Meu Acampamento de Verão

5 Capítulo 5: Cookie Azul


-Annabeth!

-Percy!

-E Grover. –Um homem com pernas de bote entrou sapateando pela porta logo atrás do tal Percy.

Percy possuía cabelos pretos e lisos caindo sob sua testa, os mais intensos e brilhantes olhos verdes que eu já havia visto. Pele clara e um pouco bronzeada.

Usava uma camisa azul de linho coberta por um casaco preto da Nike. Jeans azul surrado gasto nos joelhos.

O homem bode galopava lentamente até nós tentando se equilibrar naquele chão. Um cabelo marrom raspado deixado bem curtinho, um par de chifres pequeninos saiam por entre seu cabelo curto.

As pernas bem peludas com cascos pretos e fortes.

-Ah! –Dei uma estrelinha para trás e um salto mortal perfeito chegando até a escrivaninha perto da janela. Peguei uma bandeja de inox prateada que carregava alguns cachos de uvas verdes. Arremessei a bandeja como um frisbee. Ela girou perfeitamente até acertar a barriga do homem bode.

-Uoh! –Grover gritou de dor e se contorceu no chão cobrindo a área que recebeu uma bandejada voadora.

-Calma, ela é amigo. –Annabeth correu segurando meus braços antes que eu jogasse a cômoda inteira em cima do homem bode.

-Que diabos... –Minhas mãos tremiam.

-Quem é sua colega arremessadora de bandejas? –Perguntou Percy ajudando Grover a se levantar.

-O nome dela é Phoebe Battler. –Iryena recostou-se na parede ao meu lado. –Ele é um sátiro, Phoebe. Não vai lhe machucar. –Ela deu risada da cena.

-Calma bonitinha, pra que isso? –Grover bateu a poeira dos pelos das pernas e trocou olhares com Sally e Paul.

-O que aconteceu, Anne? –Percy olhou para ela preocupado.

-Clarisse ainda está lá, na Yance. Pode convocar Black Jack para busca-la? –Annabeth olhou para Percy esperançosa.

-Já fiz isso. Encontrei Grover no caminho da minha casa, ele falou que você esqueceram dele. –Ele deu uma risada em quanto Iryena e Annabeth assentiram com a cabeça.

-Sim... completamente... –Annabeth recuou alguns passos.

-Já enviei o Black Jack, eles dois devem estar a caminho do acampamento neste exato momento. –Percy soltou um risinho.

-Mas, o que aconteceu? –Sally perguntou olhando para Annabeth com cara de séria.

-Colocamos Iryena na escola a pedido de uma deusa grega, sabíamos que alguma coisa estava atrás da Phoebe dês de o começo, por isso eu, Clarisse e Grover ficamos de prontidão esperando para agir. –Ela respirou calmamente. –Quando vimos a explosão... –Ela abaixou a cabeça. –Achamos que Phoebe e Iryena haviam morrido.

-Eu dei um jeitinho, tive de esvaziar todo o meu cantil de ambrosia, mas consegui proteger a Phoebe... –Iryena se superestimava e gabava-se da sua força.

-Espera, que explosão? –Paul estava preocupadíssimo andando de um lado para o outro mordendo os lábios.

-Na Academia Yancy. –Falei. –Eu praticamente fui arremessada pra fora da sala. Já que tocamos no assunto, o que ou quem fez aquilo? –Olhei para Iryena e Annabeth, passando o olhar entre as duas lentamente.

-Algum monstro, não sei quem, talvez a tal professora Francesca. –Iryena sugeriu.

-Não... ela é muito... –Perfeita e linda para ser um monstro. Era isso o que eu queria dizer, mas não consegui elogiar a minha professora que havia acabado de conhecer e que agora estava morta. Tudo por minha culpa, tudo pela minha presença naquela escola. Se eu e o papai tivéssemos ido pra Las Vegas de novo nada disso teria acontecido. Todos os alunos... Tantos jovens morreram por minha culpa...

Fui cedendo e desabando aos poucos, minhas pernas estavam fraquejando e eu ia lentamente me abaixando forçando-me para não chorar.

Iryena veio a mim a me consolou dando o ombro para eu repousar a cabeça.

Logo um receio tocou meu coração.

Sally perguntava todos os detalhes para Annabeth, todos pareciam intrigados na conversa, mas eu nem mesmo dava ouvidos ou simplesmente não queria ouvir nada.

-Meu pai! –Gritei assustando todos naquela sala.

-O que? –Percy me encarou.

Annabeth e recuou batendo em sua testa e sussurrando algumas coisas desconexas que eu não consegui entender.

-Se o monstro não matou Phoebe... Vai raptar o pai dela e usa-lo como isca para atraí-la! –Annabeth caminhou de um lado a outro dizendo o quanto tinha sido estúpida e não ter pensado em todos os detalhes. De como havia estragado a honra de sua estratégia. –Como pude não enxergar esse detalhe?

Ela correu para a porta e a abriu.

-Percy. Grover. –Ela olhou seriamente para cada um deles.

-Sim. –Grover pulou de alegria e saltitou até Annabeth.

Percy não falou nada, apenas correu disparado para as escadas e logo desceu com uma mochila preta.

-Desculpe, Sally. Pegar seu filho logo quando ele acaba de chegar. –Annabeth mordei o lábio inferior.

-Não se preocupe querida. –Ela abraçou Percy e beijou sua testa.

-Mãe! –Percy recuou abaixando a cabeça. –Eu não sou mais criança...

-Só prometa-me que trará ele inteiro depois. –Ela abraçou Annabeth e a Grover.

-Eu prometo.

Ela parou na porta logo atrás de Percy e Grover que trocavam alguns tapas e tagarelavam sobre o velho trio de volta a ativa.

-Iryena, leve a garota para o acampamento. –Ela manteve o olhar fixo nos olhos gélidos marmorizados de Iryena.

-Claro, tava querendo passar as férias de verão com uma nova colega mesmo. –Ela riu e fez um cumprimento com as mãos para Annabeth.

-Phoebe, onde seu pai esta neste momento? –Ela fixou o olhar dela em mim, aqueles olhos cinzentos e tempestuosos me intimidavam, davam-me calafrios fortes e uma pequena agonia como um espinho encravado no dedo.

-No Museu Natural de História fazendo uma sessão de fotos para a capa de Manhattan Style.

-Não se preocupe, dou minha palavra como filha de Atena que verá seu pai de novo e ele estará são e salvo. –Ela fecha a porta rapidamente e corre as escadarias junto ao Percy e Grover.

Sally vem com uma bandeja de plástico verde, dois pratinhos com sanduiche de manteiga de amendoim, suco de laranja e alguns cookies azuis.

-Obrigada. –Sento-me a uma pequena mesinha na cozinha junto a Iryena.

Aprecio o sanduiche, vou confessar, estava morrendo de fome. Por mais que fosse estranho aqueles cookies azuis, eu não negaria.

Apanho um cookie e levo-o a boca. O sabor era incrível.

-Sally, nós temos de ir para o acampamento... –Iryena se levantou limpando a boca com um guardanapo. Deu uma ultima golada no sulco de laranja e caminhou até a porta.

-Quer que Paul as leve? –Perguntou Sally.

-Não, tudo bem, vamos pegar uma carona com um taxi ao estilo semideus. –Ela deu um sorriso diabólico.

-Estilo semideus? –Sally fez uma cara engraçada de dúvida.

-Phoebe, pra tudo tem uma primeira vez. Hora da sua na Carruagem da Danação. –Ela sorriu diabolicamente para mim.

Neste momento eu soube. Estou fu#%**

Notas finais
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