Meu CEO de estimação

15 A toupeira do CEO


— Bom dia, Min Min. — disse, com a voz rouca de quem tinha acabado de acordar.

Eu ainda estava surpresa, porém, o que Jeonghan fez em seguida terminou de fritar todos os meus neurônios restantes. Eu não tinha percebido, mas o seu braço direito estava atravessado debaixo de mim e eu só senti a presença do mesmo quando ele levou a sua mão até as minhas costas. Em seguida, o Yoon me puxou para mais perto de si, acabando com a pouca distância que havia entre nós.

Inclusive entre os nossos lábios.

Muitos de vocês não se surpreenderão com isso, dado o fato de que já ficou mais do que óbvio que a minha vida nos últimos anos tem sido basicamente sobre trabalhar e cair desmaiada na minha cama no fim do dia, mas eu tenho algo um tanto vergonhoso a confessar: de todos os meus vinte e cinco anos de vida, já deveria fazer mais de seis que eu não beijava ninguém. Nada chocante, eu sei, mas não deixa de ser algo de extrema importância nesse exato momento. Falando francamente, tirando um par de namoradinhos da minha pré-adolescência, eu nunca tinha beijado alguém de fato, com direito àquele negócio de língua e tudo.

E continuei sem beijar, seu bando de mentes poluídas. Na verdade, quando Jeonghan me puxou na sua direção, ainda sonolento, ele apenas selou nossos lábios numa espécie de selinho de bom dia, como se nós já fôssemos casados há uns dez anos. Pega completamente desprevenida, eu não soube o que fazer e apenas congelei naquela posição, sentindo os seus lábios mornos e secos — ele tinha acabado de acordar, então a última parte até que era compreensível — colados aos meus, imóveis. Céus, como ele poderia ter acabado de despertar de uma noite inteira de sono e, ainda assim, exalar todo aquele hálito fresco e com uma pitada de hortelã?

De repente, pensando nisso, eu finalmente consegui ouvir alguma coisa que não fosse as batidas descontroladamente rápidas do meu coração. Uma vozinha interior, talvez uma manifestação da consciência que eu aparentemente tinha perdido, sussurrou de forma sorrateira na minha mente “mas você é mortal, ShinMinyoung, e mortais acordam com bafo”, o que instintivamente fez com que eu me afastasse de Jeonghan. Digo, como diabos eu poderia estar beijando o meu próprio chefe, ainda mais com aquele mau hálito matinal? E sim, aquela foi a minha maior preocupação por um momento.

Porque a parte de beijar o próprio chefe por si só não era preocupante e catastrófica o suficiente.

Devido à minha atitude um tanto brusca, o Yoon abriu os olhos — ou metade deles, no caso — e me fitou, fazendo um bico emburrado logo em seguida.

— Você vai ser difícil de lidar até nos meus olhos? — perguntou, sonolento.

Sua voz saía embolada, mas nítida o suficiente para terminar de me confundir de vez. Eu estava dentro do sonho de Jeonghan? Nós estávamos sonhando juntos?

Por que raios ele me beijaria no seu sonho?

— Sonho? — eu indaguei. — Mas você não está sonhando...

Tudo bem, a minha última afirmação deveria ter deixado a minha boca de forma clara e alta, talvez até como uma repreensão, mas algo simplesmente a tinha feito sair em tom de pergunta. Porque, bem, eu era relativamente lerda e ainda estava confusa, para piorar.

O combo perfeito.

— É claro que eu estou sonhando, senão como... — a voz do Yoon foi desaparecendo aos poucos, até sumir de uma vez. De repente, ele arregalou os olhos de vez e sacudiu a cabeça, me fitando num misto de choque e negação da realidade. — Isso não é um sonho?!

— É claro que não! — eu finalmente exclamei, contagiada pelo seu nítido desespero e finalmente recobrando os meus sentidos.

A partir daí, foi uma tal de uma guerra de braços para um lado, mãos empurrando o outro para longe para o outro e, ainda, umas exclamações sem nenhum nexo no meio que, sinceramente, eu nem sei se vale a pena descrever aquele momento. No fim das contas, Jeonghan terminou sentado em uma ponta da cama, todo encolhido, e eu exatamente do mesmo jeito, porém na ponta oposta. Nós nos encaramos durante alguns segundos em completo silêncio, ambos constrangidos demais para emitir qualquer som. Digo, a culpa tinha sido basicamente dele por me puxar daquele jeito e colar os nossos lábios sem mais nem menos, mas eu ainda tinha acordado abraçada a ele do modo mais descarado possível e, bem... mesmo tendo se tratado apenas de um selinho relativamente rápido, o contato ainda mexeu comigo, de certa forma.

É isso que acontece quando você passa mais de seis anos sem encostar a sua boca em outra?

— Isso... — murmurou, atraindo a minha atenção. O seu cabelo, antes até que bem arrumado para quem estava dormindo, agora parecia um ninho disputado por duas famílias diferentes de passarinhos. — Não é mesmo um sonho?

— Não! — exclamei novamente, frustrada.

Frustrada pela insistência dele, claro.

— Desculpa. Céus, eu não sei o que deu em mim! — começou a dizer, praticamente atropelando as palavras. — Eu estava sonolento, tinha acabado de acordar... Nossa, me desculpe, de verdade. Talvez tenha sido involuntário, já que eu já estava sonhando com você e...

— O que? — eu o interrompi no mesmo instante que ouvi aquela informação e ele me fitou, franzindo o cenho. — Como assim você estava sonhando comigo?

De repente, Jeonghan finalmente se deu conta do que tinha me revelado e acabou levando uma mão para cobrir sua boca num ato instintivo.

— Eu não disse isso. — afirmou, nitidamente nervoso e com a voz abafada pela própria mão.

— Disse sim. — eu rebati, pela primeira vez me desfazendo da minha posição de autodefesa para me inclinar para frente, desconfiada. — Com o que exatamente você estava sonhando, Yoon Jeonghan?

Daquela vez, eu tinha o chamado pelo seu nome completo de propósito e não negaria isso. Sinceramente, ele não poderia simplesmente deixar escapar a informação de que tinha sonhado comigo daquele jeito e, em seguida, esperar que eu fosse apenas ignorar aquilo. Pois bem, já que o Yoon insistia tanto naquela nossa relação de bichinho de estimação e dono, ele que obedecesse aos meus comandos.

A menos que ele tivesse sonhado que estava me dando mais trabalho, aí ele podia guardar o seu sonho bem fundo dentro do baú mais bem trancado da sua imaginação.

— Eu preciso ir ao banheiro. — desviou completamente do assunto, já se levantando da cama do modo mais sonso possível, porém igualmente nervoso. — Não precisa se levantar! Eu sei onde é, então você pode ficar exatamente onde está, certo?

— Errado. — respondi no mesmo instante, me arrastando também para fora da cama e o encarando acusadoramente. — Com o que você estava sonhando, Yoon Jeonghan?

Jeonghan me fitou, nitidamente encurralado. Ele sabia que a única coisa capaz de o salvar naquele momento era se ele conseguisse sair dali correndo na velocidade da luz, caso contrário, o Yoon não seria capaz de deixar aquele quarto sem me contar a verdade. Pois bem, como se conseguisse ler a minha mente, sair correndo na velocidade da luz foi exatamente o que ele fez. Eu nem precisei piscar e, de repente, Jeonghan estava desaparecendo da minha frente feito um projeto coreano do Flash, deixando para trás apenas a essência do meu próprio shampoo conforme ele passou por mim correndo e, logo em seguida, sumiu porta do quarto afora. Eu, obviamente, demorei alguns bons segundos para processar a sua fuga, e foi justamente aquela desvantagem que me permitiu arrancar atrasada atrás do meu chefe, alcançando apenas a porta já trancada do banheiro.

Céus, ele corria mais rápido do que gato fugindo do banho.

Parei diante da porta, quase dando de cara na mesma devido a toda aquela correria. Não tinha outro jeito, eu conhecia Jeonghan bem o suficiente para saber que ele só sairia daquele banheiro quando o tempo limite para nós dois irmos trabalhar estivesse estourando — inclusive, era bem provável que ele me deixasse com apenas cinco minutos para tomar banho e me arrumar, aquele infeliz. De repente, eu me peguei rindo sozinha de toda aquela sua atitude fugitiva e assustada, como se ele tivesse acabado de ser flagrado cometendo um crime ou algo do tipo. Sendo sincera, eu até estava curiosa para saber com o que ele tinha sonhado, mas grande parte do modo como eu tinha o questionado era um teatro para vê-lo, pela primeira vez em todos aqueles anos, se sentindo pressionado contra a parede por minha causa; até porque, geralmente, era ele quem nitidamente se divertia me pressionando.

Sinceramente, eu tinha me divertido tanto assistindo o grande Yoon Jeonghan, negociador implacável e dono de uma lábia sorrateira que si só, correndo pela minha casa enquanto agia feito um gato assustado, que acabei me esquecendo do nosso beijo por um momento — se é que aquele selinho poderia ser chamado assim.

Mas também não me esqueci por completo. Inconscientemente, eu toquei meus lábios com as pontas dos meus dedos, me lembrando de que ali haviam estado os lábios do próprio Jeonghan há pouquíssimos minutos. Eu nunca tinha, de fato, parado para reparar nos mesmos, mas eles tinham me saído bem mais macios do que eu esperava — talvez fosse o resultado de todos os protetores e hidratantes labiais que o Yoon me fazia carregar na minha bolsa para que ele pudesse reaplicar de hora em hora, quem sabe. Além disso, o modo como ele tinha me puxado para mais perto de si, com a mão gentilmente repousada nas minhas costas, fez com que um arrepio momentâneo voltasse a percorrer o meu corpo.

— No que diabos você está pensando, Shin Minyoung? — sussurrei para mim mesma e, então, fitei a porta ainda fechada do banheiro. — É do seu chefe que nós estamos falando, ninguém mais ninguém menos que Yoon Jeonghan. Você só pode estar louca para pensar nessas coisas...

Sacudi a cabeça numa tentativa um tanto falha de voltar para a minha verdadeira realidade de proletária que precisava do seu emprego para sobreviver, ponto final. Em seguida, bufei, frustrada.

Talvez, depois de um café preto bem forte, aqueles pensamentos indevidos me deixassem em paz.

***

E adivinhem só: não deixaram.

Pois bem, um dia praticamente inteiro já havia se passado e, vez ou outra, eu ainda me pegava pensando no que tinha acontecido naquela manhã. Por algum motivo, a sensação de ter os lábios de Jeonghan pressionados contra os meus ainda permanecia ali, me rodeando, e hora ou outra conseguia me desconcentrar da minha dose de trabalho diária. Eu cheguei a queimar o café dele por pura falta de atenção e, infelizmente, tive que refazer a maldita xícara antes de levá-la para o meu chefe, caso contrário eu tenho certeza de que acabaria degolada ou algo do tipo.

Será mesmo?

Digo, a dúvida maior que me restara era o porquê diabos o Yoon teria me beijado. No começo, eu levei a sua explicação de ter acabado de sair de um sonho que me envolvia como algo até que aceitável, mas o clima entre nós dois nitidamente havia mudado. Depois de sair do meu banheiro já pronto para trabalhar, Jeonghan mal tinha me olhado nos olhos o dia inteiro e fizera a maioria das coisas sozinho, muito raramente solicitando a minha ajuda ou opinião em alguma coisa. Da última (e também primeira) vez que isso tinha acontecido, fora porque ele tinha ficado emburrado com a minha mentira sobre ser destra, o que eu não demorei a notar naquele dia, mas algo parecia extremamente diferente nessa vez. Ele não fazia cara feia, até porque, eu mal tinha conseguido ver o seu rosto ao longo do dia, e o seu silêncio não era nenhuma forma de pirraça ou revolta. Estaria ele... tímido?

Pois bem, se vergonha era o caso, eu admito que também não estava muito diferente para o meu lado. Aquele selinho foi um acidente, algo rápido e que até já deveria ter caído em esquecimento, mas... não tinha. Inferno, como eu ainda poderia estar pensando naquilo? Eu esperava o que, que o meu chefe estivesse perdidamente apaixonado por mim? Que tivesse feito aquilo de propósito?

Deus me livre.

Pensando bem, em todos aqueles anos de trabalho, eu nunca tinha visto ou ouvido falar de nenhum relacionamento amoroso de Jeonghan. Não havia rumores sobre ele pelos corredores da empresa, e olha que todos os tipos de informações circulavam por aqueles corredores. Ele não era uma pessoa exatamente obcecada por trabalho e gostava de se divertir, então, aonde estariam as mulheres no meio disso tudo? No caso, eu já estava mais do que acostumada a ver os mais diversos tipos de mulheres caídas aos seus pés, mas, que eu soubesse, o Yoon nunca tinha dado atenção para nenhuma das mesmas. E convenhamos que ele não tinha como esconder um relacionamento de mim, dado o fato de que, se ele estivesse realmente cortejando alguém, seria eu a pessoa comprando presentes para a tal mulher e fazendo reservas nos restaurantes mais caros da cidade para impressioná-la. Digo, até à sua fatura do cartão de crédito eu tinha acesso e, pelo o que eu conseguia me lembrar, não havia nada suspeita nas compras relatadas na mesma.

— Será que... — eu murmurei para mim mesma, iniciando toda uma teoria dentro da minha própria cabeça.

E então, como se para completar o meu raciocínio, a figura de Jeonghan passou caminhando em frente ao meu cubículo acompanhada de Choi Seungcheol. O Diretor Choi vinha ao lado do Yoon e, despreocupadamente, tinha o braço esquerdo jogado por cima dos ombros do melhor amigo, envolvendo e prendendo os mesmos ao seu lado. Ele ria alto de alguma coisa e, quando me viu, não se deu ao trabalho de desfazer o sorriso.

— Secretária Shin, me faz um favor? — Seungcheol perguntou e, só então, eu me dei conta de que Jeonghan propositalmente olhava para a direção oposta ao do meu cubículo. Voltei o meu olhar para o Choi e balancei a cabeça positivamente. — Cancele todos os compromissos do Jeonghan para... as duas próximas horas? Sim, faça isso, por favor. Nós temos algo muito importante para discutir.

Dito isso, o Choi mal esperou que eu concordasse e saiu arrastando Jeonghan para dentro da sua sala. Pelo canto do olho, eu vi Seungcheol fechar as persianas de toda a vidraça que rodeava a sala do Yoon e, em seguida, os dois estavam completamente sozinhos e isolados lá dentro.

Será que...

O Diretor Choi e Jeonghan sempre tinham sido bons amigos e, sinceramente, a nítida intimidade entre os dois vez ou outra era motivo de murmurinhos pelos corredores da empresa. Ao meu ver, não havia nada demais na relação dos dois, mas... será mesmo? Era normal que amigos homens limpassem a boca suja de mostarda dos seus amigos, também homens, com as próprias mãos e depois lambessem as mesmas para limpá-las, certo? E também era perfeitamente compreensível que os dois vivessem grudados igual chiclete no cabelo de alguém, não era? E não havia nada de estranho em eu, certa vez, ter encontrado Seungcheol saindo só de toalha do banheiro do apartamento de Jeonghan quando tive que passar lá para deixar uns documentos e...

Céus, YoonJeonghan era gay!

Como eu nunca tinha percebido isso antes? Era óbvio! Ele era rico, bonito, inteligente e simplesmente solteiro no auge dos seus vinte e cinco anos. Não, a Coreia jamais permitiria algo assim — a menos que ele estivesse vivendo um relacionamento secreto e proibido com o seu melhor amigo, claro.

— É claro... — eu sussurrei para mim mesma, em completo choque.

Involuntariamente, meus olhos se voltaram para as persianas fechadas da sala de Jeonghan. Choi Seunghceol tinha me pedido para cancelar todos os compromissos do meu chefe dentro das próximas duas horas e, me lembrando disso, eu automaticamente comecei a imaginar o que eles estariam fazendo dentro daquela sala durante duas longas horas.

Sacudi a cabeça para espantar aqueles pensamentos, sentindo um arrepio percorrer toda a minha espinha. Durante toda a minha vivência como secretária da Price, eu tinha sido uma excelente e discreta funcionária, jamais tinha me espreitado por aí para ouvir conversas alheias ou perguntado demais a quem não deveria, contudo, daquela vez específica, eu simplesmente não conseguia me segurar. Assim, tão sorrateira quanto o James Bond nos seus filmes de espionagem, eu me levantei da minha cadeira e comecei a caminhar na direção da sala de Jeonghan a passos silenciosos e cautelosos. Na verdade, a distância que separava o seu escritório do meu cubículo era extremamente curta e por isso, poucos passos depois, eu já estava com o ouvido vergonhosamente colado na parede de vidro.

Pelos céus, que papelão! Necessário, porém um papelão.

O vidro abafava alguns sons, contudo, eu ainda conseguia ouvir as vozes dos dois e distingui-las uma da outra.

— Jeonghan–ah, está muito apertado! — a voz de Seungcheol reclamando foi a primeira coisa que eu consegui ouvir.

— Não está apertado, a abertura que é pequena. — Jeonghan rebateu. — E a sua cabeça também é enorme, não é?

Apertado. Abertura pequena. Cabeça grande.

Não pode ser...

— Eu acho que consigo alargar. — o Choi rebateu e, por algum motivo, a sua voz começava a soar rouca e um tanto falha. — Pare de mexer! Se eu enfiar dois dedos aqui, acho que consigo...

— Yoon Jeonghan!

De repente, os dois foram brutalmente interrompidos por uma voz feminina extremamente surpresa e... Espera aí, o que diabos eu estou fazendo dentro da sala de Jeonghan?

Então aquela era a minha voz?!

Quando me dei por mim, eu já tinha aberto de supetão a porta do escritório de Jeonghan e, ainda com a mão na maçaneta da mesma e petrificada na soleira da porta, eu encarei os dois amigos de pé no meio da sala. O Yoon estava diante de Seungcheol que, pelo o que a minha visão me permitia entender, parecia estar sendo estrangulado por uma gravata vermelha extremamente apertada ao redor do seu pescoço. Jeonghan, na verdade, estava com as mãos na tal gravata e o Diretor Choi tinha dois dos seus dedos da mão direita enfiados entre o seu próprio pescoço e a gravata, como se estivesse lutando para que a mesma cedesse um pouco.

Então era isso que eles estavam tentando alargar?

— O que significa isso? — Jeonghan perguntou, surpreso, enquanto os dois me direcionavam olhares extremamente confusos.

Agora eu quero ver você sair dessa, Shin Minyoung! Sinceramente, se eu fosse o meu próprio anjo da guarda, eu mesma já teria me abandonado há muito tempo.

— É que... — engoli em seco praticamente escravizando a minha própria mente, essa maldita curiosa, a inventar uma desculpa minimamente fantástica para aquela cena que eu tinha acabado de protagonizar. — É uma... emergência...

— Aconteceu alguma coisa? — Jeonghan perguntou parecendo preocupado. Automaticamente, ele largou a tal gravata pendurada no pescoço de Seungcheol e veio até mim, sério. — Você não está com uma cara muito boa. É o seu pulso? Está doendo?

— Sim! — eu exclamei bem mais alto do que o necessário, me obrigando a me conter logo em seguida. Céus, então é assim que se respira? Eu já estava começando a esquecer... — Quer dizer, eu comecei a sentir algumas dores agora há pouco e gostaria de pedir para sair mais cedo para dar uma passada no médico. Não deve ser nada demais, mas...

— Vamos, eu levo você. — ele me interrompeu e, do bolso dianteiro da calça social cinza, já começou a puxar as chaves do carro.

— Não precisa! — pelo amor dos céus, ShinMinyoung, pare de gritar! — Vocês parecem ocupados, eu não quero atrapalhar.

— Ocupados? Eu é que agradeço por você me tirar daqui. — o Yoon respondeu propositalmente alto, para o Choi ouvisse a sua reclamação. Em resposta, o diretor de marketing enforcado pela gravata vermelha apenas deu de ombros, o que fez com que Jeonghan se voltasse para mim novamente, se aproximando e abaixando o tom de voz. — Além disso, você se esqueceu de quem fez isso com você? Levá-la ao hospital é o mínimo que eu posso fazer.

Engoli em seco, fitando Jeonghan com os olhos arregalados. Sinceramente, naquele momento, eu estava me sentindo uma verdadeira toupeira: quando achei que tinha saído de um buraco, acabei caindo em outro.

Notas finais
E então, o que acharam? Espero que tenham se divertido com esse capítulo tanto quanto eu me divertir o escrevendo kkkkkkkkk. Até a próxima ♥