Meu Bad Boy
40 Motivos
Notas iniciais

#Leon
Violetta havia me pego de surpresa, eu estava com um discurso elaborado na minha mente para conseguir que ela voltasse comigo, e com algumas palavras que saíram da boca dela, palavras de como andava reflexionando sobre tudo o que vivemos, eu simplesmente esqueci tudo o que tinha pensado, todas as palavras, os olhares, expressões convincentes e até mesmo como a beijaria. Tá eu exagerei um pouco nessa parte do beijo, mas é que depois de um depoimento desses não tem como não se chocar, não tem como aquelas palavras entrarem por um ouvido e saírem pelo outro.
Pensando bem ela tem razão em tudo o que reflexionou, sobre as coisas acontecerem por um motivo, sobre como construímos nosso amor da forma mais pura e verdadeira, pois em momento algum um de nós forçou a situação, talvez eu tenha a influenciado um pouco no inicio, mas depois não teve nada que fosse falso.
Então eu me pergunto:
“Cadê o motivo por eu ter agido com tanta irresponsabilidade no inicio do ano?”
“Cadê o motivo pelo qual eu a fiz chorar?”
“Cadê o motivo por termos nos separado e nos magoado tanto?”
Porque nada disso serviu pra alguma coisa até agora, nada disso facilitou nossa convivência e reconciliação, que eu nem sei se esta completa.
Uma mão pousa sobre a lateral do meu braço e eu acordo pra vida, me viro e encontro a figura de Violetta me olhando confusa e preocupada.
TINI – Está tudo bem com você? Foi alguma coisa que eu disse, porque se foi... – eu balanceia a cabeça negativamente e segurei sua mão.
Nós dois direcionamos nossos olhares para nossas mãos um pouco desconfortáveis eu acho, não pelo ato, mas porque não nos sentimos mais tão a vontade quanto antes e isso causa estranhamento.
Eu a guiei até o gramado onde nos sentamos e permanecemos em silencio por alguns instantes, pois nenhum dos dois tinha ou sabia algo pra dizer.
TINI – Olha, se foi algo que eu disse, em nenhum momento eu tive a intenção de te ofender ou algo do tipo. – quebrou o silencio se mostrando apreensiva.
LEON – Não tem nada a ver, você não me ofendeu. – expliquei calmo para tentar tirar a tensão.
TINI – Então qual é? Por que “precisa tomar um ar”? – perguntou desconfiada fazendo gestos com as mãos.
LEON – Eu só estava pensando sobre o que você me disse. – respondi olhando para baixo. Vai Leon, não banca o garoto inseguro agora, esse não é você! – E tem razão, tudo acontece por um motivo, bom, pelo menos quase tudo...
TINI – Quase? Por que quase? – perguntou chegando mais perto e me olhando fixamente, ela vasculhava meu olhar como se procurasse uma resposta neles, tentava entrar dentro da minha alma e retirar todos os segredos que ali existiam. Pare Violetta! Assim você me deixa nervoso.
Me afastei um pouco e deitei na grama para disfarçar minha completa falta de jeito e intimidamento diante daqueles olhos castanhos.
LEON – Fiquei procurando motivos para algumas coisas que aconteceram e não encontrei. – a olhei agora de um ângulo inferior e ela estava com um semblante mais calmo do que antes. Ajeitou sua saia e se deitou ao meu lado virando para mim.
TINI – Talvez ainda não tenha dado tempo para entender o motivo. – falou pacifica sorrindo e passou a mão para tirar os fios de cabelo que caiam sobre seu rosto. – Veja pelo exemplo de nossa história, eu só percebi isso agora pouco, demorou um bom tempo para essas coisas fazerem sentido.
A mirei indiscretamente, seu ar inocente ainda existia, toda aquela cena de garota renovada era só fachada, e eu sabia desde o dia em que começaram as aulas que ela escondia algo, e agora sei que estava se escondendo atrás de uma barreira como forma de proteção.
#Camila
Eu e Máxi fomos “abraçados” para o meio do salão onde começamos a zoar os casais apaixonados que ficavam de “melação” ao nosso redor. Alguns se beijavam, ou melhor se comiam ali mesmo, acho que o mundo precisa de pessoas com semancol, assim como eu e o Máxi, ta bom só como ele, pois eu não tenho muito.
MAXI – Cami, porque não dançamos?! – perguntou se soltando.
CAMI – Sei lá, não quero humilhar esses pobres coitados! – disse me fazendo de metida e ele pegou em minha mão.
MAXI – Vem, só tente não se soltar muito, assim não irá humilhar ninguém! – me puxou para perto de si entrando na minha onda.
Segurou em minha cintura e eu apoiei as mãos sobre seus ombros, começando uma dança lenta com pequenos passos curtos e discretos. Escutava a voz da Ludmila e do Federico que se combinavam perfeitamente, os olhei de relance e tive a visão de um casal apaixonado, um amor verdadeiro e isso ninguém pode negar, afinal eles são populares e auto o suficiente para não precisar de mais ninguém, o Fê é um artista do Y-Umix cheio de garotas atrás dele e escolheu justo a insuportável da Tarântula. A Ludmila também tem vários pretendentes, pois é bonita, tem talento, e muitos caras gostam das metidas, pelo menos na minha escola. Então não tem motivo pra ela estar com o Fê, que eu não acho tão bonito assim, sem ser o amor.
MAXI – Ele tá encarando... – murmurou baixo.
CAMI – Ele? Quem? – perguntei olhando ao redor pra encontrar o ser de quem Maxi falava, e quem mais poderia ser além de Broduey? Era ele mesmo. – Ignora. – ordenei tranquila.
MAXI – Olha Cami, acho que ele está bravo, da pra ver... – afirmou receoso.
CAMI – Não sei que direito ele tem de ficar nos encarando desse jeito! – ainda com as mãos nos ombros de Maxi o virei de costas para Broduey e mandei um olhar frio e sério para ele, como quem diz “Não tem nada aqui pra você!”.
MAXI – Aposto que está com ciúmes! Afinal ultimamente estamos mais juntos que o normal. – revelou sua opinião incomodado com a situação. – Mas ele não tem nenhum motivo concreto para ficar ciúmes! – completou seu pensamento e nessa hora me veio algo em mente, uma daquelas maluquices que de vez em quando me da na telha, e agora me parece uma excelente ideia, mais que genial.
CAMI – Se Broduey quer motivos para ficar com ciúmes, vamos dar a ele! – afirmei decidida em forma de sussurro próxima à orelha de Maxi, o mesmo me olhou com cara de interrogação até eu aproximar rapidamente nossos rostos e juntar nossos lábios em um beijo intenso. O melhor de tudo é que em nenhum momento ele hesitou, muito pelo contrário, assim que realizei o ato Maxi pressionou meu corpo contra o dele, dessa forma aprofundando o beijo que a cada segundo se tornava mais prazeroso. Tinha até esquecido o motivo pelo qual o havia feito, abri meus olhos lentamente sem parar o que estava fazendo e encarei Broduey em forma de provocação, ele estava estático, parecia haver um misto de sentimentos como asco, raiva, indignação, rancor e melancolia. Mas quer saber, eu não estava nem aí, fechei meus olhos novamente e continuei desfrutando daquele beijo interminável, que agora se fazia mais lento, calmo, menos invasivo e intenso, pousei minhas mãos sobre o tórax de Maxi que estava coberto, mas mesmo assim era notável a musculatura rígida sob o tecido, esse ato fez meu coração acelerar e a vontade de ficar ali o resto da minha vida crescia de um jeito incontrolável.
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