Notas iniciais
CARA, MIL DESCULPAS. Eu sou uma verdadeira idiota por não ter feito a one antes, e saiu...isso. Tomara que apreciem. Bom Natal, VOCÊS SÃO OS MELHORES LEITORES DO MUNDO, MEUS ANJOS! Atenção, antes de ler o capítulo, leia essa descrição: Essa one se passa no século 19, Os pais de Thalia morrerram e ela e o irmão são pobres. Thalia tem seu melhor amigo, Nico, que é filho de um grande homem, e o casal Percabeth de classe média com sua filhinha. A Casa de Percabeth não tinha espaço suficiente, e Nico estava de repouso por um acidente. Thalia pediu permissão ao seu chefe de usar o forno a lenha para assar sua ceia, o chefe permitiu. Filha do Pescador

–Thalia, puxe um pouco mais para a esquerda. -Peguei o pato assado pelas coxas e delicadamente puxei para a esquerda. — Não, não! A outra esquerda.-Bufei e empurrei para a outra esquerda. Annabeth pegou antes que caísse, me lançando um olhar reprovador, e depositando-o na bancada de madeira desgastada da padaria. O pato estava com um cheiro maravilhoso.

Um barulho estridente foi ouvido vindo da parte da frente da padaria, balancei a mão para Annabeth, um tipo qualquer de aceno, e corri.

–Jason!- Meu irmão estava em baixo de um monte de caixas de entrega, rapidamente tirei-o de lá e certifiquei se estava tudo bem, ele assentiu e me mandou um sorriso, acentuando sua cicatriz no canto do lábio.

–Percy, porque tu não cuidaste dele? — Exclamei enquanto observava o marido de Annabeth pegar sua filha Alice no colo.

–Eu estava cuidando da minha filha, Thalia. Jason não parava um segundo e eu desisti. -Percy rolou os olhos e afagou a cabeça de Alice. Tirei uma mecha rebelde do meu rosto e me virei para Jason.

–Vá lavar-te as mãos, a nossa ceia já está pronta. — Ele assentiu feliz e correu até uma pia próxima. Me virei para Percy e balançei a cabeça para ele fazer o mesmo, ele negou mas minha sobrinha me deu uma mãozinha, que na verdade foi um tapa fraco no ombro do pai, e ele foi contrariado.

Annabeth apareceu trazendo uma toalha de mesa, a nossa única, e colocou-a na pequena mesa. Me joguei na cadeira de qualquer jeito e suspirei arrancando alguns fios soltos da borda furada do meu velho vestido de festa. Ele era branco perolado, com rendas delicadas cobrindo todo meu busto, e da cintura para baixo era liso, mas continuava lindo. Tendo alguns furos e fios soltos, ele ainda era o mesmo de sempre.

Me peguei suspirando ao pensar nele, não pode vir por um maldito acidente na fábrica. Em esguio vejo Annabeth sorrir maliciosamente para mim, devolvi mostrando a lingua.

–Quando vai admitir, sua orgulhosa? -Sai do meu devaneio e olhei para Annabeth com uma falsa expressão de confusão. Ela me olhou mais intensamente e eu não pude conter o medo daqueles olhos cinzas assustadores da minha melhor amiga.

–Annabeth, eu não gosto dele. Não como pensa-te. -Bufei pela segunda vez na noite. Annabeth arqueou sua sobrancelha loira.

–Você não gosta dele, você o ama. Seus olhos entregam-te, Thalia. -Abanei minha mão em sua direção e me levantei arrumando meu vestido.

–Bem, vamos arrumar a mesa, já é quase meia noite. -Desviei do assunto colocando os pratos e talheres na mesa com o resto de conhecimento refinado que tinha. Em alguns minutos, eu já estava arrumando o pato assado no centro da mesa e as crianças voltaram. Jason entortou a cabeça com o olhar direcionado a janela com o cenho franzido.

–Aquele não és o Nico? -Me virei brutalmente, deparando-me com Nico no meio de uma nevasca, em nossa direção, mas estava evidente a sua dificuldade de locomoção.

–Volto já. — Peguei minha capa marrom e coloquei-a rapidamente, abrindo a porta e sendo castigada por uma ventania gelada e flocos de neve batendo constantemente no meu rosto. Me abraçei e avistei Nico a quatro metros de mim, lutando contra a ventania. Com muito esforço consegui chegar até ele, agarrando seu cotovelo e puxando-o para um abrigo seguro, não daria para chegar a padaria agora.

–Tu és louco, Nico?!-Tínhamos parado debaixo de um ponto de metrô, que estava noa protegendo parcialmente da nevasca, apenas uma ventania gelada nos rodeava. Pela primeira vez nesta semana, eu vi seus lindos olhos negros me olhando com carinho.

– Louco não, apaixonado por tu sim. -Nico abriu uns de seus lindos sorrisos, e pela primeira vez neste Natal, eu me senti em paz. Senti minhas bochechas ficarem coradas.

–...Nico- Ele me beijou intensamente, e pela primeira vez senti seus macios e gelados lábios. Retribui avidamente entrelaçando seu pescoço enquanto nossos lábios se conheciam. Me afastei delicadamente quando o ar se fez necessário, dando um último e longo selinho em seus lábios.

–Agora entendens-te porque fico estranho perto de tu? Eu te amo Thalia, sempre te amei. Eu era um tolo por achar que não estava apaixonado por tu Thalia, Ô Meus Deuses Eu te amo! Quero fazer-lhe minha mulher, para sempre. Sem homens insensatos deslumbrando-se de sua beleza divina. Poder te-lá todas as manhãs ao meu lado, e recolher-me sabendo que você estará lá, me esperando. Quero gritar para o mundo inteiro que Eu amo você, só para merecer um dos teus beijos doces, minha donzela. Me permita de ser seu, que serás minha.-Nico declarava-se com o maior sorriso do mundo, me banhando com suas doces palavras. Entrelaçou nossos dedos e beijou o nó me olhando intensamente a procura de uma resposta.

Eu estava confusa, ele era meu melhor amigo. Mas também era meu primeiro amor, que me fez ficar noites acordada, suspirando. Que me fez sonhar alto, com cenas que eu acreditava impossíveis. Que me fez senti ciúmes, ao me deparar que mulheres interesseiras dando em cima dele. Que me olhar o mundo com outros olhos, e eu me tornei mais consciente e bondosa. Se esse amor vale apena? Um amor perigoso e arriscado que será questionado pelos grandes nomes da sociedade? Que servirá de exemplo para pessoas? Que será recontado como histórias por aí?

Sim vale muito a pena.

–Faço-me meu como tu me fizeste sua. -Sussurrei olhando dentro de seus raros diamantes negros. Nico se ajoelhou segurando minha mão como se ela fosse de porcelana chinesa, como se pudesse quebrar a qualquer momento e ele iria me remontar a cada queda. Era tão bom essa sensação de sentir-me amada.

–Quer casar comigo, meu belo anjo? -Nico me lançava um olhar de confiança, de paixão, de carinho e principalmente de amor. Neste momento, eu sabia que Nico era o homem da minha vida.

–Mas e Jason? Meu irmão tem que ficar perto de mim. -Questionei-o esquecendo-me por um segundo o pedido. Nico levantou-se e lentamente acariciou minha bochecha.

–Eu tratarei-o como meu filho, darei o que ele merece. Farei-o feliz tanto quanto vós. -Beijou-me na ponta de meu nariz.

–Então eu aceitarei teu pedido, serei sua mulher como vós serás meu homem. Por todo o sempre.- Nico passou o polegar pela minha bochecha, limpando uma lágrima teimosa.

–Por todo o sempre

Notas finais
Vocês me odeiam por uma one tão bosta né? Mil desculpas, e boa noite. P.S. Blue não me mate.