(Mônica)

Sou uma dessas garotas que prefere ficar na sua e por isso não tenho amigos as garotas me acham estranha e o mesmo vale para os meninos me acham boba e infantil porque prefiro ficar lendo livros a ficar se pegando com qualquer menino desconhecido, por isso muitas vezes as meninas ficavam me chamando de lésbica isso me deixava com raiva mais eu nunca falei nada. Minha mãe vive me dando lição de moral o dia todo dizendo que eu pareço um garotinho e que devo ser mais feminina ela até me mandou muitas vezes para o psicólogo achando que eu era louca. Todas as noites eu rezo para meu anjo da guarda sem saber se ele realmente existe mais pra mim ele é o único amigo verdadeiro que eu tenho mesmo nunca ter ao menos falado com ele pra mim ele era muito especial. Meu pai também vive dizendo pra eu ser mais normal tentar me enturmar com as meninas ( sim ele é muito ciumento) Nem que eu quisesse eu me daria bem com essas garotas de hoje porque só o que elas sabem conversar é sobre garotos, moda,fofocar e ficar se gabando que fez sexo com o judas e tal eu nunca fui de me gabar por nada e não tinha o porque já que eu nunca tinha tido minha primeira vez e nem se quer tinha beijado e não me importava com oque minha mãe falava sobre eu ter 18 anos e ainda não ter beijado ninguém e meu pai é muito feliz com isso, minha mãe as vezes é muito chato ficar recebendo lição de moral que eu nunca ia colocar na minha cabeça oque deixava ela frustada e me deixava em paz. Apesar de minha mãe ser a chata que é eu não consigo deixar de amar ela.

*Toc,Toc*

Mônica: Entra.

Luísa: Filha o almoço está pronto.

Mônica: Estou indo. – eu disse fechando meu livro e guardando na minha estante e descendo as escadas correndo e tropeço em um dos degraus e saio bolando sou muito desastrada mesmo. me levanto e paço minhas mãos sobre minhas costas.

Luísa: Você ta bem filha? Já te disse pra não descer as escadas correndo.

Mônica: Relaxa não deu pra matar não. – eu disse tediosamente.

Luísa: O Almoço está na mesa. – eu fui até a sala de jantar almocei coloquei um biquíni, peguei minha prancha e ia saindo pela porta até ouvir a voz da minha mãe. – Onde vai?

Mônica: Vou me prostituir na esquina. – eu disse sorrindo sem mostrar os dentes e ela me olhou com reprovação. – relaxa só vou surfar depois eu volto.

Luísa: Onde foi que eu errei? – ela disse fazendo Drama.

Mônica: Acho que não usando camisinha. – eu disse provocando ela eu sabia muito bem que isso não era verdade porque minha mãe sempre quis ter um bebê. então fechei a porta e ainda ouvi ela gritar meu nome oque me fez gargalhar. Como minha casa é quase na praia só precisei atravessar a rua e andei pela areia quente em direção ao mar e lá passei a tarde toda surfando e arrancando aplausos e assovios de uns garotos que estavam na praia. Depois quando resolvi ir para casa já era umas 5:00 o sol ainda estava forte afinal era verão. Entrei em casa e senti a falta do meu pai

Mônica: Mãe cadê o papai?

Luísa: Filha seu pai viajou para uma cidade um pouco longe daqui a negócios.

Mônica: Ata. – eu disse sem me importar meu pai vivia viajando o tempo todo mais ele sempre tinha tempo para mim mais nessas últimas semanas não consegui nem dar um Bom Dia direito pro meu pai.

Luísa: Seu jantar ta na mesa.- eu fui até a mesa e jantei fui até meu quarto coloquei uma blusa recata preta meio colada com um decote enorme e um short curto mais não tão curto, eu realmente não sei onde eu estava com minha cabeça tentei não ligar para os aleluias que minha mãe soltou por eu finalmente vestir uma roupa de gente.

Mônica: Mãe vou tomar um sorvete ta muito calor.

Luísa: Tabom filha. – ela disse se sentando no sofá (le-se se esparramando no sofá). Sai pela porta e já era de noite na certa eram umas 6:00 horas fui até a sorveteria e todos ficaram me olhando inclusive os meninos oque me deixava desconfortável porque fui vestir uma roupa dessas? Resolvi pedir meu sorvete e fingir que nada estava acontecendo paguei ele e sai pela porta até que meu telefone toca.

Luísa: F-filha? – ela disse com a voz falha e meio chorosa não entendi nada.

Mônica: Oque foi Mãe você ta bem?- eu perguntei preocupada.

Luísa: Filha seu pai... – ela disse e não continuou eu estava ficando preocupada.

Mônica: Ele oque mãe?

Luísa: O Carro dele bateu no carro de um motorista bêbado e ele... – ela falou pausadamente- E ele bateu a cabeça muito forte e... ele morreu! – ela disse chorando e caindo em soluços meu coração apertou as lágrimas caiam dos meus olhos não tive reação nenhuma a não ser derrubar meu celular no chão e atravessando a rua sem olhar pra lugar nenhum até que escutei uma buzina quando olhei para o lado um carro vinha em minha direção ele vinha muito perto não deu tempo dele parar então fechei os olhos e soltei um grito agudo e senti algo me puxar com força e bater na parede junto comigo me fazendo bater a cabeça na parede. abri os olhos com dificuldade e vi um pessoa ou exatamente um menino. Deu tempo de eu analisar ele Tinha o rosto angelical, cabelos perfeitamente lisos e bagunçados, olhos penetrantes e castanhos me olhando, e asas brancas e grandes mais peraí!...ASAS? Não vi mais nada apenas desmaiei.