Notas iniciais
ESSA FANFIC Foi um desafio para mim mesma. "Faça uma fic até meia noite... COMEÇANDO AGORA MESMO, PRATICAMENTE NOVE DA NOITE!!!"........risos ESSA FANFIC Está associada com a fanfic da Shianny, Dear Diary. Leiam na ordem que quiserem, não importa! ♥ E ela nem sabe que eu tô fazendo essa fic acoplada, inclusive. https://fanfiction.com.br/historia/733643/Dear_Diary/ O objeto de adoração do narrador dessa fanfic pertence à Shianny. SURPRESA!!!! P.s.: OBRIGADA POR ME AJUDAR A POSTAR ANTES DO PRAZO, DUDOS!!! ♥

Minhas palavras bobas nunca seriam belas o bastante para descrevê-lo.

Em realidade, tenho dúvidas se qualquer um nesse mundo seria capaz de fazer isso de forma que representasse tudo que há de lindo naquele garoto. É como um anjo, um ser divino, que nenhuma criatura humana é capaz de falar sobre sem se confundir nas próprias alucinações e devaneios encantados.

Entretanto, tenho consciência de que talvez as pessoas não enxerguem isso. Se o vissem através dos meus olhos, nunca ninguém seria capaz do atrevimento de levantar a voz para ele, ferir seus sentimentos, ou deixá-lo só.

Sei que em outros tempos eu nunca teria coragem de colocar isso num papel. Sei que, alguns meses atrás, não teria a audácia nem de pensar nele desse jeito. Eu nunca seria capaz de admitir que, querendo ou não, meu coração bate mais forte ao seu lado.

É constrangedor. Num momento estou vivendo minha vida confortável, pacata… Inerte… E, no outro, me vejo tropeçando nas palavras e cambaleando pelos sorrisos, desviando do brilho de seus olhos para não cair. Eu, que era tão calado, me vi gargalhando e fazendo piadas à toa, só para vê-lo mais feliz. Foi uma metamorfose lenta e espontânea.

Não sei o que ele viu em mim quando entrou naquela sala de aula à primeira vez, mas foi algo que eu também vi nele. Um traço discreto de simpatia e educação, e logo me vi oferecendo-lhe companhia para desbravar a selva que é o ensino médio.

Me pegava admirando seus cabelos loiros durante as rezas na igreja, e me sentia extremamente culpado. Não entendia o sentimento que ele me trazia… Ou ao menos tentava me convencer de que não era o que eu pensava.

Era a primeira vez que Claus J. Edelstein sentia paixão.

Foi confuso. É confuso.

Nas aulas, meus olhos sempre acabavam voltando para sua direção. No caminho para casa, a palma da minha mão formigava para estar perto da sua. No meu quarto, jogado sobre a cama, minha mente não conseguia parar de voltar a reproduzir sua risada doce em looping. “Ele riu por algo que eu disse?” — o pensamento me fazia sorrir.

Às vezes eu achava tempo para me ajoelhar ao lado da cama antes de dormir e pedir perdão pelo calor daquele pecado… Porém, quase sempre esse tempo eu usava para mandar uma mensagem especial para um certo alguém, esperando que ele estivesse pensando em mim.

Leandro.

Só de ouvir seu nome, minha barriga sentia uma colônia de borboletas dançando por dentro — o tipo de baboseira que eu lia nos livros de romance e antes achava graça. Foi por causa dele, meu melhor amigo, que descobri carregar uma panapaná dentro de mim.

(Eu pesquisei o coletivo de borboletas para dizer a ele no dia seguinte. Achei que seria interessante e o faria sorrir.)

(Ele sorriu, e agora eu adoro a ideia de ser o panapaná dele, se é que isso faz sentido.)

Nós somos melhores amigos no sentido mais cru da palavra. Estudamos juntos, sentamos lado a lado, comemos juntos, voltamos pra casa juntos, frequentamos a casa um do outro. Amigos do tipo que passam horas gastando dinheiro comprando fichas pro fliperama.

O que Leandro talvez não imagine é que eu sou o tipo de amigo que sonha em abraçá-lo apertado por trás enquanto ele joga e o encher de beijos. Que perde nos jogos de corrida porque, honestamente, só pagou a ficha pra ver sua carinha concentrada ao jogar, e o sorriso animado ao vencer.

Aliás, quantas coisas já não fiz só pelo prazer de ver como ele ia reagir? Quantas vezes eu não visitei sua casa sem avisar, com um pratinho cheio de biscoitos pra nós dois? Quantas vezes lhe mandei bilhetes de amor sem nunca assinar? Quantas vezes o abracei forte contra meu peito, só para sentir seus braços ao redor de mim?

Queria que esses momentos durassem para sempre. Aquelas frações de segundo onde nossas mãos se encostam por acaso, ou nossos ombros colam um no outro durante a caminhada pra casa. Ouvi-lo rir por uma eternidade, ou mesmo caçoar de mim quando falo alguma besteira.

Só temo que reação ele teria se pudesse ler minhas palavras. As baboseiras sobre coletivos de borboletas, fliperamas, seus cabelos. Nessas horas, tenho medo do impossível: e se alguém nessa sala puder ler meus pensamentos? E se ele descobrir só de olhar nos meus olhos? O pecado está mesmo marcado no meu rosto?

Foi doloroso para mim admitir que minha família acharia tudo isso um pecado.

Ele também acharia? É provável.

“Mas, o que tem de tão mal em amar alguém de forma tão pura e verdadeira?”, minha mente questionava. “Um amor entre dois homens nunca poderia ser puro. É errado.”, minha própria mente respondia.

É assim. Um caos mental, uma mistura de perguntas e ideias, de morais e de emoções. Por que é tão difícil aceitar que sua presença me derrete? Por que é tão difícil entender que eu nunca senti por nenhuma garota o que sinto por ele?

Agora estou aqui, embalado num casulo (ou crisálida?) de edredom, escrevendo sobre ele. Correção: tentando escrever sobre ele. Já passamos dessa fase, não é? Não é fácil. Não é humanamente possível.

Não é tão tarde assim. Quer dizer, malmente deu meia-noite.

Eu…

Sinto falta da voz dele. Principalmente quando anoitece, só consigo pensar em como ele está sozinho em casa. Será que ainda está acordado? No que será que ele pensa quando fica desperto até de madrugada?

É…

Eu…

Vou ligar pra ele.

Só para ouvir sua voz. Só para ter uma desculpa para pensar nele mais um pouco, já que escrever não adianta. Nada que eu diga vai fazer sentido, nenhuma palavra minha vai ser boa o suficiente dentro desse amálgama de sentimentos e metáforas sobre borboletas.

Fico aqui, parado, suspirando mais um pouco.

Seja o que Deus quiser…

Porque a panapaná dentro de mim só faz se agitar, pensando em como meu peito vai explodir assim que ele sorrir o primeiro “alô” do outro lado da linha.

— Alô?

...E dançam as borboletas em mim, só pra ele.

Notas finais
♥ Socorro, vai dar meia noite já!!!!! Oi, Tequinha! Surpresa!!! Lembrete: LEIAM A FIC DA SHIANNY PRA SABER O QUE O LEANDRO PENSA DESSA BAIXARIA!!!!!!!!!! Comente se gostou, vai me deixar feliz!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!