Meu CEO de estimação

19 O "amigo" da secretária do CEO


Notas iniciais
Demorei para aparecer? Demorei. Mas, em compensação, trouxe um capítulo bem cheio de açúcar para atacar aquela diabetes marota de vocês (brincadeira, comam legumes, bebam água e sejam saudáveis) rssss. E bem, para aqueles que gostam de reparar nos títulos do capítulo, esse vocês só vão entender lá no finalzinho kkkkkk. Mas valerá a pena, prometo. Boa leitura!

Com o consentimento de ambos, o beijo foi calmo e singelo, como se eles estivessem necessitados daquilo para acalmarem os seus corações perdidos e igualmente eufóricos.

Jeonghan foi o primeiro a quebrá-lo, afastando o rosto do de Minyoung apenas o suficiente para conseguir fitá-la, o que ainda deixava os seus narizes quase colados um no outro. O diretor sorriu abertamente, o que acabou contagiando a Shin.

— Min Min. — ele a chamou. — Você aceitaria, por acaso, ser a minha dona de verdade?

A pergunta de Jeonghan ainda rodeava a minha cabeça feito aquelas proteções de tela dos computadores mais antigos, sendo lentamente lançada de um lado para o outro até percorrer toda a extensão que lhe era possível; mas sem, infelizmente, o atrativo de ficar mudando de cor conforme encostava em algum canto. Céus, eu ainda me pergunto o que ele quis dizer com dona! Digo, pessoas normais teriam feito um pedido para que nós nos conhecêssemos melhor, ou, ainda, um precoce pedido de namoro — porque sim, eu achava cedo demais para rotularmos a nossa relação daquele modo tão definitivo — mas o peculiar Yoon Jeonghan resolveu me oferecer o título de ser sua dona de verdade. Convenhamos que, para alguém como eu, que nunca foi pedida em namoro em todas as suas duas décadas e meia de vida, era de se esperar que eu ficasse confusa e desconcertada pelas suas palavras.

Felizmente, o Yoon pareceu perceber a minha hesitação em respondê-lo e, de bônus, não se irritou ou chateou com aquilo. Segurando ambas as minhas mãos, ele me olhou nos olhos daquele jeito que me fazia tremer na base em um trocar de segundos e sorriu calmamente.

— Tudo bem, você não precisa me responder agora. — disse e eu pude sentir a sinceridade em sua voz, o que me deixou uns dois porcento mais tranquila. — Não quero pressioná-la a nada.

Em resposta, eu sorri e o agradeci em um murmúrio sem jeito; afinal, Jeonghan parecia tão animado com a ideia de tentarmos ser alguma coisa um do outro que isso me fazia querer não o decepcionar de nenhum jeito. Talvez fosse a minha velha e submissa alma de secretária faz-tudo dando as caras novamente, porém, eu podia sentir que não era só isso. Havia esse sentimento novo crescendo dentro de mim que me fazia querer ser cada vez mais brega e clichê, o suficiente para que eu cogitasse aceitar o tal apelido de Hannieque ele mesmo havia dado para si.

Misericórdia, que decadência da minha parte...

Fitei Jeonghan, que dormia um sono invejavelmente tranquilo ao meu lado. Obviamente, eu não tinha conseguido impedi-lo de se esgueirar até o meu quarto na noite passada e, sendo sincera, eu tinha jogado a vergonha na cara para o espaço sideral e mal tinha tentado detê-lo — afinal de contas, eu não nego que queria mesmo era dormir com o seu cheirinho amadeirado invadindo as minhas narinas pelo resto da madrugada. Pois é, quem poderia imaginar que eu, a Shin Minyoung que até pouco tempo atrás estava disposta a anunciar a cabeça do seu chefe inconveniente em algum desses sites de vendas ilegais da vida, estaria admirando aquela beleza surreal de tão absurda do mesmo enquanto nós simplesmente dividíamos a cama?

Porque sim, o bendito do Yoon era bonito até enquanto dormia e eu tenho certeza de que não existe um maluco sequer na face da Terra capaz de contestar isso. Mesmo com o cabelo loiro e bagunçado caindo por sobre os seus olhos e com os lábios levemente ressecados, ainda havia algo que fazia a sua pele alva reluzir sob os feixes de luz que entravam pela janela de persianas de um modo diferente. O rosto de tamanho médio era recortado pela linha do maxilar pontiaguda apenas na medida ideal, como se eu estivesse diante de algo que fora cuidadosamente desenhado antes de ganhar vida. Ele dormia de bruços e com a cabeça virada na minha direção, o que fazia com que eu, deitada de lado, pudesse observar com nitidez até mesmo os menores detalhes do seu rosto.

— O que foi que você fez comigo, Yoon Jeonghan? — indaguei num sussurro rouco, já que aquelas eram as primeiras palavras que eu falava em voz alta naquele dia. — E como eu nunca tinha reparado no quão estupidamente bonito você é?

— Isso foi um elogio? — o Yoon rebateu ainda imóvel e de olhos fechados, o que me pegou completamente de surpresa, já que tudo me levava a crer que ele ainda estava dormindo. — Porque eu prefiro acreditar que sim.

— Desde quando você está acordado? — questionei com os olhos arregalados e segurando uma risada nervosa.

Dependendo do tempo, mesmo de olhos fechados, ele provavelmente tinha notado que eu o encarava fixamente, o que não deveria contar muitos pontos para a minha pessoa. A não ser que fossem pontos na escala stalker, obviamente.

— Desde quando você me chamou de estúpido e bonito. — respondeu, ainda sem abrir os olhos. — Ou alguma coisa assim.

Por fim, eu acabei rindo da sua resposta tão embolada e sonolenta quanto o próprio.

— Não foi isso que eu quis dizer. — expliquei, mesmo já acostumada com o seu lado dramático.

Dito isso, aos poucos, Jeonghan finalmente se deu ao trabalho de abrir os seus pequenos olhos sonolentos. Era a primeira vez que eu o via acordando em uma situação devidamente normal — creio que eu não preciso lembrar que, da última vez que isso aconteceu, eu fui parar no hospital com um pulso torcido, certo? — e, ao contrário do mau humor que eu esperava e sempre imaginei que pertencesse à sua rotina matinal, o Yoon abriu um largo e preguiçoso sorriso quando me viu.

— Bom dia. — disse, fazendo-se de manhoso.

— Bom dia, flor do dia. — eu automaticamente respondi, talvez ainda só metade acordada e me deixando levar pelo ambiente familiar que me rodeava, afinal, já fazia um bom tempo que eu não acordava devidamente em casa. Jeonghan franziu o cenho, o que me fez rir. — Era assim que a minha mãe me acordava quando eu era mais nova. Desculpa, acho que ainda não estou pensando direito.

— Tudo bem, eu gosto da ideia de ser uma flor. — respondeu e deu de ombros, mesmo que ainda estivesse de bruços. — Que horas são?

Eu poderia me virar para o outro lado da cama, esticar o braço e alcançar o meu celular sobre a mesinha de cabeceira para checar a hora exata, mas isso tudo me obrigaria a deixar aquela posição tão confortável; por isso, eu resolvi lhe responder do jeito mais tradicional.

— Bem, faz pouco tempo que o galo cantou, então devem ser quase sete horas. — afirmei como o bom fruto do interior que eu era.

Jeonghan automaticamente resmungou ao ouvir aquilo.

— É muito cedo ainda. — murmurou e se remexeu na cama até conseguir ficar de frente para mim, logo em seguida escorregando ardilosamente os braços por debaixo do edredom que nós dividíamos até a minha cintura, abraçando-a e me puxando para mais perto do seu peito da forma mais descarada possível. — Vamos voltar a dormir, que tal?

Se ele chegasse um pouco mais perto, um par de centímetros que fosse, provavelmente conseguiria escutar as batidas nervosas que o meu coração rapidamente tinha começado a dar depois daquele seu simples ato. Céus, se Jeonghan continuasse assim, em algum momento acabaria me causando um ataque cardíaco ou algo do tipo... E as minhas bochechas quentes feito chá recém fervido? Aquilo seria bem difícil de disfarçar se ele resolvesse olhar um mais um pouquinho para baixo.

Recomponha-se, Shin Minyoung!

— Foi você quem prometeu que iria ajudar os meus pais com os trabalhos da fazenda, não foi? — eu o questionei, disfarçando o fato de que eu estava quase precisando de uma maldita ressuscitação cardíaca naquele momento. — Sinto em informar, mas a vida aqui começa quando Seul ainda está dormindo.

Outro resmungo.

— E eu vou trabalhar de terno? — rebateu. — Não tenho nenhuma peça de roupa aqui.

Bem, olhando por esse lado, o Yoon não deixava de ter razão. Normalmente, ele teria me ligado e me ordenado buscar algumas peças de roupa no seu apartamento para, então, levar até ele onde quer que estivesse — mas ele acabou se enfiando nas raízes do interior do país acompanhado justamente da sua única secretária, então aquela opção estava fora de cogitação. Jeonghan também não poderia continuar pegando roupas emprestadas do meu pai, afinal, elas pareciam mais cobertores envoltos no seu corpo do que qualquer outra coisa.

— Já sei! — exclamei e precisei me esforçar para fitá-lo de baixo, afinal, ele não parecia disposto a me largar nem tão cedo. Com a ponta do meu queixo tendo que encostar no seu peito para que eu conseguisse erguer a cabeça e olhar para cima, eu o fitei. — Nós podemos ir a um bazar que tem no centro da cidade. Com certeza deve ter algo que sirva para você lá.

— Bazar? — o Yoon automaticamente perguntou, sendo ele agora quem se esforçava para olhar para abaixo. Nossos narizes estavam a poucos centímetros de distância um do outro, porém, ele parecia chocado demais para se dar conta disso. — Eu?

— Foi você quem insistiu em ficar alguns dias aqui, oras. — rebati enquanto me lembrava de como suava frio quando ele sugeriu aquilo e a minha mãe, desregulada da cabeça como sempre, simplesmente concordou. — Pretende usar um único terno e o pijama do meu pai esse tempo todo?

— Não, mas...

— Tudo bem, você precisa voltar para Seul, eu entendo. — fui rápida em interrompê-lo, lançando mão da minha última cartada para convencê-lo a desistir daquela ideia maluca. — Sugeriu aquilo no calor do momento, mas, pensando melhor, você não pode simplesmente ficar tanto tempo longe dos negócios, certo? Imagine a Price sem você por perto, que caos... Tudo bem, eu realmente entendo. A eleição para presidente está cada vez mais próxima e...

— Nada disso! — exclamou, me assustando com tanta firmeza. — Eu prometi que nós ficaríamos alguns dias e nós vamos ficar. Só eu, você e as suas vaquinhas de estimação.

E mais uma penca inteira de trabalho braçal que ele mal podia imaginar.

Ah, Yoon Jeonghan, você não faz ideia de onde decidiu se meter...

***

Todo ser humano existente nesse planeta que nós chamamos de Terra em algum momento da sua vida, considerando isso um ato vergonhoso ou relaxante, já assistiu algum filme clichê onde a mocinha principal passa por aquela enorme e, muitas das vezes, desnecessária mudança de visual. Digo, a protagonista já era naturalmente bonita desde o começo do filme, então qual é a necessidade de fazê-la alisar o cabelo, tirar os óculos e aprender a andar de saltos altos? Isso geralmente não a faz mais bonita nem nada do tipo, apenas mais parecida com uma típica moradora de Beverly Hills.

Mas enfim, essa é lã para um outro novelo.

O motivo para eu estar comentando isso é, na verdade, para lhes fazer uma pergunta no mínimo curiosa: mas quantos filmes de todos esses clichês apresentaram um mocinho fazendo essa tal transformação? Alguns, eu sei, mas raros são os filmes nos quais o protagonista passa por toda aquela cena de experimentar uma montanha de roupas diferentes enquanto a mocinha se diverte no sofá com os looks, geralmente um pior do que o outro. Acharam a cena familiar? Não? Pois eu posso responder com tranquilidade — e muitas risadas seguradas toda vez que Jeonghan saía do provador do bazar — que sim, essa cena além de me ser familiar, me colocou exatamente dentro desse filme clichê.

— Isso é sério? — o Yoon questionou num misto de descrença e frustração quando deixou o provador pela quarta ou quinta vez naquele dia, eu já estava começando a perder as contas.

Jeognhan usava uma calça que tentava, de modo falho, imitar uma peça jeans, porém com um cós desnecessariamente alto e tingida por um tom de marrom duvidoso. Além disso, presa por dentro da mesma, estava uma camisa de estampa havaiana cujos botões ele mal tinha se dado ao trabalho de terminar de fechar, isso provavelmente devido à irritação que estava estampada com clareza no seu rosto.

E, sem chocar ninguém com esse fato, ele ainda conseguia ficar bonito com aquela combinação de peças bizarras.

— Você está rindo? — perguntou parecendo profundamente ofendido e apontou na minha direção com um indicador acusador. — Shin Minyoung, você sabe com quem está mexendo?

Vendo-o dizer aquilo de modo tão autoritário e ressentido, mas, ao mesmo tempo, usando aquela combinação roupas em específico me fez querer rir ainda mais, e eu acabei deixando uma gargalhada escapar.

— Eu só estou feliz, oras. — respondi e dei de ombros do modo mais falso possível. — Esse foi o melhor look até agora.

Eu poderia estar vivendo perigosamente até demais, contudo, a convivência com Jeonghan estava começando a fazer de mim a sua imagem e semelhança no quesito abuso e eu sinceramente estava adorando aquilo. Poder ver aquelas expressões emburradas e antipáticas do Yoon sem colocar o meu emprego a prêmio era, no mínimo, extremamente gratificante e divertido.

Realmente, assim como nos filmes clichês, havia um pequeno sofá onde eu poderia esperá-lo sair do provador sentada e, ainda segurando uma risada, eu me levantei e fui até ele.

— Eu lhe compro um vestido caro e bonito e, em troca, é isso que eu recebo... — resmungou enquanto cruzava os braços e evitava o meu olhar de propósito.

Sorri e me aproximei do Yoon, parando no meio do caminho para analisá-lo descaradamente da cabeça aos pés. Eu podia vê-lo me fitando pelo canto do olho e, quando finalmente deu o braço a torcer, me encarou com o cenho franzido em confusão.

— Eu estava olhando melhor aqui e... — iniciei, ainda varrendo-o com o olhar. — Acho que está faltando uma gravata para ficar perfeito. Que tal uma da cor da calça?

Dito isso, Jeonghan atingiu o ápice da sua frustração e, bufando, me deu as costas pronto para voltar para o provador e provavelmente permanecer trancado lá pela próxima hora — e ele teria feito, realmente, se eu não o tivesse puxado pela manga da camisa estampada. Eu ainda estava rindo, mas ele sabia que eu não o fazia por mal, o que fez com que a sua birra logo se desmanchasse em um sorriso contrariado.

— Como pode o futuro presidente de uma das maiores empresas de entretenimento do país ser tão mole com a sua própria secretária? — questionou enquanto pendia a cabeça para o lado para me fitar e, obviamente, dando a devida ênfase na parte do futuro presidente.

Eu o encarei, imitando o seu sorriso travesso.

— Mas eu sou uma secretária muito especial. — sussurrei.

O Yoon riu, por fim.

— Você está passando tempo demais comigo, Min...

— Min Min noona?

Uma terceira voz interrompeu Jeonghan, nos pegando de surpresa e fazendo com que eu automaticamente desse alguns passos para o lado para aumentar a distância entre a minha figura e a do meu chefe. Olhei para o lado e, finalmente encontrando o dono da tal voz, me surpreendi de um dos melhores jeitos possíveis.

— Seokmin-ah! — exclamei assim que me deparei com o rapaz alto e de pele levemente mais escura que a minha devido à exposição ao sol que sofria diariamente.

Lee Seokmin era uma das pessoas mais alegres e curiosas que eu já tinha conhecido em toda a minha vida e, quando ele abria aquele seu sorriso largo e brilhante, era normal que as pessoas ao seu redor fossem contagiadas a fazerem o mesmo. Os cabelos pretos estavam mais bem cortados do que eu me lembrava e ele tinha crescido um pouco desde a última vez que nos encontramos, talvez estivesse com um metro e oitenta agora. Usava uma calça jeans surrada e uma camisa branca com outra xadrez por cima, como de costume. Seokmin era, na verdade, apenas dois anos mais novo do que eu, apesar de aparentar ter um pé ainda preso à adolescência devido ao seu ar mais jovial e despreocupado.

Fazia tanto tempo que nós não nos encontrávamos que, quando o vi, automaticamente me apressei para abraçá-lo. Nas raras vezes que estava sério, o Lee chegava às margens do visual de homem de negócios que eu geralmente encontrava pela Price, mas, ao me ver, o sorriso alegre que o fazia parecer alguns bons anos mais novo logo se fez presente. Ele me abraçou de volta por um momento e nós logo nos separamos.

— Como você cresceu, garoto! — foi a primeira coisa que eu disse, já que a nossa diferença de altura tinha ficado ainda mais evidente depois do nosso abraço.

— E também ganhei músculos. Olha! — exclamou de volta, erguendo o braço na minha direção e brincando de se exibir. — Já você, noona, pareceu que encolheu um pouco... Seria a idade?

Dito isso, eu automaticamente lhe acertei um tapa no braço esquerdo, o repreendendo — bem, talvez ele não estivesse brincando completamente quando disse que tinha ganhado músculos. Seokmin resmungou e massageou o local atingido, mas logo esqueceu a possível dor e voltou a rir. Em seguida, me encarou com o cenho franzido e se inclinou na minha direção, desconfiado.

— Noona. — me chamou num sussurro. — Quem é aquele ali vestido com aquelas roupas estranhas e por que ele está me olhando como se estivesse prestes a pular no meu pescoço?

De primeira, eu não entendi de quem ele estava falando, porém, no segundo seguinte me lembrei de quem tinha deixado para trás ao encontrar Seokmin no bazar. Dando uma olhada por cima do ombro, eu me deparei com a exata cena que o Lee tinha acabado de me descrever: um Jeonghan que, além de ainda estar vestido feito um maluco, tinha as pontas das orelhas pintadas de vermelho rancor e tentava inutilmente disfarçar o peito que subia e descia em respirações pesadas.

Voltei o meu olhar para Seokmin e sorri, sem jeito.

— É o meu chefe. — sussurrei de volta, mas infelizmente não baixo o suficiente para que o Yoon não me ouvisse.

De repente, escutei Jeonghan pigarrear exageradamente atrás de mim, como se estivesse tentando se livrar de um muco preso em sua garganta há alguns bons anos já. Automaticamente, eu endireitei a minha postura e agarrei Seokmin pelo pulso, sutilmente puxando o mesmo na direção de Jeonghan com o intuito de incluir o diretor na nossa repentina conversa.

— Diretor Yoon, esse é Lee Seokmin, meu amigo de infância. — eu disse formalmente, apresentando os dois. — Seokmin, esse é Yoon Jeonghan, o meu chefe.

A expressão de Jeonghan estava mais fechada do que o céu antes de um temporal daqueles que vinha para ficar uma semana inteira e, diferente do seu bico pirracento de alguns minutos atrás, agora ele parecia sério e intimidador. Será que ele tinha ficado chateado por eu ter o deixado de lado tão abruptamente para cumprimentar Seokmin? Mas céus, tinha sido algo tão rápido e inocente...

Ou será que, talvez... Jeonghan estivesse com ciúmes?

Impossível. Ele não seria tão infantil.

Certo?

O Yoon encarou o meu amigo e, em silêncio, fez uma curta reverência para cumprimentá-lo. Já Seokmin, ao contrário do gesto um tanto antipático de Jeonghan, curvou-se com disposição e logo retornou com um enorme sorriso estampado em seu rosto, não parecendo se incomodar pela cara de poucos amigos do outro.

— Muito prazer, Diretor Yoon. Eu me chamo Seokmin. — o mais novo disse, simpático. — Sou amigo de infância da Min Min-noona e, também, um futuro membro da família Shin.

Dito isso, Seokmin me deu um esbarrão camarada de ombros e os olhos de Jeonghan quase saltaram para bem longe do seu rosto diante aquela cena. Seokmin tinha um sorriso travesso no rosto enquanto me fitava e, se o Yoon não tinha interpretado as coisas de forma equivocada antes e já estava estupidamente com ciúmes, agora ele devia estar imaginando o meu noivado com o Lee.

O diretor se engasgou e, quando finalmente se recompôs, fitou Seokmin com os olhos esbugalhados em choque.

— O que você disse?!

Notas finais
E então, o que acharam? Será que o Jeonghan está vivendo na própria pele o meme "O começo de um sonho / deu tudo errado"? Me contem o que vocês acham kkkkk. Até a próxima ♥