Mermaid
12 Capítulo 12: Finalmente
Notas iniciais
Milo olhava pela janela daquele quarto para o mar assim que entrou ali acompanhado de Camus. Este fazia um remédio com as plantas que colheu. Quando ficou pronto, ele se aproximou do tritão o tocando em seu ombro, fazendo com que o outro desse um pulo. Milo o olhou por breves segundos e voltou a fitar o mar.
— Já está pronto! Preciso que tire essas roupas. — Disse frio.
— Eu coloco. Não preciso tirar esses tecidos na sua frente.
— Mas irá tirar. Eu irei passar e depois vou enrolar com linho fino.
— Já disse que não quero a sua ajuda!
Camus não lhe deu ouvidos. Apenas pegou o tritão nos bracos — com este se debatendo — e o jogou na cama.
— Agora retire a sua roupa. Não vou olhar pra seu corpo e fazer qualquer coisa com ele. Só quero ver as manchas avermelhadas. Nada mais! — Ele foi seco mais uma vez.
Ao tritão... Não lhe restou outra saída a não ser fazer o que médico real pedia. Milo acabou ficando nu na frente do outro, mas deu um jeito de esconder sua nudez, por algum tempo.
Camus realmente procurava se focar e passar aquele unguento apenas mas manchas. O que lhe era difícil. O tritão realmente era muito belo é isso acabava despertando certos desejos. Mas se quer deu uma importância. Ele apenas fazia o seu trabalho. Sempre enfaixando com o linho fino.
Quando terminou, seus olhares se encontraram. Milo procurava se Mater afastado, mas parece que o humano sempre dava um jeito de se aproximar. Ele virou virou o rosto, fugindo do homem, mas este o fez olhar para si novamente. Camus diminuiu a distância entre seus rostos e roçou seus lábios aos do tritão. Milo abriu a boca para reclamar, porém fora calado pelo humano, finalmente dando o beijo que tanto queria...
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Mu olhava para o mar também da janela mas do quarto do loiro. Shaka não estava lá e o lilás aproveitou para olhar de longe a sua casa. Sentia saudades. Queria muito poder voltar, mas ao lembrar das marcas que haviam melhorado, ele ainda certo receio.
A porta foi aberta e por ela, Shion entrou ao lado do loiro. Mu vira seu irmão e caminhou até ele. Ambos deram um abraço e Shaka ficou apenas de olho.
— Irmão... O que faz aqui?
— Eu vinha lhe ver, mas quando vi o Shaka, senti certo... Receio.
— Bobagem! Aioros disse que você pode entrar para ver seus irmãos.
— Sei disso. Apenas não quero atrapalhar caso eles estejam... Acompanhados.
— Bom, vou deixá-los conversando! Irei tomar um banho e vou sair.
— Sair? Onde vai humano?
— Nada que você deva se preocupar, Mu. Eu não demoro. Boa conversa para vocês!
Shaka pegou uma muda de roupas e se fechou na sala de banho daquele castelo. Mu e Shion se entreolharam. O mais velho puxou o caçula para outro quarto. Não queria ver o loiro com roupas de baixo andando pelo quarto. Ambos foram ao quarto de Saga e Kanon, e também quando ficaram quando estes chegaram ao castelo.
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O aposento era grande e confortável. Saga olhava tudo, curioso, mas com certa distância do nobre. Aioros apenas observava o tritão olhar cada detalhe como que memorasse tudo ali. Quando seus olhares se encontram, ambos estão longe um do outro. Era assim que o tritão gostaria que ficassem.
— E então? Sobre o que quer saber? Dos piratas, do mar, o que fiz depois que te salvei?
— Na verdade... Quero saber tudo sobre você!
— Tudo? Tudo o que?
— Tudo!
— Eu... Eu nasci no mar. Tenho um irmão que é a minha cara e o que muda é apenas a tonalidade de seus cabelos. Eu sempre tive curiosidade de ver a superfície. E acabei quebrando uma das regras: a de subir na superfície antes dos dezoito anos. Não me recordo bem de meus pais... Eu... Eu gostaria de não falar nisso. — Entristece. — Alguns anos depois, quando eu e Kanon tínhamos dezesseis anos, ficamos no lugar de Shion. Ele nos disse que precisava encontrar um local para ficarmos. Só que ele única mais voltou. Então saímos a sua procura e esse foi nosso erro. — Saga sentia as lágrimas escorrendo. Não gostava de lembrar daquele episódio. — Acontece que... Que fomos pegos pelos piratas. Foi muito rápido. Eles nos forçavam a coisas que... Não queríamos. Éramos a diversão deles. Eu e Kanon tínhamos que nos tocar. E quando era assim, o capitão... R-Radamanthys o levava para longe. E eu ficava a mercê dos outros. Foram anos assim. E quando tivemos a oportunidade de fugir, pulamos no mar e nadamos até chegar em casa. Reencontramos Milo no mar e ele nos contou onde estavam Shion e agora Mu. Eu não sei eles, mas eu, Kanon e Milo precisamos ir embora. — Ele tentava conter as lágrimas, mas estava difícil. — Será que... Podemos mudar de assunto?
— Se eu prender esses piratas, vocês ficam aqui?
— Não podemos. Radamanthys deve estar nos caçando pelos mares. Precisamos fugir.
— Ouça. Aqui vocês estão seguros. Mesmo com Aioria implicando com vocês. Fora isso, tem esse com as águas salgadas. Eu quero te ajudar. Desde que vocês queiram.
— Eu não sei.
— Pense. Não precisa responder agora. Vocês me ajudam a pegar Radamanthys e em troca, veremos o que podemos fazer. Você disse que existem corpos sendo descartados não? Você poderia me mostrar?
— Você não iria aguentar prender a respiração por muito tempo.
— Você respira dentro d'água não?
— Sim.
— Então você pode me passar o ar. É só colar seus lábios nos meus e encher meus pulmões.
— Impossível. Não tem como. E você... Porque quer que eu te beije? Dentro da água?
— Não é um beijo. De fato, eu não vou aguentar muito tempo. Mas como você respira, pode me passar apenas o ar. Mas teria que ser dessa forma.
— Vocês humanos são engraçados. Se você quer um beijo, é só pedir.
— E você me daria um? Me daria um beijo, Saga?
— Talvez... Mas você prometeu que ficaria longe de mim...
— E eu estou! Apenas fiz uma pergunta. Ainda é cedo para isso acontecer. Prometi não lhe tocar não foi?
— Prometeu sim.
Saga olhava para o humano. Aah aquele sorriso. Era tão belo quanto se lembrava. Tão belo quanto o sorriso do seu irmão. O tritão caminhou até o humano e lhe tocou o rosto. Aioros ficou parado apenas sentindo o toque da mão do outro em seu rosto.
Ousado, Saga fechou a distância e colou seus lábios aos do homem, num breve roçar das bocas, afastando-se em seguida. Deu as costas para o humano e antes que pudesse caminhar, Aioros o segurou novamente, colando os lábios, roubando o beijo que queria há muito tempo.
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Milo tentava se livrar dos braços do médico real, mas acabou cedendo. Camus enfim beijava o tritão, diminuindo a força que o segurava aos poucos. Ambos foram ficando sem ar e o ósculo precisou ser interrompido.
O tritão abriu os olhos, calmo e viu que o outro o fitava. O humano se deitou no peito deste, e o abraçou. Milo não sabia o que fazer, e tocou as longas madeixas do homem, numa tentativa de lhe fazer carinho. Camus fechou os olhos e sorriu. Finalmente, seu tritão havia cedido. E parecia um começo para um romance...
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