Notas iniciais
Olaaa gente

Pov Elena On.
Eu estava chocada. Se eu fosse o Tyler diria que eu estava rosa chiclete. Eu queria matar o Damon por me deixar tão surpresa assim, e alem de tudo, sem uma resposta plausível. Eu estava acostumada a chutá-lo e não a ser chutada por ele. Entrei no banheiro e fechei bruscamente a droga da porta, só para não ter que ver a cara dele, por que sabia que se eu achasse uma faca ali eu enfiaria pelas goelas daquele idiota.
–Elena. -percebi que era Jeremy que batia na porta do banheiro e a abri, torcendo para que Damon não estivesse no meu ponto de visão.
–Chora Jeremy. -olhei-o e ele não pareceu demonstrar nenhuma expressão. Ele nunca demonstrava nada mesmo.
–O Damon esteve aqui no seu quarto atras da chave do carro dele. -assenti mas ele não continuou.
–Eu sei. -sai de dentro do banheiro e me joguei na cama. Só espero que ele não comente nada com minha mãe.
–Vou fingir que não achei estranho. Já que ele desceu e pegou a chave na cozinha. -ele se apoiou na porta do banheiro e eu me levantei, me sentando na cama.
–Não vai achando que rola alguma coisa, Jer. Eu odeio o Damon e você sabe disso quase desde que nasceu. -eu estava nervosa. Minha mãe não podia nem desconfiar que ele esteve na minha casa e no meu quarto. Conhecendo a dona Miranda, sabia que ela ia dizer que eu tinha mentido que não gostava dele só pra que ela me deixasse em paz quando estava com ele.
–Mamãe disse que você saiu com ele ontem, Elena. As coisas mudaram ou você tá aprontando alguma coisa? -só o que me faltava agora era o Jeremy interessado em saber da minha vida. Coisa que ele não ia conseguir por que eu odeio dar explicações pra ele.
–Não to aprontando e nada mudou. Odeio o Damon, mas são... Assuntos pessoas. -fitei-o com os olhos cerrados e ele pareceu se tocar de que estava incomodando.
Então deu meia volta e saiu. Eu estava cansada e fui forçada a me lembrar de que ainda teria que sair com O idiota do momento mais tarde, graças a uma linda mensagem de "D. Salvatore" que fez meu celular pular no meu bolso. Faltavam ainda quatro horas pra ele vir me buscar e eu sabia que se eu dormisse eu não ia acordar nunca mais. Principalmente pra sair com ele, coisa que eu já não tava com vontade mesmo.
Me obriguei a levantar da cama e abri a primeira gaveta da cômoda para pegar uma toalha de banho, já que teria que abalar mais hoje que ontem, e me deparei com um envelope grosso. Não precisava nem pegar para saber o que era, já que nos últimos quatro anos eu já havia pegado-o milhões de vezes. Agora com menos frequência.
Abri o envelope já me torturando, e dizendo a mim mesma que não deveria lembrar a mim mesma de uma droga de passado que não me levaria a nada.
"Feliz aniversário irmãzinha, espero que quando olhar pra essa carta se lembre de mim e sorria... Por que eu sempre vou sorrir ao me lembrar de você". -Caroline tentou ser fofa e depois começou a falar do quanto eu precisava de um homem na minha vida. Mas nunca deveria trocá-la por nenhum. E foi exatamente o que ela fez sem nem pensar duas vezes. -"Sabe Elena, quando te vi pela primeira vez no jardim de infância algo já me dizia que aquela garota morena, linda, de cabelos cumpridos iria brilhar junto comigo (não mais que eu). E estamos brilhando até hoje. Mas você já era uma estrela e eu aprendi a ser uma com você. Aprendi que era Caroline Forbes e que não podia se intimidada por qualquer um. Você chegou dizendo que não queria amigas e eu também não queria. E deve ser por isso que hoje somos irmãs". -parei e sorri, me lembrando daquele dia.
Flash Back On.
10 anos atrás...
Era meu primeiro dia de aula. Eu tinha seis anos e era uma das mais novas da turma. E além disso eu não confiava em ninguém. Todos os meus coleguinha pareciam estar fazendo amigos enquanto eu estava sentada embaixo de uma árvore resolvendo minha primeira tarefa de casa. E me sentia importante por isso. Ao longe percebi a mesma menina loira dos cabelos longos e sorriso torto que vinha me observando desde o inicio do dia. Aquilo me irritava. Ela já tinha vindo me perguntar se eu queria sentar com ela e já tinha levado uma patada. Mas continuava sorrindo amigavelmente para mim. Ignorei-a mas não consegui fugir quando ela veio esperar a mãe dela perto de mim. Éramos as duas únicas abandonadas na porta da escola no primeiro dia de aula.
–Oi. Eu sou Caroline Forbes. -ela sorriu e eu não sorri de volta. Ainda bem, por que acho que se eu tivesse ganhado assim tão rápido a amizade dela, não teria sido tão importante para mim aqueles anos ao lado dela. -Eu sei que você não foi muito com a minha cara, mas... Gostei de você, e sinto que você será minha companheira fiel.
Eu a olhei como se ela fosse louca e revirei os olhos. Talvez aquilo que dizem sobre loiras fosse verdade.
E no final do mês, esta teoria foi desmentida por mim mesma, e ela virou minha fiel companheira. E foi sim por muito tempo deste jeito. Por dez anos.
Flash Back Off
Continuei lendo a carta escrita por Caroline no meu aniversário de treze anos. Estávamos no fim do nono ano e metade da carta era sobre nossa expectativa pro próximo ano; tantas coisas que queríamos fazer. Mas achei que fossemos fazer tudo isso juntas.
"Já estou até imaginando nossa época de faculdade. Vamos fazer tudo juntas, Elena! Nos imagine no terceiro médio!" -e assim fazíamos milhões de previsões. Eram nossos sonhos, enfim.
Continuei lendo:
"Bom, não somos nem um pouco parecidas Leninha ( que alias cresceu bastante e já virou só Elena), e acho que uma completa a outra. Minha amiga, nossa amizade sem limites. Bom, acho mesmo que você precisa arrumar um namorado pra mim poder te consolar e te dizer o quanto você é burra quando terminarem, pra te compensar todas as vezes em que você xingou junto comigo aqueles drogados que eu fiquei. Mas você esteve sempre do meu lado... E sempre estarei do seu. Só não me abandone por causa de garotos porque juro que vou ficar muito triste. Depois que eu te der uns tiros, alias. " Parei para respirar. No começo do próximo ano ela quebrou a promessa dela e consequentemente a minha também. "Elena, nós crescemos e olha pra você... Fazendo treze anos. E quem você chamou pra dormir na sua casa no dia do seu aniversário? A loirinha chata que você conheceu no jardim de infância. Bom, eu odeio escrever e essa carta deve estar uma droga. Mas tudo isso pra dizer que seu CD favorito (futuro CD, aquele que sua mãe te proibiu de ouvir por influências), está dentro do ursinho grande cor de rosa que eu te dei. ( não pira agora, deixa pra pirar daqui a pouco quando terminar de ler). Deu muito trabalho pra "botar" ele ai então espero que costure ele de volta." O ursinho eu dei pro hospital de Mystic Falls durante a arrecadação de brinquedos do dia das crianças, um ano depois de ganhá-lo de Caroline, e o CD eu dei pro Matt e ele adorou, pra ser bem sincera. Na época Caroline deixou de ser o centro das minhas amizades e eu só a queria longe. "Carta chegando ao fim por que ouvi você desligar o chuveiro. Elena Gilbert, você será para sempre minha melhor amiga, e bom... Também consegui dois ingressos pro show da Taylor Swift" -melhor presente da época por que eu tinha fotos dela por todo lugar do meu quarto. Lembro de ter pensado que era doida por achar que eu podia não gostar. "Leninha, você foi a melhor coisa chata que me ocorreu há dez anos atrás e que me ocorre até agora. Dizem que amizades com mais de 5 anos se tornam eternas... Então minha querida, a nossa vai além de qualquer limite. Amo muito muito muito você , minha companheira fiel !
Beijos, Caroline Forbes."
Eu acho que já havia decorado todas as palavras daquela carta, mas o fato de que há dez anos atrás eu tinha sido amiga da Forbes fazia-me duvidar de mim mesma. Eu as vezes nem achava que fosse verdade. Peguei algumas fotos dentro do envelope.
A primeira era de nós duas em cima de uma árvore no fim do primeiro ano em que fui amiga dela. Havíamos nos escondido lá em cima para nos esconder da professora. Deu certo mas nossas mães descobriram por que alguém tirou a droga da foto e deu o maior problema.
Na segunda era da primeira vez que ela dormiu em casa, com sete anos, e fizemos uma festa do pijama. A terceira era aos nove (por que graças a Deus ela pulou a fase rebelde dos cabelos roxos dos nossos oito anos), e foi quando a mãe dela nos levou a um parque de diversões e tiramos uma foto com meu novo celular na roda gigante. Minutos antes dela derruba-lo de lá de cima. Mais milhões de fotos com amigos e minha foto preferida... Nós duas aos treze anos em nossa formatura de Ensino fundamental 2 (novas pra caramba, mas como eu disse, meu futuro sempre foi ser uma das mais novas. Caroline devia ter uns quatorze quase quinze). Mas não era somente por isso que era nossa foto preferida. Era por que tínhamos passado o dia juntas e iríamos viajar as duas pra praia apenas com a louca da tia dela. Além de que havíamos acabado de descobrir de que cairíamos na mesma sala no ano que vem. Fomos pra praia e voltamos uma semana antes do início das aulas. Carol brigou com a mãe e se hospedou na minha casa até o primeiro dia de aula. Ai fomos pra escola e dois meninos novos entraram. No primeiro dia ela falou deles e depois... Nunca mais olhou na minha cara e hoje em dia me odeia. E eu também não faço mais conta.
–Vivendo lembranças filha? -Minha mãe me perguntou parada na porta do quarto acompanhada de Jeremy. A família toda decidiu se preocupar comigo agora? Droga, aquilo irritava pra danar. -Sinto falta da Caroline saltitando pela casa. Ela era uma cabeça de vento. — mamãe sorriu. Tadinha, podia perder as esperanças.
–Não gosto mais da amizade da Caroline mãe. Prefiro ela longe até porque a idiota não olha mais na minha cara. -mamãe revirou os olhos. Ela me achava ignorante, eu tinha certeza.
–Ela me cumprimenta ainda e é educada. Você quem tem problemas com ela. -" por educação", tive vontade de completar, mais faltavam duas horas e meia pra mim ter que ser arrastada pro compromisso com Damon e não queria me entediar ainda mais.
–Não quero falar dos meus problemas de três anos atrás e nem sobre a Caroline agora mãe. -me joguei na cama e ela retrucou "você nunca quer mesmo Elena", antes de sair do quarto. Achei que estava sozinha mas Jeremy ainda estava apoiado na porta. Qual era o problema dele?
–Que foi?
–Se vingue do Damos, por que a culpa é toda dele. Aproveite por que você tem oportunidades agora que ele até frequenta nossa casa. -e saiu do quarto. Ele havia fumado, só podia.
–*-
Eu estava muito agitada. Sentia que minha cabeça iria explodir a qualquer momento, e eu ainda estava apenas no suco de uva que Damon havia trazido.
No lugar haviam varias arvores e eu sai para apreciar a cachoeira que eu sabia que existia por conta do barulho da agua correndo por ali.
Quando voltei havia uma toalha no chão com diversos tipos de comidas. Haviam danones e MUITA bebida. Peguei um suco de uva e fui para onde Damon estava; encostado em seu carro. Usava uma calça jeans e uma camiseta azul clara.
Bebi quase todo o suco da garrafa, sendo observada por ele o tempo todo.
Quando terminei coloquei a garrafa de volta em cima da toalha e me encostei junto a ele no carro.
Havia algo diferente no olhar dele. Aqueles olhos azuis me olhavam calorosamente, como eu nunca havia visto antes.
–Tá tudo bem Elena? -ele não costumava demonstrar preocupação então eu deveria estar acabada.
–Minha cabeça tá queimando, Damon. O que tinha no suco de uva? -coloquei a mãe em minha cabeça e quase não percebi quando Damon se aproximou de mim.
–Ah, é mesmo? Eu te ajudo, então.
Damon colocou os dois braços envolta de mim, me prendendo contra o carro. Eu não conseguia empurra-lo para trás. Naquele suco tinha alguma coisa, só podia. Mas percebi que o problema era comigo. Eu não queria afasta-lo. Eu o queria. Desejava-o perto de mim. Precisava daquilo naquela noite, depois de um dia de desgaste como o de hoje.
Damon se aproximou e eu o puxei em um abraço apertado. Meus braços foram da sua cintura a seu pescoço. Quando olhei para cima, vi que ele era realmente mais alto que eu. E agora seus olhos não eram apenas calorosos, eram desejosos também.
–Damon... -sussurrei em seus ouvidos quando ele me puxou pela cintura.
–Xiu... — Damon aproximou os lábios da minha orelha e eu tremi. Não ia deixa-lo se afastar. Eu podia me arrepender depois. Agora NÃO!
Damon colou nossos corpos e achei que ele partiria para os meus lábios mais não. Ele puxou minhas pernas para cima, as prendendo em sua cintura. Segurei-me em seu pescoço, enquanto ele desceu uma das alças da minha blusa e beijou o meu ombro. Seguiu beijando-me até chegar em meu pescoço, onde percorreu com sua língua e não apenas com beijos. Ameacei me distanciar, afinal eu o odiava, mas ele segurou minha nuca com suas mãos e me beijou. Primeiro, um beijo curto, antes de aprofunda-lo. Não recuei quando senti sua lingua se encontrar com a minha. Como já disse, eu precisava daquilo. Dirigi minhas mãos ao seu cabelo, puxando-o. Damon voltou-se para meu pescoço e depois para meus lábios e eu estava enlouquecendo.

E depois eu acordei.

Notas finais
Gente vcs que somem... Comentem por favoor ! É importante ! :( e favoritem se gostarem.. Vejo logo vcs ! :*