Mestiça

13 Capítulo 13: A verdadeira história


Notas iniciais
Aqui está o 13º capítulo. Desculpem pela demora. Amanhã sai outro. Estão me abandonando... Só teve um comentário no capítulo passado! Status: Em depressão :'(

Acordei, mas não abri os olhos até recapitular os últimos momentos que me lembro.

Eu achei que o Wolfree havia me matado, mas estava enganada.

"Ele não seria capaz disso, sua ingrata", sussurrou uma voz em meu consciente.

A cama em que eu estava era muito aconchegante. Igual a que eu tinha na casa dos meus pais. Será que tudo havia passado de um sonho? Thommas nunca existiu?

Abri os olhos rapidamente, e, para meu "alívio", eu estava em um lugar totalmente desconhecido.

– Você acordou! — Olhei para a dona da voz e era a garota ruiva que estava no meu sonho.

– Eu me lembro de você! Qual é o seu nome? — Perguntei.

– Natasha. Nathasha Wolfree.

– Por acaso você é irmã do Thommas?

– Sim — Respondeu, receosa.

– Mas ele me disse que tinha fugido de casa aos 12 anos e desde então não tinha feito contato com nenhum membro da família. Ele nem me disse que tinha irmã!

– Deixe-me falar com ela, Tasha — Ele deu um apelido para ela? Estou realmente confusa.

Parecia cansado e estava com olheiras.

– Claro. Vou cuidar do jardim.

Ela saiu.

Ele sentou-se na beirada da cama, e, passando as mãos no cabelo, suspirou.

– Desculpe — Estava chorando? Isso mesmo que estou vendo?

Não respondi.

– Eu sou um monstro. Não deveria ter agido daquela forma com você — Continuou de cabeça baixa.

Meu coração apertou ao ver aquela cena. Além de tudo, eu o amava.

E aquilo tudo era culpa minha. Eu que havia dito coisas horríveis sobre ele.

– Não é pra tanto!

– Eu iria te matar, Katherine... Se Natasha não tivesse aparecido... Eu sugaria até a sua última gota de sangue... — Sussurrou.

– Mas foi culpa minha. Você mesmo di...

– Nada é culpa sua, Katherine. Eu falei aquilo da boca para fora, porque eu sou um imbecil! — Gritou, olhando nos meus olhos.

– Não. Você é a pessoa mais esperta e leal que eu já conheci. Por que acha que tudo o que digo de ruim de você é verdade?

– Porque eu sei que eu sou tudo isso, Kathy... Eu sempre soube, você apenas abriu-me os olhos. Se eu fosse realmente leal a você eu não teria quase te matado.

– Bem... Eu quase te matei... Então significa que estamos quites! — Falei, arrancando um sorriso amarelo de seu rosto.

– É diferente. Você não fez por querer, já eu...

– Esquece isso. Eu sei que eu peguei pesado com você, e vice-versa. Mas... Eu quero que você me explique tudo o que não contou para mim. Você disse que tinha fugido de casa! Mentiu pra mim, seu mentiroso! — Sei que é errado falar essas coisas, pois o auto-estima dele cairá ainda mais. No entanto, não percebi que minha voz estava aumentando de volume na medida em que ia falando.

– Mais uma vez, você tem a razão. Vou começar a te irritar mais ainda, porque você diz muitas verdades quando está zangada — Ele agora brincava com um fio que estava descusturado no lençol.

– Não mude de assunto. Me diga logo! — Tudo que eu sei até agora sobre você não passou de mentiras?

– Não é bem assim... Você não podia saber de tudo... — Passou as mãos nervosamente em seus cabelos.

– Antes eu não podia, mas agora eu preciso saber! — Vociferei.

– Por onde começo?

– Do primeiro momento que você me enganou.

– Quando nos encontramos. Tudo foi planejado. Meus pais acompanharam toda a sua vida, desde que nasceu.

– Como assim? Me disse que... — A interrompi.

– Não me interrompa. Odeio quando as pessoas fazem isso — Assenti — Acho que devo começar de muito antes do nosso primeiro encontro. Irei resumir. Ninguém sabe se seu pai realmente morreu. Encontramos o corpo da sua mãe depois que ela saiu daqui de casa, pois sabia que você realmente só estaria segura nas mãos de um humano. Ela faleceu a beira do lago, mas ninguém a matou. Ela morreu de desgosto. Enterramos o seu corpo debaixo do lago. Dizem que ela controla o Lago da Bella — Respirou fundo — No entanto, antes de sair dessa casa, fez com que meus pais prometessem lhe observariam e, aos 15 anos, lhe ensinássemos tudo sobre os seus dons. Meus pais foram mortos pelo seu avô, cujo descobriu a promessa que eles haviam feito. Morreram por não contarem do seu paradeiro. Ele achava que eu e minha irmã, por termos 12 anos, não tínhamos consciência de onde você estava, então nos deixou livres nessa casa. Contudo, nós tínhamos noção de sua história e juramos a nós mesmos que terminaríamos o que nossos pais começaram. Zelando pela sua segurança. Nos viramos até então, sem ajuda de ninguém, pois nossos pais foram expulso do conjunto de suas espécies por se amarem, sendo um Lobisomem e uma Vampira. Antes que você me pergunte, aquela história de que minha mãe hipnotizou o meu pai era mentira, apenas para você ter dó de mim. Quando a data do seu 15º aniversário estava chegando, começamos a nos desesperar. Como íamos te ensinar todos os seus poderes? Nós não poderíamos te sequestrar, pois isso faria com que seu avô soubesse o seu pardeiro. Aí eu tive uma brilhante ideia. O plano dos seus pais adotivos nunca foi contar que você não nasceu do fruto do amor deles. Nós os hipnotizamos — Fez uma pausa, para pegar um pouco mais de ar — Sabíamos que você fugiría de casa. Também pedimos ajuda à Lua para que os animais te guiassem até aquela casa, que era o refúgio dos nossos pais nos tempos de trevas por aqui. Na verdade, era para você ter conhecido a Natasha naquele dia, mas eu escutei algum barulho que vinha do lado de fora, então eu fui abrir. Nathasha teve que sair pela janela, para que você não a visse. Você só podia ter um mentor. Não tínhamos noção de que você mataría aquela garota. O único lugar que podia estar era na minha casa, então ficou. Sabe aquela história de você ser procurada pela polícia? — Assenti — Não era de toda verdade. Estava sendo procurada pela polícia sim, mas por estar desaparecida. Caroline não morreu. No momento que você desejou que não tivesse a matado, ela "Ressuscitou" — Fez aspas no ar — Inventei toda a história da polícia, porque percebi que estava sentindo-se tentada a voltar a casa de seus pais adotivos, mas você não poderia voltar, porque seu avô estava na sua cola. Havia tirado totalmente suas dúvidas de que estava viva quando um de seus capangas viu sua foto estampada nas paredes dessa cidade. Aos poucos eu fui me apaixonando de você, que por sinal não demonstrava nenhum sinal de sentimento por mim. Minha irmã sentiu-se obrigada a entrar no seu sonho. Ontem, quando queimou toda a cidade, sabia que seu avô descobriria onde estava. Naquele momento você se recusou a vir comigo, o que me deixou muito nervoso. Eu iria te matar, se Natasha não tivesse chegado e desmaiado nós dois. Quando acordei já estávamos aqui — Uma lágrima solitária escorreu de seu rosto — Ela me disse que foi sorte estar passando para colher alguns frutos que tinham naquela região, e quando viu as chamas, sabia que tinha sido você, e foi correndo ao nosso encontro. Eu sou um monsro, Katherine. Eu sou um desgraçado! — Falou, entre dentes.

Notas finais
Obrigada pelo ÚNICO comentário Hyuna. Estou realmente triste com vocês. Sabem quantos acompanhamentos eu tenho? 64. Visualizações POR DIA? Por volta dos 100. Favoritos e Recomendações? Mais ou menos umas 20, se juntarmos. Comentários por capítulo? Poucos. Não quero ser chata, mas deixem de ser leitores fantasmas e comentem! Respostas: 1- Thom , você falou sério quando disse que daria sua vida pela Kath ? Resposta dele: Claro! A existência dele é muito mais importante que a minha! Além disso, não aguentaria ver o amor da minha vida morrer sem ao menos ter feito nada para impedir. 2- Kath , você se arrependeu depois de ter chamado o Thom de monstro e ter dito todas aquelas coisas para ele ? Resposta dela: Com certeza! Se eu tivesse um vira-tempo daqueles de Harry Potter, eu teria costurado minha boca com barbante! Estou decepcionada comigo mesma. Façam mais perguntas para eles. Não se esqueçam que vocês podem perguntar a todos os personagens que já citei nessa história. O avô da Kathy, os pais de sangue e adotivos dela, Natasha e todos os outros, mortos ou não. Até o próximo capítulo!