Meu Amigo Fantasma
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Sem mais nem menos, espero que gostem :3
Bjss pra vcs ♥♥♥
Um Ano Depois Eu não sei onde vim parar, mas ainda posso ver as pessoas e a minha antiga casa, não faço a minima idéia o que acontece com quem se mata, porém tenho certeza de que não estou no céu. Eu vi de perto o meu funeral, todos pareciam tristes, inclusive Linda, aposto que eles não leram nada do que eu escrevi. Minha mãe se lamentava em cima do meu tumulo, mas do que adianta tudo isso?, eu sempre fui invisivel para ela. Pude ver tambem alguns dos poucos amigos que eu fiz durante minha vida, não sei se fiz a coisa certa, agora Linda e nem ninguem pode me ver, isso é horrivel, mas foi minha escolha. Agora eu fico vagando por ai, observando todos e principalmente minha mãe e minha irmã, sim ela estava grávida de uma menina que por sinal era a coisa mais linda de todas, eu adoro ficar brincando com ela, seu nome é Brianna Eadlyn Lancaster, agora ela tem um ano de idade, e eu estive presente no dia do seu nascimento, nas festa de mesário e tambem quando ela completou um ano, a festa foi incrivel, Linda estava lá junto com o pessoal, era incrivel como cada dia que passa ela continuava ainda mais bonita, senti vontade de beija-la naquele instante, mas me controlei. Todos estavam felizes e Brianna parecia uma princesa, por um minuto comecei a chorar, eu nunca pensei que fosse sentir tanto a falta daquelas pessoas. Sai daquele lugar e fui até minha sepultura, como sempre faço desde que parti, pude observar uma garota conversando com ela. — Adam Kylo Lancaster, você morreu cedo demais — Disse a garota — Você era bonito até Eu sorri, aquela foi a primeira vez que alguem desconhecido me elogia — Eu não tenho amigos, a vida me odeia — Ela chorava enquanto passava a mão em meu retrato Eu a entendo, me sentia assim, foi o que me levou a morte, mas eu me arrependo de ter feito isso, fui tão fraco que não consegui suportar umas palavras. — Eu posso sentir sua presença aqui — Ela ainda chorava. Senti vontade de abraça-la, mas infelizmente ela e nem ninguem pode me ver. Até que ela olha em minha direção como se realmente estivesse me vendo o que era impossivel. — Adam Lancaster, é você?— Não pode ser, a garota estava realmente me olhando — V-você pode me ver? — Perguntei um pouco assutado — Sim, eu converso com mortos — Aquela garota era uma especie de medium ou necromante sei lá — Desde quando? — Perguntei curioso — Desde os 5 anos de idade, só que ninguem acredita em mim, minha familia é cristã tradicional, e eles vivem dizendo que eu estou possuida pelo demônio — Ela parecia bastante triste — Você vem sempre aqui? — Sim, eu tenho varios amigos, como por exemplo a Alicia, ela tinha 10 anos na epoca que foi assassinada por sua madrasta — Ela parecia aquelas garotas goticas que eram excluidas no colegio — Você sabe qual o motivo deles ficarem presos aqui na terra? — Eu queria saber porque eu não fui para o céu ou inferno se é que eles existem. — Há espíritos que buscam vingança, ou simplesmente não aceitam a morte, e claro, os que tiram sua propria vida — Agora tudo parece fazer sentido, eu estou aqui preso para sempre porque me matei — Ah entendi — Ela olhava para o nada — Tenho que ir, já está ficando tarde, minha mãe acha que eu estou na igreja — Ela se despediu de mim e seguiu seu caminho. Eu não sabia o nome daquela garota, mas estava disposto a protege-lá, resolvi segui-lá , sua casa não era longe do cemitério e ficava perto de uma pequena igreja, ela entrou em sua casa, porém não consegui entrar. — Pode entrar — Ela sussurrou e eu consegui entrar. Sua família era aquelas tipicas cristãs americanas — Onde você esteve? — Perguntou um homem de meia idade que tenho certeza que é seu pai — Na igreja, fiquei conversando com o Isaac — Disse ela olhando para mim — É mentira Phill, ela está com um forte cheiro de cemitério — A mulher a desmentiu — Já te disse para deixar de falar com demônios — O Homem gritou como se fosse bater nela — Vou te deixar de castigo no quarto, sem sair, apenas para ir a igreja e apenas os dias de domingo — Ele disse duramente e a garota começou a chorar — Você está doente por essa maldita religião que não consegue aceitar que eu sou médium — Ela gritou e segui até a escada, claro que eu fui atrás dela — Adam? — Ela apenas chorava — Viu como eles me tratam? — Pelo menos eles notam sua presença, diferente dos meus — Falei me lembrando das vezes que eu chegava chorando em casa por causa do colégio e eles nem perguntavam o motivo — Por isso se matou? — Estava tão obvio que eu havia me matado? — C-como você sabe? — Perguntei curioso — Bem, você tem cortes no pulso, mas não foi o que causou sua morte e sim um vidro de remédios antidepressivos — Foi realmente como me matei, eu havia pegado um vidro de antidepressivos e tomado aqueles comprimidos de uma vez só — Eu tenho um aspecto suicida — Confessei e ela sorriu de leve — Sabe, eu me sinto bem melhor no cemitério do que em minha própria casa — Ela se jogou na cama e eu me sentei na borda, seu quarto era pintado de roxo e tinha vários posters de zumbis e fantasmas e uma prateleira com livros espíritas — Você sempre se interessou por essas coisas sobrenaturais? — Perguntei olhando cada coisa daquele quarto — Talvez — Ela parecia entediada — Eu to afim de morrer também — Ela confessou, não tenho nenhum amigo, todos me chamam de estranha, e nem na igreja as pessoas querem ficar perto de mim — Eu não te conheço bem ainda, mas já posso dizer que eu te achei bem legal — Eu disse aquilo para tentar animar a garota, não que eu seja pessoa ideal para isso, mas quero que ela se sinta bem. — Só você mesmo, Adam Lancaster, fica aqui essa noite, por favor, pelo menos até eu dormir — Disse ela bocejando. —Tudo bem, mas é estranho você pedir para um fantasma te observar — Eu sei, pode deitar do meu lado se quiser — Era primeira vez que eu ia no quarto de uma garota à noite, ainda mais dormir ao seu lado. Me deitei ao seu lado — Boa Noite, Adam Lancaster — Disse ela bastante sonolenta por sinal, até que finalmente a garota pegou no sono. Eu não queria ficar ali, então fui para casa, eu sentia falta do meu velho quarto, mas estou melhor assim. — Adam, como eu sinto sua falta, desculpa se eu nunca te dei a atenção que você merecia, eu sou a culpada disso tudo — Minha mãe chorava enquanto abraçava as minhas roupas. Eu só queria dizer que estou bem para ela, mas não posso, não quero deixar minha mãe assustada. — Boa Noite querido, eu te amo — Ela saiu do meu quarto e voltou para a sua cama, mas ainda escorriam lágrimas de seus olhos. — Eu estou bem— Falei em seu ouvido — Adam? — Ela gritou acordando meu pai — O Adam não vai mais voltar — Meu pai disse e ela voltou a dormir ainda chorando Ela realmente se sentia péssima, o que já era tarde demais, na real eu achava tudo aquilo uma hipocrisia, nem ela e tampouco meu pai, me deram atenção, eu sofria bullying na escola, tentei contar para eles, mas nunca me ouviam, eu já apanhei várias vezes daqueles imbecis e eles nunca fizeram nada, mas agora que eu morri, eles passaram a ver que eu existia e estão se culpando pela minha morte. — Adam Lancaster? — Disse uma voz doce e calma como de uma criança — Eu — Respondi — Sou Alicia Eastwood — Disse uma garotinha morena a qual parecia um anjinho, ela aparentava ter 10 anos de idade, ah lembrei, a garota do cemitério disse sobre ela — Uma garota me falou sobre você, ela era baixinha e parecia ser gótica, bastante estranha, porém legal — Falei — Aquela é Louise Whitaker, ela é médium e pode se comunicar com os mortos — Disse a garotinha— Eu cuido dela, mas não posso o tempo todo, um dia terei que seguir para a luz, agora você, é um suicida e não pode cruzar o caminho — Eu vou ficar preso aqui para sempre, que ótimo destino, pelo menos eu vou poder observar as pessoas importantes para mim, ou seja meus amigos e minha irmãzinha — Eu ainda tenho uma missão aqui, por isso não cruzei até a luz, a Louise está me ajudando, meu pai não sabe que a Lauren me matou, eu e Louise estamos atrás de provas para incrimina-lá, tenho que fazer justiça, só assim eu conseguirei partir — Ela parecia triste e inconformada com sua morte. — Se eu puder ajudar — Me ofereci, aquela pequena alma precisa descansar, esse mundo já não é mais para ela, então farei o que puder para ajudar. — Se eu precisar te avisarei, agora tenho que ir, até mais, Adam — Ela sumiu e eu fiquei sozinho pensando em todas as coisas que aconteceram comigo. Primeiro, eu participei da festa da minha irmã e depois conheci Louise Whitaker e agora, a pequena Alicia Eastwood, as vezes não está vivo é bem melhor, pois finalmente estou aprendendo mais sobre as pessoas coisa que eu odiava fazer quando estava vivo.
Notas finais
Byeee
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