Mermaid
13 Capítulo 13: Raiva
O Estrela Celeste da Furia navegava pelos mares procurando pelos tritões fugitivos. Desde que Radamanthys não encontrou seus "peixinhos" em seu navio pirata, ele ficou fulo da vida. Prometeu caça-los e quando os encontrarem, irá castiga-los. Estava com raiva. Com muita raiva pela fuga dos gêmeos. Era capaz de cometer uma loucura, quando acha-los.
O capitão andava de um lado para outro dentro de seu quarto e isso já irritava o homem que estava sentado em sua cama, olhando para ele.
— Meu capitão, mantenha a calma! Vamos encontrá-los!
— Valentine, não me irrite ainda mais! Você não vai gostar de me ver irritado.
— Mas capitão... Vamos acha-los! Não podem estar longe!
— ... — Ele partiu para cima do outro pirata e o agarrou pelo cabelo, jogando na cama. — Já pedi para não me irritar, Valentine. Mas assim que eu colocar minhas mãos em Kanon, ele vai se arrepender de ter fugido! Ele vai implorar pela morte!
— C-capitão...
Radamanthys se quer parou de puxar o cabelo longo do seu subordinado. Sua raiva era tanta que ele tinha vontade de arrancar cabecas. E Valentine estava bem ali para isso. Ele até chegou a encostar uma adaga em seu pescoço, mas desistiu. Invés disso, ele usou seu subordinado para aliviar a tensão sexual que sentia. O pirata teve suas roupas rasgadas pela lâmina da adaga e acabou realizando os desejos do capitão. Em sua mente, Radamanthys lhe falava que o amava e estavam fazendo amor. Já para o capitão do navio, era Kanon ali com ele. Radamanthys não para ser bruto com o outro. Mas era isso o que ele pretendia fazer com o tritão.
Ele deu mais algumas estocadas fortes e liberou seu prazer. Radamanthys saiu de dentro do corpo do outro homem é se deitou na cama, enquanto Valentine se recuperava do que acabou de acontecer. Assim que seu corpo se acalmou, recolheu o que sobrou das roupas e saiu do quarto, segurando as lágrimas. Ele queria entender o que o tritão tinha que ele não tinha. Era o cheiro de peixe? Os cabelos azuis? Talvez os olhos verdes? Relamente não entendia o que o seu capitão via naquele maldito tritão.
— Espero que esteja morto, Kanon! — Ele falou a primeira coisa que veio em sua cabeça assim que entrou em seu quarto.
Deixou as roupas — ou o que sobraram delas — num canto do quarto e foi se limpar. Tomou um banho de caneca, deixa do a água gelada escorrer pelo corpo. Se lavou com um sabão e tornou a jogar água no corpo. Depois de limpo, se enrolou numa toalha e deixou o pequeno banheiro. Não tinha vontade de cobrir sua nudez e assim, deitou-se na cama fechando os olhos.
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Depois do fez, Saga saiu em disparada para a praia. Nunca pensou que teria coragem de beijar alguém e depois esse alguém lhe beijar tão... Gostoso! Ele andava na areia tocando os lábios e tinha um sorriso bobo na face. Estava tão distraído que qua do percebeu, já estava um tanto longe do Castelo de Aioros.
Quando decidiu voltar, ele nota um corpo próximo da costa, agarrada nas pedras. Antes que pudesse dar um passo, seu ombro é apertado. Ao se virar, Aioros estava lá, montado num cavalo a sua procura.
— Me espere aqui.
— O que foi?
— Tem... Tem alguém ali. Preciso ver quem é!
Ele correu e entrou no mar. Ele retirou as roupas molhadas e pouco tempo depois, sua cauda surgiu e nadou até o corpo nas pedras. Assim que chegou mais perto, Saga viu um outro ser como ele e seus irmãos. Mas ali, não era um tritão e sim uma sereia. A moça loira estava desacordada, mas continuava se agarrando nas pedras, tentando se manter viva. Saga se aproximou e tocou no corpo da moça.
Reconheceu a jovem sereia como sendo Tethis. Ela estava muito ferida, como se tivesse lutado muito. Alguns lugares ainda saiam sangue e ele resolveu tirá-la dali. Colocou o braço dela em sua pescoço e o seu braço na cintura fina e nadou até próximo do humano que um dia salvou. Aioros desceu do cavalo e foi ajudá-lo com a mulher.
— Quem é ela?
— Tethis. Ela era a noiva de Milo no passado.
— Noiva? Como assim?
— Ela foi prometida ao meu irmão. Mas... Descobriu que ela não poderia se casar com ele, por ser... Sua meio irmã!
— O que está dizendo?
— Ela e Milo são irmãos! Ela é um ano mais velha que ele e parece que a mãe deles, engravidou de um outro tritão que não era da nossa colônia. Então eles foram proibidos de se casarem. Não me pergunte mais nada, pois é só o que sei. Não eram para os mais novos saberem disso. Mas eu e Kanon achamos escutando coisas escondidos.
— Escondidos? Ouvir coisas escondidos não é bom. Você sabe, não é?
— Não ouvimos porque queríamos saber, foi um acidente. Eu e ele apenas passávamos e ouvimos. Eu tentei questionar Shion, mas ele não contou o que sabia. Existem muitas coisas quem nós, sabemos. Isso aconteceu muito antes de eu te salvar.
— Entendo.
— Humano... Como vamos voltar? Eu e ela... Bem estamos desse forma... — Saga tocou a cauda azul com um brilho esverdeado. — Ela desacordada... E...
— Tenho uma ideia quanto isso.
Ele se aproximou do cavalo e o fez se deitar na areia. Aioros pegou Saga nos braços e o fez se sentar no lombo do animal. Voltou e pegou a moça com um bela cauda rosa e a colocou nos braços do tritão que a segurou firme. O jovem nobre deu um comando para o animal que se levantou. O tritão quase perdeu o equilíbrio, mas se manteve firme ali em cima. Aioros tentou cobrir da melhor forma ambas as causas de peixes e caminharam para a entrada do castelo.
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Ele andava pra lá e cá na taverna servindo a todos que entravam no recinto. Não estava sozinho. Havia mais uma pessoa que o ajudava. A outra ficava atrás do balcão, servindo rum e comida.
Afrodite ganhara a vida na taverna para esconder seu segredo. Ele e Shura ajudavam um humano com o estabelecimento. Enrico era o dono do lugar. Um italiano que fedia tabaco barato e rum. Ele não sabia da verdadeira história daqueles dois. Apenas sabia que não eram da região.
— Ei vocês dois, voltem ao trabalho!
Eles apenas encararam o homem e voltaram ao serviço que faziam antes. Eis que surgem piratas no local. Shakira e Afrodite não se atreviam a encara-los nos olhos. Apenas faziam seu trabalho colocando copos de rum na mesa deles. Felizmente, ninguém se atreveu a toca-los.
— Olha Máscara da Morte! Já pensou em na proposta de se juntar a nós?
— Agradeço capitão, mas meu lugar é aqui. Em terra firme!
— Ora vamos! Sabemos que não usa esse nome a toa.
— Realmente! Esse apelido se veio do já fiz por aí. Não uso mais esse nome de... Guerra. A menos se precisar! — Deu um sorriso maldoso.
— Então junte-se a mim e aos marujos!
— Agradeço capitão Radamanthys! Não estou interessado na oferta! Já disse que só uso esse nome se realmente precisar!
— Sei que matou muitas pessoas e colocou seus rostos em paredes como troféus. Preciso de um homem assim como você!
— Já disse que não estou interessado! Se for ficar falando disso, eu lhe mato aqui e agora! E ainda assumo o seu navio como o novo capitão! — Disse baixo e ameaçador. Agora deixe que as meninas distraiam a todos vocês!
Ele fez um sinal chamando as mulheres para dar em cima do capitão e de sua tripulação. Radamanthys não gostava daquilo. Aquele homem já foi conhecido como um ser cruel, sem piedade e no entanto, só quer saber de uma vida pacata?
Henrico olhava para os piratas querendo dizimar a todos. Seu instinto cruel veio quando ele ainda era uma criança. Ele viu seus pais serem levados a força peloa piratas e vendidos como escravos. Ele teve sorte em estar escondido. E quando foi procurar pelos pais, descobriu que já estavam mais lá.
Então para sobreviver, ele se tornou alguém sanguinário, mas agora só queria cuidar daquilo que era seu. Nada demais. Mas isso não significa que ele não saia a noite e faça o que sempre fez. Matar. Em sua raiva, só queria matar...
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