Meu Acampamento de Verão

11 Capítulo 11: Filhos dos três grandes


Notas iniciais
Demorei pra postar pois saí com meus país para uma viagem a casa dos meus avós, mas estou de volta, vou postar daqui da casa deles mesmo.

Em alguns segundos tirei minhas roupas molhadas e me troquei. Ouvi alguns passos no corredor e percebi que pararam bem na frente da porta do banheiro.

-Já estou saindo! –Gritei para qualquer um que estivesse lá fora.

Pus a camisa com facilidade, exceto pela parte de que meu cabelo prendeu num fiapo laranja da camisa do acampamento. A calça não deu problema, com um empurrãozinho ela entrou facilmente e se ajustou a minha cintura sem precisar de cinto algum, era como se meu corpo e o da magrela Drew se ajustassem bem nas mesmas curvas. Isso me deu uma certa raiva, comparar-me com ela era injuriante.

Á passos largos fui até a porta e a abri. Vi Chris Rodrigues parado me encarando. Ele trajava uma armadura grega de batalha, fina, porém, devia ser a que mais se adaptava ao corpo dele; se o que me contaram sobre os filhos de Hermes serem os mais rápidos de todo o acampamento... Armaduras leves sem sombra de duvida iriam favorecer a eles nessas lutas.

-Annabeth chegou e ela quer falar com você... –Chris enfatizou o “falar com você”, com certeza coisa boa não era.

Minha mão foi guiada ao peito, apertei o broche de papoula em meu pescoço e dei um passo ficando bem ao lado de Chris.

-Onde ela esta? –Perguntei-o.

-Na casa grande. –Respondeu ele.

Não esperei mais nem uma palavra, corri saindo do chalé de Hermes.

Meu coração acelerava, a cada passo de encontro a casa grande, sentia uma amargura na boca, a garganta seca e arranhava. Meus dentes estavam cerrados e eu sentia medo, medo pelo meu pai, medo pelo que ela ia me falar, medo por tudo o que estava acontecendo a minha volta e eu já sabia o que ela iria me contar; sabia o que aqueles olhos cinzentos iam me dizer, sim, eu já sabia.

Adentrei o grande casarão. Me senti tonta e embebedada pelo cheiro de vinho. Avistei a lareira e a cabeça de leopardo empalhado ao lado dela. Garrafas de vinho caídas sobre o chão, todas espalhadas e um homem gordo com raiva tentando encher alguma taça com vinho e instantaneamente o vinho se tornava água.

-Ah! Zeus, não aguento mais. Quero pelo menos um único gole! –Dionísio caminhava estressado. Annabeth estava longe dele, tentando evita-lo, ficava encolhida ao lado de Quíron.

-Annabeth! –Grito caminhando até ela com ânsia. Tento controlar minha ansiedade.

-Phoebe, seu pai. –Ela pousou os olhos cinzentos em mim, aqueles profundos olhos espertos que pareciam enxergar fundo na alma. –Ele esta bem, sua mãe já havia planejado tudo...

-O que aconteceu? –Pergunto-a.

-Quando chegamos ao museu, não conseguimos entrar, estava tudo bloqueado com alguma espécie de barreira de luzes coloridas. –Ela suspirou encontrando palavras. –Todos os monstros que se aproximavam eram pulverizados na hora. –Annabeth me analisou lentamente. –Sua mãe, seja lá quem for, pediu para Íris proteger o seu pai. Nada entra no museu.

Me senti aliviada, ele estava sendo protegido, mamãe achara um jeito de protege-lo.

-Mas... –Annabeth prosseguiu. –Ele não pode sair, são muitos os monstros. Não importava quantos nós matássemos, não paravam de chegar. Você teve sorte de conseguir sair de Manhattan a tempo de escapar daquele exercito.

A chama na lareira bruxuleava em uma chama purpura reluzente. Cada passo que o Sr.D dava fazia a chama pulsar com animação e vigor.

-E então, como podemos tirar ele de lá? –Perguntei.

-Sua mãe já tinha planejado tudo. Acho que ela já tem tudo esquematizado. –Ela suspirou. –Mas não creio que Íris fique para ajudar seu pai 24horas por dia. –Quíron remexeu os cascos batendo um deles no chão bruscamente.

-Percy e Grover estão no acampamento, Clarisse também. Não podemos enviar um grupo de resgate sabendo que seriamos mortos. –Falou Annabeth engolindo em seco.

-Eu conheço alguns amigos que podem ajudar. –A voz feminina veio de trás de nós, veio na direção da porta.

O ar ficou mais frio e denso, pesado como se uma nevasca estivesse prestes a surgir.

-Filhos dos 12 Olimpianos podem ser mais fortes do que os filhos dos deuses menores, mas isso é uma exceção para os filhos de Quíone. –Iryena surgiu das sombras e um garoto ao lado dela.

Ele tinha cabelos castanhos escuros caindo sobre a testa, bem ondulados. Usava uma camisa negra que me deu arrepios quando percebi que rostos de caveira enevoados cintilavam pelo tecido negro da camisa como se estivessem presos a cada fibra de linha. A camisa estava coberta por um casaco de couro igual ao do Indiana Jones. Olhos negros carvão. Bochechas magras e pálidas, igual a sua pele pálida e metálica.

-É, Iryena, mas você esqueceu? Com grandes poderes... Vem uma necessidade de tirar um cochilo. –Falou o garoto.

-Nico! –Annabeth foi de encontro a ao garoto e o abraçou bem apertado, parecia que ia sufoca-lo. –Quando chegou? –Perguntou ao tal Nico.

-Ontem a noite, mas você saiu de manhã. –Ele suspirou. –Queria ter ido com vocês se Clarisse não tivesse junto. –Ele brincou com os dedos e levantou Annabeth do chão com um abraço de tirar o fôlego.

-Vou morrer! –Ela tentou falar mas perdeu o ar.

Nico a soltou e ela recuperou o fôlego.

-Ah, oi, sou Nico Di Angelo. –Ele estendeu a mão para mim.

-Phoebe Battler. –Cumprimentei-o apertando sua mão levemente.

-Gente, voltando ao assunto. Temos que resgatar o pai dela, voltar inteiros ao acampamento e pra fechar nossa lista de tarefas, ainda faltam as caçadoras de Artemis. –Iryena caminhou mais para o centro da sala.

Observei a calmaria estranha no ar e vi que Dionisio havia sumido, em seu lugar estava um cacho de uva caído no chão e um leopardo empalhado bocejando na parede.

-Uargh! –Gritei recuando de medo.

-É... depois de muitas coisas como essa, nada mais vai lhe surpreender. –Falou Nico.

-Quíron, amanhã estaremos saindo para tirar o pai da Phoebe do museu. –Annabeth suspirou.

-Escolha inteligente. –Quíron caminhou lentamente batendo os cascos dele contra o chão de madeira.

-Amanhã? Como assim amanhã? Meu pai pode não aguentar até amanhã. –Bati o pé no chão fitando o rosto de todos na sala.

-Se a deusa Íris está lá nada de mau vai acontecer com seu pai, hoje vamos nos concentrar na captura. Seu pai esta bem. –Iryena balançou os braços em um gesto dramático. –Hoje todos os quatro filhos dos três grandes estão reunidos. O acampamento será o maior atrativo do mundo para os monstros de toda a cidade.

-Filhos de Zeus, Poseidon e Hades? –Perguntei a Iryena.

-Sim, você já conheceu dois. –Annabeth respondeu.

-Quem? –Comecei a ficar animada e ao mesmo tempo senti um calor queimar minhas bochechas.

-Percy e Nico. –Annabeth sorriu caminhando até a saída junto a Quíron.

-Nico é filho de quem? –Perguntei.

-Hades. Percy é filho de Poseidon. –O próprio Nico respondeu a pergunta.

-Agora saquei a da camisa... –Abaixei a cabeça em quanto todos riam e se dirigiam a porta.

-Encontro vocês na floresta. –Nico despediu-se e sumiu nas sombras ao lado da estante de bebidas do Sr. D.

Minha boca se abriu em espanto, como ele tinha feito aquilo?

Seguimos passando pelos chalés e encontramos Percy conversando com um garoto loiro com uma calça militar que se chamava Jason.

Seu cabelo estava cortado bem curto fazendo um topete loiro. Uma bota de couro preta em seus pés fazia um barulho surdo contra o gramado. Sua camiseta era azul marinho coberta por um casaco branco.

Já Percy usava uma camisa tradicional do acampamento. Calças jeans azuis e um sapato esportivo da adidas. Seu cabelo caia sobre a testa e era liso como ondas rasas e calmas em um mar morto.

-Bom... Hora da captura a bandeira. –Jason falava comigo.

-Sim, hora dessa tal captura... –Afirmei olhando para o sol que já se punha na praia de Long Island.

Sim, agora é a hora da captura a bandeira.

Notas finais
Deixem comentários sobrem o que estão achando e sobre o que vocês acham que precisa melhoras, ok?
Agradecida ;)