Mermaid
8 Capítulo 8: O Reencontro
Assim que os tritões acordaram, os gêmeos ainda enrolaram para sair da cama. Kanon havia juntado suas camas, formando uma cama de "casal". O gêmeo mais novo ficava acariciando a causa do irmão e também seu tronco, subindo para os mamilos do mais velho.
— Pare Kan. Temos que por o plano em ordem!
— Faremos isso sim, mas é mais tarde.
— T-temos que... Que falar com o Milo!
— Só mais um pouco...
— "Só mais um pouco" se resume em que? Fazermos amor é isso?
— Claro! Como daquela vez, em que fizemos isso, nesras condições.
— Gosto de te abraçar quando estamos com as nossas pernas!
— Aquelas coisas atrapalham! Vamos Sa...! Será rápido!!
— ... — Saga nao conseguiu dizer mais nada, pois teve a boca tomada pela a do irmão.
O primogênito se entregou ao seu gêmeo, no novo ninho de amor. Ambos controlavam os gemidos, já que o outro irmão ainda dormia no quarto ao lado. Após a euforia do ato, o casal teve que se acalmar antes de sair e procurar Milo.
Este já tinha acordado bem antes dos gêmeos se amarem e agora procurava pelas algas para dar início ao plano...
—_&__
O jovem Aioros já estava de pé, pronto para zarpar em seu navio a procura daquele ser que o salvou. Ele andava de um lado para o outro dentro do seu navio, reabastecendo o porão do negueiro com comidas em conserva, especiarias e muito rum. A bebida o ajudava a se aquecer nas noites frias em alto mar, tentando encontrar a "sua sereia"
Com tudo pronto e faltando poucos minutos para zarpar, eis que surge um imprevisto. Um dos súditos correu até ele alegando que Camus estava com problemas.
— Camus? O que tem ele?
— Ele parece estar muito mal. Não quer comer, beber, só fica deitado na cama e hoje ele acordou enfermo. Esta terrivelmente quente e suando muito.
— Irei averiguar o que ele tem. Já pode se retirar e voltar para seus afazeres.
O súdito fez um leve curvare se retirou. O castanho suspiros, prevendo que não poderia zarpar como queria. Mas mesmo assim, ele deu ordens rígidas para guardarem tudo, e esterem prontos para partir ao seu comando assim que retornar.
—_&__
No fundo do mar, o trio procurava pelas tais algas de coloração avermelhada. Depois de um breve dejejum com algas comestíveis, eles sairam para procurar.
Já tinham juntado uma boa quantidade e decidiram parar. Tudo seria feito naquela noite.
— Será que vai ser uma boa ideia?
— Esta com medo Milo?
— Ora essa Kanon... Vocês acabaram de retornar. Não me contaram onde estavam ou que faziam... E agora querem fazer um plano onde somos a menoria.
— Quer mesmo saber onde estávamos todo esse tempo Mi? Tem certeza? Terá estômago para isso?
— O que querem dizer com isso?
— Milo... Saga e eu fomos pegos por piratas! Passamos pela pior experiência que um tritão pode passar.
— Fomos focados a nos... A nos... Tocarmos. Éramos a diversão deles! E se eu não fazia nada com meu irmão, eu iria para o mastro e ficaria lá por dias, esperando a minha morte!
— C-como? Q-quer dizer que vocês... Meus irmãos... Vocês...
— Sim Milo! Fomos forçados a nos deitar juntos! E quando isso não bastava, o capitão ou a tripulação toda nos tinha em suas camas! Eu e Saga não passávamos de diversão para eles em alto mar.
— Kanon e eu aproveitamos uma noite seu lua, e fomos embora do navio. Não havia ninguém lá dentro e essa foi a nossa chance. O mar... A nossa casa de fato não está boa para retornamos. Mas se eu ou Kan saímos daqui, podemos ser presos novamente por eles. Não queremos isso para você, Mu ou para Shion.
— Então esqueçam! Shion já pertence a um humano imundo e muito provavelmente que Mu já seja daquele humano. E eu... Quase tive o mesmo destino, mas deixei bem claro, que ninguém faz de mim, um escravo.
Os gêmeos se entreolham assustados. O modo que seu irmão mais novo agia era de ouro ódio. Claro que ele ficou preocupado e assustado com as palavras deles sobre a tortura que passaram, mas esse não era Milo. Milo sempre fora um garotinho alegre e doce, mas quando seus pais sumiram, ele se tornou amargo. Fechado demais para todos. E ele teimava que seus pais sumiram por causa dos humanos.
— Milo... O aconteceu com você? Você não era assim antes!
— Aquele Milo que você conheceu, ficou no passado!
—_&__
Camus estava deitado em sua cama, agarrado ao travesseiro que o tritão usou antes de "fugir" para o oceano.
Nessa manhã, ao acordar, ele se sentiu demasiadamente quente. O enfermo não tinha se alimentado e se negava em fazê-lo.
Aioros ao saber que seu amigo estava assim, ele não esperou por alguma permissão e abriu a porta do quarto com tudo.
— Camus? O que lhe aconteceu? Me disseram que você se negava a comer e beber...
— Não aconteceu nada. Me deixe sozinho!
— Como não aconteceu nada? Você nunca ficou enfermo e depois que aquele tritão se foi, você está assim e...
— O nome disso, é birra!
— Aioria!
— Vai dizer que isso é grave? Camus nunca teve nada, sempre foi uma pedra de gelo. Pouca ou nenhuma enfermidade o abateu dessa forma! Será que esse gelo todo derreteu por causa daquele lá?
— Não o chame assim Aioria! Ele é um tritão. O meu tritão...
— Tão seu que resolveu ir embora não?!
— Calado, irmão! Não vê que ele sofre?
— Sofre de amores por um ser que se quer lhe deu importância. Acabou indo embora na primeira oportunidade. Deveria ter sido mais duro com ele, assim como Dohko é para com a "sereiazinha" dele.
— Cala-te Aioria! Saía daqui. Eu irei partir para procurar pelo ser que me salvou. E não precisas vir comigo! Pode ficar com esse seu ego apenas para si!
Aioria olhou feio para o irmão e se retirou. Camus o olhou e pensou nas palavras de Aioria. Se tivesse se imposto um pouco que fosse, Milo estaria ali com ele. Ele se levanta da cama e vai para uma casa de banho. O castanho notou que ele queria ficar sozinho e saiu do quarto. Não daria para sair naquela noite...
—_&__
Mu ainda estava deitado no leito que dividiu com o loiro. Seu corpo doía muito e sempre que lembrava, ele corava e se encolhia na cama.
Saiu da cama com o lençol enrolado no corpo. Seu corpo ficou tenso. Ainda doía muito principalmente atrás... Ele procurava pelo loiro, mas o encontrou. Continuou até o banheiro. Olhou seu reflexo. Ainda estava triste por Milo ter ido embora daquela forma.
Acabou entrando na banheira e abriu a água. Ele se lavou como dava, antes da sua cauda aparecer. Assim que apareceu, ele a tocou com calma. Mu abraçou os joelhos e escondeu o rosto.
Pouco tempo depois, Shaka retornou e não viu seu tritão ali. Decidiu ir ao banheiro e o viu dentro da banheira. O loiro achou que ele tinha se afogado, mas viu o tórax subir e descer. Mu respirava de alguma forma dentro da água.
Shaka sentou na borda da banheira, olhando com desejo seu tritão. O lilás sentiu que era observado e abriu os olhos. Ele via a imagem de Shaka e sorriu. Ergueu o corpo, se sentando.
— Olá tritão!
— Oi humano!
— Você é lindo, Mu! — A mão do loiro tocou a cauda dentro d'água. Podia sentir as escamas por seus dedos. — Como pode?
— Como pode... O que?
— Como pode, eu ter me apaixonado por um ser que sempre jurei não existir?!
— Sereias e tritões existem. Apenas não temos permissão para vir à superfície. E quando fazemos isso, afogamos os humanos desavisados.
— Como assim?
— Assim... — Mu aproximou o seu rosto do loiro e o beijou, puxando Shaka para dentro da água.
O beijou tirava completamente o ar de Shaka. Mas estava tão bom, que ambos não queriam parar. Aquele tritão o tirava do sério apenas com um beijo, mas Shaka precisou apartar o ósculo ou se afogaria realmente.
— Me diga... U-uma coisa, Mu... É p-possivel,... É possível fazer amor com você... A-assim? — Ele dizia puxando o ar.
— Sim! É possível!
O beijou continuou e pouco tempo depois, Shaka já estava sem as roupas, tomando o tritão para si novamente. Era algo totalmente novo para Shaka.
—_&__
O dia passou rápido para alguns e lento para outros. A noite chegou e com ela, o plano dos gêmeos. Milo nadou até a praia e começou a se arrastar quando suas mãos tocaram a areia. Seus irmãos vinham mais atrás, sempre olhando para ver se o navio pirata não estava por lá. Eles sabiam que Radamanthys estaria procurando por eles. Mas nem sinal dele ali. Respiraram aliviados.
Imitando o outro, nadaram até ganhar a praia e logo se arrastaram ao tocar a areia.
A alga foi masserada, dando o tom avermelhado nas mãos dos gêmeos. Eles passaram no corpo de Milo e neles mesmos, simulando uma briga.
Não muito longe dali, Camus andava a beira-mar olhando as ondas quebrando pouco antes de tocar seus pés. Ele andava sem se preocupar se as seus roupas nolhariam ou não.
Caminhando sem uma direção, ele viu uma cena que parecia um briga. Continuou até que viu um tritão ser agredido por humanos. Saga e seu irmão gêmeo deram um jeito de secar as suas caudas. Apenas Milo continuava com a dele
Ao notarem que alguém se aproximava, Milo fingiu um desmaio, mas sentindo seus irmãos lhe "batendo". Camus assim que o reconheceu, correu até o seu tritão. Os outros dois se afastaram um pouco, mas ainda assim querendo "acabar" com o tritão.
— M-Milo... O que vocês fizeram com ele? Milo... Você... I-isso é sangue? M-Milo, por f-favor... Acorde...
Os "agressores" olhavam e logo viram que aquele humano realmente tinha se apaixonado pelo seu irmao. Camus o pegou no colo, mas ele era pesado. Virou o rosto do belo tritão na sua direção e colou seus lábios aos de Milo.
Saga chegou por trás e agarrou o francês que se assustou. Kanon ficou na frente do "casal". Milo ficaria inerte até toda aquela baboseira acabar.
Camus abraçou o tritão o protegendo daqueles dois desconhecidos. Milo sentia as lágrimas do humano cair em seu rosto e o abraço ficar cada vez mais forte e protetor. O jovem tritão "agredido" queria sair dali, mas enquanto sua cauda estive ali, nada poderia fazer. Camus seria mais rápido.
— O... O que vocês querem?
— Queremos os tritões que estão em poder daquele castelo. — Saga apontou para a construção.
— N-não podem... Eles...
— Eles o que? Nós queremos os tritões e queremos agora!
— Não podem... Shion já tem um amo... E Mu... Este também... E Milo... Eu o amo tanto...
— Se o ama, deixe-o aqui. Mas queremos os outros dois.
Aioros andava procurando por Camus. Ele sabia que o francês tinha saído para a praia... Mas onde Camus está realmente. Ele andava sozinho procurando por ele até que viu um grupo meio suspeito. O grego então sacou sua espada e correu em direção daquele grupo.
Kanon o viu se aproximar e deu um jeito de avisar com o olhar para o gêmeo. Este se virou e deu de cara com uma lâmina apontada para o seu rosto.
A noite estava escura. Apenas a lua iluminava a praia. O castanho empunhava o objeto pontiagudo e Saga arregalou os olhos. O tempo tinha passado para os dois, mas ele se lembrava do garoto que salvara quando caiu no mar.
Já Aioros o olhava com ódio. Ele encostou a espada no queixo do tritão e o fez se levantar devagar. Assim que saga ergueu o corpo e o encarava nos olhos, o castanho largou a espada. Aquele olhar... Era o mesmo. Os mesmos cabelos, a mesma cor dos olhos... Ele encontrou quem tanto procurava.
Kanon observava tudo com cautela. Aquilo estava estranho. Mas ele não saiu da posição em que estava. Qualquer coisa, ele daria um jeito de pegar Milo e correr para o mar. Sabia que o gêmeo faria a mesma coisa. Até que uma voz fora ouvida, e não era de seu irmão...
— V-você?
Fale com o autor