Meu CEO de estimação
28 Aos olhos do CEO - parte II
Notas iniciais
De acordo com a minha contagem, cinco segundos se passaram até que o barulho de coisas sendo quebradas e lançadas longe — o gravador provavelmente estando no meio das mesmas — foi nitidamente ouvido do outro lado da porta. Pois bem, se Byungho estava irado e inconformado, o meu trabalho ali tinha sido feito.
Agora, só me faltava terminar o restante do mesmo: ganhar aquela eleição.
Porém, antes, havia um lugar ao qual eu precisava recorrer para recarregar as minhas energias.
Pois bem, aqui estou eu novamente. Eu mesmo, o Yoon Jeonghan preferido de vocês — e eu sei que essa é a mais pura verdade, então nem adianta vocês desviarem os olhos e tentarem negar ou esconder isso. Não que a minha reaparição seja uma surpresa, já que anteriormente tudo foi muito bem intitulado como Parte I, então os meus espertíssimos leitores obviamente já esperavam pela minha volta, mas há sim um porém dessa vez em específico. No último capítulo dessa história, como vocês puderam reparar, eu basicamente fui obrigado a mostrar a vocês um lado meu do qual eu não sou muito fã; apesar de necessitar usá-lo com certa frequência nesse mundo corporativo cheio de tubarões brancos mais do que prontos para abocanhar uma perna sua em alto mar. O que aconteceu foi que alguém precisava dizer ao meu tio o quão baixas e absurdas as suas atitudes estavam sendo e, bem, aparentemente essa pessoa tinha que ser eu. Contudo, problemas empresarias resolvidos à parte, aqui estou eu, o Yoon Jeonghan de verdade. Um Jeonghan que, particularmente, eu não conhecia até pouco tempo, mas que agora não arreda o pé do topo dos meus favoritos nem por um decreto presidencial.
O Jeonghan que Shin Minyoung despertou em mim.
Até o caminho para a casa dela por si só já me era familiar e, também, o suficiente para que eu pudesse respirar mais confortavelmente e com muito mais tranquilidade. As ruas da sua vizinhança eram definitivamente diferentes das do meu bairro, sendo bem mais estreitas e povoadas daquelas que rodeavam o prédio do meu apartamento. Havia uma barraquinha de comida a cada esquina, em sua grande maioria gerenciada pela mesma família já há algumas gerações, além de uma boa quantidade de lojas de conveniência e de antiguidades. Na quadra atrás de onde ficava a casa de Minyoung, havia até mesmo uma locadora e uma loja de gibis, algo que tinha se tornado raro naquela Seul tão moderna e tecnológica — inclusive, Min Min havia me contado que ambas pertenciam à mesma família, uma gerenciada por cada filho de um antigo morador do bairro.
O mais engraçado de toda essa história é que eu sabia muito mais sobre a vizinhança de Minyoung do que sobre a minha própria, ainda que eu já morasse no meu apartamento há alguns bons anos e frequentasse a casa de Minyoung apenas há algumas semanas. As moradias pareciam muito mais familiares e aconchegantes do que o interminável mar de prédios frios que rodeavam o meu, as pessoas não caminhavam pelas ruas com tanta pressa e a vida em si parecia ser bem menos corrida e caótica, algo raro de se encontrar no meu bairro e também naqueles mais próximos que o cercavam. Certa vez, a Min Min chegou a me contar que ela tinha herdado aquela casa dos seus avós, o que explicava o fato de ela atualmente morar em um lugar que parecia ser habitado majoritariamente por idosos; o que, inclusive, ajudava na imagem de bairro familiar e pacífico que eu tinha dali. Eu gostava daquele lugar, o suficiente para achar agradável até mesmo o caminho que eu precisava percorrer até a casa de Minyoung.
E eu mal podia esperar para empacotar todas as minhas coisas e me mudar para lá.
Céus, aquilo era mesmo real? Toda vez que eu pensava que, muito em breve, estaria dividindo aquela casinha tão aconchegante com a mulher da minha vida, eu podia sentir a minha figura derretendo pelo asfalto feito manteiga mole. Sendo sincero, quando eu pedi para que ela não fosse mais embora do meu apartamento depois de passar uma semana inteira cuidando de mim, eu não esperava que Minyoung fosse aceitar a minha proposta. No fundo, eu sabia que sentiria muito a falta dela e, principalmente, do modo como ela parecia colorir de um jeito único aquele apartamento enorme e um tanto solitário, então eu só quis colocar para fora o que estava sentindo naquele momento... E ela não aceitou, de fato, a minha proposta, mas eu jamais imaginaria que a minha ideia ingênua resultaria na minha mudança para a sua casa no final de semana seguinte. Àquela altura do campeonato, mesmo que ainda fosse madrugada de segunda para terça-feira, eu já estava com grande parte das minhas malas prontas e dos móveis que eu levaria comigo embalados — a minha geladeira inox inclusa, já que Minyoung dissera que eu só entraria na casa se estivesse acompanhado da mesma.
Talvez ela estivesse mais animada pela chegada da geladeira do que pela minha, mas vamos supor que isso seja só coisa da minha cabeça.
Mas, falando sério aqui, vocês já tiveram a oportunidade de acordar todos os dias ao lado do ser mais precioso desse universo e que, de bônus, faz também o melhor café da manhã do mundo? Porque assim, eu sinceramente fecharia os meus olhos e daria quantas geladeiras de quantos materiais diferentes aquela mulher me pedisse apenas para continuar tendo essa chance.
Sim, eu sou um idiota apaixonado, mas pelo menos estou feliz. O julgamento é livre, eu permito.
E falando na Min Min, já era início da madrugada quando eu estacionei o meu carro de frente para o seu portão social. Eu ainda estava meio atordoado por causa da discussão com o meu tio e, por isso, acabei não me atentando para a hora antes e muito menos em avisá-la que estava vindo para cá, o que pesou na minha consciência por um momento. E se ela já estivesse dormindo? Pela hora, era de se esperar que ela estivesse descansando depois do dia cheio que nós tivemos... Seria um pecado capital acordá-la agora só porque eu precisava de consolo, certo? Porém, ao mesmo, eu já tinha chegado até ali...
Droga, o que diabos eu deveria fazer?
De repente, me arrancando da minha batalha interna, duas batidas no vidro ao meu lado do carro me fizeram pular de susto. Do outro lado do vidro escurecido, estava a figura um tanto distorcida de uma Minyoung com os cabelos presos para cima, uma tiara branca de pelúcia e um conjunto de moletom acinzentado que parecia ser, no mínimo, uns dois números maiores do que o dela. A Shin também tinha o cenho franzido e parecia levemente preocupada, provavelmente por me encontrar parado na sua porta àquela hora da noite.
Céus, ela estava tão linda.
Pendendo a cabeça para o lado, ela se inclinou na direção do meu vidro ao ponto de quase encostar a testa no mesmo; provavelmente atrapalhada pelo insulfilm escuro do veículo, ela devia estar tentando enxergar se eu estava mesmo lá dentro ou não. Aproveitando a chance, eu fiz o mesmo e, quando finalmente desci o vidro, nossos rostos se encontraram a pouquíssimos centímetros de distância um do outro, o que automaticamente colocou um sorriso no meu rosto — o primeiro em algumas longas e recentes horas de estresse. Min Min se assustou, porém, quando percebeu que era realmente eu que estava ali, não chegou a se dar ao trabalho de afastar o rosto do meu.
Ela tinha cheiro de baunilha, um dos seus detalhes que eu mais adorava.
— Eu não achei que você fosse mesmo vir hoje. — foi a primeira coisa que ela comentou, o que me fez franzir o cenho sem entender. Ao se deparar com a minha confusão, ela exibiu um sorriso de canto travesso. — Hoje é segunda-feira, Hannie.
Sinceramente, aquela mulher tinha poder suficiente sobre mim para me deixar confuso ao ponto de eu não saber se o meu coração parecia prestes a explodir por ouvir o meu apelido saindo da sua boca daquele jeito ou, no caso, pelo lembrete de que hoje era o meu dia de pet.
Eu não acredito que o maldito do Yoon Byungho tinha me feito esquecer do evento mais importante da minha semana. Sorri de canto e fingi tranquilidade.
— Até parece que eu não viria. — soltei a mentirinha do bem com a cara mais lavada do mundo. — Afinal de contas, essa é a minha última semana como seu animal de estimação, não é mesmo?
Foi a vez dela de franzir o cenho, o que magicamente a deixava ainda mais fofa.
— Como assim?
Um minuto de atenção para um detalhe que vale a pena ser ressaltado: nós ainda estávamos exatamente na mesma posição, a ponta do meu nariz quase encostando na do dela, como se nada mais importasse ao nosso redor ou como se estivéssemos só nós dois no meio de uma ilha deserta.
— A partir da semana que vem, eu estarei aqui todo dia. E não mais como o seu pet. — respondi e, automaticamente, alarguei o meu sorriso. — Mas sim como o seu namorado.
Diabéticos por favor se retirem da sala, pois as doses de insulina acabaram de aumentar drasticamente por aqui. E não, eu não tenho sequer um único pingo de vergonha na cara de dizer isso.
E Minyoung claramente não tinha vergonha de escutar, já que o seu sorriso havia aumentado descaradamente ao ouvir aquilo.
— Nós vamos ficar aqui fora a noite inteira mesmo? — ela questionou de forma travessa, porém já um tanto impaciente.
— Bem, a dona da casa não me convidou para entrar. — resmunguei, o que a fez rir.
De repente e de uma forma um tanto abrupta, Minyoung se endireitou num pulo.
— Bem lembrado! — exclamou um tanto animada. — Espere aqui.
— O que?
— É sério, Yoon Jeonghan. — reforçou e ergueu um indicador na minha direção, me deixando ainda mais confuso. — Não saia daqui.
Surpreso e um tanto assustado pela sua mudança tão repentina, eu obedeci a sua ordem enquanto a via voltar apressada para dentro de casa. No meio do caminho, deixou uma sacola de lixo sobre uma pilha de outas sacolas que logo mais seria recolhida pelo serviço de coleta, o que finalmente me fez entender o que ela estava fazendo do lado de fora de casa àquela hora da noite: muito provavelmente, tinha ido colocar o lixo para fora quando se deparou com o meu carro morbidamente estacionado no seu portão.
De repente, Minyoung voltou na mesma velocidade com a qual tinha sumido. Com um sorriso largo estampado no rosto, ela parou ao lado do carro novamente.
— Estenda a mão. — pediu e eu o fiz, colocando a mão direita para fora do carro pela janela aberta. Na palma da mesma, ela depositou um objeto que eu de primeira não pude ver, mas que parecia ser feito de um metal frio. — Pronto, agora você não precisa mais de convite.
Quando ela se afastou, eu abri a minha mão e encontrei calmamente depositada sobre a mesma um molho com três chaves reluzentes, aparentemente por serem novas, todas ligadas a um pequeno chaveiro metálico no formato de um gato.
— Isso é o que eu estou pensando que é? — questionei, pego completamente de surpresa.
De forma um tanto despreocupada, Min Min balançou a cabeça positivamente.
— Uma chave do portão, uma da porta da frente e outra da porta dos fundos. — disse. — Agora você não precisa mais ficar plantado aqui na frente no meio da noite se perguntando se deveria ou não me chamar.
Eu estava... sem reação. Fitei o pequeno molho de chaves na minha mão, aparentemente tímido e inocente, mas que tinha um significado capaz de me quebrar em meia dúzia de pedacinhos diferentes — no bom sentido, claro. Ainda em silêncio, eu abri a porta do carro e saltei do mesmo enquanto Minyoung me observava, precisando dar um passo para trás para que eu pudesse me colocar de pé diante de si.
— Eu sei que nós estamos em uma via pública e bem no meio da sua vizinhança, mas... — pausei e, finalmente, consegui fitá-la nos olhos. Havia um poste bem do nosso lado e, iluminadas pelo mesmo, as suas írises brilhavam. — Eu realmente queria beijá-la agora até você entender o quão feliz você me faz, Shin Minyoung.
Por um breve momento e nitidamente pega de surpresa, Min Min não soube como reagir à minha fala, chegando a arregalar os olhos da forma mais adorável possível. Contudo, logo em seguida, ela exibiu um sorriso de canto e deu um par de passos na minha direção.
— Uma curiosidade sobre a minha vizinhança: eu vivo cercada por simpáticos casais de idosos. — sussurrou, o que obviamente já mexeu com os meus neurônios. — A essa hora da madrugada, eles provavelmente já estão no décimo sono.
Engoli o seco.
— Então... — murmurei de volta, mas não consegui terminar de falar.
Com um sorriso travesso no rosto, Minyoung me puxou pela gravata e, sem nenhuma cerimônia, selou os nossos lábios no beijo pelo qual eu tanto ansiava. Ela me fazia perder o fôlego num piscar de olhos, porém, ao mesmo tempo, provocava em mim o melhor dos sentimentos: uma felicidade que mal cabia no meu peito. Shin Minyoung era o meu porto seguro, a única pessoa capaz de me acalmar daquele jeito enquanto me deixava igualmente eufórico. Finalmente, pelo menos desde a morte do meu pai, eu tinha um abraço para onde correr mesmo que o mundo inteiro desmoronasse ao meu redor — porque eu sabia que ela sempre estaria lá por mim não importava o que acontecesse, assim como eu faria o possível e o impossível para estar lá por ela também. Porque tudo o que eu tinha a lhe oferecer ainda parecia pouco ao lado do que aquela mulher realmente merecia, porém, eu estava disposto a fazer o que fosse preciso para fazê-la feliz exatamente como eu estava naquele momento.
Ah, como o amor nos deixa abobados...
Depois de um tempo bom demais para que eu estivesse cronometrando, Min Min finalmente interrompeu o beijo em busca de um pouco de ar, algo que eu também fiz. Sendo sincero, eu não me lembrava de mais nada do que havia acontecido naquele dia, porque somente aquele momento nosso importava naquele momento. Sabotagens do meu tio, o comercial que havia ido pelo buraco, a reunião com os funcionários... Nem a presidência importava mais naquela hora.
— Eu amo você. — as palavras escaparam por entre os meus lábios em um sussurro que eu não havia autorizado, porém, mesmo surpreso comigo mesmo, eu não me arrependia de finalmente ter dito aquilo em voz alta. Com o rosto ainda muito próximo do meu, Minyoung arregalou os olhos. — Não se preocupe, você não precisa dizer de volta. Eu só queria expressar o quão feliz eu...
— Eu amo você. — ela me interrompeu com um sorriso largo e a voz confiante. Em seguida, acariciou o meu rosto de um jeito tão terno que os meus olhos automaticamente se fecharam ao seu toque. — Eu não sei exatamente quando você deixou de ser o meu chefe insuportável para ser o homem que eu amo, mas é isso que você é hoje. Eu amo você, Yoon Jeonghan.
Fitei-a.
— Eu realmente era tão péssimo chefe assim? — questionei em tom de brincadeira para aliviar um pouco o clima, porém, no fundo eu realmente me sentia culpado por ter feito Minyoung trabalhar tanto naqueles últimos três anos.
Em resposta, ela riu.
— Bem, você sempre me fez trabalhar por duas secretárias, mas... eu nunca reclamei. — disse. — Eu podia ter falado algo, certo? Eu achava que não o fazia por puro medo de perder o meu emprego, mas, no fundo, eu sabia que você jamais me demitiria por causa de uma simples reclamação. Sendo sincera, eu gosto do que eu faço, então eu não me importo em ter que fazê-lo um pouco mais do que as outras secretárias.
— Ainda assim, isso não está certo. — retruquei num resmungo. — Eu prometo que, a partir de hoje, eu só pedirei para que você faça o essencial e só lhe darei tarefas que realmente façam parte do seu trabalho.
— Como lavar o seu cabelo com o meu shampoo dia sim e dia não? — ela rebateu e riu, o que eu confesso que me deixou um pouco frustrado. Ao me ver assim, porém, Minyoung tocou carinhosamente a ponta do meu queixo e ergueu a minha cabeça para que eu pudesse voltar a fitá-la diretamente. — Eu acabei de dizer em voz alta, pela primeira vez, que eu amo você, Yoon Jeonghan. E, justamente por isso, eu pretendo fazer qualquer coisa para ajudá-lo, seja como o meu namorado ou como o futuro presidente da Price Entertainment.
Ao ouvir aquilo, eu senti como se estivesse segurando a respiração por muito tempo e, finalmente, pudesse voltar a respirar livremente de novo. Inclusive, eu estava prestes a apelidar aquele sentimento de “Efeito Shin Minyoung”.
Não poderia haver um nome melhor e mais preciso do que aquele.
— Você realmente acredita em mim, não é? — perguntei, sério. — Você realmente confia que eu posso me tornar o próximo presidente da Price?
Outro carinho reconfortante no meu rosto.
— Sim, eu acredito e confio em você. — ela respondeu de forma sensata e segura. — E eu não digo isso como a pessoa que acabou de se confessar para você, mas sim como uma secretária que esteve acompanhando de perto o seu trabalho e empenho nesses últimos três anos. Por isso, você pode enterrar tranquilamente essa insegurança e erguer a cabeça com confiança, pois você tem toda a capacidade necessária para ganhar essa eleição.
Eu não pude evitar que o meu peito se enchesse de orgulho naquele momento — inclusive de mim mesmo, por ter conquistado alguém como Minyoung para hoje poder ter o privilégio de tê-la ao meu lado — e que nos meus lábios brotasse um sorriso extremamente satisfeito ao ouvir as suas palavras.
Sério, de qual lote do céu essa mulher saiu?
— Eu estou com frio. — eu comentei casualmente, o que nitidamente a deixou um pouco confusa.
Ainda assim, Min Min deu de ombros e me fitou.
— Vamos entrar, então. Aqui fora realmente...
— Eu tenho uma ideia melhor. — eu a interrompi na cara dura e, dando um passo na sua direção, a puxei para um abraço.
Sem relutar, Minyoung apenas permitiu que eu lançasse os meus longos braços ao seu redor, conseguindo acolhe-la por completo com o meu corpo. Em silêncio, ela recostou a cabeça no meu peito e escorregou os seus braços em volta do meu tronco, retribuindo o abraço com um aperto bom demais para ser contestado. Honestamente, de todas as minhas falas, ações e até beijos, aquela ainda era a minha maneira favorita de expressar os meus sentimentos em relação a Min Min. Toda a minha gratidão, felicidade e confiança estavam bem ali, perfeitamente presentes no meio daquele abraço, e eu sabia que Minyoung conseguia senti-las na sua forma mais pura.
— Você tinha razão. — ela sussurrou contra o meu peito e, sinceramente, mesmo que eu não pudesse ver o seu rosto naquele momento, eu sabia que ela estava sorrindo. — Essa foi uma ideia muito melhor.
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