Metamorfose narrativa.

2 Sem pensamento, sem ação.


— É fácil pensar. É fácil pensar. Pensar. Pensar. Pensarpensarpensarpensar.

— O corpo dela... Não se move mais.

— Quente... Tão quente... Como algo quente pode sair dali?

— ... Não consigo pensar em uma resposta, mas uma coisa é clara: Você não pode mais me trair. Nem você, nem ninguém, Os outros vão pagar, também. Eu só preciso esconder o corpo.

— Como eu escondo um corpo? Não consigo pensar. Eu sou um gênio! Devia conseguir pensar. É fácil. Fácil. Fácil.

— ... Por que só tem minha voz aqui? Já estou chorando... Por favor, me deem uma resposta. Esse calor no meu rosto só pode ser lágrimas! Por favor!

— Você... Pare de me olhar. Esses seus olhos arregalados me incomodam. Está tão surpresa assim? Você mereceu, nojenta! Me trocando daquele jeito... Igual a eles...

— Há! Aposto que queria toda a atenção do mundo, mas adivinha?! Ninguém nunca vai encontrar seu corpo! Eu vou PENSAR em um lugar para te esconder!

...

...

— Pense.

— Pensepensepensepensepensepensepense. Pense. PENSE!

— Esse som da porta... Ah... Já é tarde. Haha.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.