Meu Bad Boy
27 Almoço
Notas iniciais
FRAN – Te digo a verdade porque é meu amigo, mas não quero que isso saia daqui. – ele assentiu. – Eu não queria terminar, mas quando me dei conta já estava feito, e ele realmente me surpreendeu com a forma que falava, a impaciência e desgosto notáveis em seu rosto, esse não é o garoto por quem me apaixonei Maxi, e se for assim, eu prefiro continuar como estou. – a surpresa no rosto de ambos foi notável e imediata, até eu fiquei um pouco estática pelo meu autocontrole e clareza. Estou disposta a viver feliz e em paz, seja com Marco ou sem!

#Leon
Trombei com Violetta na rua quando estava voltando da padaria, eu tomei café fora porque minha mãe e meu pai trabalharam até tarde, então os dois estavam dormindo, como não tinha nada na geladeira decidi tomar café da manhã em uma padaria, seria mais prático e não dou trabalho a ninguém. Violetta estava linda como sempre, uma roupa que continha a essência de seu estilo e os cabelos soltos ao vento. Também estava irritada, eu entendo que ela esteja brava comigo, mas não pode ficar falando que sou eu que a passei pra trás, porque é ela que já esta em outra, mesmo que eles sejam só amigos, eu conheço o tipinho do Diego, se finge de bonzinho até conquistar o coração da princesa, já fez isso antes e está fazendo de novo, só que ela não vê, e se vê não admite.
Entrei em casa e peguei minha guitarra, tenho que me distrair um pouco, logo me veio à mente a melodia de It Was Always You do Marron 5:
(Tradução)
“Não vou mais falar quem,
Vejo que agora eu sei que sempre foi você, sempre foi você
Todos os meus desejos ocultos finalmente revigoram
Não, nunca te disse mentiras, então vou começar essa noite”
Isso soa pra mim como uma trilha sonora do que estou passando, uma sensação de culpa, algo que me corrói por dentro, porém não danifica o exterior, é como se eu estivesse usando uma máscara que cobrisse as feridas que estão abertas, feridas que eu mesmo fiz!
Vou correr, talvez assim me sinta melhor!
#Camila
MAXI – Francesca, eu não estou entendendo, você não quer mais ficar com o Marco? – ele falou desapontado e confuso para Francesca que se mantinha séria.
FRAN – Não é isso, eu gosto muito do Marco, mas não quero continuar brigando. – Fran abaixou o tom nos mostrando o quanto estava sendo dolorosa aquela conversa.
CAMI – É... acho melhor pararmos por aqui, não é?! – disse olhando para Máxi. – Depois Marco e Fran se acertam, já nos metemos muito. – falei puxando Máxi e me apoiando nele.
FRAN – Obrigada gente, sério, muito obrigada pela preocupação, mas a Cami tem razão, depois eu e ele nos acertamos, sem pressa.
CAMI – Agora, é melhor o Maxi ir embora, pois vamos comer e nos arrumar para a festa! – disse entusiasmada me levantando e o puxando novamente, o acompanhei até a porta quase o expulsando, ele teve que gritar tchau para a Fran, pois não dei tempo para se despedirem. Voltei e ela forçava um sorriso de agradecimento, me sentei ao seu lado colocando a mão sobre seu ombro. – Vamos amiga, ânimo, eu prometo que irá se divertir. – ela me abraçou com carinho e permanecemos assim por alguns segundos.
Fui até a cozinha e disse para os pais de Fran que hoje a comida seria por minha conta, já que adoro cozinhar, vou usar isso para alegrar essa italianinha deprimida. A cozinha para mim é uma terapia, eu e Francesca vamos preparar uma torta. Eu a arrastei até a cozinha comigo, me encarreguei de cortar as cebolas em fatias bem fininhas enquanto ela cortava o queijo cremoso em cubos. Pedi para que quebrasse três avos, mas como a Francesca é fresca, disse que não queria ficar com cheiro de ovo na mão.
CAMI – Então gratine as cebolas na frigideira com um fio de azeite e três colheres de açúcar até elas ficarem bem douradinhas, enquanto eu quebro e mexo os ovos. – estava fazendo minha tarefa, olho pra Fran e ela coloca o açúcar com uma vontade que eu vou te contar viu! – Francesca, faz direito ou vai ficar ruim, são três colheres de açúcar, não de desanimo! – ela só me olhou de um jeito mortal, mas é verdade, se eu não comer bem serão duas de mau humor.
FRAN – Acho que já ta bom... – eu olhei e realmente estava pronto. Misturamos todos os ingredientes e nos sujamos todas, foi a única coisa que a fez sorrir hoje, logo colocamos essa mistura em um recipiente forrado com massa de torta e levamos ao forno para esperar ficar pronto!
Passados trinta minutos tiramos a torta já pronta e acompanhamos o prato com uma salada verde com tomates e abacate, e para beber um suco de limão.
CAMI – E então, o que achou da minha receita? – puxei assunto tentando quebrar o silencio. Ela estava comendo tão desesperada que parecia nem ouvir. Me segurei pra não rir.
FRAN – É... – disse de boca cheia. – Muito boa, depois você anota pra mim! – falou sem tirar os olhos do prato, o que me fez gargalhar, em menos de milésimos nós duas estávamos no meio de um ataque de risos.
#Ludmila
Violetta estava demorando muito para voltar, acho que aquela anta se perdeu aqui em casa. Fui à busca da garota por partes obvias que ela deveria decorar, me deparei com tudo muito bem feito, do jeitinho que eu queria, como essa menina me irrita, ela consegue deixar tudo perfeito, até na minha festa que eu achei que ela só tinha vindo para arruinar, mas a verdade é que sem ela eu não teria conseguido, o que me dá raiva, porque é como se eu estivesse me rendendo, como se fosse dependente de sua ajuda para obter sucesso, ai que ódio! Cadê ela?! Escutei o barulho de uma porta batendo, andei em passos firmes e ligeiros até o local originário, quando a vi ela estava com uma cara assustada como se acabasse de ser pega em um ato criminal, isso me causou um calafrio, o que essa garota fez?
LUDMILA – O que você tá fazendo aqui? – perguntei impaciente.
VIOLETTA – Eu... estava... – ela falava olhando pros lados, como alguém que procura uma desculpa. – Procurando o banheiro, achei que era aqui, mas vi que não e acabei batendo a porta com força. Me desculpe pelo barulho... – Ok, não era isso que esperava, mas sei que ela se desespera por qualquer coisa, então até que faz sentido, mas vou ficar de olho.
LUDMILA – Minha mãe disse que era pra você ficar o dia todo aqui, então vamos ter que almoçar juntas e agora, porque tenho muitas coisas para fazer depois. – virei e saí andando esperando ser seguida pela loser.
Nós comemos salada de verdura, legumes e frango desfiado, o que me deixaria com fome depois, mas eu não quero entalar no vestido, então é jejum até a hora da festa!
Ao terminar de comer fui até a sala de estar onde me esperava a manicure e pedicura (sim se escreve assim em português), eu simplesmente me sentei como uma Lady enquanto as especialistas faziam seu trabalho, observei que Violetta estava sentada em outra poltrona olhando pro nada, ou seja entediada. Tenho que reconhecer que nenhuma de nós duas gosta da outra, eu sei que ela também está sendo obrigada a ficar aqui pelo German , então não é literalmente culpa dela e acho melhor acabar ou pelo menos aliviar a tortura.
LUDMILA – Enquanto estou aqui ficando mais linda do que já sou, porque não vai assistir alguma coisa na sala de TV. – ela me olhou surpresa e até um pouco duvidosa, mas eu fiz um sinal com a cabeça amigável que a fez acreditar no meu ato bondoso.
Agora, se ela vai ficar aqui até a hora da festa, não vai se arrumar e vai ficar parecendo uma mendiga! Nas festas de Ludmila Ferro só entra gente digna!
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