Metáfora.
1 Capítulo Único.
Notas iniciais
Quando me referi à nave cheia de lixo, eu pensei como a notícia (as fofocas maldosas) sobre o casamento do Shiro com o Curtis. Aquilo deve ter quase matado o Keith.
A nave terrestre pousou suave na plataforma galra de carga e descarga.
Keith não ligava mais. Perdera as contas de quantas vezes esperou por ela. Era verdade, às vezes ela vinha. Mas sempre vazia. Cheia de suprimentos, equipamentos, e todo o tipo de tralha possível. Mas sempre isso, sempre assim, vazia das coisas que Keith esperava; das coisas que ansiava.
A última vez foi a pior delas. Ela veio quase cheia, faltou pouco, mas veio.
E só havia lixo lá. Radioativo, perigoso, nocivo a sua saúde. Principalmente à sua saúde, que andava tão frágil naquele tempo. E a nave terrestre descarregou e contaminou tudo a sua volta. Keith até havia se esquecido de como os humanos eram perigosos. Como costumavam destruir tudo aquilo que tocavam. Keith já havia sido tocado antes, por mãos tão humanas e tão galras quanto às suas. E elas também o contaminaram, com o pior mal de todos. E era incurável.
Desde então, não esperava mais por elas. Não cheias; sempre vazias.
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