Notas iniciais
A história da inspiração pra essa poesia é meio bizarra. Sabe aquelas horas que a inspiração vem tipo um click, em uma hora inesperada, porque algo aleatório te fez refletir sobre outro algo aleatório, formando frases e rimas na sua cabeça? Bem, isso aconteceu comigo no meio do cinema, quando eu estava vendo Vingadores A Era de Ultron ( assistam que é muito genial!).Sei lá, acho que os robôs e as armas foram responsáveis por todo esse negócio do metal que me veio na cabeça. Então valeu Homem de Ferro, Ultron, carros capotando e explodindo, escudo do Capitão América, flechas do Gavião Arqueiros, poderes da Feiticeira Escarlate, armas e toda a tecnologia high-teck do laboratório do Tony Stark, vocês iluminaram minha mente.

A arma,
Que dispara,
A bala,
Que mata.


Prateada,
Fria,
Mortal,
Metal.


O avião,
Que solta,
A bomba,
Que devasta.


Prateada,
Fria,
Mortal,
Metal.


O metal que fere,
Que fura,
Sua pele,
Que tritura,
Sua alma.


Que te faz sangrar,
Até a morte,
Eternamente na mão,
Do mais forte.


Do dinheiro que nos roubam,
Das grades que nos prendem,
Das armas que nos matam,
Das correntes que nos atam.


Das gaiolas que nos aprisionam,
Dos carros que nos atropelam,
Dos prédios que nos cercam,
Das facas que nos cortam.


Metal esse, que suga sua vida,
De fininho,
Consome toda a sua energia,
Te domina.


Sem que você perceba,
Invade sua mente,
Te pica em pedaços,
Bem na sua frente.


A espada que tanto matou,
O machado que tanto cortou,
E o sangue que escorre,
Jamais morre.


Porque, agora, é uma maldição,
O metal em todo lado,
Cobrindo seu coração,
Mal amado.


Metal esse, que não vai deixar barato,
Que não é barato,
Que não faz trato,
Que é o trato.


No sino da coleira do seu gato,
Nos talheres sobre meu prato,
No zíper do meu sapato,
Na fivela do meu cinto.


Na torneira, na ponte,
No celular, Na corda do meu violão,
No meu pingente,
No canto da estrada na calota caída da roda de um caminhão.


Metal esse, que gosta do gosto de sangue, que tem gosto de metal,
Cuja cor favorita, é vermelho,
Banal,
Reflete teu reflexo no espelho.


Do aparelho na minha boca,
De toda moeda do troco,
Do despertador que toca,
De tudo aquilo que te deixa louco!


Agora deita nessa lata fria,
Deita e dorme,
Sorria,
Daqui a pouco você some.


Se deixe consumir,
E enganar,
Só vá dormir,
Sim, você precisa se preocupar.


Socorro! Me ajude!
Estou afundando em todo esse mal,
Mesmo tendo feito tudo que pude,
Estou me tornando metal.

Notas finais
Espero que tenha gostado. Por favor comente o que achou, seus pensamentos são muito importantes para mim.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!