Metamorphosis
13 Capítulo - Desiring to know
Ao chegar ao velho casebre Cass sentiu como se um rio de fúria fervesse em todo seu corpo, mas tentou se controlar o máximo que pôde. Ela suspirou controlando-se antes de entrar. Estranhou o silencio, mas assim que fechou a porta da frente ouviu o barulho do chuveiro.
Com passos lentos Cassandra seguiu na direção do corredor, retirou seus sapatos para não chamar a atenção de Matt. Para sua sorte a porta do banheiro estava entreaberta. Ele cantarolava uma musica estranha. A jovem deixou um suspiro escapar, mas logo tampou a boca com ambas as mãos.
Matt abriu a cortina de plástico para verificar se não tinha ninguém, deixando seu corpo desnudo todo definido.
–Tem alguém ai? – perguntou o moreno.
Cass rapidamente apareceu com um sorriso sem graça de canto, Matt soltou um longo suspiro de alivio.
– Estava me vigiando? – perguntou.
A jovem balançou a cabeça negando, Cass parecia um pouco nervosa, começou a contar o tempo com os batimentos de seu coração. Com passos tímidos adentrou ao banheiro e sentou-se no bidê.
– Desculpa, não foi minha intenção. – disse.
Estava estampado o nervosismo no rosto delicado de Cass que contava o tempo segundo sua habilidade para suportar a agonia, mas não agüentou muito antes de começar a soluçar, deixando seus medos dominarem.
– Esta tudo bem, Cass?
Uma voz masculina entrou em sua mente, que se encheu de luz. Ela sacudiu a cabeça. Matt terminou de ensaboar seu corpo deixando amostra à imensa cicatriz na altura de seu abdômen, estranhou, pois aquele ferimento ainda deveria estar aberto.
Cass levantou uma sobrancelha.
– Acho melhor te deixar tomar seu banho em paz. – disse a jovem levantando-se.
Matt arqueou a sobrancelha e mostrou um sorriso sedutor convidativo para acompanhar-lhe no banho. Ela umedeceu os lábios, mas aquela horrível cicatriz que ia da virilha até o quadril deixou a intrigada.
– Não temos provas concretas contra ele, o que me disse agora pode ser verdade, coincidências acontecem. Mas deve ter cautela e se precisarmos de algo iremos entrar em contato.
A jovem rapidamente saiu do banheiro deixando-o sozinho, caminhou na direção de sua horta, precisava tranqüilizar sua mente e tentar esquecer os fatos que estavam ocorrendo, o desaparecimento de Alder, a morte de Laszlo e os pesadelos com oVârcolac.
–Pequena Cass nossa família é importante na arvore genealógica dos grandes homens da Hungria. Fizemos parte da história desse país. – murmurou a velha Morgana já imóvel sobre a cama.
Cassandra tem leves lembranças sobre sua bisavó Morgana, segundo os relatos históricos de Cárpatos, ela era uma historiadora famosa havia trabalhado por anos como auxiliar do grande arqueólogo Tisza Tüzköves nos terrenos áridos do Egito e em vários outros sítios de quase toda Europa Ocidental.
– Vamos querida é hora de deixarmos a bisa descansar. – disse Alys.
Cass sentou-se na imensa pedra na entrada da pequena horta, permaneceu imóvel apreciando o pôr-do-sol. Uma gargalhada ecoou em seu ouvido a fazendo estremecer por dentro. Algo tinha despertado em seu interior.
Virou o rosto na direção da floresta.
– Não deve temer aquilo que desconhece. – sussurrou a velha matriarca.
Tranqüilizou-se ao lembrar que o velho casebre era protegido por um pequeno jardim que o rodeava todo de verbena e de aconite, isso manteria bem longe todos os maus espíritos trazendo paz para o alto da montanha e por outro lado continha uma escopeta calibre 12 para sua segurança.
- Não irei temer vovó, pois os temores são desconhecidos e ainda sei recitar as velhas preces contra os maus espíritos. – murmurou contra o vento.
Fechou os olhos por um instante enchendo seus pulmões com o ar fresco das colinas.
- Terei cuidado, e irei achar a Alder. – disse.
Assim que abriu ambos os olhos se deparou com o belo espetáculo da Lua Cheia que aos poucos aparecia por detrás das altas arvores da baixa floresta. Segundo as velhas tradições, aquela seria a noite dosVârcolac,podia ouvir se o cantarolar dos Alphas da baixa floresta entoando os espíritos guardiões da natureza.
Fechou os olhos e ficou quieta.
– Aos seus antepassados, os Velkan, já que falamos sobre lendas, Cassy. — ele estendeu o copo na direção do dela até tocá-lo fazendo um pequeno barulho.
Tomaria coragem para questionar a verdadeira identidade de Matt, pois ele queira ou não já faz parte de sua vida. Por via das duvidas ainda possuía o amuleto com uma bala de prata que ganhara de sua bisavó Morgana.
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