Mestiças: A vingança dos Hereges.

3 III - Salvamos o Dia Mas Quase Somos Presas.


Notas iniciais
BOA LEITURA :3

O medo nunca está no perigo, mas em nós.


E enquanto as meninas se preparavam para executar o plano, o leão derrubou o último bruxo. Harry agora se encontrava no chão com o braço sangrando graças às garras do leão que o atingiram ali. Neméia agora se preparava para dar o bote no moreno.

Davina tirou um boné azul escuro da sua bolsa e o enfiou na cabeça de Stella, e imediatamente não se podia mais ver a filha de Apolo. Era o boné dos Yankees, que um dia pertencerá a Annabeth. Stella correu ao redor do leão lançado diversas flechas que ficavam presas nas costas e patas do leão, e depois de umas 15 flechas, ele já procurava irritado quem o atacava esquecendo por um momento o moreno ferido. Davina calçou os tênis e começou a correr, pegando impulso, rapidamente ela já estava no ar, mas não conseguia manobrar bem. Stella acertou uma flecha no olho dele e ele rugiu, ficando sobre duas patas.

— Essa é a minha deixa – Mary-Kate falou com um sorriso de lado e correu por trás do leão, jogando o chicote que enroscou no pescoço da fera, como ela pretendia. uma grande descarga elétrica, maior que a primeira, percorreu o corpo do leão, e ele pareceu se acalmar um pouco, meio atordoado.

Davina aproveitou deixa e se jogou nas costas do leão, se segurando com força pela juba do monstro. Blake correu pela frente do leão, e no último segundo se jogou no chão, deslizando entre suas pernas. Todos já estavam a posto para eliminar a fera de uma vez, mas claro que não deu tão certo assim.

O que aconteceu a seguir foi muito rápido.

Três pessoas apareceram sei lá de onde, ambas iguais aos três primeiros adultos, trajando vestes pretas e empunhado gravetos. Duas mulheres, uma morena e uma ruiva, e um homem loiro. A ruiva gritará algo como “Ron, Harry” e correu para acudir o moreno, o afastando para longe da fera, para o canto de uma parede. A mulher morena estava extremamente confusa, mas correu para ajudar o cara ruivo e a outra mulher que estava caída próxima a ele. O homem loiro gritou novamente um “Cruciatus” e o leão se agitou de vez. Antes que Mary-Kate pudesse desferir outra corrente elétrica na fera, ele rodou bruscamente puxando o chicote junto com a dona. Ele lançou à morena contra uma parede entre as plataformas 9 e 10, e a garota simplesmente desapareceu.

Mary-Kate esperou o impacto contra os tijolos, mas tudo que sentiu foi que algo amortecerá sua queda, ela havia caído em cima de alguém. Como? Isso é o que ela não sabia. Ela sentiu alguns olhares sobre ela e ouviu um apito de trem soar alto, e depois disso, desmaiou.

Já Neméia quase pisará em cima de Blake, se está não tivesse rolado para o lado enquanto o leão estava distraído com o loiro. Davina agora se agarrava fortemente o pescoço da fera, que agora não enxergava mais nada. Stella havia atingido uma flecha em chamas no olho bom que sobrará no leão, mas ele ainda tinha os outros sentidos muito aguçados. Sem muito o que fazer, e se sentindo em cima de um touro mecânico irritante de shopping, Davina cravou as duas adagas próximas as orelhas do leão e puxou-as até quase o pescoço dele, enquanto na realidade ela caía e tentava se segurar. Blake apanhou a barra de bronze de 40 centímetros que virava sua espada, e num ato brusco ela dobrou a barra no meio e em instantes tinha uma lança de bronze imperial nas mãos. Ela arregalou os olhos, não sabia que aquilo fazia isso. Sem excitar, ela correu de volta na direção do leão e na hora que ele levantou a pata direita para acertar o loiro, ela usou a lança para atravessar todo o peitoral do leão. O leão urrou alto e começou a brilhar, e tão rápido quanto fora acertado pela lança, ele se materializa-la em uma montanha de pó dourado. Davina que ainda se segurava pelas adagas na cabeça do leão, agora caíra sobre o monte de pó junto às duas adagas. Stella tirou o boné e se materializou ao lado da irmã. Blake estendeu a mão para ajudar a filha de Atena e sorriu:

— Lembre-me de agradecer a Leo Valdez pelo brinquedinho dois em um depois – a loira riu do comentário e aceitou a ajuda da amiga para se por de pé.

O homem loiro pigarreou chamando a atenção das três meninas, atrás dele já se colocavam a mulher morena, a ruiva que ajudava o homem moreno a se por de pé e a primeira morena que também ajudava o ruivo a andar. Os dois pareciam bem mal, onde as garras do leão acertaram estava vermelho e inchando, não sangravam mais, mas ainda sim pareciam muito mal.

— Caras, vocês estão mal – Blake ressaltou o obvio, recebendo um pescotapa de Stella e Davina.

— E vocês estão presas – o loiro decretou – Por usarem armas ilegais e se meterem nos assuntos oficiais do Ministério da Magia, e claro, por colocarem diversos estudantes em risco, se metendo em assuntos que não são de suas jurisdição.

— Vamos ser presas por salvar a vida de vocês? – Davina perguntou irritada – Vocês nem sabiam com o que estavam lidando – gritou acusadora.

— Vamos embora meninas, temos que achar a Mary-Kate – Blake falou dando pouca importância às acusações que acabará de receber, ela já estava acostumada com esse tipo de coisa. – Vocês sabem que os mortais nunca compreendem o que acontecem bem diante de seus olhos, vamos ignora-los. – concluiu baixinho, apenas para que as amigas escutassem.

— Acho que a Mary atravessou a parede – Stella disse, mudando totalmente de assunto. – Vamos por aqui...—não esperou nem as respostas das amigas, e correu até sumir entre as placas de 9 e 10.

— Mas trouxas não conseguem atravessar...—a mulher morena que chegará por último encarava tudo confusa. – Conseguem?

— Camuflagem? – Davina questionava curiosa, examinando a parede onde Stella sumirá – Como lá no acampamento, os mortais veem somente campos de morango, aqui a parede é uma espécie de portal – a loira concluirá e logo também atravessou a parede. Blake deu de ombros e ia seguira a amiga, mas alguém segurará seu braço. Era o cara loiro.

— Vocês ainda estão presas – disse entre os dentes e atravessou a parede segurando Blake bruscamente.

Do outro lado, Stella dava um pouco de ambrósia para Mary-Kate, que já recobrava os sentidos, enquanto Davina discutia com um garoto moreno de olhos castanhos, que deveria dar umas duas Davina’s de altura. Ela o mandava ficar longe das amigas dela, mandava a todos que se afastassem.

— Pai, o que está acontecendo? – um garoto loiro vinha na direção do loiro e Blake.

— Assuntos do Ministério da Magia, Scorpius – o homem respondeu sério – O trem já vai partir, já perderam muito tempo com os últimos acontecimentos, já é seguro partirem para Hogwarts – concluiu e a maioria dos alunos voltaram para o trem, ficando somente o garoto loiro, dois morenos e duas ruivas.

— Onde estão nossos pais? – uma das ruivas perguntou, a menorzinha.

— Estão bem Srta.Potter, eles tiveram que voltar para o Ministério da Magia urgentemente, e eu farei o mesmo, voltem para o trem agora – ordenou a todos.

— Quem são elas, senhor Malfoy? – Albus Potter questionou – Trouxas?

— Trouxa é a senhora sua mãe, pirralho – Blake esbravejou tentando se soltar do pulso firme do loiro, que agora descobrira se chamar Malfoy.

— Elas estão sendo levadas por comportamento rebelde, Albus, mas não creio que sejam trouxas, não estariam aqui se fossem – Malfoy respondeu com um certo nojo na voz fazendo Blake revirar os olhos. Mary-Kate, que agora se encontrava bem melhor, abriu um largo sorriso e se aproximou do homem.

— Oh, Senhor Malfoy, tenho certeza que não gostaria de prender quatro garotinhas meigas e inocentes, somos nova-iorquinas, terá que lidar com uma grande burocracia na embaixada e como ficariam nossos pais se soubessem que fomos presas injustamente? – fez um biquinho dramático que deu pena até mesmo em Blake, que por ser filha do deus da eloquência, tinha maior resistência ao charme – Eles ficariam profundamente magoados com suas garotinhas, juro por Vênus, que não criaremos mais problemas – e beijou os dedos em sinal de promessa, o Malfoy parecia atordoado e afrouxou o aperto no braço de Blake, que finalmente conseguiu se afastar dele.

— Ah, tudo bem...eu acho, vocês não fizeram nada demais, não é mesmo? Até nos ajudaram – Malfoy parecia cogitar todas as possibilidades.

— Claro que ajudamos, não poderíamos fazer menos por um senhor tão encantador e bondoso como o senhor – Mary-Kate sorriu lindamente. Ela dominava o charme perfeitamente, treinava essa habilidade desde os 8 anos.

— Tudo bem, vocês podem ir, mas vão...—o Malfoy foi interrompido por James Potter.

— Vai mesmo deixa-las ir Malfoy? Acabou de dizer que elas são rebeldes e mais um monte de coisas – reclamou incrédulo, recebendo olhares mortais das quatro meninas.

— O Sr. Potter tem razão, Sr.Malfoy, as habilidades da Srta.Lewis são peculiares porém extraordinárias – uma voz de senhora de idade soa, e todos olham para trás, onde uma gata cinzenta se transforma em uma senhora com longas vestes negras com verdes esmeralda. – Não dê ouvidos a essa jovenzinha, ela é muito manipuladora. – concluiu oferecendo um sorriso singelo a Mary-Kate, que agora tinha os olhos amarelos de raiva. Literalmente. – Stella Parker é uma artista divina, mas também é uma ótima curandeira, tenho certeza que teria ajudado os senhores Potter e Weasley se não estivesse tão preocupada com a amiga – encarou a loira menor, que apenas assentiu boquiaberta – Ah, a Srta. Woodsen é simplesmente brilhante, mas que grande maioria dos Corvinos que já conheci, e tem uma habilidade surreal com corujas – encarou a outra loira, que lhe lançou um olhar mortal, a velha McGonagall riu com aquilo – E não tem medo de mim, os olhos incrivelmente tempestuosos...—e por fim se virou bruscamente para Blake, que tentava surrupiar o graveto que se estendia do casaco verde da senhora – E claro, Blakely Parker, uma jovem audaciosa, corajosa e brincalhona. Também não me teme para estar tentando me roubar – lançou um olhar duro a menina de Hermes, que apenas sorriu inocentemente – Uma perfeita marota, como você Sr.Potter – encarou duramente o Potter mais velho, que sorri de lado.

— Como as conhece tão bem, Diretora McGonagall? – o Malfoy questionou arqueando as sobrancelhas.

— Ora, tenho que conhecer minhas alunas, não acha? – a diretora respondeu como se fosse obvio – Ainda mais quando possuem talentos tão peculiares.

— Desculpe-me, mas do que a senhora está falando? – Davina perguntou – Não somos suas alunas, se nos conhece tão bem, sabe que não somos nem daqui e que não costumamos durar muito tempo em escolas.

— Fui expulsa da última depois de dois dias – Blake ressaltou sonhadora – Foi um belo recorde.

— Você o que? – Rose Weasley a encarou incrédula – Como pode ser orgulhar disso?

— Elas só não estavam no lugar certo, Srta.Weasley – McGonagall respondeu séria – Vocês já não deveriam estar no trem? – e fez um movimento com a varinha, fazendo os cinco adolescentes desapareceram. As meninas encararam a senhora boquiabertas, era a primeira vez que viam uma magia, que dava 100% certo, na vida. – Você também pode ir, Sr.Malfoy, elas agora estão sobre jurisdição de Hogwarts, e avise ao Ministério que minhas novas alunas não tem absolutamente nenhuma ligação com a fera que atacou a estação.

— Definitivamente não – Stella concordou apressadamente com a senhora – Nunca nem ouvimos falar que aquele leão ainda existia e atacava as pessoas por aí. Bem Longe de casa. – o Malfoy resmungou algumas coisas e logo apartou para o Ministério da Magia.

— Vocês estão péssimas – Minerva ressaltou e agitou a varinha novamente, logo as quatro meninas estavam exatamente como antes do ataque. Mary-Kate tinha sua bolsa mágica novamente em mãos e Davina estava com suas botas pretas originais, o all-star voador estava de volta aos pés de Blake e Stella estava com sua mochila nas costas e as roupas limpas. – Agora estão apresentáveis para irmos ao Beco diagonal.

— Beco o que? – Blake perguntou confusa – E o que raios está acontecendo aqui? O que você é? Hécate? Uma filha de Hécate? Como sabe tanto sobre nós?

— Sou Minerva McGonagall, diretora da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts – tentou explicar, mas as meninas ainda mantinham as expressões de confusão. Ela revirou os olhos e se virou para Stella – As cartas que você recebeu no hotel hoje, por favor – pediu, e Stella assustada, retirou quatro cartas da mochila rapidamente a entregando para suas respectivas donas. Todas abriram as cartas igualmente e leram, e para a felicidade das semideusas gregas, suas cartas estavam em grego antigo. Já as das semideusas romanas estavam em latim.

— 1º de setembro? Mas isso é hoje – Davina disse meio obvia – E não temos material e nem sabemos onde vamos arranjar esse tipo de coisa.

Minerva passou os braços pelas quatro garotas e aparatam, aparecendo em um beco escuro. As garotas pareciam prestes a vomitar um leão de Neméia.

— Isso é pior que viagem nas sombras – Blake, que foi a primeira a se recuperar, berrou. Minerva a ignorou e pegou sua varinha, dando umas batidinhas na parede de tijolos, que logo começou a se abrir.

As meninas encararam tudo confusa e Minerva sorriu.

— Bem vindas ao Beco Diagonal.

Notas finais
E aí, curtiram o cap?