Notas iniciais
Olá,se vc está lendo isso é porque se interessou nessa história e nessa capa fofuxa que eu acabei finalmente fazendo, e se vc já leu saiba que eu estou alterando os primeiros capítulos porque eu achei meio bosta. Brigado por ler, e agora vai! Não sei o que dizer, então, sem mais...

Uma diferença de dois minutos definiu que eu seria o mais velho, minha mãe provavelmente não imaginava que a gente era um casal, eu soube depois de conversar com uma antiga babá que eles esperavam duas garotas. Eu sempre fui uma criança quieta e um pouco distante, acho que isso se deve ao fato de que a única outra criança que eu conheci é a minha irmã.

Isso é bom, e eu estou mais a vontade com isso do que a Allison.

A doutora nos diz que é bom registrar os sentimentos, mesmo isso parecendo ser coisa de menina na minha opinião: "Querido diário, o menino dos meus sonhos não me deu atenção hoje, odiei!". Jogo o meu caderno de experiência -não vou falar diário- num canto na cama, e começo a me vestir.

"Você acordou muito cedo hoje, estava escrevendo no diário?" Allison me pergunta e eu faço um careta ao ouvir ela se referindo ao meu caderno de experiência. "Ah é, você não gosta que eu diga isso, tenho que escrever qualquer coisa também!" Ela diz e desce da cama de cima.

"Temos que ir para a aula em alguns minutos!" Ela diz animada e pega algumas roupas no móvel que fica na direção oposta a nossa cama, ela olha para mim como se esperasse alguma coisa e eu me sento na cama.

"Você tem que ir agora!" Ela me diz e eu não posso deixar de sorrir com isso, claro que eu sabia disso, mas nos nascemos juntos e isso era normal até a alguns meses atrás.

"Eu tenho que me trocar também e esse quarto não é só seu!" Eu vou até onde as minhas roupas estão e as escolho, ela continua parada e quando percebe que eu começo a me trocar se vira bruscamente.

"Pedro, dá licença" Ela insiste, e eu fecho a calça jeans aproveito que ela está de costas e me aproximo. "Tudo bem, me desculpa" Eu lhe dou um beijo no rosto e a vejo sorrir pelo reflexo na janela do quarto.

Notas finais
é pequeno, mas é com amor!