Lohanna caminhava pelo Jardim com Yuri, eles riam de uma bobagem qualquer, já eram amigos há alguns dias, mas uma duvida percoria mente de yuri sobre a hanyou, uma não... várias, mas uma dentre todas o interessava, Lohanna não era o tipo de garota submissa que aceitaria qualquer coisa que seu marido a dissesse ou faria o que ele a mandasse fazer, mas ela seria extremamente carinhosa e ele nunca ficaria entediado, ela de alguma forma- às vezes- sabia quando calar a boca.
- posso te perguntar uma coisa? — ele perguntou olhando-a curioso.
a menina o ignorou um pouco e andou até uma roseira aspirando o cheiro delicioso que emanava delas e sorriu.
- já não está fazendo?- ela falou com uma voz melodiosa.
ele riu.
- é sério hannah.- ela arregalou os olhos ao ouvir aquilo... ele... ele... ele a chamara de HANNAH?
- como me chamou?- ele a olhou curioso e andou se sentou ao lado dela.
- de Hannah, algum problema?- ela fechou a cara.
PLAFT
- não me chame disso.- ela gritou.- NUNCA ME CHAME DESSE.NOME!
ela se levantou e andou com passos duros de volta ao castelo, o rapaz a olhou confuso, o que diabos acabara de acontecer hein? a poucos minutos riam como velhos amigos e agora ela lhe dava um tapa por ele lhe chamar por um apelido? ele olhou para a flor que ela estivera cheirando e percebeu... flores possuiam espinhos... flores possuiam uma beleza esplendida, todos gostavam de flores não importando se tinham espinhos ou não, mas as pessoas nunca queriam as machucadas... machucadas... Lohanna já havia sido machucada uma vez... duas talvez... era uma princesa... mas ainda era uma hanyou, se apaixonara por um garoto que só queria usa-la, ele lhe dera mais dor que felicidade, ele entendeu... Lohanna era uma flor... uma flor machucada que se curou com o tempo criando uma barreira em sí, uma flor com espinhos que lutava com todas as suas forças contra o coração... mas talvez... por baixo da barreira... ela não fosse mais indefesa que uma singela rosa... uma simples rosa.
0o0o0o0o
Lohanna bateu a porta do quarto depois de entrar e se jogou na cama deixando pequenas lágrimas caírem de seus olhos dourados, não acreditava nisso, ela já havia superado, mas então por que essas lágrimas caíam?
hannah! venha aqui você vai amar isso!
sim... ela o amara, mas aquele... por céus por que ele tinha que usa-la, ela sofria isso junto com sua mãe... sua mãe lhe contara que sofrera muito para conseguir ficar com o pai da menina, ela já ouvira a história repetidas vezes sobre o seu tio sesshoumaru e sua obcessão pela bela kagome, hilário, dois irmão quase se matando... ela suspirou e limpou o rosto com as mãos.
- já chega disso Lohanna, você não deve sofrer por causa de amor... ele nunca te amou.
ela suspirou de novo e ouviu batidas na porta.
- entra.
a porta se abriu mostrando uma das mulheres mais belas que já apareceram no mundo, ela sorriu levemente e andou até Lohanna.
- o que houve? — ela perguntou com uma voz melodiosa.
- nada mãe.- kagome a olhou e riu.
- como nada? é obvio que você está triste... sua aura... é por causa de youta?- Lohanna apenas assentiu e pegou uma mexa do próprio cabelo e ficou enrolando-a para não demonstrar tanto sua tristeza.
-ora minha linda, não precisa ficar assim, isso já passou.- falou kagome abraçando a filha para consola-la.
- eu sei mãe mas eu... eu naõ sei, naõ quero me machucar novamente.- ela falou dando um suspiro no final.
- eu sei, eu sei pequena, mas... existem pessoas que nos amam pelo que temos, outras nos amam pelo que somos... cada um te ama de um jeito diferente, menos a mamãe e o papai, nós te amamos igual.
ela riu.
- noticias de inuyoru? — perguntou Lohanna.- como anda a Lua-de-mel com Hikari?
kagome sorriu.
- ótimas, ele nos mandou um mensageiro nos dizendo que voltarão logo, Hikari naõ para de falar sobre você, ele já está com ciúmes.- Lohanna riu.
sentia muita falta de Hikari, sua melhor amiga falava pelos cotovelos mas sabia ficar calada quando devia, ela entendia Lohanna mais do que a mesma se entendia.
- sente falta dela, naõ sente?- perguntou kagome, Lohanna a olhou e falou.
- é tão óbvio?- kagome assentiu.
- sabe, seu pai está com saudades suas, disse que você não se importa conosco, eu iria sugerir para ir vê-lo hoje, mas acho que deveria ir falar logo com o principe yuri, naõ acho que ele tenha gostado muito do tapa.- Lohanna corou e logo falou.
- ele que se dane, eu naõ gosto de ser chamada de Hannah, sabe por que.
-sabe o que Hannah significa?- a menina a olhou curiosa.- flor, você é como uma flor Lohanna.
a menina riu.
- tudo bem, vou me desculpar, mais tarde.
Kagome balançou a cabeça negativamente.
- andas muito distraida não? hoje é o primeiro dia de lua cheia.
Lohanna arregalou os olhos.
- o crepusculo já está chegando, vá logo se desculpar com yuri, vou pedir para seu pai vir lhe ver no seu quarto a noite, certo? — Lohanna assentiu e saiu correndo do quarto, respirou fundo e sentiu o cheiro de yuri, ela correu até o local aonde ele estava, a biblioteca, ficou o olhando da porta e percebeu... lutava tanto contra o sentimento que se esquecera que era impossivel naõ se apaixonar de novo, riu de sí mesma.
- vai ficar me admirando até quando?- ele tirou os olhos do livro que segurava e a olhou.- não que eu me incomode, é claro.
ela riu.
- hentai.
ela andou até aonde o rapaz estava e respirou fundo.
- Yuri, quero que saiba que... não foi minha intenção lhe bater.
- não foi? o tapa foi bastante forte para quem não queria m machucar.- ela o olhou segurando a raiva.
- naõ está ajudando em nada.- ela falou revirando os olhos.- agora, você deve ter percebido que eu não gosto que me chamem de Hannah não é? — ele a olhou confuso.
- ahn, não gosta? eu nem desconfiei.
- se acalma hannah.- ela falou para sí mesma, ela o olhou viu que ele estava com um sorrisinho sarcastico no rosto.- okay, exploda.- ela falou para sí mesma antes de pular nele e começar a bater nele, o rapaz ria dos ataques da menina mas ele acabou se desequilibrando e caiu no chão com ela em cima, ele viu-se perder nos olhos dourados da menina, ela começou a se aproximar do rapaz e beijou-lhe os lábios, foi um toque leve, logo se separaram foi aí que algo imprevisto aconteceu, ele enrugou a testa.
- seus olhos.- ela arregalou os olhos.- estão um pouco castanhos,
se levantou correndo e gritou
- BOA NOITE!
ela correu até o quarto com a velocidade de hanyou e trancou a porta bem a tempo, quando se olhou no espelho de novo viu seus cabelos completamente castanhos ondulados, pegou dois prendedores e fez uma maria chiquinha que deixava a parte de trás do cabelo solta, suspirou e alisou o vestido azul claro, ela ouviu a porta bater e gritou um \"entre\" a porta se abriu e dela saiu alguém que ela não esperava.
- yuri? — ela falou assustada, sem seu olfato não sabia quem era, mas imaginava que era seu pai, o rapaz a olhou confuso, quem era aquela garota.
- ahn, sim? e quem é... você? — ele perguntou confuso, ela era quase indentica a Lohanna... mas era humana.
- ahn... a princesa.- ele a olhou com os olhos arregalados.- após o crepusculo do primeiro dia de lua cheia eu me transformo em humana.
ele a olhou e sorriu.
- ainda continua linda.- ela riu.
- não parecia ser isso quando me viu.
ele se aproximou e a abraçou, a garota corou e ficou rigida.
- não gosta de ser abraçada? — ele perguntou, a menina se separou dele e falou.
- não muito... é... contato físico, não sou fã.
ele riu.
- estranho.
- meu pai deve chegar a qualquer minuto, é melhor você ir dormir.
ela começou a empurra-lo para a porta, antes dele sair ele lhe deu um leve beijo de boa noite e saiu com um mau pressentimento, Lohanna se sentou na cama e sorriu, de repente uma mão lhe tapou a boca e um cheiro muito forte invadiu suas narinas... tudo ficou negro.
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