Meu Amor
9 Capítulo 8
Notas iniciais
Desculpe, desculpe!
Deeeeesculpe!! Y.Y
Espero que gostem.
Capítulo 8
Nalla entra na Sala de Operações e vê Andhras se debatendo freneticamente sobre a maca. O pânico a controla, impulsionando seu corpo para frente, para ele...
Ehlena está à sua frente. Entrega-lhe uma sacolinha plástica com um sabão em barra.
“Betodine. Antisséptico. Lave as mãos. E bem. Depois pode ir.” A pré-trans trocou um olhar desesperado com sua tia. Porém a fêmea não vacilou. “Ande!!” e se virou, ajudando com o soro e o que seria necessário para a cirurgia.
Enquanto isso, Nalla correu para a pia ali próxima, apertou o pedal, ensaboou as mãos, esfregou até a pele ficar avermelhada, e depois enxaguou, apertando o pedal novamente. Terminou, enxugou as mãos numa toalha esterilizada ali ao lado e correu para o lado mais livre de Andhras. Estava tão assustada com a tensão que não conseguia falar.
Ao segurar a mão dele, porém, um choque percorreu seu corpo, e a inquietação no corpo dele diminuiu, embora não totalmente.
Vishous já havia mudado de lugar, ao redor de Manny e Jane, ajudando a estabilizar o macho, controlando a anestesia enquanto os dois médicos se preparavam para entrar no buraco feito pela bala do redutor. Como o macho ainda não estava calmo o suficiente, não havia como anestesiá-lo sem que sofresse algum trauma.
“Fale com ele, Nalla” Manny murmurou, enquanto segurava a seringa com o anestésico numa mão, e segurava o braço do paciente na outra. Ele e V. estavam concentrados nos batimentos do macho.
A fêmea suspirou. O que dizer? Que não queria que morresse? Que estava a salvo? Que seus tios iam cuidar dele?
Abriu a boca, mas precisou engolir apressadamente duas vezes, antes que finalmente conseguisse articular.
“Estou aqui... shh- shh... Estou aqui, Nallum. Se acalme...” Virgem, como estava preocupada com ele. Seu corpo grande e forte agora nada mais que um peso morto. A pele, antes dourada e saudável, tinha um brilho azulado... Mas quando ela começou a falar, viu que ele se acalmou até parar de se mover. E então, ao levantar os olhos marejados para os tios, percebeu Vishous e Manello o anestesiando, e Jane pronta para entrar em ação. Atrás da médica, Ehlena lhe sorriu.
“Está tudo bem, querido. Você está a salvo. Todos estamos...” ela continuou enquanto tudo progredia. Seu olhar preso no rosto dele, tentando ver qualquer sinal de mudança, de dor, de consciência... Qualquer coisa.
Então ela escuta a voz de Vishous e olha pra cima. Ele a encarava.
“O quê?”
“Você afastaria pra que Pheonia pudesse alimentá-lo?”
Nalla franze a testa.
“Pheon--?”
Então ela a vê.
A Escolhida estava encostada na parede. A mesma que ficou no lugar de Xhex, antes. A fêmea era linda, corpo longo e delicado, feminino, alto. Os cabelos castanhos enrolados firmemente sobre a cabeça, e os olhos verdes brilhantes. Ela estava tensa. Assim como todos.
Curvou-se na altura da cintura para Nalla e olhou rapidamente para Andhras.
“Deixe-me alimentá-lo, Sua Graça. Vou mantê-lo seguro e com vida para a senhora.” O instinto mais estranho percorreu a mente de Nalla: queria arreganhar a boca, mostrar os dentes e rosnar para a outra. Mesmo que não houvesse ameaça real, além da morte do guerreiro, era o pulso dela que deveria alimentá-lo...
“Nalla, vamos!” Vishous exigiu, fazendo-a voltar à realidade. Então, saiu do meio, ainda segurando a mão do Irmão, e deixou que a vampira tomasse seu lugar próximo à cabeça do macho. Manny e Jane abriram o esterno do macho com um aparelho. E começaram a operação. O sangue da Escolhida dava forças ao corpo do macho, mas seu espírito estava seguro neste Lado pela mão que segurava a sua, e pela voz que o acalentava.
*
Horas depois, com os pontos fechados e a bala de chumbo fora do corpo dele, Nalla finalmente se senta numa cadeira que Manny trouxe para perto da maca. O guerreiro iria ficar ainda na SO por algum tempo, por via das dúvidas, afinal, a bala estava bem perto do coração. Se não houvesse Xhex, se eles não tivessem trabalhado rápido, ele poderia ter morrido. Ela estava lá, então. Ainda. Segurando a mão dele, cantando baixinho.
Manello lhe disse que ia demorar a que voltasse da anestesia, porque era um ferimento grave e que precisava de tempo. E ainda iria se alimentar muitas vezes. Por causa dessa observação, Pheonia havia sido transferida momentaneamente para o quarto de recuperação ao lado, a fim de que pudesse chegar até o macho mais rapidamente.
Nalla não apoiava essa ideia, mas enquanto não passasse pela transição, nada poderia ser feito.
Deitou a cabeça na maca, ainda segurando firmemente a mão de Andy, e fechou os olhos. Ele estava bem, agora. Ela poderia...
*
Despertou com a porta abrindo lentamente. Por esta, Jane e Pheonia passaram.
Sua tia sorriu e caminhou para perto do macho.
“Como você está, Nalla?” e começou a avaliar os diversos aparelhos que controlavam os pulsos vitais de Andhras.
“Bem...” Nossa! Era a voz dela? Estava fraca, com a garganta seca. “Estou bem.” Então analisou as duas fêmeas. Jane parecia calma e tranquila. Havia um sorrisinho em sua boca, enquanto olhava o curativo. Pheonia estava ao pé da cama, calada. Estava séria e olhava firmemente para os movimentos da doutora.
“Que ótimo! Olhe, Andhras vai ficar bem. Por que você não vai dar uma volta, esticar as pernas, dormir, comer? Ficarei aqui e te aviso se algo mudar...”
Mas Nalla não ouviu o resto. Ela viu o olhar que Jane lançou para Pheonia, por um segundo. Levantou-se num pulo. Elas queriam que ela saísse para que pudessem alimentá-lo?
“Não. Não vou sair. Não vou deixar meu... Salvador... Ficar sozinho.”
“Você precisa descansar, Nalla” a voz ajuizada da tia a irritou.
“Não, eu...”
“Nalla...” Sim, ajuizada, irritante. Com aquele tom que dizia não-teime-comigo-mocinha. “Você sabe como as coisas funcionam comigo. Vá agora. Você está um caco. Precisa de um banho.”
“Que horas são?” mudou de assunto rapidamente. Um plano se formando em sua cabeça.
“Oito horas, Sua Graça” A voz da Escolhida era um murmúrio suave e gentil.
“Bem, dormi por duas horas-”
“Que são menos que o recomendado!” Jane exclamou, franzindo a testa.
Nalla continuou. “-duas horas inteiras. Estou bem. Não estou com fome. Mas posso pedir que um dos doggen traga roupas e comida pra mim, se insiste. E me banho num dos banheiros dos quartos aqui embaixo. Não se preocupe, tia. Vou ficar bem” colocado isso, sentou-se novamente na cadeira e suspirou.
Então um silêncio caiu sobre elas. A pré-trans achou que Jane a estava encarando irritada, mas ao levantar os olhos, viu que a medica sorria para Andhras. Olhou para o macho, então. Os olhos dele tremiam levemente, como se estivesse lutando...
“Ele está voltando” Dra. Jane murmurou. “Fale com ele, Nalla.”
“Andhras? Pode me ouvir? Está tudo bem, agora, querido...” A respiração falhou, o coração bateu mais rápido, a boca secou... Quando ele abriu os olhos e fitou diretamente dentro dos seus.
Logo depois, porém, voltou a fechá-los, como se só estivesse se certificando que era ela ali.
Nalla se recostou no respaldar e fitou as duas fêmeas.
“Podem alimentá-lo, mas ficarei aqui.”
*
Uma semana depois, as coisas estavam começando a caminhar de volta nos trilhos dentro do Complexo da Irmandade. Andhras estava se recuperando bem, sendo alimentado quase cinco vezes ao dia com o sangue de duas Escolhidas. Pheonia sempre estava por perto, assim como Nalla. A outra Escolhida vinha ocasionalmente, para deixar que sua Irmã descansasse. A Escolhida não largava o guerreiro, e a pré-trans estava cada vez mais enciumada, porém, a única coisa que poderia fazer no momento para marcar seu território era não deixar os dois sozinhos. Nas poucas vezes que não pôde evitar sair, encontrou Andy um pouco inquieto, com a vampira inclinada sobre ele, tentando acalmá-lo fazendo carinho. Nalla quase voa no pescoço da outra, mas se conteve. Stress não ia melhorar a condição de seu macho.
Domingo à tarde, logo depois do meio dia, quando foi obrigada por seu pai a ir comer alguma coisa, Nalla voltou para perto de Andhras com as palavras da Dra. Jane, que tinha examinado o macho algumas horas antes, retumbando na cabeça:
“Ele deve acordar definitivamente, logo. Não se preocupem, estará novo em folha!”
Andando pelo corredor, encostou-se a uma parede. Estivera sentindo fortes dores na cabeça e no corpo no decorrer da semana, variando de intensidade. Porém, a dor que lhe perfurava o crânio naquele momento a deixou desnorteada. Estava com uma enxaqueca terrível! Deveria ser por conta das noites mal dormidas na sala de repouso em que Andhras estava.
Talvez devesse escutar seu pai, que sempre a lembrava de cuidar de si mesma por algum tempo seja dormindo, comendo, respirando... Z a estivera rondando durante todo esse tempo, invadindo o quarto do Irmão nas horas mais inesperadas, pregando-lhe sustos enquanto dormia, ou algo assim. Mas sempre trazia guloseimas e roupas e mimos. Ou ficava ali, cantarolando, lendo o jornal. Seu papa era seu melhor amigo, acima de todos. Mas estava apavorada com a ideia de revelar-lhe os sentimentos que tinha por Andy. E se Z não o aprovasse, o que faria? Embora, tecnicamente, fosse impossível.
Uma mão tocou-lhe o ombro e a fêmea virou-se, assustada.
Deu de cara com um peitoral enorme, vestido com uma regata preta molhada de suor. Levantou os olhos um pouco mais e... Trez, o Sombra, de uma pele negra belíssima como ébano, a encarava preocupado.
“Tudo bem com você?” os olhos astutos do macho espreitaram o rosto dela.
“Sim, tudo bem. Só uma tontura.”
“Hmm.” Ele cruzou os braços sobre o peito e franziu a testa. “Tem certeza que está bem?”
“Sim, Trez, estou bem.” Fez um gesto de descaso com a mão. “Estou com enxaqueca há algumas horas, mas vai passar. Estou indo ver Andhras, e depois vou dormir um pouco...”
O Sombra sorriu, as presas brancas e brilhantes refletindo a luz do teto. Ele parecia satisfeito com essa ideia.
“Sim, você deve dormir um pouco. Descance, Tahlly. Qualquer coisa ligue pra mim. Estou livre agora a tarde.” Deu meia volta, e começou a caminhar despreocupadamente corredor acima, em direção à Mansão.
Então, a fêmea seguiu seu caminho lentamente, tentando não enlouquecer de dor.
Ao chegar onde o macho estava, encontrou-o gemendo baixinho, como sempre, quando ela não estava. Seu corpo tremia levemente, e parecia haver suor pelo rosto... Pheonia saiu do banheiro com uma toalha branca limpa, e enxugou o rosto dele, falando-lhe alguma coisa no ouvido, mas o quadro não mudou.
Nalla correu para os dois, mas segurou a mão do macho entre as suas, desejando poder rosnar para a Escolhida e enxotá-la dali. Mas Andy não parou. Nalla acariciou o braço do macho, enquanto a morena à sua frente olhava para as feições dele compenetradíssima.
“Está tudo bem, Andhras...” murmurou. Estava tão cansada... Tão cansada... Seu corpo todo doía. “Tudo bem, querido. Já passou...” ele se acalmou, finalmente. Ficaram as duas fêmeas, o encarando durante um tempo. Nalla perdeu a conta de quanto... Até que ele abriu os olhos lentamente, como tinha feito algumas vezes antes, e reparou nas duas.
Tentou falar, mas a garganta estava muito seca. Pigarreou. Antes de Nalla poder oferecer água, Pheonia já estendia um copo, sorrindo docemente. O Irmão bebeu avidamente, e repetiu duas vezes. Então relaxou.
“Deseja algo mais, guerreiro?” A voz doce e solícita da Escolhida irritou Nalla profundamente. Ela sabia que estava com ciúmes. E sabia que não era algo sem cabimento, afinal, Pheonia estava sempre ali, por perto, olhando para seu macho, querendo-o. Conhecia bem aquele olhar.
“Não...” ele grasnou. Arregalou os olhos e estremeceu. A mão que segurava a de Nalla apertou forte, como se quisesse confirmar que era real. Ele a encarou, então.
“Você está bem?” A voz dele, a preocupação, junto com a tensão e tudo o que o levou àquela maca sobrepuseram Nalla de tal forma que ela começou a chorar desesperadamente, soluçando. Colocou a mão na boca, para tentar se controlar. “Oh, nalla... Nalla, não chore...” ele afagou a mão dela, o que só a fez chorar mais.
“Pen- pensei que você n-não ia...” gemeu. Ele a puxou para perto, fazendo com que o rosto dela ficasse enterrado na curva de seu pescoço. Nalla ficou levemente consciente de que aquele era seu lugar. O choro continuou. Andhras a apertou o máximo que pôde, e fê-la sentir-se segura de novo. Estava tudo bem, finalmente. Ele estava acordado e consciente, e tinha força...
“Shh- sh... pare de chorar, nalla. Estou aqui...”
*
Andhras sentia que, por mais que estivesse deitado numa maca, usando uma camisola de coraçõesinhos, e nu por baixo de tudo, ainda era um macho. Sim, o era. Estava com medo de não ser mais digno de nada, mas quando Nalla o encarou de volta, sentiu que era forte. Que poderia aguentar tudo. Todo o sofrimento que passou quando jovem, todas as dores, os julgamentos, as noites de luta... Se eles o trouxessem de volta para os braços dela. De volta para aqueles incríveis olhos amarelos como o sol, que o fitavam com tanto amor e compreensão e esperança.
E depois, ao puxá-la sobre si, confirmou isso. Ela ainda cabia perfeitamente entre seus braços, ainda podia esmagá-la com sua força. Era verdade que estava fraco, mas continuava sendo macho para segurá-la. Talvez não para protegê-la, mas isso veria mais tarde. Só queria um tempo com sua fêmea... um tempinho mais...
Então viu Pheonia. A Escolhida estava desconfortável, encarando a parede, sentada numa cadeira ali perto. Tinha “cara de paisagem”, como Rhage diria. Não ostentava reação alguma.
Então percebeu o quão desejoso de sangue estava.
Afastou Nalla de si, um pouco. A fêmea entendeu isso e limpou os olhos, não o tocando mais. Andy sentiu-se órfão do calor, do toque, da maciez da pele. Queria implorar para que ficasse com ele, que não o soltasse jamais... Mas a fome era maior. Sentiu uma dor no estômago. Virgem, parecia que não se alimentava há semanas!
Estendeu a mão para ela e olhou a Escolhida. Suas presas despontando nos lábios. Queria tanto poder tomar de Nalla... Quando ela passasse pela transição, tinha certeza que seu sabor seria incrível, maravilhoso... Iria explodir em sua boca num frenesi tão intenso que...
Remexeu-se na maca, tentando ajeitar os lençóis. Era sempre assim: ficava perto da fêmea, ou pensava nela, tinha uma ereção instantânea. Algumas vezes era ótimo. Outras, como agora, nem tanto.
“Nalla...” A olhou. Ela estava ainda enxugando os olhos, evitando encará-lo.
“Hmm?”
O guerreiro sabia que iria ser difícil, mas não havia outro jeito. Ela deveria estar cansada e sofrendo.
“Eu gostaria que você fosse pra mansão.”
Então ela o olhou.
“Como?”
Havia descrença em seu olhar. Porém, a ideia de se alimentar com ela ali o deixava tão inquieto... Queria beber dela mas, já que não podia, tê-la ali seria horrível. Provavelmente se descontrolaria, e iria secar a Escolhida, ou então pular sobre a pobre Nalla...
“Quero que volte pra Mansão. Volte e não venha aqui até eu te chamar.”
“Mas, Andhras...”
Ela estava magoada. Oh, Virgem, aquilo doía nele, também. Queria tê-la só pra si... Era tão errado. Sentia como se a estivesse traindo.
Andy encarou Pheonia e falou.
“Você me concederia seu pulso, Escolhida?”
O Irmão não viu, mas sentiu, quando a pré-trans ficou tensa.
A morena se levantou, sorrindo, com o vestido branco esvoaçando ao seu redor.
“Será um prazer que se alimente de minha veia, guerreiro” e se curvou na cintura. “Afinal, é para isso que estou aqui.” Pheonia andou até o casal, levantando a manga comprida.
Andhras não teve coragem de olhar pra Nalla quando disse:
“Vá embora, Nalla. Não quero você aqui.”
*
Nalla passou pela porta de seu quarto correndo, cambaleando. Estava quase sem forças. Suava frio e tremia. Não sabia como tinha conseguido subir a grande escadaria sem cair. Passou pela porta do banheiro rapidamente e se largou no chão, abrindo a tampa do vaso sanitário. A onda de náusea a derrubou. A enxaqueca estava terrível, e piorou depois que Andhras a expulsou do quarto. Ele não a queria, então, aparentemente.
Outra onda a varreu, e sentiu-se dormente. Não sabia mais nem como ainda estava se mantendo com a cabeça de pé.
Então, uma mão gelada passou por seu pescoço, e ombros, enquanto outra segurava seu cabelo. A mãozorra passou água em seu rosto e deu descarga. Pensou que era seu pai, mas então, ao sentir-se cair pro lado, viu o rosto de Vishous inclinado pra ela.
Ele tinha os olhos diamantinos nublados de preocupação, e a segurava com cuidado.
Não disse nada. Talvez soubesse como sua cabeça doía àquele momento.
Outra vez, quis vomitar. Quando começou a tossir, V a segurou e amparou, enquanto expurgava todo o sofrimento e o stress de seu corpo.
Quando acabou, ele deixou que Nalla ficasse deitada no chão frio, tirou a roupa da mulher e vestiu-lhe o pijama.
“O senhor se sentiu assim, também?” ela perguntou em certo momento, meio mole, quase inconsciente.
“Quando, Tahlly?”
“Quando a tia Jane morreu?”
Vishous parou por um instante e encarou a fêmea. Nalla estava com a mesma expressão inocente de quando era pequena. Perspicaz, mas inocente. Agora, no entanto, o sofrimento substituiu grande parte. Olhou através da parede, viajando nas memórias.
Pensou em tudo o que passou. O desespero o levou a invadir a Tumba com o corpo de sua shellan. Graças à sua mãe, que interviu. Andhras não estava morto, mas se ela estava assim, era porque o problema era maior que um tiro.
“Sim. Me senti assim. Foi tão ruim, que quase a transformei num redutor.”
Quando Vishous voltou seu olhar para a fêmea, viu que ela já dormia, exausta.
Notas finais
De verdade.
Mas meninas, esse mês de maio está muito corrido pra mim. Tô me desdobrando em vinte, pra poder fazer tudo! As minhas manhãs estavam todas ocupadas, e nunca dava tempo de escrever. Então, tive que me virar nos 30' pra fazer esse capítulo!
Espero que esteja à altura de vocês, leitoras maravilhosas! ahsuahushua
Obrigada pelos comentários. Estou muito feliz que estão gostando.
E digo logo, o próximo capítulo só precisa ser passado à limpo, então acho que vou fazer isso amanhã. Porém, não posso garantir que irei conseguir postar quinta feira, porque vou trabalhar quintuplicado essa semana. Espero que dê!!
O que acharam da capa? ahsuaushuhusa
Beijão!!
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