ela estava em seu peito, sentada mexendo no telefone, dando para ele ver, ele fazia o mesmo, com a cabeça apoiada na dela, mesmo sem querer que isso acontecesse, mas eu irradiava tanta raiva, que ela olhou para o telefone dele, e seu rosto avermelhou, eles começaram a gritar e eu corri para um beco, com a mão no peito, acho que corri demais
– Ora... Ora se não é Ares o Deus da Guerra- Falou sarcasticamente uma semideusa, seguido por outros rindo, uma dúzia, talvez...
– O que foi? Estava fugindo de um monstro pro colinho da mamãe?Ownnnn- Provocou-me, eu só não respondi porque estava ofegando ainda de tanto correr, porém dei o dedo e ela não gostou muito
– Ares, você tem que vir comigo, por bem ou por mal- Ri, ela arqueou a sobrancelha, fez uma careta que não durou muito de raiva.
– Por mal, eu até iria, mas prefiro que seja mal e eu não vou- Eles riram
– Está em desvantagem Ares- Continuou a mesma semideusa, nem um pouco insegura.
– Pouco me importa, eu sou um Deus- Dei de ombros
– Isso não muda nada!- Ela disse rindo, então reconheci por seu riso que um dia me fascinara
– Elise, a incrível filha de Zeus, a nova revoltada e seu bandinho, deixa eu captar, ex-orgulho de Zeus, agora Thalia, ele a deu a imortalidade, mas mesmo assim se revoltou, porque?
– Não é um governo justo!- Percebi a sua voz embargada, ela havia morado no Olimpo uma vez, foi quando a conheci e desde então me fascinara
– Você tinha tudo o que queria Elise, Afrodite a adorava, Apolo, nem se fala, você é perfeita na aparência, por que os dois fizeram questão, a benção de Atena não fez o trabalho por você? Não tem como negar a sua sorte, mas, você simplesmente descarta tudo como um lixo, vivendo uma vida que eu particularmente não achava que mimadinha do jeito que é viveria, sem saber se acordará amanhã viva- Assim que falei, deu a entender que eu a mataria e relâmpagos caíram do céu, Elise sorriu
– Por mais que eu tenha causado desapontamento, meu pai ainda não me esqueceu, gostaria de vê-lo orgulhoso de mim novamente e ser sua querida- Ela olhou para o céu, com lágrimas nos olhos, o céu porém, deu trovões, que produziam um tipo de choro, foi suficiente para uma lágrima ser derramada e depois rapidamente limpada- Mas não pode continuar com esse governo! É errado, não posso ficar com ele por simplesmente haver regras e governo que muda a cada ano, não podemos, não queremos!- O céu por sua vez fez uma chuva forte,
de repente, obrigado Zeus, me encharcou, trovões rasgavam o céu, juntamente com relâmpagos
E algo me bateu por trás me derrubando, sem darem chances para me levantar e lutar, colocaram algo no meu nariz, em seguida um pano preto e minhas mãos foram presas.
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