Meu Anjo de Natal
1 Único Capítulo
Notas iniciais
Eu fiz essa One de natal inspirado nos filmes dos anos 90 e no filme "Mulher Nota 1000" dos anos 80, onde adolescentes criavam uma garota dos sonhos no computador.
Boa leitura!
25 de dezembro de 1999
Eu estava sozinho em casa. Minhas duas mães, sim, eu tenho duas mães, Mia e Gia, enfim, haviam decorado a casa para o natal e estavam preparando uma ceia de natal para nós. Nós três sempre celebramos o natal juntos, mas nesse natal, eu queria passar com alguém que fosse especial para mim. Afinal, meus amigos, os poucos que eu tinha, estavam celebrando a data com suas famílias.
Meu nome é Shane, tenho 26 anos. Eu fui adotado aos 17 anos, quando minha mãe Mia, tinha 22 anos, na época ela era casada com um homem, meu pai, mas ele não me reconheceu no cartório. Então depois disso, Mia começou a cuidar de mim, já que meu pai biológico resolveu deixá-la e a mim.
E desde então eu estou solteiro, por isso gostaria de ter alguém para passar o natal comigo.
Então eu estava de pijama no meu quarto, olhando para o céu estrelado, refletindo muito, quando ouvi batidas na porta do meu quarto.
"Pode entrar", eu disse.
Ouvi o som da porta se abrindo, e então voltei-me para a porta. Era uma das minhas mães, Mia.
Mia tem 30 anos, seus cabelos pretos estavam presos com uma presilha, ela vestia uma blusa rosa aberta com uma camiseta branca por baixo, e vestia uma calça de pijama da mesma cor da blusa com cabeças de coelhinhos brancos e fofos estampados. Ela estava calçando suas pantufas brancas.
"Shane", Mia me chamou "O que você está fazendo?"
"Nada. Eu estava apenas refletindo sobre o natal...", retruquei. "Eu gosto de passar o natal com minhas duas mães, mas...esse natal...eu queria passar com alguém especial."
"Shane...", Mia suspirou.
"Mia, eu amo muito vocês duas, mas...eu me sinto meio sozinho.", confessei.
Mia veio até mim e me abraçou bem apertado.
E então nos afastamos.
"Sabe, talvez um dia você encontre esse alguém...", Mia falou esperançosa.
"Eu sei, Mia. Mas...esse natal é único para mim, e eu gostaria de encontrar alguém que passasse o natal comigo.", eu relutei.
"Eu não sou boa em dar conselhos, mas...acho que talvez você devesse sair mais...eu e a Gia também amamos você, mas nós não queremos que você fique muito preso no "ninho".", Mia comentou.
"Bem, eu já sei o que eu vou pedir de natal, uma namorada...", rebati.
"Uma namorada de natal? Você não pode pedir uma coisa dessas", Mia me contestou.
"Mas eu me sinto sozinho!", me defendi.
"Eu sei, Shane...", Mia parou e começou a refletir.
"Talvez, a Gia possa me ajudar a conquistar uma garota, sei lá...", balbuciei.
"Eu não sei se a Gia pode ajudar...", Mia analisou.
"Mas, como é que vocês se conheceram?", eu rebati.
"Nós estávamos na balada, e nós transamos no banheiro, depois disso, eu acordei na casa da Gia. Eu estava numa ressaca braba, e eu acabei me apaixonando por ela, e nós resolvemos cuidar de você. No dia que eu estava na balada, você estava dormindo. Eu saí sozinha de casa. Depois disso nós nos casamos...", Mia me contou.
Fiquei sem reação, afinal, eu nunca me interessei em saber como as minhas mães se conheceram ou me tiveram. E foi só naquele momento que eu realmente fiquei curioso para ouvir a história toda.
Logo, sons de passos surgiram vindo da escada que levava para o andar de baixo, e então alguém entrou pela porta, que estava aberta.
Eu e Mia, nós viramos na direção dos sons e foi então que vimos Gia, minha outra mãe.
Gia tinha uns anos a mais que Mia, cabelos castanhos avermelhados, vestia uma camiseta preta com uma calça de pijama vermelha e calçava um par de chinelos de tiras pretas.
"O que vocês estão fazendo?", a mesma inquiriu.
"Oi, amor! Eu estava conversando com o Shane...ele disse que quer uma namorada de natal...e sugeriu que talvez você pudesse ajudar com isso...", Mia rebateu.
Gia começou a gargalhar.
"Ele quer o quê?", a mesma pareceu não acreditar.
"Ele quer uma garota de presente de natal.", Mia repetiu.
"Shane...você não pode pedir uma pessoa de presente de natal.", Gia disse a mesma coisa que Mia havia dito.
"Mia disse a mesma coisa...", comentei.
"É, não se pede uma pessoa de presente de natal", Mia frisou.
"Bem, talvez eu possa fazer a minha namorada de natal. Não deve ser difícil, digo, tem aquele manequim que você usou para moldar umas roupas que você tinha costurado como projeto de arte, não Gia?", eu lembrei.
"Sim, eu deixei lá no sótão, não tem mais utilidade, mas...não creio que você conseguirá montar uma namorada com um manequim.", Gia tirou sarro.
"Não vou montar exatamente uma namorada com um manequim, eu vou criar um robô a partir dele. Eu só preciso de umas peças, mas isso eu posso conseguir lá no porão também, nos entulhos.", comentei.
"Shane...você pretende mesmo criar uma máquina para suprir uma necessidade sua de se socializar? Nada substitui o relacionamento humano, os sentimentos humanos...digo, as pessoas podem ser cruéis as vezes, mas ter uma máquina substituindo um humano? Isso é irreal. E mesmo que você consiga o que quer, quais os riscos de isso dar errado?", Mia me deu um sermão.
"Mia está certa, Shane.", Gia assentiu.
"Tudo bem. Vocês não acreditam em mim? Verão quando eu conseguir a minha namorada. Eu vou rir da cara de vocês."
E então eu me retirei do quarto.
[...]
Fui de pijama até o sótão, acendi a luz no interruptor, e desci a escada.
Vasculhei o lugar inteiro a procura do manequim que Gia havia abandonado lá, ele estava no meio de umas caixas de papelão, parecia um manequim de loja. Continuei vasculhando a área e vi um velho computador desligado em um canto.
Então fui olhando nas caixas de papelão e havia umas coisas velhas, uma máquina de café bem velha, um liquidificador velho, um secador de cabelo que não funcionava mais, algumas revistas masculinas que eu havia escondido das minhas mães em algumas caixas de papelão. Algumas revistas de fofocas que deviam ser das minhas mães e as mesmas pareciam ter guardado no sótão ao invés de jogar fora.
Olhei para um outro canto do sótão e vi na parede um painel com várias ferramentas, como martelos, chave de fendas, grifos, etc. Fiquei impressionado.
Mas eu precisava me organizar. Resolvi deixar as caixas e o resto do entulho de lado e fui até o velho computador que estava desligado, e o liguei.
O sistema operacional começou a iniciar. Depois de algumas telas cheias de códigos, eu entrei nesse sistema de códigos onde pedia para eu digitar um comando na tela. Eu comecei a digitar algumas coisas, já imaginando que talvez não funcionasse.
Eu fiquei olhando para a tela enquanto eu digitava os comandos e teclava Enter, esperando a resposta do computador.
Depois de digitar as primeiras linhas de códigos, o computador processou os dados e então retornou uma mensagem para eu digitar o código outra vez.
Digitei e mais uma vez, nada.
Fui digitando, digitando, ditando e sempre dava o mesmo resultado. Resolvi fazer uma pausa.
Voltei a olhar as caixas e então vi uma estante de madeira num canto do sótão. Fui limpando as coisas que tinha na prateleira e jogando tudo no chão.
Depois fui até o painel com as ferramentas e peguei um martelo, alguns pregos, uma corrente de bicicleta já bem gasta, e então resolvi montar uma cama suspensa com algumas das tábuas da prateleira de madeira, os pregos e a corrente de bicicleta, para então colocar o manequim deitado nela.
[...]
Algum tempo depois, a cama do manequim estava montada. Era só eu puxar a corrente e a cama subia na altura que eu quisesse. Depois eu prendia uma parte da corrente em um prego que eu havia pregado na parede, e a cama ficaria no lugar. E foi exatamente o que eu fiz a seguir.
Depois que eu consegui ajeitar a cama para o manequim, eu fui até onde o mesmo se encontrava e o peguei. Ele era um pouco pesado, mas eu consegui levantá-lo.
Então eu pus deitado na cama e voltei a trabalhar no computador.
Lá estava eu, mais uma vez teclando no computador uma série de comandos na esperança de conseguir criar um programa que me ajudasse a compor a minha namorada ideal.
Algumas horas depois, eu já estava exausto de tanto teclar no computador, sem resultados, quando de repente eu vi uma janela de aviso surgir na tela.
A janela mencionava um programa executável chamado, "newavatarcreator.exe", e basicamente perguntava se eu queria executar esse arquivo. Em baixo, as respostas, "Sim" e "Não".
Comecei a pensar muito a respeito, já que poderia ser um vírus de computador. Com um clique, eu poderia estragar o computador, e aí meu sonho iria por água abaixo.
...Eu comecei a lembrar do que Mia e Gia haviam me dito antes, sobre não poder pedir uma namorada de natal, mas...eu resolvi deixar esse pensamento de lado e me arriscar. Cliquei em "Sim", e logo a tela ficou toda preta e eu vi alguns logotipos de umas empresas que eu desconheci, mas o computador parecia estar indo bem, talvez aquele arquivo fosse um daqueles "Easter Eggs", programas escondidos em programas, apenas para os programadores se divertirem, eu lembro de ter lido algo assim na internet quando ainda usava esse mesmo computador.
Enfim, logo uma nova tela surgiu com o nome do programa e a mensagem: "Aperte Enter para começar".
Teclei na tecla pedida e logo abriu uma tela onde havia um molde virtual feminino todo feito com linhas, sem formas sólidas. Do outro lado, em um quadrado, um molde facial do modelo feminino. Em uma parte da tela eu vi escrito: "Tecle Enter para digitalizar". Segui o passo.
Algumas fotos foram surgindo na tela e então começaram a se agrupar, formando uma grade com as fotos do arquivo do computador.
Em uma das fotos, uma moldura verde, significando que a foto estava selecionada. Eram fotos de rosto de várias mulheres, e de diversas etnias, caucasiana, negra, asiática...
Eu fui passando pelas fotos, uma por uma até selecionar a que eu queria.
...logo, achei o rosto de uma garota de cabelos loiros, olhos verdes, que parecia um anjo para mim e também parecia ser o meu tipo.
Resolvi selecionar o perfil dela. Dei Enter, e o computador começou a transferir a imagem para o modelo virtual. Logo aquela estrutura digital vazia foi ganhando forma e se tornando sólida na tela do computador.
O próximo passo agora era passar aquele modelo para o manequim.
Bem, eu deixei o computador de lado um pouco e fui trabalhar no manequim, modificando a estrutura do boneco, introduzindo alguns chips, aqui e ali, uma placa de circuito, etc. Eu basicamente tive que fazer um trabalho de engenheiro para adaptar o manequim aos periféricos que eu ia aplicando.
Claro que, eu provavelmente necessitaria de mais tempo para que o modelo estivesse totalmente operacional, mas eu não tinha esse tempo todo, eu queria a minha namorada pronta.
Então fui ajeitando aqui e ali, até me dar por satisfeito.
Quando senti que estava contente com o meu trabalho, voltei para o computador. Eu apertei o Enter, e logo a tela do monitor começou a piscar e o modelo de garota já digitalizado foi se fragmentando. Então pulsos elétricos começaram a ser gerados pelo computador e os raios na tela me jogaram para longe e eu apaguei.
Eu abri os meus olhos com dificuldade e o máximo que eu consegui enxergar foi um clarão azul, e então meus olhos se fecharam de vez.
[...]
Algum tempo depois, quando acordei e abri meus olhos novamente, eu vi essa garota olhando para mim.
Me levantei do chão, e então fiquei encarando a mesma.
Os olhos dela estavam turvos, e o semblante dela parecia estático.
"Olá!", eu a cumprimentei.
"Olá!", ela me cumprimentou de volta.
A voz dela era doce e suave. Parecia uma voz de garota meiga e normal, nenhuma alteração no tom.
"Qual é o seu nome?", eu fiquei curioso.
Ela não respondeu. Ficou totalmente imóvel na minha frente.
"Eu acho que vou te chamar de Stella", retruquei.
"Stella?", ela tentou processar aquela informação.
A mesma fechou os olhos por um tempo e depois os abriu.
"Stella. S-T-E-L-L-A...", a mesma balbuciou.
"Sim. Você gosta?"
"Eu acho que é um nome muito bonito.", ela avaliou.
"Então você gostou?"
Ela não respondeu.
"Vou interpretar isso como um "Sim". Bem, que ótimo", balbuciei.
"Mestre, qual é a minha função?", Stella rebateu.
"Sua função?", comecei a pensar "Você é minha namorada"
"Namorada? O que é uma namorada?", Stella me questionou.
"É como uma parceira, só que mais...amorosa", tentei explicar para ela.
"Entendi", Stella replicou.
"É como uma amiga, só que mais íntima", eu adicionei.
"Eu já entendi.", ela insistiu.
"Ok. Stella, eu gostaria que você conhecesse as minhas mães.", eu falei pegando na mão direita dela, que era gelada, e a puxando.
Stella foi me seguindo enquanto eu a puxava. Nós saímos do sótão subindo a escada e fomos procurar as minhas mães.
Eu acabei encontrando elas na mesa de jantar, parecia que elas estavam me esperando.
Paramos em frente delas, e eu soltei o braço de Stella.
"Mia, Gia, eu gostaria de apresentar a vocês, a minha nova namorada.", comecei.
Mia e Gia ficaram olhando fixamente para nós.
"Sua nova namorada?", Mia inquiriu.
"Sim, o nome dela é Stella", eu a introduzi.
"Stella?", Gia estranhou.
"De onde você tirou esse nome, Shane?", a mesma continuou.
"Não sei. Eu só achei que combinava com ela", repliquei.
Mia e Gia pareciam não se conformar com a minha nova namorada. Elas se levantaram da mesa e então inspecionaram a Stella de todos os ângulos possíveis.
Então as duas logo deram um parecer.
"Ela está pelada. Por Deus, Shane! Dê algumas roupas a ela!", Mia exclamou.
"Ah é! Eu esqueci desse detalhe...", fiquei um pouco deslocado.
"Eu acho que posso cuidar disso.", Gia avaliou. "Eu talvez possa emprestar umas roupas minhas para ela."
"Obrigado, Gia.", eu agradeci.
"O quê?", Mia exclamou.
"Ok. Eu vou pegar a sua namorada emprestada e já volto.", dito isso, Gia então pegou a mão de Stella, e foi puxando-a.
Stella seguiu Gia. Eu fiquei à sós com Mia.
"Bem, eu acho que temos que ter uma conversa sobre isso, Shane. Mas primeiro, me ajude a preparar o peru de natal.", Mia retrucou.
"Ok, Mia...", repliquei.
[...]
Eu fui com Mia para a cozinha, preparar o peru de natal.
Mia pegou a ave na geladeira, colocou em uma travessa, depois ela colocou na mesa.
Fiquei olhando para a travessa com a ave ainda crua.
"O que eu faço agora?", quis saber.
"Bem, eu vou fazer um recheio e você me ajuda a rechear essa ave.", Mia falou para mim.
"Está bem...", resmunguei.
Mia pegou um mini processador, colocou um pouco de alho, e cheiro verde, um pouco de maionese, e fez uma pasta para rechear a ave.
Assim que terminou o recheio, ela pegou a jarra do processador e uma espátula, e então eu e ela fomos recheando a ave enquanto conversávamos.
"Então...essa garota nova, Stella, o que você andou aprontando, Shane?", Mia inquiriu.
"Nada. Bom, eu talvez tenha customizado o manequim da Gia com algumas peças, e...", confessei.
"E como você conseguiu transformar um manequim em uma garota de verdade?", Mia ficou ainda mais curiosa.
"Bem, eu basicamente descobri esse programa escondido no velho computador que estava no sótão...e então configurei a minha própria namorada.", Contei.
"Você não acredita em mim?"
"Não sei...como você consegue criar um robô só com um manequim e algumas peças?", Mia rebateu.
"Eu não sei, Mia.", Insisti. " Talvez o Papai Noel tenha ouvido o meu pedido e resolveu atender."
"Eu sei que parece insano, mas...de alguma forma eu consegui criar a minha namorada ideal.", continuei.
"Tudo bem....", Mia consentiu.
"Você acredita em mim?", insisti.
"Não. Mas...de alguma forma eu fico contente que você tenha arranjado uma garota para si. Ainda que ela não seja bem uma garota de verdade..."
"Obrigado, Mia...", eu a agradeci.
"De nada. Mas, eu não disse nada demais.", a mesma rebateu.
Quando finalmente terminamos de rechear a ave, Mia ligou o forno, colocou a travessa com a ave nele, e fechou a porta do mesmo.
Eu e Mia voltamos para a mesa de jantar e nos sentamos para conversar mais um pouco.
"Shane, tem mais alguma coisa que você queira me contar?", ela me interrogou.
"Não, eu acho que não...", devolvi.
"Ok, então...", Mia concluiu.
Fui sentindo o cheiro da ave assando e temi que a mesma logo fosse queimar, então alertei imediatamente a Mia.
"Mia, não é bom você dar uma olhada no peru?", alertei.
"Nossa! Bem lembrado! Eu já volto."
Mia foi correndo até a cozinha dar uma olhada na carne.
[...]
E então Gia voltou trazendo Stella, que vestia agora um vestido vermelho curto e sapatos de salto da mesma cor. Os lábios da mesma estavam pintados de vermelho também. Ela também estava usando maquiagem, o que a deixava ainda mais sensual.
Eu fiquei olhando para Stella por um tempo, olhei de baixo para cima e me surpreendi.
"Nossa! Você está muito bonita, Stella", comentei.
"Você gostou? Eu emprestei uma roupa minha para ela e ajudei na maquiagem.", Gia comentou.
"Ela está muito bonita.", retruquei.
Não demorou muito, e logo Mia chegou com a travessa do peru nas mãos carregando os apanhadores de prato e a segurou enquanto olhava para Stella.
"Nossa! Você está tão sexy...", a mesma comentou.
"Eu emprestei uma roupa minha e ajudei na maquiagem", Gia falou para Mia.
"Você fez isso, Gia?", Mia rebateu.
"Sim, querida.", Gia atestou.
Mia então trouxe o prato para a mesa de jantar e o pouso na mesma. Então Gia foi até Mia e ficou de frente para ela.
Gia e Mia ficaram se olhando por um tempo, até que Gia decidiu tomar a iniciativa. Ela foi aproximando o rosto de Gia e então a beijou. Mia logo retribuiu o beijo de Gia.
Eu e Stella ficamos ali parados, olhando as duas se beijarem.
"Eu amo essas duas...", balbuciei.
Stella virou na minha direção e ficou olhando para mim.
"O que foi, Stella?", eu a interroguei.
"Eu quero saber como é beijar uma pessoa. Você não quer saber também?", Stella rebateu.
"Bem...eu nunca beijei antes...", interrompi.
Stella então veio até mim e parou. Eu fiquei olhando para ela sem entender.
Então, a mesma se inclinou e me deu um beijo. Eu senti os lábios dela tocarem os meus, e então uma sensação estranha, era como se eu estivesse beijando uma placa de metal gelada.
Logo ela se afastou, partindo o beijo.
"Como você se sente, mestre?", ela quis saber.
"Eu não sei. Eu senti como se eu estivesse beijando metal... mas, foi bom", avaliei.
"Que bom, mestre", Stella replicou depois de dar uma piscada de olho.
Olhei para minhas duas mães e elas já haviam parado de se beijar.
[...]
Mais tarde fomos jantar. Nós nos sentamos a mesa já arrumada para comer o peru de natal.
Stella ficou apenas nos olhando comer. Acho que a comida parecia não ser boa para ela.
"Você não vai comer, Stella?", Mia inquiriu.
"Eu não estou com fome, obrigada", Stella replicou.
Mia estranhou o comportamento de Stella, mas resolveu deixar pra lá.
"Mia, ela é um robô...as máquinas não sentem fome", Gia lembrou.
"Eu esqueci. Desculpa", Mia se desculpou olhando para Gia.
"Está tudo bem, Mia. ", eu atestei.
Deus! Como eu gostaria que Stella fosse mais real, tipo, como uma garota de verdade...
Então continuamos a comer.
Mia me interrompeu em um certo momento.
"No que você está pensando, Shane?", ela quis saber.
"Bem...eu queria uma namorada de natal, e eu consegui. Mas...agora eu queria que ela fosse real, tipo, como uma garota de verdade.", balbuciei.
"Você quer dizer, humana?", Mia supôs.
"Sim, Mia...", continuei.
"Mas, ela não é, Shane. E é humanamente impossível deixá-la próxima de uma pessoa real. Você pode deixá-la parecida, mas não igual.", Gia me cortou.
"Eu sei, Gia...Eu sei...", suspirei.
"Shane, eu sou real", Stella tentou me consolar.
Foi nessa hora que algo aconteceu. Algo bastante curioso.
Eu olhei para Stella, e então vi que os seios dela estavam um pouco maiores. Parecia que eles iam sair do vestido.
"Meu Deus!", exclamei apavorado.
"O que foi, Shane?", Mia então se voltou para Stella: "Meu Deus!"
"O que foi, pessoal?", Gia inquiriu.
Mia apenas sinalizou com a cabeça para Gia olhar para Stella. A mesma então voltou sua atenção para ela.
"Nossa, senhora!", Gia exclamou. "Agora que eu percebi."
"Como que os seios dela estão maiores que os meus?", Mia ficou curiosa.
"Eu não sei, Mia.", comentei.
Então, eu percebi que o caso de Stella parecia bastante peculiar. Resolvi testá-la.
"Stella, o que você disse antes?", eu a fiz lembrar
"Que, eu sou real?", ela rebateu.
Logo, os seios dela cresceram mais um pouco.
"Santo Deus! Então...", comecei a balbuciar.
Percebi que quando Stella dizia uma mentira, os seios dela cresciam, e isso não era bom, já que eles poderiam acabar explodindo, sei lá.
Então eu resolvi tocar nos seios dela para ver se eles eram realmente verdadeiros. Eu fui aproximando as minhas mãos deles e então os cobri. Em seguida, comecei a massageá-los bem de leve. Stella parecia não sentir nada. Ela estava completamente imóvel.
"Meu Deus, Shane! O que você está fazendo com ela? Seu pervertido!", Mia se invocou comigo.
Voltei o olhar para Mia.
"Calma, Mia. Não é o que você está pensando", exclamei.
"Tira a mão daí!", Mia surtou.
Comecei a trepidar. Meus pelos do braço começaram a se arrepiar, e então eu tirei as minhas mãos dos seios de Stella.
"Eu só queria testar a textura deles. Ver se eles eram de verdade.", justifiquei.
Gia de repente ficou animada.
"Eu também quero tocar neles!", Gia exclamou.
"Gia! Até tu?", Mia ficou indignada.
Voltei o olhar para Gia.
"Vá em frente, Gia", consenti.
"Sério? Eu posso?", Gia falou como uma garota que acabara de ganhar um presente dos pais e estava louca para abrir.
"Claro. Pode tocar.", devolvi.
Então Gia agradeceu e foi apalpar os seios de Stella.
"Uau! Eles parecem mais firmes que os meus. São de silicone?", a mesma ficou curiosa.
"Bem, eu usei aquele seu manequim como base para criar a Stella, mas...o caso dela é bem peculiar. Digo, não sei como isso foi acontecer.", comentei.
"Eu gostei. Talvez nós até pudéssemos fazer um ménage.", Gia sugeriu.
"Gia!", Mia grunhiu.
"Ok. Eu estava brincando", Gia se defendeu.
Mia não aceitou muito, mas relevou.
[...]
Depois do jantar, nós fomos dormir. Stella veio até o meu quarto. Nós ficamos à sós.
"Oi, mestre!", a mesma me cumprimentou e acenou um "oi".
"Oi, Stella!", eu retribuo. "Por favor, pare de me chamar de "Mestre". Me chame pelo meu nome mesmo, Shane"
"Desculpa. Oi, Shane!", Stella se corrigiu.
"Melhor", avaliei.
"Então, o que você está fazendo aqui no meu quarto?", interroguei a suspeita.
"Bom, Mia e Gia disseram que eu poderia dormir aqui com você...", a mesma comentou.
Eu olhei para os seios dela. Se aquilo fosse mentira, os mesmos iriam crescer. E então...
Nada. Parece que Stella estava dizendo a verdade.
"Isso é mesmo verdade?", insisti.
"Sim. Eu fui até o quarto...delas...e perguntei.", Stella replicou.
"Entendi.", Repliquei.
Stella então ficou olhando fixamente para mim e apenas piscava os olhos, aqueles olhos turvos.
"O que foi, Stella?", estranhei.
"Nada.", ela replicou.
"No que você está pensando?", rebati.
"Bom...você quer...", Stella travou.
Eu olhei para a mesma já tentando imaginar o que ela queria.
"Você quer dormir comigo?", ela completou.
"O quê?!", exclamei. Meus olhos estavam esbugalhados, tamanha era a minha surpresa.
"Eu...eu...", fiquei gaguejando por um tempo.
"Você quer dormir comigo?", Stella insistiu. "Eu não vejo nenhum problema em dormir com você"
Eu congelei.
"Você quer...fazer sexo comigo?", Stella me bombardeou com aquela pergunta.
Ok, então eu a projetei para ser minha namorada, mas...como ela aprendeu sobre sexo tão rápido?
"Stella...como você sabe sobre sexo?", eu a interroguei.
"Bem, acho que eu tenho alguns vídeos gravados na minha memória. São do computador que você usou para me programar.", Stella explanou.
O QUÊ?! MEU DEUS!!!
Não! Eu acho que me lembro agora. Quando minhas mães saíam para fazer compras eu usava o velho computador do sótão para assistir uns vídeos...picantes.
Jesus! Então Stella fez upload dos vídeos na memória do computador? Isso explicaria como ela sabe sobre sexo.
"Você quer fazer? Eu tenho algumas imagens e vídeos de uns sites adultos que estavam no histórico do computador que você usou.", Stella ofereceu "Eu posso mostrar"
"Eu acho que não, obrigado", repliquei.
Mas então, Stella piscou os olhos e de repente eles se iluminaram como um projetor e as imagens que Stella tinha guardado foram projetadas no ar enquanto ela ficava ali parada.
Eu fiquei estático só vendo aquelas imagens ali projetadas.
Resolvi dar um basta naquilo.
"Pare, Stella.", cortei.
Stella fechou os olhos e depois abriu. As imagens projetas desapareceram.
"Você não quer fazer aquilo comigo?", a mesma quis saber.
"Não. Eu acho que ainda não estou preparado...", eu justifiquei.
"Okay.", ela compreendeu.
Então eu me despi para dormir e depois a chamei para a minha cama e nós fomos dormir juntos debaixo da coberta.
No dia seguinte...
Eu abri os meus olhos, me levantei e olhei para Stella. Ela ainda estava dormindo.
Logo vi minhas duas mães entrarem no meu quarto para me acordar. Eu estava sentado na cama.
"Bom dia, Shane!", Mia me cumprimentou primeiro.
"Bom dia, Mia!", repliquei.
"Bom dia, Shane!", Gia replicou.
"Bom dia, Gia!", rebati.
"E aí, você dormiu bem?", Gia quis saber.
"Muito bem.", comentei.
"E você não teve vontade de fazer aquilo com a Stella?", Gia ficou curiosa.
"Gia! Pare de colocar ideias na cabeça do Shane!", Mia contestou.
"Está tudo bem, Mia. E não, Gia. Eu não tive vontade de fazer "aquilo" com a Stella. Eu não sei...eu acho que não consigo fazer isso com ela...eu gostaria de ter uma garota de verdade para fazer isso...", murmurei.
"Está tudo bem, Shane. Quando a hora chegar, você terá a sua vez.", Gia me lembrou.
"Deus! Finalmente você está tendo algum juízo nessa sua cabeça, Gia!", Mia exclamou.
"Eu amo o Shane também, Mia. Eu só...acho que você censura demais o garoto.", Gia se defendeu.
"Mas eu também acho que ele precisa de um tempo para se preparar para os dilemas que ele vai enfrentar ao chegar na fase adulta.", a mesma continuou.
"Bem, vamos esquecer isso por um momento. Vamos ver os presentes que o Papai Noel deixou para nós na árvore!", Mia sugeriu.
"É, eu quero saber qual é o meu presente de natal, depois da Stella, claro." Falei com entusiasmo.
[...]
Então lá estávamos nós, perto da nossa árvore de natal. Havia muitas caixas debaixo da árvore, grandes, pequenas...
Sabe, a mágica do natal é ter as pessoas que você ama reunidas nessa data tão festiva do ano.
Mia e Gia começaram a abrir alguns dos presentes debaixo da árvore.
"Meu Deus!", Mia se espantou com o presente que havia aberto.
"O que foi, Mia?", indaguei.
Mia então exibiu o presente que ela havia ganho. Era um nécessaire cheio de maquiagem.
"Obrigada, papai Noel", a mesma disse olhando para a árvore de natal.
"E você, Gia, o que você ganhou?", fiquei curioso.
Gia então começou a abrir um embrulho fino que estava nas mãos. Ela rasgou o papel, e viu um envelope branco. Então ela o abriu e achou dentro dele um vale presente e uma carta. A mesma pegou o vale presente, e a carta, e descartou o envelope.
Então, enquanto segurava o vale presente, Gia começou a ler a carta.
Querida Gia, aceite esse vale presente da sex shop "Gostos Peculiares" como meu presente de natal. Eu não sabia o que você iria gostar de ganhar nesse natal, então resolvi te dar um vale presente para você usar no que você quiser.
Com amor, Mia.
P.S: Te amo muito.
Foi então que Gia ficou toda derretida.
"Você que me deu isso, Mia? Awwn! Obrigada! Eu também te amo muito!", Gia comentou.
"Sim, Gia. Que bom que você gostou.", Mia replicou.
Mia e Gia então deixaram de lado os presentes e se juntaram para um abraço, seguido de um selinho.
E então se afastaram uma da outra.
"Bem...", Gia disse olhando para uma enorme caixa que estava debaixo da árvore de natal" Tem muitos presentes na árvore, mas...tem uma caixa enorme com o seu nome nela, Shane. Acho que está na hora de você abrir o seu presente."
"Quê? Eu ganhei um presente de natal?", eu não estava acreditando naquilo.
"É natal, Shane, todo mundo ganha presentes. A não ser que você tenha sido um menino mau.", Gia continuou.
Stella que estava do meu lado começou a gargalhar daquela situação.
"Vamos, Shane, pegue o seu presente e abra", Gia retrucou.
Eu então peguei a enorme caixa e rasguei o papel de presente. Eu então vi uma foto do que me aguardava dentro da caixa. Era um vídeo game.
"Então, Shane, o que você ganhou?", Gia ficou curiosa.
"Um vídeo game! Eu vou querer jogar com vocês duas.", exclamei.
Mia ficou curiosa e veio ver o meu presente. Ela então colou do meu lado e olhou para a caixa na minha mão.
"Uau! Um vídeo game! Que legal! E vem com dois controles! Eu...nunca tive um vídeo game. Meus pais diziam que era muito caro.", Mia comentou.
"Bem, quando formos jogar, a gente se reveza, assim todo mundo joga.", falei.
Gia então veio conferir o meu presente e ficou do meu outro lado olhando para a caixa.
"Nossa, Shane! Meus parabéns! Feliz natal!", a mesma retrucou.
"Obrigado, Gia!", agradeci.
[...]
Algum tempo depois, nós deixamos de lado os presentes que ganhamos e os que ainda estavam para serem abertos, e Gia resolveu iniciar uma tradição de natal.
"Pessoal, eu gostaria de iniciar uma tradição de natal para a nossa família.", ela começou.
"Uma tradição?", Mia ficou curiosa.
"Sim. Nós comemoramos o natal todo ano, mas ainda não temos uma tradição. Então eu gostaria de começar uma", Gia lembrou.
"E como vai ser essa tradição de natal, Gia?", eu quis saber.
"Bem, começando a partir desse natal, nós vamos fazer um pedido para árvore de natal para os próximos natais. Vai ser como uma daquelas lista de desejos que as pessoas fazem para o ano novo, só que o desejo será de cada um de nós.", Gia explanou.
"Hmm...parece interessante, Gia. Gostei.", Mia comentou.
"Que bom, porque você vai começar, Mia. Qual o seu desejo para o próximo natal?", Gia retrucou.
"Bem, eu desejo muita saúde para todos nós. E muitas felicidades.", Mia declarou.
"Está certo. Eu, eu desejo o mesmo que você, Mia.", Gia adicionou.
"Agora é a sua vez, Shane!", a mesma continuou.
"Eu? Eu apenas desejo que minha namorada se torne real", balbuciei.
"Eu acho que é algo difícil de acontecer, Shane, mas...tudo é possível se você acreditar", Gia comentou.
Foi então que eu vi, a estrela no topo da árvore de natal começou a brilhar intensamente e um feixe de luz envolveu Stella como o luar.
Stella então começou a brilhar intensamente, e então surgiu um clarão que iluminou o lugar todo.
Eu, Mia e Gia nos afastamos e protegemos nossos olhos do brilho intenso que quase nos cegou.
"O que é essa luz?", eu exclamei.
"Eu não sei, mas é muito forte", Mia exclamou.
Aos poucos o clarão foi diminuindo até se desfazer completamente.
Quando o clarão passou. Eu voltei a olhar, e vi que os olhos turvos de Stella agora haviam ganho um brilho.
"Oi, pessoal!", Stella falou como se fosse uma garota normal.
"Stella!", eu me surpreendi.
"O que foi? Parece que você viu um fantasma.", Stella comentou.
Mia então foi até onde Stella estava e começou a olhar para ela em todas as direções.
"Você é uma máquina ainda ou é humana?", a mesma interrogou-a.
"Eu?", Stella voltou o olhar para Mia. "Eu sou humana"
"Prove!", Mia retrucou.
"Aqui, pegue a minha mão", Stella estendeu a mão para Mia.
Mia se aproximou e pegou na mão de Stella. Ela então começou a apertar para ver se não era falsa.
"Não pode ser! A textura é como a de uma pessoa de verdade!", a mesma avaliou.
"Sim, eu sou real agora!", Stella falou com excitação.
Eu fui até Stella.
"Você é mesmo real agora, Stella? Isso significa que nós podemos namorar a sério?", questionei-a.
"Sim, Shane.", ela atestou. "Você quer tocar nos meus seios?"
"Eu posso?", fiquei apavorado.
"Sim.", ela consentiu.
Eu estremeci, mas me aproximei dela e então apalpei os seios dela. Stella olhou para mim e sorriu.
"E então, o que você acha?", ela quis saber.
"Nossa! Eles são de verdade mesmo. Anteriormente eles pareciam feitos de borracha, algo assim.", comentei.
"Opa! Eu também quero apalpá-los", Gia exclamou.
"Gia!", Mia contestou.
Eu então dei um abraço em Stella e ela me abraçou de volta.
"Eu te amo, Stella.", declarei.
"Eu também te amo, Shane", ela devolveu.
Eu fiquei um tempo ali nos braços de Stella e pude sentir o coração dela palpitando intensamente junto com o meu. Ela de fato havia se tornado uma garota de verdade.
Então nos afastamos.
Gia foi chegando e então se aproximou de Stella.
"Posso apalpá-los?" Mas mesma disse fazendo um gesto com ambas as mãos de abrir e fechar.
"Sim.", Stella consentiu.
Gia se aproximou e apalpou de leve os seios de Stella.
"Nossa! Eles são reais mesmo.", a mesma se surpreendeu.
"Sim, eles são.", Stella atestou.
"Eu senti o coração dela palpitar, então...Stella realmente se tornou uma garota de verdade.", eu comentei com Gia.
"Que ótimo, Shane! Então você não se importa de dividir a sua namorada de vez enquando, né?", Gia brincou.
"Não, de forma alguma.", repliquei.
"Sério? Mas você não vai ficar com ciúmes?", Gia pareceu não acreditar na minha resposta.
"Não. Eu penso que eu amo a Stella da mesma forma que eu amo vocês duas.", rebati.
"Que fofo, Shane!", Mia comentou.
Mia se aproximou de nós.
"Bem, então eu acho que eu e a Mia podemos ensinar algumas coisas pra Stella, então ela pode usar quando for praticar com você.", senti segundas intenções nas palavras de Gia, mas relevei, ela é assim mesmo.
"Por mim tudo bem, Gia.", assenti.
"O que você está tramando, Gia?", Mia olhou desconfiada para a parceira.
"Bem, sinceramente? Nós podíamos ensinar alguns truques sobre como dar e receber prazer...", Gia falou explicitamente.
Mia bateu na cara. Ela estava inconformada com aquilo.
"O que foi? A garota precisa aprender sobre o próprio corpo, se conhecer intimamente...e eu acho que nós podíamos ajudá-la com o básico, pelo menos.", Gia explanou.
"Além disso, se não formos nós, quem vai ajudá-la com isso? O Shane? Ele é um garoto, e eu acho que a Stella deve aprender com alguém do mesmo gênero que ela. Sem ofensa, Shane."
"Está tudo bem, Gia. Eu entendo.", comentei.
"Então você está de acordo com isso?", Mia contestou.
"Sim, Mia. Eu amo vocês, vocês se amam, eu amo a Stella. Todo mundo se ama, então...qual é o problema?", justifiquei.
"Tem razão...", Mia suspirou.
"Gente, é natal. Vamos levantar esse astral. Natal é a época onde todo mundo fica junto.", Gia lembrou.
"Gia está certa.", retruquei.
"Abraço coletivo!", Gia exclamou.
Nós três nos abraçamos por um tempo e depois nos afastamos.
Então fomos abrir o resto dos presentes.
Nós nos divertimos muito. Definitivamente o natal desse ano foi maravilhoso. Eu fiquei muito feliz pois agora eu finalmente tinha alguém, não só para passar o natal, mas as outras datas do ano. Stella. E ela era minha namorada.
Feliz Natal, pessoal! Para você e sua família!
Notas finais
Feliz Natal!
P.S: A personagem Stella é inspirada em um ex - crush meu que acabou se tornando minha professora.
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