Notas iniciais
ALÔ ALÔ Será que alguém aqui ainda se lembra da minha humilde fanfic? A única coisa que eu posso dizer agora é: me desculpem. De verdade, sinto muito muito muito por ter passado tanto tempo sem postar, mas acontece que os últimos meses foram um pouquinho difíceis. Fiquei sem tempo, sem vontade, sem ânimo, sem nada. E pior ainda, fiquei com medo de postar o cap 21, porque meu deus, é o penúltimo. Só mais um e Metamorfose acaba. Então eu quis adiar o tanto quanto pude o fim do meu bebê, e espero que vocês me entendam. Aos que não desistiram da minha fic, muito obrigada e espero que vocês estejam se mordendo pra saber o que vai acontecer, e se sintam pelo menos um pouquinho felizes por saber que eu vou sim postar uma continuação. Ainda não sei bem quando, mas vou. Então boa leitura.

– O que aconteceu? — perguntei, tentando esconder o desespero na minha voz.

Danielly largou o computador e se sentou ao meu lado da cama, sem desgrudar os olhos preocupados de mim por um segundo sequer.

– Bom, nada... ainda. Você está ocupada? Porque estou em uma pequena festa particular nesse momento, — fui capaz de ouvir o sorriso em sua voz. — e eu adoraria que você aparecesse por aqui.
Senti uma única lágrima escorrer pelo meu rosto, e não consegui mais esconder minha preocupação.

– O que você fez com Samuel?

– Samuel? Ah, fique calma, eu não fiz nada. Eu não deixaria você perder o espetáculo de modo algum.

– Chery, por favor...

– Por favor, o que, Alice? — me cortou. — Qual é o incrível pedido que você vai me fazer? Por favor não mate o meu namoradinho,ou por favor magnífica rainha Chery, não destrua minha vida? Eu gosto bastante da segunda opção.

– Onde você está?

– Sabe, eu escolhi um lugar bem engraçado para o grand finale. Um lugar para fazer você se lembrar de tudo que perdeu ao escolher esse inseto em vez de nós. Em nome dos velhos tempos, você sabe.

Ouvi um grito abafado ao fundo, e Chery soltou uma pequena risada. Senti meu coração gelar ao reconhecer a voz de Samuel.
Eu sabia onde ela estava.

Peguei minha blusa de frio e saí, impedindo Danielly de vir comigo. Eu precisava resolver aquilo sozinha.

As ruas estavam vazias, e o silêncio era absoluto. Corri o quanto pude, e quando as minhas pernas doeram e fiquei sem fôlego, corri ainda mais.

Não havia ninguém no anfiteatro, e o contornei até chegar na porta dos fundos. As gotas de água que caíam das calhas faziam barulho ao tocar o chão. O ar estava gelado, e mesmo com minha blusa eu sentia frio.

A porta de ferro estava enferrujada, e fez muito barulho enquanto eu a empurrava. A escuridão seria completa, se não fosse pelos pequenos feixes de luz que vinham de alguns buracos no teto. O som de cada passo meu ecoava, mas continuei andando depressa mesmo assim. De qualquer modo seria impossível chegar sem que Chery me visse.

Andei mais um pouco, até que enfim avistei o pequeno corredor que dava em uma porta velha de madeira. Eu conhecia bem o caminho.

Atrás daquela porta ficava um antigo porão que há muito tempo fora esquecido por todos na faculdade, exceto por mim, Emily e Chery. Alguns meses atrás nós havíamos feito uma pequena reforma, e transformamos aquele lugar no nosso pequeno esconderijo. Era ali que planejávamos sobre a melhor forma de esconder os corpos dos garotos que caçávamos, ou simplesmente perdíamos tempo ouvindo música e fumando.

As lembranças que aquele lugar me trazia eram quase dolorosas, mas não tão torturantes quanto o que eu vi ao abrir a porta.

Samuel estava sentado em uma cadeira, amordaçado, com mãos e pés amarrados, e uma expressão vazia, e eu teria corrido até ele se Chery não estivesse entre nós, preparada para dar fim a qualquer tentativa minha de soltá-lo.

– Olhe só quem chegou para nossa festa, Samuel. — ela abriu um sorriso e vi a loucura cintilar em seus olhos.

– Chery, você não está bem. — falei, sem tirar os olhos de Samuel, que encarava o chão a seus pés.

– Você está muito enganada, Alice. Eu nunca estive tão bem.

– Chery, isso é loucura. Por favor, deixe Samuel ir embora e vamos resolver isso só nós duas.

– E você acha que eu perderia a chance de te dar o troco? — estreitou os olhos. — Eu te avisei, Alice. Te disse que ele era meu. Mas você simplesmente não consegue fazer as coisas do jeito certo, não é?
Ficou de costas e andou até Samuel, que transpirava ódio.

– Olhe só que história mais interessante. A filha de uma Succubus com Lúcifer apaixonada por um humano.

Pela terceira vez naquele dia senti uma lágrima descer pelo meu rosto. Olhei para Samuel e vi a compreensão tomar seu rosto. Ele finalmente havia descoberto quem eu realmente era.

– E para tornar tudo ainda mais incrível o humano também está apaixonado por ela. – a raiva era evidente em sua voz – Seria uma pena se alguém atrapalhasse essa linda história de amor. E, bem, eu não quero ser chata, mas acho que esse é o meu trabalho.

Ela ficou atrás de Samuel e passou sua mão pelo seu rosto lentamente, se deliciando com cada momento, enquanto ele estava tenso e com uma expressão de nojo.

– Eu não entendo porque isso aconteceu. – pegou o queixo de Samuel e virou seu rosto para mim, obrigando-o a me encarar. – Olhe só para esse rosto. Eu sei que é perfeito, mas você já matou outros caras bonitos antes. Não sei o que deu errado dessa vez.

– Chery... – minha voz falhou.

– Não se preocupe Alice, não vou deixar esse erro continuar. Vou dar um fim nisso a moda antiga. – arranhou o rosto de Samuel com suas unhas, deixando para trás três cortes em sua bochecha que começaram a sangrar.

Senti o desespero me inundar ao perceber que ela poderia matá-lo a qualquer momento, e tentei mantê-la distraída.

– Você não vai conseguir, Chery. Ele não vai te dar permissão para nada.

Então ela abriu um sorriso que fez um arrepio percorrer minha espinha.

– Lembra de quando eu disse que Lúcifer havia me feito uma visitinha e me dado um novo emprego? – fez uma pequena pausa e voltou a olhar Samuel. – É de se imaginar que eu não faria nada de graça, então ele me deu um presentinho. Eu não preciso mais da permissão de nenhum garoto. É um pouco chato ter que repetir sempre aquele “você me deixa fazer o que eu quiser com você hoje”, não é? Eu pelo menos já estava cansada.

Ela colocou a mão direita sobre o peito de Samuel e me vi correndo em sua direção. Ela parecia já estar esperando por isso e se virou, me atingindo com um soco no estômago que me derrubou.

Naquele momento me perguntei se era eu quem estava fraca ou se ela estava mais forte. Era praticamente impossível que ela conseguisse me derrubar apenas com um soco, e imaginei que Lúcifer não havia dado apenas um presente para ela.

Senti o medo se misturar com uma raiva que cresceu dentro de mim, e me levantei ainda mais decidida a tirá-la do meu caminho. Eu não permitiria que ela matasse Samuel.

Ela começou a se aproximar de mim e então parou. Havia nela um olhar assassino que eu jamais havia visto. Então ela atacou.

Chery tentou me dar outro soco, mas consegui desviar a tempo. Agarrei seus ombros e a empurrei, fazendo suas costas baterem com força no chão. Subi em cima dela e me preparei para nocauteá-la, mas aquilo seria fácil demais.

Chery colocou suas mãos sobre meu pescoço e apertou com tanta força que senti o ar me deixar completamente. Então ela conseguiu me virar, e ficou sobre mim.

Era difícil respirar e eu ainda podia sentir meu pescoço queimar onde haviam estado os dedos de Chery. Ela começou a me dar socos e mais socos no rosto, e comecei a sentir o cheiro e o gosto do meu próprio sangue me inundar.

Chery continuou, como se pudesse passar horas me socando, e a dor era tanta que não consegui me concentrar em mais nada além da sensação do seu punho indo e voltando cada vez mais rápido.
Até que enfim ela parou.

Não fui capaz de me mover quando Chery me levantou e me deixou sentada, encostando minhas costas na parede. Ela queria que eu assistisse a tudo.

Minha visão estava embaçada, e minha testa coberta de suor e de sangue, mas fui capaz de ver quando ela andou lentamente até Samuel.

A cada passo que ela dava eu sentia vontade de correr até ele e tirá-lo dali, mas meu corpo não respondia. Tudo o que pude fazer foi observar enquanto ela se sentava no colo de Samuel que fazia de tudo para evitar seu toque.

Ela respirou fundo e com um sorriso de triunfo começou a perfurar seu peito. Samuel fez uma careta de dor enquanto me olhava, e foi como se meu coração estivesse sendo despedaçado.

Então ele começou a olhar para algo do meu lado, e apesar da dor consegui virar minha cabeça para ver o que havia ali. E foi aí que eu quase desmaiei de surpresa.

Notas finais
E aí, gostaram? Só tenho uma coisa a dizer: o próximo capítulo é é.p.i.c.o. Pelo menos eu acho kkkkkk O que acham que vai acontecer com o Samuel e a Alice? Espero que estejam curtindo, e qualquer dúvida ou se simplesmente quiserem me xingar, é só mandar review, to aceitando tudo kkkkk Beijão
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.