Notas iniciais
Boa leituraaaaa

Ponto de vista de Robert

Saí do quarto com muita raiva de mim mesmo. Sou burro mesmo por tentar beijar aquela garota, no começo só queria provocá-la e provar que ela ainda sente alguma coisa por mim, mas quando olhei em seus olhos, em sua boca, senti realmente vontade de beijá-la e sem saber por que, resolvi arriscar e acabei com um corte na boca. Ela havia mordido pra valer, sentia gosto de sangue nos lábios. Caminhei pelo corredor do hospital a procura de um banheiro para lavar a boca e no caminho encontrei Juliette, Vinicius e Richard.

“Robert? Aconteceu alguma coisa?” Vinicius perguntou ao me ver com a mão cobrindo a boca. Não respondi apenas fiz que não com a cabeça e saí para o meu destino.

Estava limpando meu ferimento, quando o médico da Laila entra no banheiro.

“Se feriu?” Ele perguntou.

“Não sou seu paciente e não lhe devo satisfação.” Respondi sem olhá-lo.

“Quem está com Laila?” Ele perguntou e eu decidi olha-lo.

“Se está interessado, vá ver pessoalmente.” Disse e saí.

Eu precisava relaxar, o ocorrido com Laila realmente havia me deixado nervoso. Peguei meu celular e liguei para Lola. Seria um ótimo jeito de relaxar.

“Lola?” Perguntei quando a voz feminina respondeu ao telefone.

“Oi”

“É o Robert.”

“Oi meu lindo, que surpresa.”

“Podemos nos ver agora?”

“Estou saindo do supermercado, podemos nos encontrar em algum lugar.”

“Fale-me onde é o supermercado que lhe buscarei aí.” Falei e Lola me passou o endereço.

Chegando lá, não demoramos, ela prontamente entrou em meu carro e a levei para meu hotel. No caminho quase não conversamos, pois eu estava realmente com pressa para chegarmos logo.

“Tão calado...aconteceu alguma coisa?” Ela me perguntou.

“Só estou ansioso para lhe conhecer melhor e mais profundamente.” Respondi olhando em seus olhos.

“HUmm...profundamente?” Ela falou com malícia.

Chegamos ao hotel e ao entrar em minha suíte, já comecei a beijá-la com rapidez. Caminhamos agarrados até o quarto e logo a joguei na cama, ficando por cima de seu corpo.

“Nossa que pressa!” Ela falou e eu não respondi.

Tirei sua roupa rapidamente e ela começou a tirar a minha. Quando estávamos nus, fui até a cabeceira da cama e peguei uma camisinha, colocando-a em seguida. Lola me observava atentamente, parecia encantada com meu membro já duro. Quando já estava com o preservativo, deitei sobre seu corpo e comecei a beijá-la novamente. Os beijos começaram a passear pelo seu corpo, passando pelo pescoço, seios, barriga e quando cheguei em seu sexo ela gemeu.

“Aaaaaaaaaaahhh...Robert...”

Continuei com meu trabalho, subindo os beijos pelo caminho contrário. Seus seios eram fartos e permaneci um tempo neles. Quando decidi beijar novamente sua boca, me deparei com uma imagem que me fez parar no mesmo instante. Era...não podia ser, eu via Laila, ela estava ali comigo? Eu estava ficando louco?

“O que foi querido?” Lola falou e a imagem de Laila desapareceu. “Robert?” Lola falou novamente e eu me levantei, sentando na cama. “O que foi? Fiz algo de errado?” Ela falava e eu não sabia o que dizer. Então ela se levantou e começou a beijar minhas costas, meu pescoço. Lola lentamente ficou de frente para mim e se sentou em meu colo. Ela beijava meu rosto, enroscava seus dedos em meus cabelos e rebolava sobre mim. Comecei a sentir o atrito entre nossos sexos e me animei novamente.

Transamos até nos sentirmos satisfeitos e depois ficamos deitados na cama.

“Vai me dizer o que estava acontecendo?” Lola perguntou acariciando meu peito.

“Não foi nada.” Falei e continuei quieto.

“HUmmmmm...você é ótimo na cama, sabe como tratar uma mulher.” Ela falou deitando sobre meu corpo.

“Eu sei disso.” Falei sorrindo para ela.

“E é lindo. Quando te vi entrando naquele bar fiquei encantada com sua beleza.”

“Você também é muito bonita.”

“Também? Convencido.” Ela falou me beijando em seguida.

Deixei Lola em casa e fui para o hospital, pois Richard havia me ligado dizendo que eu deveria ir para lá. Chegando no quarto de Laila, encontro todos juntos e o médico que eu não suportava.

“Que bom que chegou Robert, o Doutor Henrique veio nos dar uma ótima notícia.”

“Laila já pode ir para casa!” Juliette falou toda animada.

“Nossa meu amor, nem deixou o papai contar.” Vinicius falou se aproximando de Juliette.

“Vini...é que estou tão feliz por minha amiga.”

“Você é exagerada Juliette.” Laila falou sorrindo para a amiga.

“Vai me dizer que não está feliz também?”

“Claro que estou, não aguentava mais ficar trancada neste quarto.” Laila falou.

“Mas nem pense que vai ficar saindo Laila.” O Doutor falou. “Terá que fazer repouso, lembra?”

“Pelo menos estarei em casa.” Laila respondeu.

“Em nossa casa querida, Esmeralda está nos esperando.” Richard falou.

“Quero ir para minha casa Senhor.”

“Laila, Juliette e o Doutor já lhe explicaram isso, não poderá ficar sozinha.”

“Eu me cuidarei bem, prometo.”

“Laila, será que não entende?” O Doutor Henrique falou. “Não ficará sozinha, nem que para isso eu tenha que ir morar com você.” Ele falou e eu não consegui me aguentar.

“Você? Está cheio de interesses em Doutor? Isso faz parte do tratamento?” Falei com ironia. Todos no quarto me olharam, inclusive Laila. “O que foi gente? Só acho estranho esse interesse todo.”

“Só estou fazendo aquilo que outros tinham que fazer e não fazem.” O imbecil me respondeu.

“Está falando de mim?” Falei me aproximando dele com vontade de lhe dar um soco.

“Robert pare!” Richard falou se aproximando de mim. “Vamos respeitar o estado da Laila.” Richard se voltou para Laila e continuou falando. “Laila, já está decidido, irá para nossa casa e não há mais o que questionar.”

“Mas Senhor, minhas coisas estão todas no quarto que eu alugava, não posso deixar tudo lá.”

“Calma amiga, iremos buscar suas coisas.” Juliette falou.

“Será que o Doutor não quer ir com ela?” Falei para Henrique. Ele estava pronto para responder, mas Richard o interrompeu.

“Não, Robert você irá com Laila e ajudará a buscar as coisas dela.”

“É, vou fazer o que tenho que fazer, não é Doutor?” Falei olhando novamente para Henrique.

“Robert! Chega!” Richard falou e eu me calei. “Bom Doutor, nos encontramos amanhã, pegaremos nosso avião em algumas horas de volta para casa.”

“Tudo bem Richard, amanhã passo em sua casa para ver como Laila chegou.” O Doutorzinho falou e se aproximou da Laila. “Fique calma, lembre-se de que não pode ficar nervosa, ok? Amanhã conversaremos.” Ele falou e deu um beijo na testa dela. “Tchau Laila.”

“Tchau.” Laila respondeu e o idiota felizmente saiu.

“Bom rapazes, com licença...preciso ajudar Laila a se trocar.” Juliette falou e saímos do quarto.

Quando Laila estava pronta, fui com ela buscar suas coisas. Quando chegamos lá, antes de entrar em sua casa encontramos a senhora que trabalhava com ela.

“Aí está você mocinha! Veio pagar o que me deve?” Ela falou com as mãos na cintura. “Sumiu e nem me pagou o dinheiro dos doces e do aluguel. Vou cobrar juros e...” Não deixei que terminasse. Peguei uma quantia de dinheiro na carteira e entreguei à velha.

“Tome, isso deve ser mais do que ela lhe deve, agora nos deixe em paz.” Falei pegando Laila pela mão e indo em direção a sua casa. A velha não respondeu nada e eu e Laila adentramos na casa.

“Depois lhe pago.” Laila falou.

“Não seja tola, sabe que não tem que me pagar nada.” Falei me sentando em sua cama que por sinal era muito desconfortável.

“Preciso sim, já disse que não quero nada seu.”

“Mas você já tem algo meu aí dentro da sua barriga.” Falei sorrindo para ela.

“Não me venha com gracinhas, já se esqueceu da mordida?” Ela falou me lembrando da raiva que me fez passar.

“Nunca vou esquecer e já vou dizendo que irá me pagar.”

“Vai fazer o que? Me bater?” Ela falou ficando parada de frente para mim.

“Não, vou te morder também.” Falei e levantei ficando de pé a sua frente. “Mas não é dor que você irá sentir, é prazer.” Falei e Laila levantou a mão para bater no meu rosto, mas eu rapidamente segurei seu braço. “Não irá me machucar mais, nem tente isso.”

“Me solta.” Ela falou e eu soltei seu braço, sentando novamente em sua cama.

“Olha Robert, infelizmente serei obrigada a conviver com você até meu filho nascer.” Ela iria continuar falando, mas eu a interrompi.

“Nosso” Falei.

“Cala a boca e deixa eu falar.” Ela falou e eu levantei as duas mãos pra cima me rendendo.

“Não quero viver brigando, quero paz, por isso vou lhe pedir uma coisa, vamos ficar cada um na sua, pode ir cuidar da sua vida e me deixar sossegada. Quando meu filho nascer...” Novamente a interrompi.

“Nosso”. Ela olhou para cima e continuou falando.

“Irei para minha casa e nunca mais teremos que conviver juntos.” Ela falou e eu não acreditei no que estava ouvindo.

“Como assim nunca mais? Esqueceu que sou pai da criança?” Falei me levantando. “Não pense que vou permitir meu filho viver com aquele Doutorzinho.” Eu realmente estava achando que aquele médico estava interessado nela.

“O que você está falando? Já disse que não sou como você.” Ela falou.

“Vai me dizer que ainda não percebeu as intenções daquele médico?” Perguntei.

“Não tem intenção nenhuma, ele é meu médico e muito bom médico.” Ela falou e eu pensei se ela também tinha algum interesse nele.

“Sente algo por aquele...” Ela não me deixou terminar.

“Robert, eu não sinto nada por ninguém.”

“Nem por mim?” Perguntei sem entender porque eu estava insistindo nesse papo.

“Nem por você”

“Mas já sentiu...”

“Já, mas você estragou tudo.”

“Não entendo como você gostava de mim, a gente nem se conhecia.”

“Eu era uma tola mesmo, mas uma coisa eu tenho que te agradecer, você me fez aprender muito nessa vida.” Laila falou e eu fiquei curioso.

“O que eu lhe ensinei?”

“A não gostar de canalhas como você e sim procurar um homem de verdade.”

“Tipo o Henrique?” Falei e ela ficou irritada.

“De novo esse assunto, mas se você quer saber, ele deve ser um bom homem mesmo.” Acho que ela queria me provocar.

“Vai querer comprovar?”

“Idiota.” Ela falou e saiu em direção a um guarda roupas.

Fui atrás dela.

“Laila.” Falei e segurei seu braço, mas ela ficou muito nervosa.

“Já disse pra não tocar em mim!” Ela falou e eu a soltei.

“Ok, me desculpa, só quero dizer que...também não quero brigar mais, vamos tentar ficar bem.”

“Ficar bem com você é algo impossível depois de tudo que já me fez.” Ela falou olhando em meus olhos.

“Ok ok...me desculpa pelo que eu fiz a você, pelo sexo no carro, pela forma como lhe tratava na empresa.”

“É fácil pedir desculpa, isso não irá mudar tudo que eu passei até hoje.”

“Você também não ajuda pô! Desse jeito fica difícil.” Falei nervoso.

“Robert, nunca vou esquecer o que me fez e vou dizer que a única coisa boa que você me deu foi meu filho.”

“Então por ele...tenta por ele.” Falei me aproximando dela e colocando a minha mão em sua barriga. Laila não respondeu, ficou um tempo quieta e para minha surpresa meu filho deu um super chute.

“Wow...viu? Até meu filho acha que estou certo.” Falei sorrindo pelo ocorrido. “É só eu encostar na sua barriga que o moleque já pula.”

“Você se acha” Laila falou e saiu de perto de mim.

“Então...estamos em paz.” Falei e sentei novamente em sua cama.

“Espero” Foi o que ela respondeu.