Meu Anjo

9 Traidor


Levi tinha deitado Eren ao seu lado. Levi o abraça forte, e começa a chorar em seu peito. Eren o abraça mais forte, como um gesto de carinho.

— O que aconteceu quando você foi sequestrado? — Eren resolve perguntar.

— Uma amiga minha morreu, deu a vida dela para salvar minha vida de merda — Levi fala apertando mais ainda o abraço.

— Não fala assim — Eren começa a afagar os cabelos de Levi — Vai ficar tudo bem, ela está em um lugar melhor...

Levi começa a olhar Eren com um sorriso, aparentemente sua presença ali tinha o ajudado muito para acalma-lo.

Enquanto isso, na sala, Dark (lobo) estava parado, pensando no que fazer.

De repente alguém bate na porta do apartamento. Dark não se moveu. A pessoa que queria entrar revela seu rosto entrando no apartamento.

Gabriel, ao ver aquele lobo gigante, e com uma energia de demônio; ergue a espada prestes a mata-lo. O lobo negro mais rápido e parte para cima de Gabriel, o derrubando no chão.

— Se eu fosse você não faria isso — o lobo fala em um tom de deboche.

— Por quê eu não o mataria?! — Gabriel exclama se debatendo.

— Eu sou forte, e você é fraco, aliás, eu o mataria aqui e agora, com muito prazer, mas acho que Eren não permitiria — Dark fala saindo lentamente de cima de Gabriel.

— Ah, você é o lado demônio de Eren? — Gabriel pergunta guardando a espada que carregava.

— Sim, eu sou, fui eu que deixei o Eren daquele jeito — Dark fala se sentando no chão.

— Fique longe dele, me ouviu?! Eu não quero que o meu irmão vire um demônio!

— O que tá acontecendo? — Eren pergunta aparecendo na sala ouvindo a conversa.

— Eren, você está bem? — Gabriel pergunta se aproximando do irmão — Você voltou ao normal?

— Eu estou bem, para com isso — Eren fala se afastando do irmão — Desde quando você se importa comigo?!

— Desde sempre, idiota! — Gabriel grita, parecendo que iria chorar — Eu quero te proteger, Eren! Eu quero que você fique vivo!

— E eu estou vivo! — o irmão casula grita.

— Eren? — todos ouvem uma voz calma, mas grossa.

Levi estava encostado no arco da porta, apenas observando a discussão. Seus cabelos estavam espetados, como as de uma criança que acabara de acordar.

Eren se aproxima de Levi e lhe dá um beijo na texto do “namorado”.

— Você está bem? — Eren pergunta calmamente passando o polegar na bochecha de Levi.

— Sim, é que eu ouvi a discussão, então eu decidi levantar — Levi fala esfregando os olhos — Quem é esse lobo?

— Bom, é o meu lado demônio — Eren fala calmamente — Nunca pensei que seria uma forma de lobo.

— Lado demônio? — Levi pergunta surpreso — Ah meu Deus, as vezes eu acho que eu estou sonhando.

— Não, você não está — Dark fala se aproximando de Levi — Tudo isso que você está vendo é real....

— Puta merda — Levi suspira — Como é possível um anjo ter um lado demônio?

— Todos os anjos tem um lado demônio — Gabriel fala se sentando no sofá — Até eu tenho um lado demônio.

— Acho que seria bem feio esse seu lado demônio — Levi fala em um tom de deboche.

Levi tinha raiva desse Gabriel, queria ele afastado de Eren, o mais longe possível. O ciúmes era incontrolável. Levi nunca se sentiu desse jeito, nunca.

Até agora...

— Você poderia ter nos ajudado naquela hora! — Annie grita com a figura encapuzada em sua frente — Desgraçado! Por quê você não apareceu?!

— Eu tinha mais coisa pra fazer — a figura fala bufando — Aliás, você é forte, não precisaria da minha ajuda para parar o Eren...

— Ele poderia ter matado o Pixis — a loira se aproxima da figura, já com raiva — Você não serve para nada mesmo.

— Sirvo sim, eu busquei informações sobre o Levi como Pixis disse, buscar seu ponto fraco, para no final, mata-lo — a figura estava quase tirando o capuz que cobria seu rosto — Tentei ao máximo fazer o Levi se esquecer do Eren, eu ia até fazer um “show” pra ele, mas, acho que não deu certo.

Devido a luz, revela o rosto da figura.

Ah, sim, era ele, tinha que ser ele. Um traidor, um traidor maldito, que o Levi nunca iria perdoar.

Era Irvin, o seu chefe de trabalho, a pessoa em que Levi confiou tanto, contou seus segredos mais profundos.

“Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade”.