Meu Amor

11 Capítulo 10


Notas iniciais
Oi. Antes de tudo, gostaria de agradecer a Isa Mikaelson e a Vivi Costa ( e a TahH também, de novo) pelas recomendações. Estava olhando o Menu da Fic e foi uma surpresa maravilhosa, quando vi que tinha mais recomendações. Fiquei com os olhos cheios de água e me faltou ar! Hehuehue Quase saí dando pulinhos pela casa. Mas me segurei. É muito legal saber que estou agradando tanto. Fico super-hiper-mega empolgada pra continuar escrevendo só de ver os comentários, e ainda mais com as recomendações. Quando estou cansada, sempre dou uma olhadinha aqui, e me lembro que falta pouco pra terminar, e que todo mundo quer saber o final da história. AhushuhsuaMuito obrigada pelos comentários de todas, sério mesmo! Estou muito feliz!Escutem essa música, fica bem legal com o capítulo (e no fundo, tem um pouco a ver): http://www.youtube.com/watch?v=1tKlYkdShVQAgora, vamos à Fic, e depois... SURPRESA! ^.^

Capítulo 10

Zsadist teve que se segurar para não voar no pescoço de Andy quando ele começou a alimentar sua filha. Como isso acabou acontecendo? Ele a querendo? Como? Andhras sempre havia sido seu amigo, e ele nunca percebera o cara olhando para sua Nalla de forma diferente. Ok, na cerimônia de iniciação eles se encararam, mas Z podia jurar que não houvera outras vezes. E Nalla estava na sala de recuperação simplesmente porque ele a salvara. Nada de mais. Não é?

Bella segurou sua mão e Z se virou para ela. Sua shellan tinha limpado as lágrimas e estava mais tranquila, agora. Rehv e Ehlena tinham entrado, o quarto estava mais vazio e tranquilo, e Butch tinha ligado para Phury, que prometeu ir assim que escurecesse.

Mas Andhras ainda estava ali, a alimentando. O corpo encostado na cabeceira da cama, o pulso na boca de sua nalla, que sugava avidamente. Tinha deixado de ser pálida, e estava começando a ficar corada. Então, ela estremeceu e soltou o pulso.

Todos prenderam a respiração, esperando que abrisse os olhos. E ela o fez.

Seus belos olhos focaram primeiro Andhras. O choque se espalhou por seu rosto. A dor. Z se inclinou para ela. Queria confortar sua filhinha. Bella segurou seu pulso, o pedindo para ter calma.

Nalla gemeu e se contorceu.

“Papai?” o choramingo o fez se virar tão rápido para Nalla que sua coluna estralou. Ele segurou sua mão, enquanto ela ainda tinha consciência. “Está doendo!” chorou um pouco.

“Vai passar, minha nalla, vai passar” acariciou seus cabelos, enquanto ela apertava sua mão e se revirava na cama, mordendo os lábios.

Z respirava com força, segurando suas fêmeas, uma em cada mão. Então encarou Andhras. O Irmão estava sério, olhando para sua filha atentamente. Havia fechado o pulso e agora ficara parado, sentado no colchão, assim como Zsadist.

“Você está bem?” perguntou. Estava irritado, ainda. Mas o cara estava ali, ajudando, então deveria ao menos respeitá-lo.

“Sim.” Um suspiro. Então Andy levantou os olhos verdes e o encarou. “Zsadist...”

“Não quero ouvir.”

“Não, Z, precisamos falar.” Ah, droga, ele estava irredutível. Mas não ia falar. Não ia. Não importa o que Bella ou Phury dissessem. Na verdade, queria ficar sozinho com Rehv e preparar um jeito de afastar Andhras de Nalla. Sim, tinha que afastá-los... “Zsadist, olhe para mim.”

“Fique quieto, Andhras, já disse que não quero conversar.” Os dois machos se encararam de novo. “Você alimentou minha filha porque minha shellan pediu. Mas por mim, você estaria suspenso da rotação por uma semana, e olhe lá.”

“Só Tohr e Wrath podem dizer isso, Z.”

“É.” E ficou calado, desviando o olhar e encarando Bella.

Sua fêmea estava quietinha, segurando sua mão. Ela olhava de um para outro, e depois para Nalla. Então seus olhares se encontraram. Zsadist se perdeu dentro dos olhos de safira.

“Acho que ela não vai acordar por um tempo.” Uma voz grave disse. Z se virou para dar de cara com seu gêmeo.

Phury estava com os cabelos presos num rabo de cavalo baixo e as vestes de couro de quem vai sair para a luta. Ao seu lado, Cormia, com um sorriso enorme, e Ahgony, com os olhos esbugalhados.

“Meu irmão...” a garganta de Zsadist estava fechada. Quando se levantou, sentiu que o chão se mexia sob seus pés. Ao caminhar para Phury, parecia que tudo rodava. Então, eles se abraçaram no meio do caminho.

“Vai dar tudo certo, Z.” Phury murmurou. Eles se afastaram. “Ela vai ficar bem” e então, viu Andhras. O guerreiro encarava os dois irmãos calmamente. “Olá, Andy.”

“Oi” Então Phury viu o jeito do Irmão com Nalla, e a postura de Z. Tudo fez sentido. Phury começou a rir.

Cormia, que estava com Bella, o encarou.

“Que aconteceu, hellren?”

Phury abraçou seu irmão e procurou por Rehvenge.

“Nada, shellan, nada.” E então o encontrou. “Venha aqui, Rehv, vamos conversar ali fora.”

Z rosnou.

“Não vou sair daqui até Nalla acordar.”

“Meu irmão, acalme-se. Ela vai ficar bem. Já te disse. É rápido. Venham.” E saiu corredor a fora, para o escritório de Wrath.

*

Quando Zsadist saiu, Bella olhou para Andhras. Ela viu quando ele soltou a respiração, olhou para Nalla a acariciando, e depois olhou ao redor.

“Você está bem, Andhras?”

Ele lhe sorriu. Era um macho lindo, de compleição forte, assim como seu hellren e Rehv. E tinha um coração incrível, também, pelo que ouvira. Mas o fato de ter se tornado amigo de Z e entrado para a Irmandade já dizia bastante sobre ele. Ela o queria para Nalla.

“Sim, Bella, obrigado.” Ele suspirou e sorriu para Cormia e Aggie. Ahgony se aproximou do macho e o cumprimentou amigavelmente. “Você está bem, Aggie?”

Os cabelos louros de seu sobrinho se agitaram, refletindo a luz do quarto.

“Sim. Um pouco apreensivo, sabe como é. Mas nada que não vá passar. Especialmente quando Nalla acordar.”

Os dois trocaram um olhar cúmplice. Havia acontecido algo. Mas Bella deixou passar. Eram machos, e Aggie e Andhras deveriam se encontrar por Caldwell nas saídas noturnas.

“Talvez queira comer algo, Bella?” Cormia estava sentada na cama, onde antes Z estivera. “Quer que peça para um doggen lhes trazer comida?”

“Não, estou bem...” Mas depois... Estava na hora da primeira refeição, e estava com fome, sim. “Acho que sim... Seria bom ficar aqui, para o caso de Zsadist voltar, mas não consigo ter fome...”

“Não se preocupe com a fome.” Cormia cobriu sua mão com a própria. “Vai chegar. Deixe-me pedir algo para vocês dois. ”Sua cunhada foi até o telefone, fez o pedido e voltou. “Vai chegar logo.”

“Bella?” A voz de Andhras foi um choque para as fêmeas. Elas o olharam. Ele tinha tirado as botas de combate e a jaqueta, e se acomodara na cama de forma que pudesse ajudar Nalla caso precisasse dele, mas sem invadir o espaço dela.

“Sim, querido?”

O macho parou por um segundo. Bella viu que ele ficou sem jeito, o rosto e o pescoço vermelhos. A barba que estava por fazer ficou mais aparente.

“A senhora se incomodaria...”

“Senhora?” ela riu. “Só a Virgem Escriba, Andhras.”

Ele se remexeu, olhando ao redor.

“Desculpe.” E abaixou a cabeça. Era tão lindo, ficando sem jeito. Queria que Zsadist visse a forma como ele se portava. Nalla deveria tê-lo. Era um bom macho. Valoroso. De educação impecável. Boa linhagem. Bom guerreiro. E amigável. Por que seu hellren não via isso?

“Tudo bem. Continue.”

“Gostaria de continuar alimentando Nalla. Se não a ofendesse. Sei que Zsadist não quer, mas...” ele tomou uma longa respiração. E a encarou com aqueles olhos verde-escuro. “Prometo que vou cuidar dela... Dou meu braço da adaga pela Nalla....”

O carinho e a devoção na voz dele, junto com o cheiro de vinculação que ainda estava no ar a lembraram de Z. Seu macho sempre a protegeu. Ele a salvou do cativeiro, e quis protegê-la dele mesmo, quando teve medo de se entregar ao amor deles. E depois, teve medo de contaminar Nalla com as lembranças de seu passado. O Amor nos faz cometer loucuras. E o Medo, também.

Bella se levantou, passou por Cormia, deu a volta na cama, e abraçou Andhras suavemente.

“Claro que sim, guerreiro. Por mim, não terão problemas.”

“E acho que ninguém vai se opor, na verdade.” Ahgony murmurou. “Ok, talvez Rehvenge e tio Z. Mas eles sempre foram neuróticos com a Nalla.”

Os presentes no quarto riram. Alívio começava a se instalar em seus corações.

*

Na sala de Wrath, algumas portas antes, em frente à grande escadaria, os sete Irmãos mais antigos e Rehv estavam reunidos.

Uma disscussão acalorada se instalara. De um lado, Wrath, Butch, Vishous, Phury, John, Qhuinn, Rhage e Tohr. Do outro, Zsadist e Rehvenge.

“Isso é um absurdo, Zsadist!” Wrath esclamou mais uma vez. “Não posso fazer isso.”

“Meu Senhor, absurdo é ele me ofender desse jeito perante minha família, no momento mais inapropriado...”

“Ora, Wrath, seja honesto!” Rehv cortou. “Você não pode ou não quer obrigar Andhras?”

O silêncio pesou.

“Sejamos racionais, Z.” Butch falou. “Andy não cometeu nenhum pecado. Você só está com medo.”

“E você só diz isso porque ele é seu amigo, tira.” O pai grunhiu.

“E até onde eu me lembro, é seu amigo, também.”

Houveram risadinhas disfarçadas por um segundo, antes de Dhread se pronunciar.

“Acho que deveria falar com a Nalla, antes de qualquer coisa, Z.” o príncipe estava ouvindo tudo calado até aquele momento. Sentado numa cadeira próxima a Wrath, atrás da grande escrivaninha que o Rei usava.

“Falar com ela? Claaaro, pra que ela diga que eu estou sendo irracional e ciumento, e que não a amo de verdade...” ele bufou. “Quero um Rytho, Wrath.”

“Z...” Phury deu um passo à frente. “Z, se não for Andhras, vai ser outro... Deixe que ela escolha...”

“Você não viu a cara dela quando abriu os olhos e o viu ao lado dela na cama, Phury!” Rehv o cortou. “Ela não o queria ali!”

Os gêmeos se viraram para o rei Sympatho.

“É verdade, meu irmão...” Zsadist começou.

“Z, Rehv. Vocês tem que levar em conta o que ela quer-”

“Nalla é como a Bella, não se contenta com pouco...”

“...Tenho certeza que ele é bom para ela.”

“Deixe que aconteça, Zsadist.”

“Não sejam cabeças dura...”

Muitos machos falando ao mesmo tempo. Rehv pegou de relance as mãos de John se agitando freneticamente, Qhuinn traduzindo.

“Chega!” Wrath estava de pé, George ganindo, ao seu lado. A coleira do cachorro era segura com tanta força que parecia que o Rei ia estrangular alguém. Ele deu a volta na mesa e parou em frente a Zsadist. “Porque você e eu somos Irmãos, e porque amo Nalla como minha sobrinha, vou decretar o Rytho. Mas se ela colocar argumentos que o desvalide, Zsadist... Não importa. Andhras não machucou ninguém, e não feriu a honra dela quando se propôs a alimentá-la.”

Z fechou a cara, fez bico e cruzou os braços. Mas depois de um minuto encarando o chão, cedeu.

“Tudo bem.”

Os Irmãos suspiraram e começaram com conversas diversas, mais leves.

Z voltou para o quarto da filha, pretendendo ficar com ela até que terminasse o processo da transição.

*

Horas depois, Andhras estava adormecido ao lado de Nalla, os braços e as pernas cruzados, o maxilar relaxado. Zsadist estava observando o macho havia horas. Ele estava sempre por ali. Quando comeu, não tirou os olhos de sua filha por muito tempo, e só se alimentou porque Bella ameaçou expulsá-lo do quarto. Segurava ocasionalmente a mão de Nalla, para soltar de repente e voltar a tocá-la com carinho no braço ou no rosto. Como se estivesse lutando contra tudo.

Os olhares deles se encontraram algumas vezes. Z estava tão irritado e assustado que não conseguia mostrar para Andhras que na verdade, estava feliz que fosse ele ali, e não qualquer outro.

Estava satisfeito em ver como o Irmão queria cuidar de sua filha. Phury e Vishous tinham razão: melhor Andy que um dos engomadinhos da Glymera.

Mas o medo de perder sua filhinha... Deus, o medo terrível de vê-la sofrer, de que seu hellren a deixe, que não a proteja, que a decepcione... Que ela ame mais ao macho que ao seu pai...

Sim, Zsadist tinha medo que Nalla se esquecesse dele. Que...

“Andhras?” A voz dela estava pastosa e fraca. Z deu um pulo e se inclinou para o corpo suado de Nalla. Andy se contorceu, e Bella ficou tensa, encarando a filha.

O guerreiro sorriu. Tão intenso que Zsadist tomou um susto. Era alívio, amor e carinho, promessa certa de paz e vida tranquila. O que ele sempre quis para suas fêmeas.

“Nalla...” Andy tocou o rosto dela por um segundo. E então encarou Z e Bella. “Seus pais estão aqui.”

Nalla se virou para encará-los.

O coração de Z parou por um segundo. Ela ainda tinha os olhos dele, amarelos como citrinos. E os mesmos cabelos de Phury, multicoloridos e ondulados. Seu rosto ainda era uma mistura do dele e de Bella.

“Oh, minha querida!” Bella se jogou na cama, abraçando Nalla. As duas choraram baixinho por um momento. Zsadist sentiu seu peito comprimido de amor e orgulho. Sua princesinha tinha passado por mais uma provação. Sorriu abertamente e encarou Andhras. Ainda queria matar o macho, mas dado que ele alimentara sua filha, agradecer não custava nada.

“Obrigado, Andhras.”

Andy arqueou as sobrancelhas e sorriu um pouco.

“Não foi nada, Z...”

“Isso não significa que estamos bem.”

“Não pensei isso.” Suspiraram.

Uma mão quente envolveu a sua e Z olhou para baixo. Nalla o puxou para si, e o guerreiro aproveitou para agarrar-se aos seus amores, apertando-as em seus braços.

*

Nalla se remexeu na cama. Estava molhada de suor, grudenta, e com a pele sensível. Queria mais que tudo um banho. Seus pais haviam saído há alguns minutos. Ela imaginou que a forma que sua mahmen achou de deixar Andy e ela sozinhos. Bem, funcionou. Agora ele estava arrumando suas coisas na mesa de cabeceira, com o rosto vermelho, sem olhar para ela direito. Resolveu falar algo.

“Você -”

“Quer tomar banho?” Eles falaram juntos. E riram.

Mas Nalla estava triste ainda assim. Lembrava da dor de ser expulsa do quarto dele. Não queria ser enganada. Nem que ele fizesse qualquer coisa por que se sentia culpado.

“Adoraria” respondeu. Andhras respirou fundo, levantou-se e entrou no banheiro.

A primeira coisa que Nalla pensou foi que tinham que trancar a porta. Não queria que ninguém, especialmente seu pai, entrasse e os vissem juntos. Se é que ficariam, porque depois de tudo, provavelmente Andhras preferiria uma Escolhida Erhos, e não uma recém pós-trans Inthocada.

Ela ouviu o barulho de água escorrendo, e depois Andhras voltou com uma toalha branca felpuda. A que ela normalmente usava para se enxugar. Estendeu-lhe a toalha e quando Nalla a pegou, virou de costas e cruzou os braços.

Nalla teve vontade de rir. Depois do amasso quente que trocaram no Iron Mask, ele ainda se comportava como um cavalheiro.

Tirou as roupas sob as cobertas, enrolou-se na toalha e sentou.

“Estou pronta.”

Só então o guerreiro se virou. Nalla viu os olhos dele faiscarem, passando pelo seu rosto e depois por seu corpo, rapidamente. Mas logo voltou a olhar para os olhos dela, e o sorriso que abriu foi tão lindo que quase a fez chorar.

“Vamos, então!” e a pegou no colo, a carregando para o banheiro.

“Andhras! Me ponha no chão!”

Ele riu e a colocou no Box, ainda de toalha. Então se afastou, tirou a blusa e a calça e entrou junto com ela, fechando a porta de vidro.

Nalla sentiu seu rosto esquentar. Ele era lindo. Os olhos dela passearam pelo corpo do macho. Andy tinha a marca da Irmandade no peitoral esquerdo, e tatuagens que desciam pelo ombro direito, costelas, barriga e começo dos quadris. Braços e pernas grossos e torneados. Todo músculo.

“Você gosta do que vê?” ele ronronou. Quando os olhares de encontraram, os olhos verdes dele estavam escuros e líquidos. Cheios de paixão. O cheiro dele enchia o ar. Nalla sentiu um arrepio descer por sua espinha.

“São bonitas. O que significam?”

Ele sorriu, aproximou seu corpo do dela, pegou um frasco de shampoo atrás da cabeça da fêmea e o abriu.

“Te conto um dia...” e começou a ensaboar a cabeça dela.

Notas finais
Bom Dia! Muito beeem, mais uma quinta-feira, desta vez sem atrasos!Primeiro, gostaria de saber o que vocês acharam do capítulo, como sempre! Suas opiniões e ideias. Adoro. Principalmente sobre o que vai ter na próxima atualização! AhahSegundo, fiquem atentas à Pedaços da Vida! Logo, logo tem atualização! Ahsuhuasuha Mal posso esperar por essa!Terceiro, mas não menos importante: estou pensando em fazer uma página no Face ou um Tumblr para a Fic. Assim vocês poderão acompanhar citações, imagens, novidades, ideias. O que acham?Beijo, Beijo!!30 de maio de 2013