Mermaid

10 Capítulo 10


Notas iniciais
Devo revelar que comecei a escrever a do vampiro... Mas agora me faltou criatividade e ainda estou sem... Mas deste vez, Asmita foi na casa da mãe e não vou revelar nada mais :) mas qualquer dia, sai xD

Ainda naquela noite, Milo estava com Camus. Este esperava pela história dele, mas ele parecia perdido em pensamentos.

— Minha história começa um pouco antes de me juntar a colônia... Eu era muito pequeno e mesmo assim abandonamos onde eu morava com meus pais. As águas não eram as mesmas perto das ilhas gregas então viemos para essa mais próxima da costa. No começo, não queriam nos aceitar por sermos estranhos lá dentro e meus pais fizeram de tudo para que nos aceitassem. Isso demorou muito, mas Shion ajudou em tudo. Depois de algum tempo, nós já fazíamos parte da colônia. Meus pais acabaram recebendo uma missão de Shion e me deixaram para trás. Eles partiram com mais alguns tritões e sereias, mas poucos voltaram. E aqueles que retornaram, vieram faltando pedaços da cauda, machucados... Desses, alguns voltaram como foram. Não fora comunicado, mas parecia que voltaram de um guerra. As crianças, não sabiam de nada. Apenas os adultos e até hoje, eu não sei ao certo o que aconteceu. Então um dia, todos olhavam para mim, comentando baixinho a respeito de meus pais. Acabei escutando umas coisas que... -Ele parou por um tempo, tentando não se deixar abalar com isso. — Acabei escutando umas coisas que... Que me deixou abalado. Uma criança de 10 anos tinha perdido os pais nessa missão. Os outros que foram, não eram casados e muito menos tinham filhos... Eu fui essa criança...

— Milo... Não precisa mais contar!

— Não! Está tudo bem! — Ele deu mais uma parada e continuou. — Eu fui criado por Shion depois disso. Mu e os gêmeos estavam sempre ao meu lado. Você já deve ter notado certa... Semelhança do Mu com Shion. Eles não tem sobrancelhas e sim uns sinais no lugar delas. Assim como vocês, humanos, nós também temos outras espécies.

— Isso que dizer que eles são irmãos?

— Isso quer dizer que eles viram da mesma espécie. Não são irmãos.

— Mas... Vocês...

— Fomos criados juntos. Mas voltando... Eu havia perdido meus pais. Eu sempre ouvi conversar de que eles foram mortos por arpões. Só não creio se foi apenas isso. Nunca me revelaram.

— E porque não pediu ao Shion para contar?

— E deu tempo? Ele sumiu por anos! Só o encontrei agora. Isso já se passou muito tempo, e eu me virei sempre sozinho. Mesmo com meus irmãos ao meus lado. Talvez... Eu tenha ficado desse jeito por causa disso. Precisei crescer e assumir algumas coisas que eram apenas para os mais velhos.

— Agora entendo porque és assim!

— ...

— Mas não precisa ser assim, Milo. Já disse que estou com você.

— Mas eu não estou com você! Voltarei para o mar querendo ou não! Se for para morrer, que seja lá dentro.

Camus acabou se irritando e o jogou na cama, subindo por cima de seu corpo, imobilizando-o. O humano tinha o olhar duro, frio. E pela primeira vez, o tritão teve medo.

— Entendo sua história Milo! E o respeito por isso. Mas você me obriga a tomar certas medidas. Você é livre para o que quiser fazer, mas me dê uma chance de te ajudar! Quero te fazer feliz, tritãozinho!

— Não lhe pertenço. Eu pertenço ao mar. Não quero ser "sua sereia" e nem de ninguém.

— Não quero que seja "minha sereia" como você mesmo diz. Nunca te passou que pode ser eu, "a sua humana"?

— Como?

— É o que ouviu! Eu quero SER seu, Milo. Mas antes disso, quero te ajudar. Me deixa te ajudar! Não só você, mas a todos vocês! Eu sou médico real de Aioros. E tenho este quarto aqui. Ele é apenas meu. E pode ser seu também. Sinto pelo que passou, mas agora você está entre amigos.

— Nunca tive amigos com pernas! E não quero ter.

— Lamento por isso. Mas eu não vou desistir de você! Vou conquistar sua confiança, sua amizade e quem sabe, não conquisto seu coração? — Ele havia ignorado a frase do outro e continuou falando.

— ... — Milo o viu se afastar e levantar a roupa. O tritão agiu, mas o humano o segurou novamente, mais forte um pouco.

— Me deixa ver aquele vermelho em sua pele.

— N-não precisa. Um pouco são das algas para parecer sangue para invadir o castelo e resgatar nossos irmãos.

— E o da sua coxa? Também são dessas... Algas?

— ... Não!

— Ótimo! Agora fique quieto e me deixa ver! Não farei nada em ti.

Milo o olhava e parou de tentar fazer qualquer coisa contra o humano. Camus teve a chance de ver o que tinha nas belas pernas do tritão. O vermelho ainda estava igual de quando o viu sentado na cadeira. Ele tocou de leve, mas isso já serviu para Milo puxar a perna.

— Arde?

— Sim.

Camus se afastou e foi ver seu livro de unguentos para ver o que poderia colocar ali. Ele precisava de algumas coisas. Teria que buscar na manhã seguinte, já que algumas ervas são melhores se forem colhidas antes do sol nascer. Ele só passou algo no vermelhidão para tirar um pouco a irritação. Milo não gostou muito de ser tocado, mas logo notou que o humano fazia sem segundas intenções e isso o deixou mais calmo.

—_&__

Aioros providenciou um quarto apenas para os tritões ficarem. Isso não agradou muito Dohko e Shaka, mas tiveram que permitir. Milo se juntou algum tempo depois ao lado de Camus que o levou até lá. Ele se despediu do outro e deixou com ele, o mesmo produto para que ele desse aos gêmeos que sofriam com as enfermidades.

Saga aceitou e passou em si e deu ao gêmeo. Kanon olhava aquilo tudo desconfiado. Mas acabou passando aquela papa em sua pele. E parece que a irritação deu uma bela melhorada.

Eles ficaram conversando. Sentiam saudades daquele tempo, onde os mais velhos brincavam com os menores. Agora Milo e Mu já eram maiores e estavam diferentes. Milo tinha ficado arrogante demais e Mu, bom ele ainda era o mesmo fisicamente, mas tinha mudado. Quando pequeno, era curioso agora era muito tímido. Ficaram conversando, baixo, mas após um tempo, todos foram se deitar. Kanon precisou ficar numa outra cama, um pouco mais afastada da de Saga.

—_&__

Na manhã seguinte, Camus acordou bem antes do sol nascer. As ervas não ficavam longe de onde morava, mas precisava colher. Ele ficou um tempo no jardim até pegar o que precisava. Ele voltou para fazer o unguento. Acabou encontrando Aioria, aparentemente calmo. Imagina quando este souber que eles teriam companhia para o café da manhã.

— Já de pé, Camus? E que plantas são essas? Irá preparar um chá?

— Bom dia para você também, Aioria. Essas ervas não são para chá. São ervas medicinais.

— Lá vem você com essas coisas. Bom eu vou indo! Preciso ver com os criados o que teremos para o café da manhã. Passar bem, doutor! — Ele caminhou até sumir do olhar do Camus.

— Idiota! Aioros deveria ter sido mais rude com o irmão mais novo! Ele está muito cheio de si!

— Falando sozinho Camus?

— Não eu... — Assim que mudou seu foco, ele viu Milo andando em sua direção. Ele ficou assustado, pois ele sempre o chamou de humano... E agora.. disse seu nome? — Você... Falou meu nome?

— Sim. Porque? Acaso quer que eu o chame de humano? Aliás é isso o que você é.

— Prefiro que fale meu nome! Mas... Se me permite... Porque levantou? Achei que fosse ficar junto de seus irmãos.

— Eu preciso ver o mar! Senão posso entrar nas águas que tanto amo, ao menos ver, eu posso.

— Eu te acompanho!

— Não! Não precisa! Quero ficar sozinho.

— É perigoso! Prefiro ir com você e...

— Olha eu agradeço. Mas eu realmente quero ficar sozinho. — Ele não deu chances de Camus falar e Milo lhe deu as costas.

— Teimoso! — Acabou indo para seu quarto.

—_&__

O sol começava a nascer ,mas mesmo assim, Milo ainda estava olhando o mar de longe. Ao longe ele avista um navio, mas parece que tinha um detalhe... Uma bandeira... Preta? Será que eram piratas? Ele observou mais pouco, mas este seguiu seu curso. O tritão estranhou e resolveu sair dali o mais rápido possível. Precisava avisar alguem ou guardava esse segredo? Ele acabou de encontrar os irmãos e... Agora esse navio? Com bandeira preta? Milo olhou mais um pouco para o mar, mas sem deixar notar o navio. Viu que ia em outra direção e resolveu voltar. Não queria admitir, mas dentro do castelo, ele e seus irmãos estariam a salvo.

Milo andava de volta para o castelo e acabou esbarrando no irmão mais novo. Aioria não gostou de ver novamente aquele "peixe fora d'água". Ambos fecharam a cara. O tritão permanece calado, mas o outro sempre solta algo a seu respeito.

— Ora, ora senão é o peixinho de Camus. O que faz aqui? O oceano ainda está doente, ou você resolveu voltar para o doutor?

— Isso não é da sua conta!

— É da minha conta sim! Está em meu castelo, então mais respeito quando fala com um superior!

— Você não MANDA EM MIM! Agora se me der licença, vou falar com meus irmãos!

Milo passa ao lado do nobre, mas este o impede de ir embora. Aioria o olhava com raiva e o tritão sustentava esse mesmo olhar.

As vozes foram se alterando, chamando a atenção não só dos irmãos de Milo, mas também dos outros.

Saga se assustou com as vozes e foi ver o que era. Seus irmãos também foram atrás dessa agitação. Até mesmo Aioros acabou saindo, indo de encontro ao leonino que não parava de discutir com o tritão.

— Posso saber o que está acontecendo aqui, Aioria?

— Irmão?

— Estou esperando Aioria! O que está acontecendo aqui? — Sério.

— Eu...

Milo aproveita a deixa e vai para perto de seus irmãos. Shion fica ao seu lado vendo se não tinha algum machucado.

Camus chega um pouco depois da discussão acabar e sente certo ciúme de ver um outro tritão ao lado do que é seu. Shaka e Dohko não se meteram em nada. O loiro apenas ficou de olho em Mu e o libriano, em Shion.

— Não vai contar o que acontece aqui, irmão?

— É que eu...

— O realmente aconteceu aqui foi simples! Eu encontrei com humano, Camus e este me perguntou o que fazia aqui. Disse que queria ver o mar e o dispensei já que ele disse que iria junto. Eu acabei indo sozinho. Enquanto estava lá fora... Vi um navio estranho. Com uma bandeira preta. Eu observei mais um pouco, mas ele continuou seu caminho, navegando em direção das ilhas gregas.. eu entrei e esse daí, impediu meu caminho. Tentei ignorar, mas não deu. Está na hora de irmos, Saga! — Ele se virou para o irmão, que concordou.

— Eu sei Mi. Nós vamos embora! Mas Shion e Mu precisam ver se vão com a gente, ou se ficam.

— Como é? Eles precisam ir!

— Acho que eles não vão embora! — Kanon olhou para os irmãos. Cada um estava ao lado de um humano.

Shaka tinha aproveitado da distração, e puxou seu tritão para si. O mesmo aconteceu com Shion. Aioria aproveitou a situação é reparou naquele que abriu a boca por último. Olhou novamente para um outro igualzinho. Nunca tinha visto uma pessoa que tivesse um clone, imagina um tritão.

Ele se aproximou deste e tocou rudemente no queixo de Kanon, obrigando o mesmo a olhar para si. Seus olhares se encontraram... Saga tentou se aproximar, mas fora impedido por Milo. Ele queria ver o que o outro iria fazer.

Kanon apenas sorriu e segurou o braço do humano com certa força e o fez lhe soltar.

— Não ponha suas mãos em mim, humano! Meu irmão Saga até pode ser o mais calmo de nós dois, mas eu... Eu sou capaz de matar para ser livre!

— Apenas me assustei! Nunca vi duas pessoas se parecerem tanto! Faça o que quiser fazer! Volte para o mar, mate alguém. Eu não me importo. — Ele acabou dando as costas para todos os presentes e se retirou sem mais nem menos.

Saga se aproximou do gêmeo colocando as duas mãos em seu rosto. O mais novo lhe sorriu carinhoso, indicando que não se feriu.

Aioros apenas observava sem falar nada. Seria difícil conquistar a sua "sereia" já que o irmão ciumento sempre estava presente. Um criado apareceu, anunciando que o desjejum estava servido.

Notas finais
PS: to sem uma ideia pra nome de capítulo xD