Merry Christmas...
1 Cass - Dean.
Notas iniciais
Cheguei com mais uma história toda trabalhada na fofura. Destiel é com certeza o OTP supremo na vida, e vamos exclarecer, eu shippo também Wincest, apesar de que Destiel é supremo e muito amor. Enfim, agora deixo-os com a minha mais nova e fofa história de amor na véspera de Natal. :3
Beijos, espero que gostem e que recomendem, favoritem e acompanhem. Estou esperando-os nos comentários, seus lindxs! ;3
Merry Christmas.
Castiel olhava as vitrines por onde passava, Nova York parecia tão aconchegante naquela época do ano, o sobretudo bege cobrindo seu terno já há muito surrado. As janelas do estabelecimento estavam decoradas com pisca-piscas coloridos, fazendo o local ter mais um clima natalino, dando um contrate com a neve espessa que caia lá fora. Uma lágrima caiu solitária, sendo logo limpada pelo anjo, que estava cansado da recente desordem que tudo tomara, mal haviam saído da batalha com a Escuridão, Sam era sequestrado e um ser, que um dia fora um humano, agora era sobrenatural e tentava destruir os irmãos. Sua casca vinha perdendo os anos, assim como sua vida de anjo, ele sabia, estava envelhecendo como humano, mas ainda era um anjo. E ele estava cansado, cansado de toda a desordem e não conseguir a única coisa que estava querendo só por um segundo, descanso e paz.
Os dedos do homem de cabelos escuros se fecharam ao redor da xícara preta, levando à boca o líquido quente e marrom. O café-com-leite estava com um tempero delicioso, simples, que lhe lembrava do início dos tempos, a calmaria. O anjo olhou pela janela, vendo a neve e a correria incessante da cidade que nunca dorme, vendo as pessoas correndo para seus trabalhos, para buscar os filhos, correndo para seus afazeres muitas vezes irritantes. O sino da porta tocou, anunciando que alguém havia acabado de adentrar ali, mas Castiel decidiu não olhar para a porta, focar nas pessoas que corriam ou andavam apressadas.
As imagens do caso recém-comprido deles — Dean, Sam e ele próprio — era todo repassado na mente, não foi um caso muito complicado, mas com a ajuda do anjo eles acabaram mais rápido, conseguindo impedir que um espírito vingativo tomasse o corpo de alguém. Depois que tudo acontecera, poder parar por alguns segundos, era uma dádiva.
O som de coturnos se chocando com o chão de madeira, se aproximando de si, fez com que institivamente o moreno olhasse na direção do som que vinha em sua direção. Se deparou com Dean o olhando preocupado, se aproximando rapidamente. O homem sentou no banco de frente à Castiel, olhando para cada canto do rosto do mesmo, se preparando para perguntar.
—Hey, Cass... — Dean chamou, fazendo Castiel sorrir fraco e devolver um 'hey' arrastado. — Eu te procurei pelos quarteirões próximos e não achei, até que eu vi essa cafeteria e te vi pela vitrine... Está tudo bem, cara?
—... Não. Não, Dean, não está. Sabe porque? Eu sei que sou um soldado Dele, mas eu estou cansado. Estou cansado pois é uma batalha seguida da outra e quando temos uma folga, impressionantemente ela é explodida pelos ares. Se tudo correr bem, se houver sorte, hoje, na véspera do Natal, podemos não arranjar problemas, mas isso é, probabilidade quase nula. — Castiel enfim soltou o que o tanto carregava. Voltando a se pronunciar. — Isso não quer dizer que eu cansei dessa vida, eu amo ajudar você e seu irmão, procurar casos e ajudar pessoas, mais do qualquer anjo faria lá em cima. Acho incrível o fato de eu estar aqui embaixo vendo tudo evoluir mais e mais. Mas cansa nunca termos uma parada, eu não sei como vocês nunca sequer, assim, nos tempos atuais, reclamaram. Eu adoro estar aqui e ficar por perto de você, de ver você insistindo para recuperar o tempo com sua mãe e inteirar ela de tudo, eu adoro estar aqui com vocês; eu só queria que vocês e eu pudéssemos parar por pelo menos doze horas.
Dean absorvia as palavras, o olhar preocupado sendo substituída por um brilho incomum que preocupou Castiel, que olhava nos olhos do loiro. O loiro levou as mãos para os dedos de Castiel, segurando-os, acariciando, um gesto que haviam adquirido quando o outro estava nervoso.
—Então, vamos parar por um dia inteiro, Sam estava procurando mais alguma coisa, mas parece que não vai ter nada. Então vamos tirar hoje para passear por Nova York, fazer o que nunca fizemos por um dia inteiro, e na cidade que nunca dorme. — Os olhos do loiro olhavam com carinho para Castiel, que sorriu pegando dinheiro e colocando sobre a mesa, pegando a ponta dos dedos da mão direita de Dean e segurando, o puxando para fora do estabelecimento, enquanto enrolava o cachecol no pescoço, o aquecendo antes de a temperatura fria de Nova York o fizesse sentir algo, era um anjo, mas isso não impedia que seu corpo humano sentisse algo como temperaturas extremas. O vento batia fraco, levando alguns flocos para o rosto de Castiel e Dean, a mão do moreno segurando a do loiro, fazendo alguns olhares pousarem ali, alguns de desprezo e outros de carinho e reconhecimento.
Já perto do Central Park, um vasto lugar para patinação fora visto por Dean, que sorriu malicioso, chamando Castiel, fazendo-o olhar e questionar com o mesmo, fazendo Dean rir com a cara que Castiel faria sobre os patins. Castiel sorriu diante da risada sonora, enquanto sentia-se ser puxado para um local onde uma camada grossa de gelo cobria o chão e pessoas deslizavam por ela, sobre coisas mais afiadas que uma espada.
Dean pagou para entrarem no lugar, que Castiel tentava entender o que faziam e como faziam. Dean pediu que ele calçasse a mesma coisa que os outros estavam usando, e quando estava sobre a lâmina afiada, fora do ringue, ele não estranhou nada, mas no momento em que Dean colocou a mão na sua cintura e o empurrou para o ringue.
Os olhos de Cass pularam para fora da cara, mas ainda sim a mão de Dean na sua cintura o deixava um pouco seguro, mas logo escutou o outro rir.
—Eu sabia que faria essa cara! Eu sabia que faria exatamente essa cara! — Dean quase gritava, arfando de tanto rir.
—Então, me trouxe aqui para rir de mim? — A ficha caiu e ele sorriu maldoso, logo fazendo uma cara de choro e decepção, vendo o olhar de Dean captar tudo e parar de rir.
—Cass, era uma brincadeira. Eu queria te ensinar a andar de patins, mas também comprovar que você faria essa cara. — Dean falou, se aproximando, do moreno, segurando o rosto do mesmo com as mãos, preocupado com aquela carinha triste, que num segundo, sorriu e riu enquanto empurrava o loiro, vendo-o perder o equilíbrio e cair, não sem antes o segurar pela gravata e ir junto consigo para o chão gelado. Castiel riu, sentindo-se impactar com o corpo de Dean, impactando com seu peito. Gargalhou como nunca antes, o sorriso lindo de mil estrelas na noite. Mas logo o riso cessou, fazendo Castiel olhar preocupado para o que jazia abaixo de si o admirando.
—Está tudo bem? — O moreno perguntou, levando uma mão para o rosto do outro, que sorriu para acalentar a preocupação do outro, enquanto o braço que pendia sobre a cintura do que estava em cima de si, enroscou-se mais e puxou Castiel para um abraço, um estranho momento que dificilmente ocorria com Dean Winchester. O coração da casca humana parecia prestes a explodir, enquanto um sorriso crescia em seu rosto, Castiel sentia-se nas nuvens, decidindo dar um retorno, levando os braços para os ombros do amigo, o abraçando com força. Ao perceberem onde estavam e que haviam pessoas no ringue, se separaram, voltando à missão que era para Dean ensinar seu anjo a patinar, cujo muitos momento Castiel se agarrava à Dean e recusava a se soltar, tentando se equilibrar. Quando conseguiu, isso era, três segundo de pé, o avanço rendeu um sorriso grande e um abraço apertado de Dean.
Assim que conseguiu se mover sem cair, decidiram dar um tempo daquilo e voltar para o hotel que estavam hospedados. Que dessa vez pudera ser mais 'fino', como dizia Dean.
Durante o caminho, que naquele momento se revelava ser muito perto do hotel, os homens admiravam tudo ao redor, as mãos dessa vez não estavam dadas, mas se roçavam e fazia Dean sorrir. Castiel estava se sentindo nada bem, o frio parecia estar afetando seu corpo, então decidiu se abraçar, para ver se melhorava. Dean, percebendo que algo não estava bem, olhou para o anjo atentamente, pensando que não seria possível seu anjo estar com frio, anjos não sentem temperaturas.
—Você está com frio? — O loiro perguntou, segurando Castiel pelo braço, forçando-o parar no meio da calçada. O olhar revelava a preocupação, que o moreno admirou.
—Sim.
—Mas como? Anjos não sentem temperaturas.
—É... Então, eu ultimamente venho percebendo que estou perdendo minha vida, assim como um humano. Não sou imortal, continuo anjo, mas estou envelhecendo como humano. Não sei o que é, mas sei que apesar dos poderes, agora sinto as coisas, coisas que nunca senti antes. Sentimentos não contam porque isso nós anjos temos, mas aprendemos a neutralizar. — Castiel falou, sem perceber que ele havia falado em sentimentos. Percebeu que Dean colocou a mão dentro dos bolsos da jaqueta de couro, tirando uma touca.
—Isso é tudo que tenho. Posso colocar em você? — O loiro atreveu-se a perguntar, vendo o menor assentir. O humano se aproximou mais do anjo, levando a touca para os cabelos do moreno, posicionando a touca vermelha com um pompom em cima, deixando Cass mais fofo do que aparentava. O moreno sorriu, enquanto olhava Dean pegar seu rosto com as duas mãos e aproximar a sua testa de seus lábios, beijando ali em um gesto de proteção e carinho. O celular tocou, tirando-os da bolha de carinho, voltando-os para a realidade. Dean pegou seu celular e viu que era uma mensagem de Sam:
Ei Dean,
Achou o Cass?
Se estiver com ele manda um jóia.
Enfim, eu estou em um encontro, então, devo chegar mais tarde.
Dean sorriu, mostrando a mensagem para Cass após enviar um jóia. Castiel sorriu, ainda sentindo a proximidade, enquanto via o loiro procurar algo na galeria do celular. O peito de Cass estava muito próximo do loiro, que levantou o celular, exibindo uma foto de um mistletoe que fez Castiel perguntar com os olhos o que era.
—Nós humanos temos uma tradição: ela consiste em quando dois estão debaixo de um ramo desta planta, eles tem que se beijar. Traz sorte e felicidades. É impossível recusar. — Dean falou, enquanto levava a mão direita para o pescoço do moreno, vendo-o morder os lábios inferiores, enquanto Dean se aproximava levando a foto da planta sobre a cabeça deles, para então, finalmente, com as pontas dos dedos pressionando a nuca do anjo, ele o puxou, colando os lábios sob a foto da planta. O beijo iniciou calmo, os lábios quentes de Dean guiando os lábios de Castiel, fazendo-os mergulhar mais e mais naquela calma e aconchegante bolha. A neve caia, a luz das estrelas vinha, acompanhada da noite que se aproximava, fazendo as luzes dos postes se acenderem. Os braços de Castiel, que se mantinham abraçando a si próprio, agora rodeavam o loiro, abraçando-o. O calor compartilhado só melhorava a bolha, deixando-os imersos na felicidade que há muito procuravam. Era o primeiro beijo deles, o primeiro de muitos, o primeiro que por circunstâncias passadas eles não haviam tido, por serem tão cabeças-duras para isso, se assumirem um para o outro levaria tempo, o beijo era somente um grande começo. O beijo se encerrou com selinhos, deixando Cass mais corado de quando haviam começado o beijo. — E você, anjo, é impossível de recusar também.
Castiel se emocionou, mas se segurou, abraçando forte o amigo, futuro namorado, apoiando a cabeça no peito do mesmo, enquanto tinha seu cabelos acariciados e um abraço forte retribuído.
Ainda abraçados eles seguiram para o hotel, Dean com o braço sobre os ombros de Castiel, trazendo-o para perto, o vento batia forte, trazendo neve para todo o lado, fazendo seus cachecóis esvoaçarem, mas não saírem de seus pescoços. A touca de Cass fazia Dean querer morder ele, de tão fofo, mas mantém-se, ainda não tinham conversado.
Entraram no saguão que estava quente com o ar-condicionado fazendo todo o local estar aconchegante e gostoso para dar uma dormida no fim de tarde. Castiel e Dean adentraram o elevador, esperando chegar o seu andar. Assim que a porta se abriu, os dois homens saíram, de mãos dadas e sorrisos estampados. Assim que adentraram o quarto, Dean deu um beijo na bochecha do anjo, avisando-o que iria tomar um banho.
Dean foi para o banheiro, tirando a roupa, deixando a camiseta e a jaqueta para trás, deixando o torso nu à vista de Castiel, que olhava, tentando ser discreto, mas falhando miseravelmente na missão. Assim que Dean entrou no banheiro, fechando a porta, Castiel se desanima, ficando sem aquela visão do corpo.
Castiel olha para o vitral do hotel, olhando as pessoas que passam na rua abaixo. A neve se impregnava nos cantos dos detalhes do vitral, e ele admirava tudo, os fascínios que tinha vendo tudo era digno de uma arte. Castiel estalou os dedos, surgindo no seu corpo roupas novas e seu corpo foi 'lavado'. Usava uma camiseta branca simples com um suéter branco por cima, enquanto uma calça moletom marrom completava a roupa. Dean saiu do banheiro com uma calça de moletom preta e uma toalha nos ombros, enquanto secava os cabelos. Castiel olhou, olhou mesmo e para todos os cantos do corpo do amigo, ele não iria ficar sem aproveitar. Dean percebeu e sorriu malicioso, fazendo o moreno corar. O loiro colocou um moletom com capuz, preto, sem fechar o zíper, deixando a barriga definida à mostra, enquanto pegava um lençol branco e se aproximava novamente do anjo.
Dean puxou gentilmente o menor para frente, enquanto colocava o lençol sobre o acolchoado colado na janela, acolchoado parecido com um sofá. Dean sentou-se, pegando Castiel pelo pulso, trazendo-o para perto de si, de costas para si. Dean apoiou a cabeça na curva do ombro e o pescoço, observando a rua abaixo deles, enquanto dava de vez em quando um beijo no pescoço ou nas bochechas do amigo.
—Eu adoro você. — Castiel falou de súbito, após muito pensar se o fazia ou não. Decidiu usar adoro, ao contrário de 'amo', ainda estava cedo.
—Eu não te adoro. — Dean falou e o coração de Castiel falhou uma batida, virando-se para o loiro, ficando cara-a-cara com o mesmo. — Eu te amo. Isso é uma das poucas certezas que eu tenho na vida.
Castiel fechou os olhos com força, enquanto uma crise de choro vinha, deixando Dean preocupado, que somente abraçou o menor e beijou-lhe a testa e os cabelos, falando que tudo iria ficar bem, relaxando aos poucos o anjo. Perguntou o que havia ocorrido.
—Somente é... É tão bom alguém corresponder o que sente. Apesar de que isso me dê medo, pois eu não sei como os anjos irão aceitar, nós anjos não podemos nos relacionar com humanos. Mas... Dane-se. Eu te amo, muito Dean. — Castiel falou, enquanto encostava a cabeça no peito do loiro e dormia sossegado.
Conforme a horas ia passando, Castiel dormia mais profundamente, fazendo Dean relaxar, enquanto abraçava o corpo do anjo, beijando os cabelos e acariciando-os.
—Feliz Natal, meu anjo. — Se pronunciou Dean, antes de dormir com o corpo quente e relaxado do anjo sobre si.
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